Isabella Potter
8 Visita Parte II
Notas iniciais
No capítulo anterior …
– Desculpem, mas será que alguém me pode dizer quem raios é esse tal de Edward?! – ops tinha esquecido que o Lupin não sabe.
– É um rapaz aqui de Forks que eu conheci, de quem eu gosto e que é o meu namorado. – disse sorrindo amarelo.
– Por outras palavras é o vampiro que namora a Bella. — Charlie disse. O QUÊ?
N/B: Pessoal, para quem não sabe como é o Lupin (ou não se lembra) ele é assim: Lupin
P. O. V. Bella
– O quê, Charlie? O Edward não é nenhum vampiro, de onde tiras-te essa ideia? – perguntei nervosa.
– Bella, pelo amor a Deus, não me queiras fazer de parvo, que já sou mais velho que tu.
Pelos vistos Charlie tem mesmo a certeza, não vale a pena negar.
– Como é que descobriste? – deixei a curiosidade falar mais alto.
– Eu também tive aulas de Defesa contra as Artes das Trevas, Bella, aprendi a reconhecer outras criaturas mitológicas. E as lendas dos Quileute sobre eles também ajudavam, a descrição deles batia com a de um vampiro. Claro que achei estranho Carlisle trabalhar como médico, afinal os vampiros bebem sangue, não devem conseguir resistir-lhe, por isso sempre tive dúvidas sobre se eles eram ou não vampiros, mas na noite passada tive a confirmação.
O que é que eles fizeram? Que eu saiba nenhum deles lutou contra Bellatrix à frente dele. Acho que a minha expressão demonstrava toda a confusão que sentia, porque Charlie logo explicou.
– Não te esqueças que na Ordem de Fénix aprendemos a ser bons observadores. Ontem, graças a isso, vi que eles apresentavam marcas, como se estivessem estado a lutar e que eu saiba a única pessoa com quem poderiam ter lutado era a Bellatrix e se fossem simples Muggles a tentar lutar com ela, tinham morrido num instante – estremeci com a imagem dos Cullen mortos pela Bellatrix – e além disso, durante a noite nenhum deles apresentou sinais de cansaço de querer dormir, comer ou sequer ir à casa de banho, estavam perfeitamente normais, como se em vez de ser madrugada fosse uma tarde normal. Os vampiros não dormem, não se cansam. Depois de muito pensar, lembrei-me que quando começas-te a namorar com ele, estavam a ocorrer umas mortes estranhas nos arredores de Forks e tu quiseste ir embora com uns argumentos que eu nunca cheguei a perceber, dizias não querer ficar presa aqui, que não era o teu lugar. Tu sabias que não podias sair, que estarias a por a ti e a muitas outras pessoas em perigo, não ias assim embora só por não quereres ficar aqui presa, até porque sabes perfeitamente que quando isto tudo acabar podes ir embora, e em vez de teres Desaparecido, foste embora na maneira Muggle, no carro, como se soubesses que alguém te estava a ver ir embora. Comecei a ligar os factos e tive a confirmação do que já sabia, os Cullen são vampiros.
Ok, eu tenho que admitir, os fundamentos de Charlie eram todos válidos. Tinha-me esquecido que, em Hogwarts tínhamos aprendido sobre vampiros e que para ele, um feiticeiro já com muita experiência, era de se esperar que identificasse quando uma pessoa não é humana. Mas eu ainda tinha uma dúvida.
– Porque é que nunca me contaste que sabias?
– Porque eu também sei que alguns segredos são para se guardar, se vocês não me contaram é porque tinham os vossos motivos e eu respeito isso.
Dei um sorriso tímido para ele.
– Desculpa, nós não podíamos mesmo te dizer e nem me ocorreu que soubesses.
Ele também sorriu para mim.
– Esperem ai, então o rapaz que a Bella namora é um vampiro? – Lupin perguntou.
Com isto tudo até me tinha esquecido que ele estava aqui.
– Sim, ele e toda a sua familia.
