Is real

16 Teto rachado e relações complicadas


Notas iniciais
Gente, eu amo o Louis, vocês não tem noção ♡ Quem é o preferido de vocês? Nos próximos capítulos vamos conhecer mais sobre a Kylan e o Kyle... E teremos Mumbai! (A foto é do meu gato-Louis)

— Não é sua decisão levar minha irmã pra uma missão. — Cal diz, firme. Ele estava confrontando seu comandante. Cal nunca confrontava seus comandantes. Ele é um soldado.
— Cal... — Lana bate na testa agradecendo aos céus por só ter eles na sala.
— Você sabe que é. Mando em tudo
aqui. — Hodge cruza os braços, e Cal o olha, estranhando. Hodge não é assim. Essa frase soara como uma... falha... — Mas não faço as coisas assim. Busco o consentimento dos meus homens, Cal. Quero conversar.
— Okay. Vamos conversar. Hodge, ela não tem condições de ir nessa missão.
— Eu estou aqui. — Ela revira os olhos.
— É bom que esteja mesmo. Quem sabe consigo colocar juízo na sua cabeça?
— Você não acredita em mim. — Ela sussurra num tom decepcionado.
— Acredito, Lana. Acredito no seu poder que ainda não apareceu. Mas sou realista.
— Louis está me ensinando a lutar.
— Ele usou a super força? Não. Porque os caras na Índia vão usar, e vão te destroçar. — Cal cruza os braços, recostando a cabeça.
— Cal. Ninguém está falando de combate direto. Lana tem a habilidade de aprender. Essa vai ser uma grande experiência pra ela. E se estivermos certos, se ela for uma Kesearker... Ninguém vai conseguir para-la.
Hodge a super estimava? Ou... Ela era realmente tudo isso? Não. Não é possível.
— Então... Sem conflito direto? — Cal pressiona os lábios.
— Talvez. — Hodge sorri pra ela. — Vá se preparar.
Ela sorri de volta, e se levanta, saindo. Cal a segue com uma cara amarrada.
— Lana... Pelo amor de Deus, você não pode ir nisso! Você vai morrer no primeiro contato com um puro!
— Cal.
— Não, nada de Cal, Lana, você não está pronta pra isso.
— Cal.
— O robô no elevador? Lembra? E Lexi. Perdemos Lexi. Uma pessoa treinada, uma guerreira. E...
— Cal! — ele para de gesticular com os braços como se despertasse, e a olha.
Lagrimas despontavam de seus olhos, implorando pra cair, e ele nem precrbeu. Ele tinha feito isso?
— Cal. Pare. Okay? — Ela se afasta dele um pouco, limpando a água em seus olhos com o dedo. — Eu sei que você... perdeu a mamãe. E depois perdeu o papai. Quase perdeu Allen. — a última parte sai com um sussurro. — Sei que não quer nos perder. Mas isso não é proteção, Cal, você está louco! Fiquei sabendo do que você disse ao Louis em Napean... E eu não te culpo. Nem ele. Todos nós sabemos do peso que está em você.
"Você nos carrega nas costas. É muito peso pra uma única pessoa. E... Estamos sozinhos no mundo. Só temos uns aos outros. E quando o papai morreu, você se sentiu culpado por que estava maluco pra proteger todo mundo. Mas tudo bem. Pare de carregar nosso mundo nas suas costas. Podemos nos cuidar.
Talvez ela fosse uma Kesearker. Tinha acabado de derrubar um cara de 1,89 de músculos.
Tudo saiu como um rio de sua boca, e agora Cal a fitava completamente atônito do mundo.
— Porque... eu..eu te amo. Amo vocês.
— A gente também te ama, Calzão. — ela abre um sorriso, e segura sua mão. — Vamos lá pra cima nos preparar pra Mumbai, certo?
— Tudo bem. Kesearker. — Ele sorri fracamente, e vão os dois pra cima.
Cal bate três vezes na porta de Louis, e uns segundos depois ele atende. Sua cara fecha quando o vê. Ele diria que ele é uma criança de novo?
— Cal...
— Não. Não vou te chamar de criança. Vim me desculpar. — ele dá um sorriso tão grande que Louis esquece de toda a confusão que sentia antes. Ele nem sabia que Cal sorria assim. E que sorriso. Iluminou o quarto todo. — Alex me contou dos 30 demônios que você derrotou. Estou orgulhoso de você. Só não pude falar antes porquê... Bem...
