Isabella Potter
4 Revelações
Notas iniciais
Boa leitura.
No capítulo anterior …
Olhei para Edward, que estava com uma cara assustada e sussurrei:
- Eu amo-te.
Foi quando vi um clarão de luz pelo canto do olho e, sentindo-me ser atirada contra outra árvore, entreguei-me à escuridão já sem força no corpo.
P.O.V Edward
Tudo parecia perdido. O feitiço ia em direção da Bella e ela estava muito fraca para se conseguir desviar, tentei ir em sua direção, mas Emmett e Jasper seguraram-me.
- Edward, não vais conseguir lá chegar a tempo, só vais fazer pior, a Bella vai conseguir safar-se.
Jasper tentava-me acalmar, mas não estava a conseguir. Eles não liam pensamentos, não sabiam que aquele era o feitiço da morte que assim que atingisse Bella ela morreria.
Bella virou-se para mim e num sussurrar em que apenas os seus lábios se moveram disse:
-Eu amo-te.
Nesse momento o meu mundo desabou, ela sabia que não conseguiria se safar e estava a despedir-se.
Não, NÃO, NÃÃÃO!
Ela não podia morrer, não podia desistir, não podia … deixar-me.
Nesse momento vi um clarão de luz aparecer e Charlie materializar-se, como é que ele fez aquilo?
Quando olhou para Bella arregalou os olhos e apontou-lhe a varinha.
- Flipendo.
Nesse momento Bella foi atirada contra outra árvore saindo da trajetória do feitiço da morte que acertou na árvore.
- Mas … como? Charlie – Bellatrix olhou para Charlie com uns olhos que meteriam medo até ao Diabo – seu velho idiota! Como é que te atreves?
- Calada Bellatrix! Se achas mesmo que eu te vou deixar matar Isabella estás muito enganada! Só lhe voltarás a tocar quando eu estiver morto!
- Então não vai demorar muito, acabo contigo e depois trato da saúde ali da bebezinha Potter.
- Hammas Fuodellios!
Bellatrix conseguiu se desviar.
- Incarcerous.
Foi a vez de Charlie se desviar.
- Bombarda.
Charlie acertou na árvore ao lado de Bellatrix fazendo com que ela caísse em cima de Bellatrix.
- Wingardium Leviosa.
Bellatrix enfeitiçou a árvore impedindo-a de cair em cima de si e atirou-a para cima de Charlie que desapareceu num clarão de luz e voltou a aparecer atrás de Bellatrix.
- Expelliarmus!
- Hahaha muito bem velho conseguiste desarmar-me, pena que não será por muito tempo.
- Petrificus Totalus.
Bellatrix desapareceu numa nuvem de fumo, reaparecendo ao pé da sua varinha apanhando-a. O duelo entre eles estava demorado e eu e a minha família íamos ficando cada vez mais apreensivos, os dois era muito bons mesmo, sempre que um lançava um feitiço o outro conseguia se desviar ou lançar um contra-feitiço acetando um no outro poucas vezes, não dando assim margem para perceber que iria ganhar aquela batalha e nem para um de nós ir buscar a Bella que estava desmaiada e pô-la a salvo.
Passaram-se mais uns minutos repletos de feitiços até que Bellatrix olhou para Bella desmaiada e deu um sorriso de arrepiar. No segundo seguinte ela tinha desparecido e voltado a aparecer junto a Bella apontando-lhe a varinha ao coração.
- Larga a varinha Charlie, a menos que queiras que eu acabe com a vida da queridinha agora mesmo!
Charlie ficou paralisado e pelos seus pensamentos pude perceber que ele não sabia o que fazer.
Era agora, tudo estava perdido. Não, não, isso não pode acontecer, a Bella não pode morrer!
P.O.V Charlie (N/B: Ele também merece ter um pov dele) (N/Charlie: Brigado Bia!) (N/B: De nada, agora volta para a história!)
O meu coração parou quando vi Bellatrix a apontar a varinha a Bella.
Bella … aquela menina havia conquistado o meu coração, não de uma forma romântica, até porque ela ama o Edward, mas sim como uma filha conquista o seu lugar no coração de um pai.
Eu sei que ela não é minha filha verdadeiramente mas eu gosto dela como se fosse, não me importa se temos o mesmo sangue ou não, até porque pai é aquele que nos ajuda e dá o amor paternal que todas as crianças precisam.
Sempre admirei muito a Bella, não são todos os que vêm os seus pais serem mortos à sua frente e que, depois de ter sido tratada como uma escrava em casa dos únicos familiares que ainda tem, não se torna uma adolescente rebelde que não se importa com mais ninguém, muito pelo contrário, Bella tem um coração puro, põe sempre os outros em primeiro lugar. Ela lembra-me muito os seus pais, James e Lily Potter, nota-se à distância que é filha deles, não só na aparência (ela é a cópia exata de Lily, apenas os olhos e a cor de cabelo são de James) mas também nas qualidades, herdou deles a bondade e a coragem e também a capacidade de se por em sarilhos de James.
