Is real

28 O'ghinguscan


Notas iniciais
♤♤ Leiam as notas finais ♤♤

— Então você veio sozinho? — Zod cruza os braços, sentado de frente para Avery, ajoelhado no chão sob a mira da arma de Ethan.
— Não. — Ele responde.
— Foi uma completa estupidez voltar aqui, O'Malley. Então onde estão os outros?
— Que outros? — Zod revira os olhos, antes de o acertar um soco que derruba o garoto.
Seu lábio doi, e Avery se esforça para levantar. Ele estava pegando leve demais, Avery sabia que tinha algo errado, mas devia ganhar apenas tempo.
Até que eles ouvem um barulho de pedra deslizando com pedra, e passos. Segundos depois, uma mulher negra e um loiro quase albino entram, puxando Lana pelos braços firmemente.
Seus braços tinham queimaduras, e havia ainda uma pior na perna. Seu lábio sangrava e seus olhos estavam completamente amedrontados. Avery vê a arma de Ehtan tremer, e seus olhos brilharem de medo.
— Ora, ora. — Ele abre um sorriso diabólico, vendo a garota ser derrubada no chão. Ela o encara de volta, com os olhos completamente marejados. Aquela primeira missão tinha sido um porre, e ela tinha a impressão que ficaria pior. — Qual seu nome, garota?
Ela não responde, e Zod franze uma sobrancelha.
— Qual. O seu nome? — Nada. — É melhor você me responder quando eu falar com você.
Ela abaixa a cabeça.
— Lana. — Avery responde, encarando-a. Seu olhar dizia explicitamente: NÃO BRINQUE COM ELE.
— Você é muda, Lana? Mandei você responder.
— Meu nome é Lana. — Sua voz fraca responde.
— Você está com o senhor O'Malley?
— Sim.
— E vieram atrás deles? — Ele aponta para os três prisioneiros. Lana arregala os olhos ao ve-los ensanguentados, e Alice intocada.
— Não.
— Que bom, porque eles vão sangrar até morrer em alguns minutos, ou talvez uma hora... E a garota entrou em coma, não sei porque.
— Não viemos por eles. — Lana murmura.
— Sim. Entendo. — Zod se levanta, se abaixando na frente da loira, que tentou recuar, mas a mulher não deixou. Ele tocou sua bochecha, o que fez ela fechar os olhos, e todos os músculos de Etham ficaram tensos. Ele vai fazer alguma coisa. Avery precisava fazer antes.
Ele lançou uma cabeçada na boca de Zod, que o fez recuar, se apoiando da mesa, gargalhando.
— Não toque nela. — Avery ruge, e Lana o encara.
— "Não toque nela" Faça-me rir, O'Malley. Sua namoradinha? Ela sabe das coisas que fez aqui?
É a vez de Avery olha-la.
— Não? Ficaria feliz em mostra-la. — Ele levantou as mãos. — Mas... Estamos sendo atacados a quase uma hora, e preciso executar meu plano.
— V-Você...
— Claro. Não sou burro, Lana. — Zod cruza os braços.
— Sargento Derek, fique aqui com os prisioneiros. São inofensivos. — Ele olha para Lana, especificamente.
— Sim, senhor.
Zod sobe as escadas, acompanhado pelos dois, e quando o barulho de pedra se abrindo ecoa e fecha, Ethan agarra o comunicador, e Avery chega pra perto de Lana.
— CAL. — Ele grita. — Zod está indo. Estamos bem, os feridos estão aqui. Sim. Sim, ela está aqui... E machucada.
— Estou bem, Cal. — Lana diz, com a voz falhando.
— Mesmo? — Cal diz, meio a batalha.
— Sim. — Ela se levanta, e Avery faz o mesmo.
— Como aconteceu? — Avery pergunta, preocupado.
— Fogo. — Ela sorriu, e ele apenas a olhou. — Estou bem.
Ele assente, e Ethan tira as algemas dos dois. Avery vai até Ahmed, Ethan Harad, e Lana vai até Alice.
— Hey, Alice? — Ela murmura, checando as pulsações dela. — Alice. Merda.
— O que? — Ethan pergunta, fazendo Harad se apoiar nele.
— Ela não acorda. Acho que Zod falou sério sobre o coma.
— Quem.. São.. — Ahmed murmura.
— Somos da P.A.A.N. Você está bem. — Avery diz.