— Tudo bem, Cal. — Louis sorri. — Você devia sorrir assim mais vezes. O mundo não é tão ruim.
— É. Não é tão ruim.
(...)
Graças a Deus, ela conseguiu convencer Cal. Aquele dicurso tinha acabado até com ela, mas agora entendia Cal, e ele a entendia. Sabia que ela queria ter a chance de fazer algo. Acima de tudo, ela queria acabar com essa guerra, e ela já esperimentou não fazer nada. Não deu certo.
— Lana. — Bella abre a porta do quarto com força, e entra cambaleando. Ela para, e ameaça cair.
— Bella! — Ela vai até a garota que cai em seus pés. Ela estava suada e queimando em febre, além de estar meio verde.
— Lana... eu estou sentindo pior. As mortes. Os corpos. — ela balança a cabeça, e Lana coloca sua cabeça em seu colo. — Lana... Algo grande está vindo, e vão todos morrer... morrer... morrer... morrer...
Lana arregala os olhos, e nesse instante Bella começa a gemer de olhos fechdos se contorcendo no chão.
— Meu Deus... LOUIS! ME AJUDA — Ela grita desesperadamente, tentando erguer a garota. Meu Deus, onde estava todo mundo? Cercados por paredes a prova de som. De quem foi essa horrível ideia? — Bella, olhe pra mim, certo? LOUIS!
— Cal. — Louis diz, largando as roupas que segurava pra colocar na pequena bolsa. — A é a Lana... Ela está gritando, Cal! — Os dois correm pela escada e vão até o andar de cima, onde Bella deitada nos braços de Lana chorava de olhos fechados.
— Bella? — Louis arregala os olhos, e toca sua bochecha vermelha. — O que diabos...?
— Ela está passando mal. Muito, Louis, leva ela pra enfermaria! — Lana o acorda, e ele a pega no colo, já saindo em direção a enfermaria.
— Louis... — Bella murmura, sem conseguir manter os olhos abertos.
— Tudo bem, Bella, você vai ficar bem. Só fique comigo, certo? — ela assente, e deita a cabeça em seu peito.
— Não me deixa morrer. — Ela ri, sem abrir os olhos, e Louis sorri.
— Não vou. — Ele abre a porta da enfermaria, e Jordan está atrás de um balcão mexendo em papéis, e Kyle está com dois cafés na mão. — Jordan...
— Sangue de Jesus tem poder. — Kyle larga os cafés no chão, e cutuca Jordan, que vai até eles.
— Bella, não é? — ele pergunta, sinalizando para ele coloca-la na maca. — Impura?
— Sim.
— O que aconteceu?
— Eu... Só passei mal... — Ela diz, tentando apoiar os braços fracos.
— Não fale, tudo bem? — Jordan coloca uma lanterna em seus olhos, e uma mão em sua testa. — Você costuma passar mal assim?
— Umas 4 vezes ao mês.
— Hum, entendi. Você vai ficar bem. Louis, me ajuda aqui. — eles empurram a maca dela pra um dos consultórios mais próximos. Jordan coloca um termômetro em sua boca, e a faz sentar. Ele coloca o estetoscópio, e Louis tem que segurar seu rosto pra ela não cair deitada.
O termômetro apita, e Jordan o tira, e xinga um palavrão.
— 39. Garota, você estava com febre antes?
— N-Não... Começou do nada.
— Que estranho. O que mais está sentindo? — Louis a ajuda a deitar e a cobre.
— Dor de cabeça. Estou tontinha, e... Com sono. E enjoo. Parece que tem alguém remexendo meu estômago. — Ela respira fundo.
— Vou te dar algo pra abaixar a febre e dor de cabeça. Acho que é melhor fazer um exame de sangue, isso é estranho. Esperem aqui. — Louis assente.
— Por que procurou minha irmã? — Ele pergunta.
— Hum... Bem, estava perto do quarto dela.
— Entendi... Jordan não sabe o que tem de errado. Você tem alguma idéia? — Ela hesita, pressionado os lábios.
— Eu... Não. Estou um pouco melhor, por incrível que pareça. Vou fic...
