Isabella Potter
20 Nem sempre o mais conveniente é o mais correto

Lucas P.O.V Acordamos pela manhã e logo que ligamos a TV vimos a notícia da nevasca, e que todos os aviões tinham sido cancelados por conta dela. Logo depois arrumamos nossas malas e pedimos o café no quarto.
– Qual é o problema princesa? Você não falou praticamente nada desde que agente acordou – eu perguntei um pouco intrigado, era raro as vezes que ela ficava quieta.
– É só um sonho que eu tive há um tempo, há uns três anos para ser mais exata. Nem sei por que de repente comecei a pensar nisso. – ela falou enquanto comia um bolinho.
– E?
– E o que, nem é tão importante. Eu acabei de me lembrar que tenho que ir no supermercado o Dumbledore tinha dito que queria bolinhos, acho que ele não vai se importar se eu usar a cozinha lá de Hogwarts não é? – eu ignorei a tentativa dela de tentar mudar de assunto.
– Sobre o que você sonhou? Quer dizer se você não quiser contar não precisa eu só achei que... – ela me interrompeu
– Eu sonhei com o Dumbledore morrendo, e... eu vi mas não fiz nada para impedir. – Eu parei de comer e olhei bem nos olhos dela antes de dizer.
– Isso é terminantemente impossível, Isa, você mal deixa um animal morrer, e eu sei que se não fosse a necessidade do sangue você era vegetariana com todas as forças. Se o Dumbledore estivesse morrendo na sua frente você seria incapaz de não fazer nada meu amor.
– Eu sei, mas é que eu pensei nisso e me deu uma sensação estranha, como eu disse é insignificante. – eu bufei.
– Nada que venha de você é insignificante pra mim. – eu disse e me aproximei dela e dei um selinho demorado.
– Tudo bem, e que tal se agente fosse para o supermercado agora? – ela disse assim que eu desgrudei nossos lábios. Eu ri.
– Tudo bem amor, agente vai. E falando nisso, olha eu esqueci de te dar – Eu peguei a capinha com o raio de Zeus e vi a cara que ela fez.
– Tem certeza que você faz questão disso? Tipo todo mundo já sabe que eu te amo, mas essa capinha é meio, Zeus de mais... – Eu ri de como ela tentou dizer de forma sutil que não pretendia usar aquilo no telefone só se nós dependêssemos disso, o que nunca ia acontecer.
– Eu também sou Zeus de mais, e você me ama não é? – eu disse me divertindo com ela.
– Você está mesmo se comparando com uma capinha de telefone?
– Na verdade eu estava zoando você, mas não deu muito certo. – ela deu um tapa no meu braço de brincadeira fazendo eu ter um ataque de risos.
– Ai meus Deuses, eu vou trocar de roupa, porque preciso ir ao SUPERMERCADO. – ela disse a ultima parte um pouco mais alto me fazendo rir um pouco mais se é que era possível.
Eu resolvi me arrumar no outro banheiro assim que meu ataque de risos finalmente acabou, quando eu sai ela já tinha acabado de arrumar tudo.
– Você às vezes me faz me sentir pra baixo. – Ela me olhou com uma cara de confusão.
– Okay, do que é que você está falando?
– É que o fato de você estar sempre linda como uma filha de Afrodite ou até mais que uma me faz questionar porque de você ainda estar comigo sendo que tem vários filhos de Afrodite que...
– Decididamente você não está legal, acho que colocaram alguma coisa no seu café do Starbucks hoje de manhã... A coisa mais obvia do mundo é que agente ama as pessoas pelo o que elas são e não pelas roupas que vestem!
– Eu sei, eu não te amo por você saber combinar as coisas. A esquece, vamos logo comprar oque você precisa.
– Hum... certeza?
– Bem tecnicamente você é que quer ir ne? – Eu perguntei confuso com a pergunta dela.
– Não, quer dizer, a vamos logo — ela pegou a minha mão e agente aparatou, a sorte é que eu já tinha pago o hotel se não agente ia ter que voltar lá.
– Pra onde você mandou as malas? – eu perguntei notando a falta delas
– Pra Hogwarts? – eu assenti e nós fomos atrás dos ingredientes que ela precisava.
Assim que achamos tudo e pagamos, aparatamos de novo e demos de cara com Hogwarts.
– Isso nunca ficou trancado – eu fiz minha observação.
– Pois é a coisa está começando a ficar feia. – ela disse. E procurou algo na bolsa. – Está com a sua varinha ai? Eu esqueci da minha, isso abre com reconhecimento de varinhas.
– Estranho, eu posso simplesmente te desarmar e pronto.
– Reconhece o dono da varinha se você rouba uma varinha automaticamente ela passa a ser “sua”. – eu assenti, peguei minha varinha e coloquei nas trancas que se abriram.
– Como num passe de mágica. – Ela me olhou como se eu não estivesse bem.
