Isabella Swan: O Retorno
10 As proezas que só a escola consegue.
Notas iniciais
POV. Bella
Acordamos bem cedo na segunda. Estávamos todos animados com o primeiro dia de aula. Pela primeira vez em catorze anos eu estava indo pro colégio. Depois de um belo café da manhã eu e Damon levamos Ness pra mostramos a surpresa que compramos pra ela pelo primeiro dia de aula. Uma moto BMW S1000RR preta. Renesmee amava velocidade, quase tanto quanto Emmett. Ela entendia tudo, Stefan a ensinou muito sobre mecânica.
Rose estava com a câmera enquanto eu e Damon guiávamos uma Ness vendada pra fora da da casa. Elena Stefan e Emmett estavam lá também pra presenciar o momento. Logo depois já iríamos pra escola.
– Se prepare pra infartar Nessie. — Emm disse animado.
– Oh meu Deus, o que vocês estão aprontando? — O coração dela estava acelerado em espectativa.
– Pronta? — Damon perguntou.
– Sim, Sim. — Tirei a venda dos olhos dela. — OH MY GOD! Uma S1000RR. — Nessie foi até a moto com se a mesma fosse a luz pra uma mariposa. — Gente é incrível. Obrigada. — Ela pulou no meu colo.
– Agora a pirralha vai chegar na escola no maior estilo McCarty. — Emmett, como sempre. — Simbora que já vai dar a hora.
Renesmee subiu na moto e jogou sua bolsa nas costas.
– Vejo vocês lá cambada. — Sorriu ligando o motor.
– O capacete Renesmee! — Gritei entrando na Ferrari preta de Damon.
Emm e Rose foram no Jipe e Lena e Stefan na BMW descapotável prata de Lena.
Algo me dizia que esse dia ia ser no mínimo surpreendente.
POV. Autora
A moto foi a primeira a cruzar o estacionamento da St. Judes High School. O motor roncava alto chamando atenção de todos ali e minutos depois três carros maravilhosos alcançaram a moto, causando um alvoroço dos alunos pra saber quem eram os donos daquelas belezinhas.
A garota ruiva tirou seu capacete e ajeitou seus caxos, os jogadores de futebol próximos a mesma suspiraram com sua beleza angelical. E logo perderam o foco de atenção quando mais três deusas se juntaram a garota. Ninguém ali sabia quem era a mais bonita. Inveja e desejo era o que se passava na cabeça de todos no estacionamento. E ainda mais quando os três Adônis se juntaram as moças, as faces de desaprovação eram notáveis. Como assim a carne nova do pedaço já estava comprometida?
Depois que adentraram a escola o estacionamento explodiu em burburinhos, sobre quão fodas eram os alunos novos.
POV. Rosalie
Depois de um entrada triunfal fomos para nossas respectivas salas, Stefan, Elena e Bella tinham a primeira aula de história assim como eu, o que era bom já que toda aquela gente me olhando estava incomodando. Estava conversando com as meninas até que o professor entra na sala.
– Bom dia alunos. Eu sou John O’Connell professor de história. E vejamos só, esse ano temos novos integrantes na escola. Pessoal essas são Isabella McCarty, Rosalie Hale e Elena Gilbert e Stefan Salvatore. — Suspiros foram ouvidos ao soar do nome de Stefan. Lena rosnou baixo o suficiente só pra nós ouvirmos. — Elas se mudaram recentemente da Flórida. Sejam bem vindas meninas e Stefan.
– Obrigada. — Dissemos em uníssono. Logo John deu continuidade a aula.
– Bom como todos sabem, com exceção de poucos. — Deu uma olhadinha pra gente e piscou.
– Ele me lembra o Ric. — Lena sussurrou.
– Janeiro é época do grande trabalho de campo, onde sem exceção todas as turmas de todos os anos participam. “Professor qual o tema dessa ano?” “Professor como funciona?” — Fez uma voz afeminada nessa parte, rimos. — Vou explicar, calma. O trabalho consiste em três partes cruciais. Primeiramente o trabalho de campo, onde iremos até o local escolhido e faremos as tarefas do roteiro que será entregue no fim dessa aula. A segunda parte consiste em montar uma apresentação em power point sobre a experiência junto com um trabalho encadernado e a terceira e não menos importante será a apresentação pra toda a escola da nata marcada. O trabalho vale metade da nota do trimestre. E o tema será sobre a “Restauração e tombamento de Forks” Como sabem depois que Forks foi inundada pelo tsunami que dizimou quase a população inteira, por meio de grandes doações e do esforço da população a cidade foi restaurada.
– Não. Charlie. Meu Deus. Jake. — Bella sussurrava coisas desconexas e seus olhos se encheram de lágrimas. Apertei sua mão.
– Senhorita McCarty, está tudo bem? — O Senhor O’Connell perguntou confuso.
– Claro, só um pouco de tontura… isso tontura. — Bella respondeu rápido demais.
– Se quiser tomar um ar, se sinta a vontade. — Bells levantou rapidamente e saiu praticamente correndo da sala sendo pega por um Damon de braços abertos na porta.