— BELLA! — Uma Sam entra correndo no quarto, e tira Louis de perto dela. — Jesus, você está ardendo em febre!
— Tudo bem, Sam, vou ficar bem. Jordan foi buscar um remédio pra mim. Não é nada.
— Que susto. — Ela esfrega os olhos cheio de olheiras.
— Sam. Você não tem dormido?
— Hum. Não. Quem é esse? — ela arqueia uma sobrancelha, encarando Louis, que acena.
— Ele é meu amigo. Louis.
— Ah. O cara fortinho com o ouvido bom.
— Eu mesmo.
— O que ele está fazendo aqui?
— Isso é um interrogatório? — Bella revira os olhos.
— Só quero saber.
— Sam, pelo amor de Deus, minha cabeça está gritando. — Ela encara Louis.
— Pode ir. — ele dá de ombros.
— Não pretendo sair daqui. — Bella sorri.
— Sai logo. — Louis olha pra ruiva deitada, que levanta a cabeça. Sam ergue a mão, e em segundos Louis começa a flutuar em direção ao teto.
— Sam! — Bella grita, levantando a cabeça. Ela ergue a mão, tentando trazer o garoto grudado no teto de volta, mas está fraca demais.
Os olhos de Sam ficam pretos, como ela conseguia fazer por ser mais demônio que Yunixiniana.
— Sam, deixe ele ir. — Sam revira os olhos, e Louis cai no chão com um gemido.
— Louis. — ele se levanta, encarando Sam com um olhar de "Que diabos?". Os olhos de Bella murmuravam um pedido de desculpas, e ele assente, saindo dali.
— Por que o teto rachou no tempo que estive fora? — Jordan pergunta, olhando pra cima.
(...)
Dessa vez, todos estavam se despedindo na pista de avião que quando não era usada era coperta por uma grande lona que ajudava a manter a pista escondida. A primavera despontava, e o pôr do sol ajudava a derreter os últimos resquícios de neve ali.
— Tem certerza que vai ficar bem? — Alex pergunta, segurando o rosto de CJ com as duas mãos.
— Levando em conta que a única coisa que eu tenho feito nesses últimos dias foi chorar... Acho que sim. — Ela abre um sorriso triste, tocando suas mãos. — Vou ficar bem, sim. Tenho certeza. — Alex sorri sem mostrar os dentes, e a abraça com força.
Lana sorriu, vendo os dois de longe.
— Eles são fofos juntos. — Couty diz, aparecendo ao seu lado.
— Se Alex ouvir você falar isso, ele te esgana. — Ele concorda, rindo. — Acho que eu era a única que não sabia deles.
— Era a única mesmo. Até Kylan sabia.
— Ah, obrigada pela consideração.
— Mas você não sabe de váários dos meus shippers. Louis e Bella, Cal e Noah, Alex e CJ, Jordan e Kyle, Kong e Thay...
— Espera, Cal e Noah? Kong e Thay? LOUIS E BELLA? QUE? Você shippa todo mundo?
— Sim. — Couty sorri, e ela revira os olhos sorrindo também.
— Acho que só eu e você vamos ficar sozinhos. — Ela diz, olhando pra cima.
— Eu e Você? Só eu, né, querida. — Lana o olha com uma careta. — Você e Logan.
Ao ouvir o nome ela quase engasga com a saliva, e acha Logan conversando com Chris.
— Han. Acho que entre nós não tem nem mais respeito. — Couty ergue uma sobrancelha.
— Vocês brigaram? — Ela assente. — Hum. Jaden tá aí pra isso.
— A gente brigou também. — Ela dá um sorriso amarelo.
— Lana. Pare de brigar com todos os seus boys.
— Que boys? — Cal arregala os olhos, entrando na conversa.
— Os dele. — Lana cruza os braços.
— Quem dera. Não, pera.
— Estranho. Enfim, vim para dizer que vamos partir em alguns minutos. — Ele se vira pra Lana. — Você se lembra como usar uma arma, certo?
— Ahn.. Claro...
Flashback on
— Então eu aperto aqui? — Ela pergunta, apontando pro gatilho da pistola preta.
— Sim. Mas usar uma arma é mais do que puxar o gatilho. Você carrega, aponta, mira, e atira. Mas só quando estiver na mir... — O dedo de Lana desliza e aperta o gatilho, e a bala voa, o que a faz cair para trás com o impulso.