– Por amor a Deus Isabella, — dava para ver que ele estava zangado — os vampiros são perigosos, e se um dia ele se descontrola e te bebe o sangue? Queres morrer? É que só pode ser, se não for por Aquele que nós sabemos é por esse vampiro a que chamas namorado. E como assim familia? Que eu saiba os vampiros não costumam andar em grupos maiores que três e são designados como clãs.
Agora quem ficou zangado fui eu, o Lupin pode ser como um tio para mim, mas isso não lhe dá o direito de falar assim de Edward.
– Tu não o conheces, o Edward não é assim. Ele e toda a sua familia são vegetarianos, não bebem sangue humano, mas sim animal e são como uma verdadeira familia, podem não ter laços de sangue mas têm laços afectivos que são mais importantes, eles amam-se como uma familia deve se amar. E ao todo são sete, quatro homens e três mulheres.
– Tu gostas mesmo dele, não é? – acenei com a cabeça.
– Eles são a familia que eu sempre quis ter, e tratam-me como se fizesse parte dela.
– Ok, Bella, eu vou dar-lhes o benefício da dúvida, – sorri – mas – tem sempre que haver uma mas – amanhã quero conhece-los.
– Isso quer dizer que ficas? Que amanhã ainda cá vais estar.
– Claro, tenho de ver se o James aprovaria o rapaz com que a filha namora. – ele disse e desatou a rir, eu e Charlie juntamo-nos a ele.
Ainda ficámos mais um bocado à conversa, Lupin quis saber como era Edward e eu contei-lhe tudo o que tinha acontecido (tirando a parte de Vitória, isso queria contar com os Cullen presentes) e quando o Lupin soube que ele tinha-me deixado por uns meses e o Charlie foi muito simpático ao lhe dizer pormenorizadamente o estado em que fiquei, ele ficou furioso com Edward e até começou a fazer planos de uma vingança contra ele com Charlie, planos esses que iam desde coisas pequenas como transforma-lo num pássaro até coisas mais graves como lhe lançar a maldição Crucio para ele também sofrer como eu sofri, é claro que em todos os planos eu intercedi a favor de Edward e cortei logo as suas ideias até que o sono se começou a fazer presente e fui fazer a minha higiene pessoal e dormir enquanto eles continuaram a falar na sala.
Acordei de manhã, com um sentimento que há muito não sentia.
Sentia-me livre, livre de mentiras, livre de fingimentos. Agora que todos os Cullen e especialmente Edward sabem do meu segredo já não tenho mais o que esconder, nem preciso de lhes mentir, e isso sabe … muito bem. Finalmente posso ser eu própria sem estar com medo de falar demais e acabar por lhes revelar a verdade.
Levantei-me da cama e fui tomar um duche rápido e vesti uma roupa, que tenho a certeza Alice ia adorar, um cai-cai branco com um cinto castanho, umas calças jeans pretas e uns sapatos de salto alto que eu achei uma fofura, cremes com renda, para completar o visual coloquei uma pulseira dourada com flores e um anel também dourado, é acho que o meu estado de espirito se está a reflectir na minha roupa.
Desci as escadas apoiada ao corrimão e com muita atenção aos meus pés, o facto de agora usar saltos não quer dizer que o meu equilíbrio melhorou, apenas ficou um bocadinho mais estável. Sinceramente, ainda estou para descobrir como é que, em Hogwarts, me conseguia equilibrar na vassoura e jogar na equipa de Quiditch, eu era seeker (N/B: apanhadora em brasileiro), ou seja, tinha de passar o jogo todo atrás de uma pequena bola de ouro chamada Snitch que daria 150 pontos à minha casa e o jogo só terminaria quando ela fosse apanhada, e para ser sincera, eu era a melhor (modéstia à parte), nunca perdi uma Snitch em todos os jogos que joguei.
Em Hogwarts, o que mais adorava fazer era jogar Quiditch, cheguei mesmo a pensar em fazer carreira, não só porque gosto realmente da sensação de voar, como também porque faz-me sentir … que o meu pai teria orgulho de mim. Ele também era seeker dos Grinfindors, e pelo que me contaram era um dos melhores que aquela escola já teve, por isso antes de todos os jogos eu pensava nele e fazia de tudo para ganhar, para o deixar com orgulho da filha e não se arrepender de ter dado a vida por ela. Eu sei que ele me está a observar de algum sítio junto com a minha mãe e que os dois estão a zelar por mim.