– Isso era pra ser engraçado? Porque não foi. – Ela falou rindo da minha cara.
– Okay sua sem graça, anda vamos logo. Sobe ai – Ela ficou em duvida. – Que foi?
– Pra que eu vou subir nas suas costas? – Eu fiz uma cara maliciosa pra ela e ela automaticamente começou a correr, às vezes eu esqueço como ela é rápida.
Agente correu rindo, até que ela tropeçou e eu cai em cima dela.
– Peguei – eu disse ofegante, e depois dei um beijo nos seus lábios que estavam com gosto de cereja.
– Ram... ram – ouvimos isso e nos separamos no mesma hora encontramos o Snape, com cara de poucos amigos, é a cara natural dele. Confesso que ficamos um pouco vermelhos mas foi por pouco tempo... Eu acho. – Dumbledore está esperando você – ele se dirigiu a Isa – E você, ele disse, que você podia ir para o campo de quadribol, teremos um jogo nesta semana, ele disse que você pode jogar se quiser. – Eu sorri, mas ele continuou com a cara de sempre. Olhou para nós dois como se perguntasse porque nós estávamos parados.
– Ata... É... Tchau – ela me deu um selinho rápido e foi caminhando com o Snape, mas não antes que eu pudesse dizer algo mentalmente a ela.
“– Me avisa quando acabar, ou passa lá no campo okay?” – ela respondeu:
“Tá, eu te aviso, e o Snape acabou de falar alguma coisa, não posso conversar” – eu ri com o comentário dela, era mesmo difícil manter duas conversas, uma pessoalmente e uma mentalmente, já provei disso.
Fui para o outro lado em direção ao campo de quadribol quando deixei de vê-los.
Isa P. O. V.
Eu entrei na sala de Dumbledore e ele me olhou com uma expressão estranha, como se estivesse preocupado.
– Obrigado Snape, pode ir. – Snape se retirou, nem sei porque ele tinha ido até ali afinal, eu já conhecia o caminho.
– Sente-se, teremos uma longa conversa. Aceita um chá.
– Não obrigada. – Eu respondi.
– Vou direto ao ponto então, Isabella você sabe que às vezes precisamos fazer escolhas difíceis mas que implicam no bem de uma sociedade. – Eu assenti e senti um calafrio – A missão do seu irmão é encontrar as horcruxes e destruí-las, e a minha é tentar ensinar a ele o que ele precisa. – Eu assenti novamente – Quando você tem poderes isso implica em responsabilidades, e perdas. O que eu estou querendo dizer é que, eu já sou um homem velho, e apesar disso eu cai em um truque simples, está vendo isso? – Ele estendeu sua mão para mim, era veneno, uma maldição antiga, difícil de curar, mas com um pouco de persistência eu tenho certeza que conseguiria – Eu já vivi, o que tinha que viver e não lhe chamei aqui para me curar, eu lhe chamei aqui para ter certeza de que você vai me deixar morrer quando for a hora – eu senti minha respiração falhar. – Está vendo essa varinha, é a mesma que está no livro de histórias, é a varinha das varinhas, e eu preciso ser morto por alguém que não seja Tom, se ele a pegar será difícil vence-lo, ou melhor quase impossível. Eu já tenho um plano, Draco foi o escolhido por ele para me matar, mas eu não posso deixar que isso aconteça, por isso pedi a Snape, Snape não é inimigo, não se esqueça disso ouviu? – Eu acho que finalmente recobrei a fala, ele tinha acabado de dizer que ia morrer por escolha?
– Eu ... Eu posso te salvar e... – ele me interrompeu.
– Não, você não pode, nem sempre o mais conveniente é o mais correto, eu sei que você vai me entender um dia. Sacrifícios são necessários, e eu já sou um homem velho, já vivi tempo suficiente.
– Você não pode estar me pedindo isso – Eu vi as lagrimas chegando em meus olhos, eu sempre soube chorar de duas formas, uma delas eram lágrimas normais e a outra podia curar ou matar, então eu sempre choro da primeira forma. – Eu não consigo, me peça qualquer coisa menos isso.
– Escute, a minha hora chegou, eu te peço que me deixe morrer, você precisa conseguir, e você vai. Eu te prometo que você vai me entender um dia. – eu não precisava nem de um segundo para entender o que ele queria dizer, se ele não morresse por alguém que não fosse Voldemort, ele se tornaria o rei da morte, eu conseguia entender que ele precisava se sacrificar, mas porque ele tinha que pedir isso a mim. Eu senti minha visão ficar um pouco turva por conta das lágrimas que finalmente caíram. Então era isso? Eu tinha que deixar ele morrer como se não pudesse fazer nada?
– Vai ficar tudo bem, os mortais não são eternos meu amor, eu sei que você não vai me decepcionar. – Ele disse enquanto me dava um abraço.
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