Isabella Demon
22 Capítulo 22
Notas iniciais
(POV Dean)
Sam anda muito estranho ultimamente, sua mente sempre dispersa, telefonemas anônimos que fazem ele sair de perto de mim correndo, sumiços onde nem Castiel pode localizá-lo... Não o reconheço mais, isso acontece desde que encontramos com Isabella Demon. Não sei o que aquela garota tem que nos faz perder a cabeça, já que toda vez que a vejo tenho vontade de fodê-la até não ter mais forças, mas sei que ela é perigosa e do mal, pior ainda, é filha de Lúcifer.
_Não sei mais o que fazer Castiel, meu irmão não para nesse quarto de hotel, mal estamos pegando missões já que ele se recusa a ficar muito tempo longe de Forks. –puxei meus cabelos com força, estava frustrado por não saber mais o que fazer.
_Acho que deveríamos fazer uma visita para Isabella – Castiel estava com um semblante sério, e podia notar que ele suspeitava de algo, mas ele não iria me responder até ter certeza.
_Então vamos – peguei minha jaqueta e a chave do me precioso Impala 67.
Castiel estava cada vez mais “humano”, não sumia tanto quanto antes, perguntava sobre coisas cotidianas e parecia se preocupar com pequenas coisas, tanto que preferiu ir comigo no carro, ao invés de ir com seu superpoder de anjo e se teletransportar direto para lá.
A primeira coisa que reparei foi na caminhonete preta estacionada em frente da mansão, era a caminhonete que Sammy alugou, dizendo que não queria depender do meu carro, sendo que não deixo dirigi-lo.
_O que Sam está fazendo aqui? – perguntei mais pra mim mesmo do que pro Castiel.
_Vamos entrar para ver – Cas tomou a frente abriu a porta que estava destrancada, a sala era imensa e decorada em cores escuras. – Essa casa tem péssimas vibrações.
_Estou ouvindo algo no andar de cima – parecia ser uma música tocando
Andamos o mais silenciosamente possível na escada, nossa sorte é que não aconteceu como nos filmes, onde uma madeira está meio solta e quando pisamos ecoa um rangido pela casa toda.
_Acho que vem desse quarto – sussurrei.
A porta estava entreaberta e nos assustamos com o que vimos.
Isabella dançava sensualmente com uma minúscula fantasia de colegial, com direito a Maria-chiquinha e pirulito na boca. Estava ficando muito excitado com cada rebolada que ela dava deixando seu traseiro visível pela minúscula saia, seus seios saltavam da blusa branca de botões, quase transparente.
Reparei que Castiel estava extremamente envergonhado e mal olhava para Isabella dançando.
_Você gosta do que vê amor? – demorei alguns segundos para perceber que ela não falava comigo, falava com alguém que estava na cama, mas não conseguia observar de onde estava.
_ Você não faz ideia, minha diabinha – Droga, eu acho que conheço essa voz. Caminhonete e agora a voz... Torço para estar extremamente errado.
_Não, amor, sou sua aluna hoje. Não quer me dar umas palmadas por ter me comportado mal? – Ela se apoiou em uma poltrona que estava de frente pra cama e empinou a bunda, ainda rebolando ao ritmo da música.
_Humm, você foi uma menina muito mal criada, não tenho certeza se você só algumas palmadas resolverão... Você precisa de uma surra de pau.
Era Sam! Ele estava usando somente uma calça jeans desabotoada e com os pés descalços. Ele abraçou Isabella por trás e esfregou sua ereção que estava mais que aparente. Não sabia se entrava no quarto gritando impropérios ou se me retirava agora desse lugar e gritava com ele depois.
_O que você fará, Dean? – perguntou Castiel, que até então estava e silencio absoluto.
_Isso.
Meti o pé na porta, fazendo com ela batesse na parede com força. Meu irmão e Isabella saltaram para trás ao ouvirem o barulho. Sam parecia um cervo de frente a um farol de carro, ele com toda certeza não esperava ser pego no flagra, já Isabella estava com um sorriso irônico, mas podia ver fúria fervendo em seu olhar.
_Ora! Se não é Dean Winchester e Castiel... – ela empurrou Sam para poltrona e montou em seu colo. – Eu não disse amor, que ele viria atrás de mim? Mas pensei que iria pelo menos nos dar privacidade para terminar nosso momento de divertimento.
Sam agora estava com uma expressão de frieza ao nos olhar, não parecia o nosso Sammy de antes, parecia aquele quando tomava sangue de demônio.
_Você anda tomando o sangue dessa vadia, Sam? – perguntei incrédulo, ele prometeu que não faria mais isso.