— G-Grace...
— Ela está bem, com a gente. — Ele assente, abrindo um sorriso de alívio.
— Cuidem... dela pra mim. — Ele murmura, antes de seus pés falharem e ele cair no chão, com Avery ainda grudado a seu corpor imóvel.
— Não, não, Ahmed, vamos tirar vocês daqui. Ahmed. — Avery chama, desesperado, sacudindo seu braço.
Os olhos do garoto vidram no teto, e eles entram em um silêncio mortal.
— Ahmed? — Avery diz, com a voz tremendo, tocando seu pescoço. Nada. Ethan encara Lana, e ela se levanta, antes de abaixar ao seu lado e tocar seu ombro.
— Ele morreu. — Ela diz, e uma lágrima escorre do rosto imóvel de Ahmed. Lana fecha seus olhos, e o ajeita no chão — Precisamos deixa-lo, Avery, sinto muito.
Ele a encara, com dor no olhar, antes de levantar bruscamente, e segurar Harad.
— Pegue Alice. — Ele diz, limpando a única lágrima que ameaçava escorrer de seus olhos. Ethan segura Alice no colo, subindo escada acima. Quando chegam no topo, Lana para.
— Esperem, onde estão indo?
— O que? Pra fora. — Ethan diz, apoiando Harad semi consciente em pé.
— Eu não entrei por aí.
— Por isso ninguém te viu. — Avery franze as sobrancelhas. — Zod tem um objetivo, se sabe que estamos aqui, não descobriu o disfarce do Ethan, quer algo na batalha lá em cima... E te deixou aqui porque quer Alice também.
— Temos que ir pra lá, salvar os reféns. Mas o que ele realmente quer? — Ethan pergunta.
— Max. — Lana susurra. — Ele quer o Max.
(...)
Cal avistou uma mulher de capa roxa por cima do uniforme, que ergueu a mão, e todo o ar da sala foi sugado. Ela formou um redemoinho em sua mão, e fez uma barreira, nenhum ar entrava.
Todos pararam, com as mãos na garganta, totalmente sem ar, e ela garantiu que os homens de Zod tivessem todo o ar que precisassem.
Um homem agarrou Violet pela gola, revelando seus olhos negros meio aos espasmos, e ele sorri, tirando mais dois braços que surgiam nas costas, e antes que os outros possam ser atacados, a bala que Cal lançou acertou bem a testa da garota, e todos caíram respirando exaltados, já se levantando.
Louis soca as coisas do homem de quatro braços, e ele cai, antes de Chris dar um tiro em sua nuca.
— Onde está Noah? — Malia ruge no rádio, atirando na cabeça de um homem que ela nem sabia o que fazia. Não se importava.
— Na van. Seu cristal roxo foi danificado. — Cal diz, suspirando.
— O QUE? — Ela grita, encontrando os olhos de Cal meio a tudo.
— Ah meu Deus. Ela está bem? — Louis pergunta.
— Vai ficar. — Ele diz. — Vai ficar. Tem que ficar.
Um garoto que devia ter uns 14 anos aparece, e se divide em dezenas. Todos param, encarando todos os clones a sua volta, e os agentes feridos de Zod correm pela porta da frente. Todos ficam num silêncio mortal, até Logan gritar de raiva, lançando fogo em todo menininho que via o atacando.
Os clones lutam, toda vez que eram atingidos, sumiam como surgiram.
— Precisamos achar o verdadeiro! — Kyle grita, encostando na parede com a respiração descontrolada.
— Mate todos! Simples! — Logan diz, e ele revira os olhos, ficando invisível.
Ele desviou de todos os amigos e dos os clones, os observando. Um deles ficava completamente imóvel, com as mãos nas têmporas, provavelmente se concentrando para dividir. Kyle sorri, chegando perto dele com a delicadeza de um ninja, e acerta com toda a força a cabeça do moleque, que cai inconsciente meio aos corpos.
Todos param, vendo os clones sumirem e permanecer apenas o original, deitado nos pés de Kyle.
— Muito bem, Kyle. — Cal diz, olhando ao redor.
— Onde estão os outros? — Sam pergunta, olhando ao redor.
— ...Lá fora. — Louis murmura.
— Certo. Toda a equipe de extração vai lá pra fora, junto com Bella, Sam, Jade...
— Ehtan! — Louis grita.