Quando dei por mim, algumas lágrimas caiam dos meus olhos, isto é o resultado de pensar nos meus pais, as saudades batem forte e as lágrimas vêm-me aos olhos. Enxuguei-as rapidamente e sai do meu quarto indo em direção à cozinha onde Charlie e Lupin já se encontravam.
– Bom dia Bella. – Lupin cumprimentou-me assim que me viu.
– Dormiste bem, querida? – Charlie podia não ser meu pai, mas uma coisa é certa, ele trata-me como uma.
Sorri e respondi-lhes.
– Bom dia, sim, dormi bem, obrigado.
Tomamos o pequeno-almoço em meio a conversas e risadas, mas houve uma conversa que, eu, sinceramente não esperava.
– Bella, eu tenho uma coisa para te contar. – Lupin começou a falar meio nervoso.
– Fala.
– Bem … lembras-te da Tonks? — É claro que lembro, ela é um bocadinho difícil de esquecer. – quem é que consegue a conhecer e esquecer-se dela?
A Tonks é uma Auror um bocado diferente, tem a habilidade de mudar o seu aspecto sempre que quer e a qualquer momento, e para quem pensa que eu sou desastrada ao lado dela quase que parece que nunca caiu ou vou contra algo, ele sim, é o desastre em pessoa, mas é um amor de pessoa (quando não a chateiam).
– Nós os dois casamo-nos …
– O QUÊ? SÉRIO? AI MEU DEUS! – comecei a gritar, interrompendo-o. Fiquei mesmo feliz ao saber, Lupin esteve muito tempo sozinho e é bom saber que ele tem alguém a seu lado.
– Sim, Bella, é verdade, não precisas de gritar. Até porque eu tenho outra notícia. respirou fundo – ela está grávida, eu vou ser pai.
Ok, para tudo! Eu ouvi bem? Remus Lupin vai ser pai? Meu Deus por esta, eu não esperava mesmo. Sorri para ele.
– Parabéns aos dois, tenho a certeza de que serão uns grandes pais. – fui sincera no que disse enquanto o abraçava.
– Obrigado Bella. – ele sorriu e retribui o abraço.
Acabámos de tomar o pequeno-almoço e fomos até à casa dos Cullen, afinal Lupin ainda queria conhecer o meu namorado vampiro e assegurar-se de que ele era seguro para mim.
Charlie já estava a pegar nas chaves do carro quando tive uma ideia, há um meio de transporte bruxo que há muito tempo não uso e já que a minha é uma das melhoras não vejo o porquê de, agora que o meu segredo foi desvendado, ela permanecer no sótão a apanhar pó.
– Que tal variarmos um pouco e deixar-mos o carro em casa?
Eles olharam os dois para mim confusos.
– E como é que queres ir para lá, ainda fica um bocado longe. – Charlie perguntou.
– Ora gente, nós não somos bruxos? Que tal uma corridinha de vassoura? – desafiei.
Eles, como homens que não recusam desafios, aceitaram. Charlie tinha uma vassoura a mais que pertencia à sua falecida mulher (sim, eu sei a história dele, quando ele me contou ficamos mais próximos um do outro vido a partilhar-mos a dor de ter visto a nossa familia ser morta por nossa causa) e emprestou ao Lupin. Cinco minutos depois estávamos na floresta atrás da minha casa num ponto onde ninguém nos veria a prepararmo-nos para começar a corrida.
– Em 3, 2, 1, AGORA! – fiz a contagem.
Levantamos voo e seguimos na direção da casa dos Cullen, Charlie para não deixar Lupin em desvantagem tinha-lhe dado indicações do caminho a seguir para lá chegar e de onde ficava a casa.
No início da corrida fiquei um bocado mais para trás apenas a aproveitar a sensação de voar novamente, mas a meio comecei a voar com a potência máxima da vassoura e consegui ultrapassá-los aos dois.