Ao início, quando ela veio para minha casa, fiquei um pouco receoso, nunca tinha vivido com uma adolescente e para ser sincero, também já há muito tempo que não sou um, mas com o passar dos dias tudo começou a correr com naturalidade era como se já nos conhecêssemos há anos e não há apenas alguns dias. Mas foi, no período em que o Cullen a deixou que nos aproximamos mais e começamos a ter uma relação pai-filha.
E agora aqui estava eu, a ver a minha menina a um feitiço de ser morta e não há nada que eu possa fazer, nada que a possa salvar, estou entre a espada e parede!
Larguei a varinha, não queria dar mais motivos a Bellatrix para lançar o feitiço final contra Bella.
- Hahaha admite Charlie, perdeste! E agora a bebezinha Potter vai poder reencontrar os papás. – ela falou a última parte como se estivesse a falar com um bebé.
A raiva subiu-me à cabeça, se a vida de Bella não estivesse em perigo eu ia-me a ela, à se ia, e desta vez ela só sairia daqui para a cova!
Bellatrix apontou melhor a varinha ao coração de Bella e ia começar o feitiço quando um clarão de luz apareceu e ela foi atirada contra uma árvore afastando-se de Bella, apanhei a minha varinha no momento em que vi que era Minerva Mcgonagall quem Apareceu.
Como é que ela soube?
Deixei essa questão para mais tarde e pus-me ao lado dela na posição de ataque.
- Olha se não é agora a dupla de velhos! Eu vou-me embora, mas isto não fica assim, o meu Lorde vai saber de tudo e vocês vão se arrepender de ter protegido essa criatura! — dito isto, ela foi-se embora.
Virei-me para a Mcgonagall.
- Minerva, muito obrigado, já não sabia o que fazer para salvar a Bella.
- Não precisa agradecer Charlie, afinal eu apenas respondi ao seu patronus.
- Patronus, eu não enviei nenhum patronus. – ok, agora eu estava confuso.
- Nós já falamos Charlie é melhor levarmos Isabella para dentro e curar as suas feridas.
Fomos até Bella e peguei-a ao colo levando-a para dentro onde Carlisle nos disse para a deitarmos no sofá e a começou a examinar, Edward estava à sua cabeceira a fazer-lhe festas no cabelo. Passados uns minutos Carlisle informou-nos que Bella tinha três costelas partidas, mas que nenhuma delas tinha perfurado algum órgão, e o braço esquerdo também estava partido.
- Eu não tenho aqui gesso para lhe por, teremos de ir ao hospital, mas é perigoso movê-la, as costelas podem perfurar algum órgão.
- Não vai ser preciso levá-la ao hospital. Braquium Remendo.
- Impressionante, os ossos dela voltaram ao sítio. – Carlisle murmurou.
- Edward é melhor a levares para o teu quarto, lá ela poderá descansar melhor.
- Sim, mãe. Eu vou ficar com ela, até acordar. – Edward a pegou e levou-a para cima.
- Charlie, há bocado pareceu-me que disseste que não me enviaste o patronus a informar-me.
- Não, eu não enviei-me. De que forma era o patronus que recebeu.
- Era uma corça.
- O meu patronus é um cisne.
- Então quem é que terá sido?
- Desculpem a intromissão, mas eu e a minha família podíamos saber o que se está a passar. – Carlisle perguntou.
- Oh desculpem, esqueci-me totalmente. Esta é Minerva Mcgonagall, professora de Transfiguração na escola de Hogwarts.
- Hogwarts? — foi a vez de Emmett perguntar.
- Bem, é melhor sentarmo-nos é uma longa história.
Sentamo-nos todos confortavelmente e começamos a explicação sobre o mundo da feitiçaria, sobre Hogwarts, sobre a guerra e sobre Lord Voldemort falando também de Dumbledore apenas deixando a história de Bella de fora, essa teria de ser ela mesma a contar.
P.O.V Bella
Fui começando a recuperar os sentidos aos poucos, primeiro comecei a sentir que estava deitada em cima de algo fofo e não mais na relva do lado de fora da casa, senti também que alguém me fazia festas no cabelo e depois ouvi a voz que eu mais amava no mundo.
- Bella … Bella … acorda amor, por favor. – Edward sussurrava ao meu ouvido.
- Edward? – perguntei fracamente.
- Estou aqui pequena.
Lentamente abri os olhos notando que estava no quarto de Edward e ele estava ao meu lado.
- Bella finalmente acordas-te.