— O que? Ele não, ele...
— Não, Cal, Ethan. E uma garota. — Ele aponta para a porta que se abria, e cruza os braços.

— Ai meu Deus. — Cal vai até ele, nervoso. — Onde está Lana? Zod? Avery? Ahmed? Harad? — Cal parecia mais preocupado que bravo, mas fez questão do segundo.

— Merda. Zod não apareceu aqui?
— Não. — Kyle responde.
— Então ele foi pela outra passagem. São duas. E é o mesmo lugar onde Lana, Harad e Avery foram.
— E o Ahmed? — Louis pergunta. Ethan fica em silêncio, e abaixa a cabeça. — Ah, meu Deus.
— Sangrou até morrer.
— Merda. E Garce? — Chris cruza os braços.
— Não temos tempo para lamentar agora. — Cal interrompe. — Temos que...
— Cadê. O. Max. — todos se viram ao ouvir a voz de Lana nas escadas. Os olhos de Cal param nos ferimentos graves nos seus braços. Todos notaram isso. Depois em seus olhos se enchendo de lágrimas depressa.
— Lana... — Louis murmura. — Seus braços... Alex, nós...
— NÃO. — Ela grita, assustando a todos. — CADÊ O MAX?
— Ele estava aqui, isso não faz sentido, ele usou os poderes agora mesmo... — Logan arregala os olhos, olhando ao redor.
— Ah... Gente... — Ethan diz, vendo a pele de Alice mudar.
Ela ia do tom albino a uma pele morena, e seus cabelos iam de loiros ao castanho.
Até que a garota nos braços de Ethan se revela como uma garota que não era Alice, morena de olhos escuros.
— Acho que não sou o único a ter esse super poder.
— Merda. — Cal se aproxima da garota. — Está morta.
— Ah meu Deus. — Ethan coloca a garota no chão.
— Fomos enganados por esse truque de novo. — Louis bate na testa.
— Não importa. Cadê a verdadeira Alice? — Jaden pergunta.
— Eu quero saber como Max SUMIU e ninguém viu. — Lana desce os degraus, irritada, revelando Avery segurando Harad.
— Ele está bem, mas precisamos evacuar agora, ou Noah nem Harad vão sobreviver. — Avery murmura, segurando o garoto ferido.
— Quer deixar Max?! — Lana se vira pra ele.
— Alex. — Cal chama, vendo os dois discutirem.
Jacob e Alex aparecem.
— Harad. — Alex o segura.
— Vão para a Van, os dois, cuide de Noah e cure Lana.
— Não preciso que me cure, eu quero achar Max! Vai logo!
Alex ergue as sobrancelhas, surpreso, abraçando Harad e dando a mão para Jacob. Não perguntou de Ahmed nem Alice, se não estavam aqui, sabia a resposta. Eles sumiram, de volta para a van. Lana sentia o desespero tomando conta de tudo. Seus dedos tremiam, e as lágrimas estavam congeladas.
— Enquanto estão discutindo, ainda tem inimigos lá fora. — Violet cruza os braços.
Eles ouvem um grito. Não um grito normal, um grito de Banshee, o grito de Max que pode ser ouvido a metros e metros de distância.
Ninguém ousa respirar.
E nesse momento, as mãos de Lana começam a tremer, junto com as lágrimas congeladas.
— Lana. — Ela ouve a voz espantada de Cal, e olha para as mãos. Tremiam muito rápido, como Allen fazia quando estava inquieto.
— Meu Deus. — Logan murmura, e Louis solta um palavrão.
Ela continua encarando as mãos, alternando o olhar para a floresta.
Corra, Lana, corra. — Ela diz a si mesma, respirando fundo. Era o que Allen dizia.
— Não, Lana, não faça isso! — Ethan faz menção de segura-la, mas não tem tempo.
— Corra, Lana, corra.
E é o que ela faz. Cada célula de seu corpo concentrada em correr. Corra. Corra. Corra. Salve Max.
Mal vê a porta ficar para trás, mal vê as árvores passando como um borrão ao seu lado. Corria seu máximo, corra, corra, corra.
E todos saíram correndo também atrás dela, e Cal assobia, fazendo-os parar.
— METADE DA EQUIPE DE BASE, procurem Alice dentro do prédio, Violet no comando. O resto, pra floresta, prioridade, achar Lana e Max, segunda, voltar para a van, terceira matar Zod. Entendido?