Por pouco, a bala não acerta Louis, que estava parado, imóvel de susto ao lado do buraco na parede que a bala fez.
— Jesus."
Flashback off
Do outro lado da pista...
— Tem certeza que está bem? — Louis pergunta a Bella.
— Sim. 100% bem.
— Como isso é possível? Você estava morrendo agora mesmo. — Os olhos de Bella se fecham ao ouvir a palavra "morrendo".
— Não sei. Não quero saber.
— Tudo bem. — ele dá de ombros. — Sua irmã não vem pra cá, não é? Ela me assusta. — Bella solta uma gargalhada que o faz sorrir. Ela é adorável.
— É que ela não gosta de ninguém aqui. De você principalmente. Ela acha que você gosta de mim. — Louis sorri.
— Seria tão ruim assim? — Ela arruma a touca na cabeça.
— Não. Eu não sei nada de você.
— Muito menos eu de você.
— Você parece muito mais interessante que eu. Passei a vida inteira numa cabana em Napean com aulas online. A única coisa que fazia era caçar lobos.
— Espera. Caçar lobos? Ta brincando?
— Não. Tenho uma cicatriz pra provar. — ela abaixou o ombro da blusa e do casaco que usava, revelando uma cicatriz de mordida não tão grande.
— Deve ter doido. — ele faz uma careta. — Alex pode dar um jeito nela.
— Eu gosto dela.
— Hum. Vou querer ouvir essa história depois. — Ela assente, sorrindo.
O motor do avião liga, e hélices começam a girar. Todos começam a se despedir e andar na direção do avião.
— Bem... Cuidado. Não morra na Índia. — Bella diz, suspirando. Ele apenas sorri. — É sério.
— Eu sei. É que você fica linda preocupada. — Ela sorri, coloca a mão em sua nuca, e cela seus lábios, e Louis passa as duas mãos por suas costas. Bella acaricia seus cabelos, mesmo com os pulmões aclamando por ar. Eles se separam devagar, e um sorriso enorme se abre no rosto de Louis.
— Sua irmã vai pirar.
— O seus também. — Ela apontou pra todos que os fitavam com a boca aberta. Louis cora no mesmo instante, e leva a mão a nuca.
— ELE TEM BAFO? — Couty grita, e Bella ri, negando com a cabeça. Louis apenas enfia a touca preta no rosto, e sai andando em direção ao avião. Lana fitava Louis com olhos tristes, e nem percebeu. Mas ele sim.
Até que a realidade a atinge como um raio.
— Cal. Eu esqueci uma coisa. — Lana arregala os olhos.
— É importante? — Ele arqueia uma sobrancelha.
— Muito.
— Certo. Dá tempo. O motor tem que esquentar um pouco. — Ela assente, e sai correndo com toda a força pelo caminho aberto entre as árvores que dava até o portãozinho de ferro que levava até ingrimes escadas pra dentro da montanha.
Ela saiu da escada, já na garagem dos jipes, e foi até o elevador correndo. Assim que a porta abre na ala médica, ela vai em direção ao quarto 7.
Lana respira fundo, e abre a porta.
Allen ainda estava em coma induzido para recupera-lo da hipotermia, e respirava livremente.
— Allen. — Ela segura sua mão, pensando no que dizer. — É minha primeira missão. Sei que ficaria orgulhoso, então... Você precisa acordar logo pra gente conversar. Aconteceu tanta coisa... Enfim. A missão. Bem. Sei que não sei lutar direito, e que quase matei Louis com uma pistolinha... Mas sei que posso lidar com isso. É perigoso. Voi tomar cuidado e vou proteger nossos garotos. Certo? — ele não responde. — Certo. — Sua voz falha. — Adeus, irmãozinho. — Lana beija sua testa, e deixa o quarto sem olhar pra trás.
Quando estava pestes a entrar no elevador, "a força" a faz apertar o botão do andar do seu quarto. Sua barriga gela. Jesus. O que ela seria forçada a fazer?
ELA TINHA QUE PEGAR UM AVIÃO, AGORA NÃO! Até que ela lembra da pergunta que fez horas antes. "Eu sou uma Kesearker?"
E dessa vez a resposta vem em simoles três letras no caderno vermelho:
"Sim."