- Fiquei inconsciente muito tempo?
- 2 horas, 59 minutos e 1 segundo. – eu tinha ficado desacordada durante muito tempo.
- Meu Deus, onde é que estão todos?
- Na sala, à espera que acordasses …
- Espera, — interrompi-o – como é que eu estou viva? Quer dizer, ela lançou-me a maldição da morte, devia estar morta.
Edward estremeceu.
- Antes do feitiço te acertar Charlie apareceu e tirou-te do caminho.
- Charlie, como é que ele está? Ficou ferido?
- Calma Bella, Charlie está bem, depois que desmaias-te ele continuou a lutar contra a Bellatrix até que apareceu outra senhora, uma Minerva Mcgonagall e o ajudou. – os meus olhos arregalaram-se.
- A professora Mcgonagall está cá?
- Sim, lá em baixo, na sala – comecei a levantar-me – Bella, onde é que vais? Precisas de descansar.
- Eu já descansei, agora preciso ir lá abaixo. – ele suspirou e ajudou-me a levantar. O caminho todo ele foi com o braço na minha cintura a dar-me apoio.
- Bella! – ouvi várias vozes exclamarem quando me viram.
Edward ajudou-me a sentar no sofá e sentou-se ao meu lado, dando-me a mão.
- Professora … — comecei, mas sem saber o que iria dizer.
- Potter – lá vem sermão — foi uma grande irresponsabilidade teres-te envolvido assim na luta e nem sequer teres chamado alguém para te ajudar, não sabes que o teu acto poderia ter graves consequências, tu ias morrendo!
- Eu não podia ficar quieta no meu canto a assistir …
- Mas antes de te envolveres podias ter enviado um patronus a mim ou a Charlie, mas não, resolves-te atirar-te de cabeça sem pensar nos riscos em que te estavas a meter!
- Desculpe professora. – pedi baixando a cabeça.
- Bella, querida – Esme começou, provavelmente tentando aliviar a tensão – Charlie e a senhora Mcgonagall estiveram a nos contar sobre o mundo mágico mas não quiseram nos dizer o porquê de andarem atrás de ti porque tem a haver com a tua história de vida.
- E ficaram curiosos com a minha história, certo?
Eles acenaram com a cabeça.
- Muito. – exclamou Emmett.
- A minha história começa quando eu nasci, havia uma profecia que dizia "Aquele que detém o poder para derrotar o Senhor das Trevas aproxima-se… nascido daqueles que três vezes o desafiaram, nascido quando o nono mês principiar… e o Senhor das Trevas vai marcá-lo como seu igual, mas ele possuirá um poder que o Senhor das Trevas desconhece… e um terá de morrer às mãos do outro, pois nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver… aquele que detém o poder para derrotar o Senhor das Trevas vai nascer quando o nono mês principiar…", como sabem, eu nasci a treze de Setembro, o que me dava um lugar na lista de pessoas que poderia derrotar Voldemort – vi Charlie estremecer com o nome – e os meus pais pertenciam à Ordem de Fénix e já haviam, por diversas vezes, o desafiado o que fez com que … ele pensasse que era eu que estava destinada a derrota-lo então, um ano depois que nasci, no dia 31 de Outubro, o amigo dos meus pais que guardava a localização da casa deles revelou-a e permitiu que Voldemort lá fosse e os matasse, Voldemort matou primeiro o meu pai que estava ao pé da porta a tentar dar tempo à minha mãe para que fugisse comigo, mas ela não conseguiu e quando chegou ao quarto pôs-me no berço e colocou-se à minha frente protegendo-me, Voldemort matou-a sem dó nem piedade à minha frente e depois tentou matar-me a mim, mas não conseguiu porque o sacrifício da minha mãe, criou uma barreira muito poderosa que impediu que a Maldição da Morte me acertasse, fazendo ricochete e acertando em Voldemort, ele não morreu, mas desapareceu.