— Sim, senhor.
Eles se dividem naturalmente, sem problema algum, e seguem seus caminhos. Metade da equipe de Violet sobe as escadas, e outra metade entra no esconderijo de Zod.
Já na floresta, todos silenciosos, os procuravam.
Jaden voando, Louis tentando ouvi-los, Chirs tentando ve-los entre as árvores.
Enquanto isso, Lana não havia parado nenhuma vez, já havia vasculhado tudo, e só achou terra.
Seus pés doíam, mas seu pulmão estava inteiro, sem nenhum fôlego perdido. Mas todas as células de seu corpo imploravam-na para parar, completamente sem energias. Mas tinha que achar Max, achar Alice, matar Zod. Merda, ela estava correndo, igual a Allen. Quem sabe ela tivesse mais poderes? Seria a hora de aparecerem.
Até que sente algo entrar entre seus pés e o chão, e ela cai, fazendo as queimaduras doerem absurdamente, a deixando imóvel na terra.
Em meio as lágrimas que apenas ameaçavam formar, ela viu Zod rindo, olhando-a de cima.
Ela se lançou contra ele, esquecendo todo o enorme cansaço e dor, mas ele apenas se afastou.
— Bobinha, seu super metabolismo acelerado cansa, não é eterno. — Zod sorri. — Você tá muito magrinha. Mas... Talvez o de uma Kesearker se recupere mais rápido.
Lana arregala os olhos.
— Como... Como você...
— Nada acontece sem que eu saiba. — Ele se abaixa na frente dela. — Eu sei de tudo.
Lana fecha os olhos, sentindo uma repentina dor de cabeça, e a mesma é jogada para trás, com os poderes psíquicos de Zod.
— Zod. Não faça isso. — A dor para, e no mesmo instante ela reconhece a voz de Max. Mas dessa vez sua voz estava livre, alta, sem medo machucar ninguém.
— Max. — Ela murmura, com alegria atingindo seu peito. Se levanta e cai em seus braços.
— Como você tem super velocidade? Desde quando? — ele engole em seco.
— Desde que eu precisava correr para salvar meu melhor amigo. — Ela diz, e ele dá um pequeno sorriso.
— E eu tenho que salvar a Alice. Tem agentes do Zod nos becos. E... Você confia em mim?
— Sim. — ela diz, olhando ao redor. Estavam na cidade, na parte pobre, e a floresta estava longe. Seus irmãos estavam longe. A luz amarela dos postes brilhava sobre suas cabeças.
— Eu.. Não sei com quem te shippar. Que espetáculo. — Zod cruza os braços. — Mas acho que com o menino prodígio fica melhor.
— Onde está Alice? — Lana pergunta, se mantendo perto de Max. Sabia que Zod estava estranho, como se tivesse o controle da situação, mas o plano dela era agarrar Max e correr.
Ele encara Max com um sorriso, que apenas abaixa a cabeça.
— Max?
— Desculpe, Lana. Eu amo vocês. — Ele acerta a cabeça dela com uma pedra menor que sua mão. Tomou todo cuidado do mundo para não machuca-la mais que o necessário.
Lana cai, com uma dor avassaladora na testa, e os olhos borrados. Não tão borrados a ponto de não ver Zod conduzindo Max com a mão em sua nuca pra longe.
— NÃO! MAX! — Ela grita, desesperada para se levantar, mas cambaleia e cai de boca no chão, causando mais dor.
Não. Ela não podia perder Max também. Não dava. Não conseguiria suportar.
Usava todas as suas forças para gritar o nome de Max, mas suas forças estavam se esgotando, e a visão piorando.
O momento passou em câmera lenta. Um homem colocou o corpo imóvel de Alice no chão, a metros dela, e sumiu. O último olhar de Max nela, e a risada de Zod que ela ouviu a uma enorme distância.
— Você vai perder, Lana O'ghinguscan. Tome conta dos meus filhos. — Ele sorri, e a porta do quinjet se fecha.
Lana não via nada disso. Apenas ouvia as palavras de Zod com o olhar na Lua, e o corpo imóvel. Não conseguia mexer um dedo.
Apenas as lágrimas que começaram a rolar, manchadas de sangue de sua testa e os soluços batiam contra sua garganta violentamente.