– Te peguei amor. — Bella já estava soluçando em seu peito quando passaram da porta.
– Como estava dizendo… O trabalho de cada ano é diferente. O Primeiro ano cuidará de relatar a parte geográfica da cidade. O terceiro ano cuidará da história local, lendas, fatos, notícias, tudo. O segundo, que são vocês se responsabilizarão pela parte das entrevistas, moradores, patrocinadores e etc.
Depois de uma longa e detalhada explicação, o senhor O’Connell nos pediu pra nos separarmos em grupos de 4 pessoas. Tão óbvio quanto dois mais dois é quatro eu, Lena, Stefan e Bella ficamos juntos, éramos o grupo 7 de 7. Logo saberíamos quem teríamos de entrevistar.
– Grupo 7 irá ficar com Esme e Carlisle Cullen. Atuais moradores de lá. Tudo o que precisam saber estará na folhinha anexada ao seu roteiro. O ônibus parte na quarta feira as 5 da manhã, autorizações na minha mesa amanhã. Por hoje é só classe, se mandem daqui. — Riu e o sinal bateu.
É parece que teremos que rever os fantasmas do passado.
POV. Renesmee
Três dias se passaram desde do primeiro dia de aula. Hoje iríamos viajar com a Escola rumo a Forks. Cidade natal de minha mãe. Várias tretas por lá.
Foi um sacrífico convencer Bella a ir, mas por fim ela decidiu que passava da hora de enfrentar seus fantasmas.
Eu confesso que estava um pouco nervosa, não pela viagem em sim. Mas finalmente, eu tinha grandes chances de conhecê-lo. Edward Cullen, meu pai biológico. Eu o desprezava pelo que fez a minha mãe, mas não conseguia odiá-lo. Estava curiosa, muito curiosa e com vontade de estapeá-lo até a morte por fazer a mãe mais maravilhosa do mundo sofrer, porém se ele não tivesse feito ela não teria encontrado meu pai, muito menos Lena e Stefan, eu era grata a ele por isso.
Minha família optou por ir de carro até lá, mas eu preferi ir no ônibus com Maggie, minha mais nova amiga. Ela era uma fofura e não me olhava como se eu fosse um ET. Conversamos até chegarmos lá. E é exatamente como minha mãe disse. Frio, úmido e verde.
Desembarcamos e o senhor Bomer ficou falando um monte de leseiras que eu não estava prestando atenção, avistei um posto. Estava mesmo com vontade de ir ao banheiro. Quando voltei não encontrei ninguém da minha turma, ótimo estou perdida no fim do mundo.
Saí andando tentando rastrear algum sinal da minha turma, mas nada. Fiquei vangando sem rumo com fone de ouvido até que esbarro em alguém.
– Mil desculpas. Não estava prestando atenção. — Disse rapidamente.
– Sem problemas. Você parece meio perdida. — Ele disse curioso. O rapaz era lindo, cabelos acobreados, pele clara, olhos dourados. Vampiro, com certeza. Parece que isso é bem comum em Forks. Não me importei com o fato.
– Pois é. Fui ao banheiro e acabei me perdendo da minha turma. Bando de incompetentes. — O rapaz riu, aquele sorriso me era familiar. — Estou aqui por causa da restauração da cidade, sou aluna da St. Judes.
– Bom, parece que hoje é seu dia de sorte. Sou um dos voluntários. Se aceitar, posso te acompanhar até lá.
– Claro, obrigada, mesmo. — Sorri agradecida. Ele me encarava nos olhos, com um tipo de pesar (?) — Algo errado? — Passei a mão nos olhos por reflexo.
– Não, são seus olhos. Me lembram alguém. — Suspirou. Começamos a andar e conversar, ele era realmente muito legal. Não chegamos a caminhar cinco minutos e pronto, encontrei minha turma. Maggie me encarou deslumbrada, ou melhor encarou ele deslumbrada.
– Prontinho senhorita… — Fez uma careta me questionando.
– Salva... McCarty, Nessie McCarty. — Quase falo meu verdadeiro sobrenome na frente de todos. Bella me mataria. Ele me olhou meio espantando pelo sobrenome, foram questão de segundos que um humano não perceberia. — E obrigada, muito, muito, muito obrigada por me ajudar. Minha irmã ficaria louca se eu me perdesse. — O abracei de felicidade, fazia isso quando ficava feliz demais. Minha mãe disse que isso lembrava Alice. — Oh, me desculpe. Minha mãe fala que puxei isso de uma de minhas tias. — Ele riu junto comigo.
– Sem problemas Nessie, eu to acostumado. Isso também me lembra alguém, minha irmã sempre tem acessos de felicidade assim, Alice adoraria te conhecer, tenho certeza. — Wow, espera um pouco. Alice? Meu sorriso foi morrendo, seria muita coincidência. Não podia ser. Vampiro, olhos dourados, cabelos acobreados, sorriso familiar, meu sorriso. Como você pode ser tão desligada Renesmee Salvatore? — A propósito, eu sou Edward, Edward Cullen. — Tudo escureceu.
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