Nos dez anos seguintes eu vivi com os meus tios e o meu primo, eles são Muggles e nunca me contaram a verdade sobre a morte dos meus pais por não permitirem a magia. Durante todo o tempo que vivi lá eles trataram-me como uma escrava, eu dormia num armário debaixo da escada cheio de aranhas e só me davam as roupas que já não serviam ao meu primo (que não só era rapaz como também era bem mais gordo que eu), até que, umas semanas antes de fazer 11 anos, recebi a carta de Hogwarts e finalmente pude sair de casa dos meus tios. Ainda lá passava os verões só que pelo menos no resto do ano eu estava na escola, lá fiz grandes amigos e ganhei meio que uma família nova: os Weasley, eles tratavam-me como uma irmã e uma filha e durante o verão eu ia sempre lá passar as algumas semanas das férias. Gostava muito da vida em Hogwarts, apesar de todos os anos arranjar um sarilho novo em que me meter, mas no quarto ano tudo mudou quando eu fui escolhida para o torneio dos três bruxos, eu nem sequer me tinha inscrito porque era só para alunos com 17 anos, por isso fiquei muito surpresa. No final do ano descobrimos que tinha sido uma armação de um Devorador da Morte, para que, na última prova, eu fosse parar ao cemitério onde o pai de Voldemort está enterrado, e ele conseguiu, eu cheguei lá com mais um rapaz da minha escola, quando o Devorador da Morte o viu matou-o e depois acorrentou-me, impedindo-me de fugir, depois começou a fazer uma poção e eu descobri que ele queria um bocado do meu sangue – toda a gente quer o meu sangue pensei – para fazer Voldemort voltar ao seu corpo, e foi o que aconteceu, ele voltou ao corpo, nós lutamos e eu consegui fugir e levar o corpo de Cedric para os pais. O ano seguinte foi difícil, quase ninguém acreditava em mim e em Dumbledore quando dissemos que Voldemort havia regressado, mas depois de mais uma luta contra Voldemort, desta vez no ministério, toda a gente acreditou e pediram-nos desculpa. No ano seguinte, quando eu estava no sexto ano, os Devoradores da Morte conseguiram matar Dumbledore e eu tive que vir para Forks, o resto da história vocês já sabem. – acabei com as lágrimas nos olhos e a sentir os olhos de Edward a arderem em mim, ele tinha largado a minha mão.
- Oh, minha querida, tu já passas-te por tanto, eu lamento imenso. – Esme veio me abraçar.
- Com licença. – Edward disse e foi para o quarto.
Sai dos braços de Esme.
- Eu vou atrás dele. – disse e sai da sala.
Quando cheguei ao quarto, Edward estava sentado, com as mãos na cabeça.
- Amor …
- Porquê? Porque é que nunca me contas-te Bella? Eu contei-te tudo da minha vida, até o que eu não queria, mas mesmo assim contei porque não queria que houvesse segredos entre nós, e agora, um ano depois quando eu pensava que já não havia segredos, descubro que a minha namorada me mentiu sobre a sua vida toda.
— Edward, eu posso explicar.
Ele olhou para mim pela primeira vez e eu vi a tristeza nos seus olhos, o que me fez sentir pior comigo mesma.
- Eu queria proteger-te, não podia contar a ninguém, já pus demasiada gente em perigo e não queria que isso acontecesse contigo e com a tua família. Eu amo-te.
- Se me amasses mesmo, não me terias mentido este tempo todo.
- Edward, por favor … — a esta altura já estava a chorar. Ele desviou o olhar de mim. – Eu amo-te, a sério. Só te queria …
- Proteger. Bella eu sou um vampiro achas que não consigo me proteger sozinho? É claro que consigo.
- Não contra um feiticeiro.
- Bella, isso não importa. Quero lá saber se não me consigo defender contra feiticeiros, o que importa é que tu não me contaste, que me mentiste! Deves-te ter divertido muito quando eu não estava contigo, a pensar no idiota que sou por estar sempre a preocupar-me com a tua segurança pensando que tu eras indefesa, quando na verdade de indefesa não tens nada. Espero que te tenhas divertido a gozar comigo.
- Edward, eu nunca gozei contigo, eu amo-te a sério, tu és tudo para mim.
- NÃO, NÃO SOU! – ele gritou assustando-me, quando notou baixou a voz – Se me amasses mesmo não me mentirias, não querias ter segredos de mim.
- Edward, por favor … — eu já chorava e muito.
- Sai daqui, Bella. Por favor.
O pedido dele partiu-me o coração, ele queria que eu fosse embora. Sai do quarto devagar, com esperança que ele mudasse de ideias, mas … nada.
Quando cheguei à sala Alice vinha em minha direção para me abraçar, mas dei uns passos para trás, mostrando que não queria que nenhum deles me abraçasse, o único que eu desejava que o fizesse não me queria ver à frente, nem pintada de ouro.
- E-eu v-vou pa-para casa. – disse entre soluços.
Sai para o jardim Desaparecendo e Aparecendo à porta de minha casa, entrei e fui para a minha cama, onde me deitei e chorei até adormecer.
Notas finais
Voltando ao capitulo, gostaram? Eu sei que o fim foi tenso, mas a culpa é da imaginação.
Leitores novos, bem vindos!
Leitores regulares olá outra vez.
Fantasminhas...apareçam!
Bjos
N/L: Oiii meninas, bem aqui está mais um capitulo para vocês espero que gostem e comentem pois a bia fez com muito carinho, beijos LyssahCullen.
N/J: Oi meninas.
Espero que tenham gostado.
Bjos
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