Cada parte de seu corpo doía, mas a pior era o coração: ela perdeu Max. Ele se ofereceu para libertar Alice. Mas ela queria Max, não Alice. Se sentia mal por tamanho egoísmo, mas era verdade, ela queria Max.
Queria Allen.
Queria sua vida de volta.
Aquilo não era uma nova vida, era um pesadelo terrível em que todos morrem no final.
Ela não queria matar pessoas. Queria sua vida de volta. Queria tudo de volta ao normal.
Aquela foi a primeira vez em que ela teve tempo para olhar a Lua. Ali, cheia, linda. Sua vista estava borrada, e as lágrimas que não paravam de escorrer, mas ela conseguia ver.
Até que uma sombra entrou na frente do brilho da lua, e alguém se abaixou a seu lado.
Reconheceu os olhos de Logan.
— Lana. — Ele diz. Sua voz tremia de preocupação. — CAL. Achei ela. E Alice. — Ele desligou, segurando sua mão. — Você está bem? Quem fez isso?
— Max. — Sua voz falhou mais que o esperado.
— M-Max te..?
— Ele fez.. uma troca.. Max por Alice. — Ela torceu os lábios, fechando os olhos, e mais lágrimas escorreram. — Zod levou Max.
— Lana. — Jaden pousou ao seu lado. — Cal está vindo... E..
Lana o interrompe, se levantando bruscamente.
— Lana! — Logan a segura, e ela lança um olhar mortal a ele. — Você está ferida!
— Eu sou uma Kesearker. QUER VOCÊS QUEIRAM OU NÃO. Eu sou o que sou. Então não entre no meu caminho!
— Entro sim, senhorita Kesearker. É meu trabalho. — Sua voz fica firme como a dela. — Eu sou seu amigo.
— Você não é nada.
Ela diz, antes de correr novamente. Correr como se tudo estivesse desmoronando, porque é assim que ela se sentia. Merda, merda, merda.
Passou por quase todos os irmãos, e ouviu a voz de Logan gritando desesperado. Mas ela tinha um objetivo. Chegar até o prédio.
E assim que o faz, agarra o pescoço do garotinho que se multiplica, e o acorda no mesmo instante.
— PARA ONDE ZOD VAI?! — Ela grita com o menino, que arregala os olhos e suas mãos começam a tremer. — RESPONDA!
— E-Eu...
— RESPONDA!
— Lana! — Louis aparece correndo, e para ao lado dela, com os olhos completamente assustados. — Essa não é você! S-Seus... Olhos...
Louis diz, e Lana o encara, antes de ver seu reflexo na poça de sangue. Seus olhos estavam negros. Negros. Como os de um demônio.
Cal xinga um palavrão assim que entra ma sala.
— Lana... Me ouça... — Louis se aproxima devagar. — Larga o menino... Você vai mata-lo, Lana.
Lana encara o menino completamente erguido no ar, com a cara já roxa. Super força. Ela o larga no mesmo instante, e ele cai no chão, desacordado novamente.
Seus olhos focam no garoto. Voltem ao normal. Voltem ao normal. Por favor. Seus olhos obedecem, voltando ao azul habitual.
E no mesmo instante, ela cai para o lado, e os braços de Louis, que a envolve num abraço.
— Você vai ficar bem.
(...)
— Pra onde vamos? — Max diz, com o olhar focado nos dedos. Não queria encarar Zod. Da última vez que o viu, tudo deu errado.
— Pra Coreia Do Norte. — Zod senta ao seu lado. — Estou quase acabando com a P.A.A.N restante no país... As rebeliões são contidas com sucesso.. E Alice era muito importante para nós, quando soube que ela estava aqui...
— Então por que você aceitou minha oferta? — Ele murmura. Tudo doía em seu corpo, e o coração doía mais. Deixou seus amigos, provavelmente não voltaria mais.
— Queria você de volta. — Ele olha para frente, com a expressão impassível. — Você é mais importante que ela.

Notas finais
** ATENÇÃO, LEIAM POR FAVOR ** ESSE CAPÍTULO FOI TIRO ATRÁS DE TIRO, não foi? Coisa demais para processar até pra mim. Espero que tenham gostado, e comentem, por favor 3 Quero anunciar uma pausa na fanfic. Podem considerar um HIATUS, voltarei apostar exatamente daqui a um mês. Dia 24 de fevereiro, tem mais.