_É claro que não, falei que não faria isso novamente. – ele parecia enciumada com os olhares que eu sem querer dava para as pernas de Isabella. – Você poderia vestir algo mais comportado?
Ela saiu de seu colo e vestiu um sobretudo que estava jogado no chão, voltando rapidamente para onde estava.
_Como você pode transar com ela?! Ela é a FILHA DO LÚCIFER! O DIABO! O CAPIROTO! AQUELE QUE QUER TRAZER A RUÍNA SOBRE O MUNDO! – eu queria enfiar um pouco de juízo na cabeça dele.
_Meu pai poderia dizer a mesma coisa sobre seu irmãozinho. Como eu poderia estar com um Winchester, aquele que quer salvar o mundo, o protegido dos anjos, que mata demônios e blá, blá, blá. – os olhos de Isabella estavam de um azul tão claro, que pareciam inteiramente brancos. – Mas foda-se, Sam é meu agora.
_HáHáHá! Faça me rir! Logo colocarei juízo na cabeça desse idiota e ele perceberá a burrada que faz estando com você. – sei que estava me arriscando na toca do leão, mas sempre fiz isso mesmo.
_Castiel, me surpreende você estar aqui, mas pouco importa, os quero fora já. – ela analisava as unhas fazendo pouco caso do nosso flagra.
_Venha conosco Sam – chamei, mas ele estava mais preocupado em alisar a cintura daquela vadia.
_Não irei Dean, escutei tudo calado, porque sei o que você acha, mas não vou com você, meu lugar é com Isabella. Já falei pra você que ela é minha namorada? — ele riu da minha cara de incrédulo – pois então digo agora, Isabella Demon é minha namorada.
Isabella estalou os dedos e não estávamos mais lá, estávamos dentro do Impala em frente a casa dos Cullens.
Bom, queria mesmo ter uma palavrinha com os purpurinas.
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(POV Isabella)
_Você sabia que eles estavam vindo.Tenho certeza que acompanhou cada movimento deles desde a decisão de virem. – Sam estava sério, só falta ele dar piti por uma besteira como essa.
_Sabia. E queria ver qual seria a reação deles. Mais hora ou menos hora eles descobririam sobre nós, ou você achou que nunca aconteceria? – olhei no fundo dos seus olhos e percebi que ele achava mesmo que continuaríamos a nos relacionar e Dean nunca desvendaria.
Fui até me closet e coloquei uma calça jeans com lavagem escura, uma regata preta e uma jaqueta de couro, para completar o look calcei uma bota de cano alto. Como já estava maquiada, somente soltei meus cabelos e sai do quarto, sem nem ao menos olhar para Sam.
_Aonde vai? – ele correu atrás de mim já vestido, o ignorei e entrei na minha Ferrari e dei partida cantando pneu. Podia ouvir ele gritando meu nome, mas não quero pensar nele agora.
Precisava me alimentar, meus sentimentos estavam em conflito e somente muito sangue me acalmaria ou a presença do meu pai, mas sabia que não teria como no momento.
Somente Sam poderia me ferir tão profundamente, pois não era uma ferida física qualquer, ele machucou minha alma, não sei se tenho uma, mais algo dentro de mim dói.
Já estava anoitecendo, por isso parei em um bairro nobre de Seattle, me escondi perto da igreja onde vários fiéis saiam após o sermão do padre. Tão fácil.
Ajoelhei-me e fingi estar chorando, não demorou dois tempos para duas senhoras parassem ao meu lado preocupadas.
_O que aconteceu minha jovem? –ela aparentava ter 50 anos ou mais. Olha que alma deliciosa.
_Encontrei uma criança naquele beco, mas não sei o que faço, sou muito jovem para cuidar de um bebê, mas não quero deixá-lo ali. Vocês podem me acompanhar? – olhei esperançosa, parecia uma menina desesperada.
_Claro que sim – olhou para a amiga que parecia com pena – Vamos Joana.
As levei até o final do beco, que por um acaso não tinha saída.
_Não estou vendo nenhuma criança aqui .
_É porque não há nenhuma – meus olhos já estavam brancos, ansiosa para sugar suas almas e devorar seus corpos, prefiro pessoas novas, mas não tenho do que reclamar.
Elas gritaram ao ver minha face e tentaram correr, mas colidiram com meu escudo.
_Tsc, tsc, tsc. Que coisa feia, tentando fugir de mim? Não tem como fazerem tal proeza.
Olhei nos olhos de cada uma e sentia a alma vindo para mim, era uma sensação de poder tão grande, mas o que mais gostava era ver os olhos perdendo o brilho e só sobrando a casca.
_Hora do lanche.