Quando avistei a casa comecei a descer e aterrei com os pés no chão suavemente. Charlie e Lupin chegaram ao mesmo tempo uns segundos depois, ficando empatados.
– Ganhei, ganhei, ganhei … – comecei a dizer.
– Já se percebeu Bella. – Lupin respondeu-me.
Soltei uma risada e virei-me na direção da porta, encontrando os Cullen no alpendre com uma expressão confusa.
– Bella, sou eu que ando a imaginar coisas ou vocês vieram mesmo numa vassoura? – Emmett foi o primeiro a expressar a sua confusão.
– Ah Emmett, somos bruxos, algumas lendas sobre nós tinham de estar certas. – falei rindo, na verdade de todas as lendas que existiam muitas não correspondiam à realidade como o facto de as bruxas serem gordas, terem um cabelo que mais parece palha e uma verruga no nariz ou serem verdes, apenas 30% das lendas eram verdadeiras.
– Bem, vamos começar com as apresentações, — comecei – Lupin estes são os Cullen, Carlisle, Esme, Jasper, Alice, Rosalie, Emmett e Edward – ia indicando com a mão cada um enquanto dizia o nome, depois virei-me para os Cullen – e este é Remus Lupin, ele é praticamente um tio para mim. – sorri para ele.
–Tinhas razão Charlie, eles correspondem à descrição de vampiros que vem nos livros de Defesa contra as Artes das Trevas. – virou-se para Edward, por favor alguém me tire daqui, que isto é capaz de correr mal! – Com que então, tu é que és o namorado da Bella.
– Sim senhor, sou eu. – Edward estava cauteloso com as respostas, se eu não o conhece diria que estava com um bocado de medo de Lupin.
– Sabes uma coisa rapaz? O pai dela era um dos meus melhores amigos, eramos como irmãos e eu, antes de ele morrer, fiz-lhe uma promessa, prometi-lhe que protegeria sempre a sua princesinha, contra tudo e todos, durante o tempo não a pude cumprir é verdade, mas agora que aqui estou, a última coisa que pretendo fazer é faltar a essa promessa, por isso deixo-te um aviso, voltas a magoa-la e eu juro que te vou seguir até ao Inferno se for preciso e tu vais aprender porque é que não se deve meter com um bruxo. – Lupin falou com um sorriso de canto e vi Edward engolir em seco.
Onde é que está o kit “faça o seu buraco para enfiar a cabeça” quando é preciso?
– Magoa-la é a última coisa que eu quero, senhor, ela é demasiado importante para mim para me arriscar a perde-la. — Edward mas falou um pouco nervoso mas com voz firme.
– Muito bem, rapaz. Mas não pude deixar de reparar numa coisa, Charlie lembras-te daquele rapaz que competiu com a Bella no torneio dos Três Feiticeiros e morreu? – ele acenou afirmativamente com a cabeça – Ele faz-me lembra-lo imenso, se não soubesse que não é bruxo arriscaria até a dizer que era ele transformado.
Charlie ainda respondeu a Lupin mas eu não prestei muita atenção, na minha cabeça apenas um pensamento me invadia.
Cedric.
Notas finais
Gostaram do capitulo? Espero que sim.
Espero que comentem muito até porque desta vez têm 3 razões para o fazer:
1ª - hoje é o meu aniversário
2ª - amanhã é o aniversário da nossa querida co-autora Ju
3ª - desta vez até que o capitulo saiu bem rapidinho.
Comentem muito (nem que seja só a dar os parabéns), mandem recomendações e leitores fantasmas saiam das sombras e venham para a luz que é bem mais agradavél.
Beijos
N/Lissah: Olá meninas!
Tudo bem com vocês? Espero que sim! :)
Bem aqui estamos com mais um capitulo!
Eu adorei ele todinho! E no final eu até ri com o medo do ed! kkkk'
Bem esperamos que comentem! ;)
Beijos!
N/Ju: Espero que tenham gostado e mandem MUITOS comentario por que e meu aniversario e da Bia então meu povo, um beijão!
Fale com o autor