Fartei-me com o sangue e a carne. Não sei que órgão é mais saboroso... Coração? Cérebro? Cérebro é coisa de zumbi. Com certeza o coração é o melhor.
Depois de sobrar somente os ossos e tripas, limpei minha roupa e retirei meu escudo. Andei calmamente até meu carro, não sabia pra onde ir, então decidi fazer algumas comprinhas.
Comprei muitos vestido e saias, não sinto frio mesmo, mas só para disfarçar levei calças e jaquetas.
Assim que terminava de guardar as sacolas no porta-malas, ouvi um movimento na floresta que rodeava a estrada. Um lobo! E pela mente dele Paul queria me destroçar e enviar meus pedaços para os Cullens como um aviso de que logo seriam eles. Tadinho, mal sabe ele que não tem a menor chance comigo.
Corri até estar de frente para o lobo de dois metros que rosnava para mim mostrando seus dentões. Aff! Que bafo, escove os dentes, pena que não terá uma próxima vez.
Dei um chute em sei peito o lançando longe. Ele não conseguia respirar direito, pois o fraturou muitas costelas, mas mesmo assim tentava se levantar para me atacar. Tolo. O peguei pela pata e o joguei em direção a uma árvore que caiu com o impacto.
_Você se acha o melhor, não é, totó? Mas você não é, não passa de um garoto chato que ganhou músculos, mas não cérebro.
Arranquei suas orelhas, mandaria de presente para os outros lobinhos. Não satisfeita com isso, arranquei sua para traseira. Ops, ele voltou à forma humana de tanta dor. E suas partes que arranquei também, que pena. Triste com sua nova forma, extraí seu coração e o deixei largado ali, morto.
Me teleportei para casa, não estava no clima de dirigir.
Sabia que Sam estava na sala me esperando, mas pelo jeito não percebeu meu carro magicamente estacionado. Lidaria com ele depois.
Coloquei o coração do lobinho em uma caixa vermelha com laço preto.
“Dou-te esse coração com todo carinho” – Ownt, que cartão fofo vou mandar para os Cullens.
Já as orelhas, furei-as e coloquei um par de brincos, terminando o presentinhos com ao guardar em um estojo de joias.
“Se diz tão machão, mas no fundo é fundo é mulherzinha” – Esse estojo iria para os Quileutes que ousaram me irritar.
Os mandei para seus respectivos donos e fui para sala com a roupa ainda com sangue.
_O que ainda está fazendo aqui? – fui grossa, mas não quero mais Sam na minha casa.
_Estava te esperando – seus olhos estavam vermelhos e úmidos, mas não me comoveu. Seus olhos percorreram o sangue em mim. – Você foi sem mim?
_Farei tudo sozinha agora, pode voltar para seu irmãozinho, ele vai te perdoar, diga que estava sobre algum controle mental meu. – sentei no sofá e liguei a televisão e coloquei em um filme de terror.
Sam parecia estar em choque já que ficou mais de dez minutos parado só me encarando.
_Por quê? Você não gosta mais de mim?
_Não posso confiar em você. Você pretendia ficar comigo em segredo para sempre ter a opção de voltar pra aba do Dean. – meu rosto estava indiferente ao fitá-lo –A partir do momento que você sair não terá mais minha proteção, nem você nem seu irmão, então cuidado, pois você pode ser o próximo.
Voltei a ver o filme, não que eu estivesse prestando atenção, mas não quero olhar para o homem que me magoou.
Sam me levantou do sofá e me beijou com força, mordendo meus lábios ao ponto de tirar sangue, sua língua duelando com a minha por dominação, suas mãos apertando meu corpo contra o seu.
Quando nos separamos arfamos em busca de ar, não sabia o que fazer, o que pensar e isso não me agradava nem um pouco.
_Não me deixe – implorou de joelhos – Eu te amo Isabella, só não queria contar para Dean, porque ele dificultaria nossas vidas. Perdoe-me, conto para o mundo todo se for preciso para ficar com você.
_Levante-se. – sussurrei e fui pegar uma dose dupla de uísque. – Te perdoo, mas na próxima vez eu te mato, Winchester. Não sou filha do Lúcifer à toa, nem sou temida por todos por ser benevolente.
_Prometo que não haverá uma próxima vez. – ele pegou o copo da minha mão e tomou o restante da bebida. – Agora me diga quem você matou.
_Fui me alimentar, no caminho um dos lobos se aventurou a me atacar e o matei.
_Queria ter participado – ele parecia chateado por ter perdido isso.
_Culpe a si mesmo por isso. Vou tomar um banho, quer vir comigo? – olhei sedutora, quero acabar com esse clima tenso
_ Só se for agora.
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