Ele passa os braços em volta de sua cintura, enquanto suas línguas dançavam alegremente. Ela agarra os cabelos do garoto, enquanto James Barton a pressionava contra a parede.

A música tocava num tom que dava pra estourar os tímpanos, mas nenhum dos dois ligavam. Tinha mais uns 8 casais se agarrando por aí também, então isso devia ser normal.

Lana deu de ombros.

Ela traça caminhos na jaqueta do garoto que foi arremessada no chão, e suas mãos entrelaçadas subiam as escadas.

Foi isso que Lana assistiu a festa inteira: James Barton de gracinha com Cassandra Denver.

Ela suspira. James veio cumprimenta-la assim que chegou, o que a fez sentir especial. Eles conversaram por looongos dois minutos, trinta e cinco segundos e 13 décimos. — os melhores de sua vida.

É, até Cassandra chegar.

Sair escondido foi um desperdício, ela ficaria encrencada até ter oitenta, mas tudo bem, ela só queria dormir.

— Ei, te achei! — A voz de Alex a faz virar bruscamente e quase cambalear de cara no chão.

— O-O que você...?

— Sabia que eu fui o mais popular quando eu estava no ensino médio? E ainda sou. Me chamaram pra vir!

— Mas Cal disse... — ela para, sorrindo. — Deixa...

— Não tá aprontando né? — ele cruza os braços.

— Só refrigerante. — um sorriso amarelo estampa seu rosto, a forçando a engolir a Fanta Laranja em seu copo.

Quem dera ela tivesse bebido. Não lembraria dessa coisa ridícula no dia seguinte.

— QUE BOM! — Ele grita, talvez mais felizinho pelo álcool.

— Hm, você não precisa disso mais... — ela pega a taça de suas mãos, e Alex nem percebeu, já revirando ao ritmo da batida da música Party Rock Anathem.

— Dança COMIGO. — ele sorri, a puxando pela mão. Ela revira os olhos, mas cede.

Era divertido fazer isso com Alex, — até porque ele não ficava de bom humor por muito tempo, mas ela não conseguiu deixar de imaginar seus amigos aqui.

De que pessoas ruins Cal falava? Uma gangue de estupradores fugiu do presídio?

Era melhor voltar pra casa, ela não gostava disso.

— Alex, temos que voltar pra casa...

— Não temos! Não hoje! — ele sorri, antes de gira-la com as mãos.

— Vamos por favor... — ela faz biquinho, e Alex sossega, revirando os olhos.

— Certo. Vou só pegar mais uma garrafa... — ele sai andando, a deixando parada ali.

Até que um homem com capuz preto começa a andar pela multidão dançando. Ela roda o local, tentando se lembrar qual era deu copo dos oitocentos que tinham na mesa.

É, não seria possível.

Ela olha pra pista, a procura do cara estranho, mas quando o vê ele já tem uma arma apontada pra ela.

Uma garota grita, e ele dispara antes que qualquer um possa assimilar.

A coisa tinge seu braço, e ela fecha os olhos, esperando uma grande dor. Mas só uma picada.

Lana olhou pro local do tiro, e viu um dardo tranquilizante azul.

A sala começou a girar.

Mas ela via as pessoas correrem, com os barulhos de tiros de verdade que ecoavam inutilmente, já que eles só usavam tranquilizantes.

Ela viu algo de saltar as pupilas: Allen correndo como um raio, até que agarra o pescoço de um deles, e o joga no chão.

Nossa, ela estava doida, ou Allen tinha corrido tão rápido que nem deu pra vê-lo, apenas uma mancha?

Alex a segura, assim que seus joelhos falham, a pegando no colo.

— Allen... Corre rápido...

— É querida, ele corre sim. — ele sorri, e é a última coisa que ela se lembra.

(...)

— Como faz as malas de uma garota? — Couty pergunta a si mesmo, avançando até o quarto dela.

— Quem vai pegar a Lana? Ela tá morta aí no sofá gente, ninguém esquece! — Allen sorri, correndo pra fora da casa como um raio segurando uma caixa.

Eles levariam apenas roupas, objetos pessoais e coisas caras.

E graças a Allen isso ficava muito mais rápido. Após resolverem o probleminha da festa, eles voaram pra casa, para arrumarem tudo.

— Cadê meus CDs do ACDC? — Alex berra, revirando rápido a gaveta da cômoda.

— Já peguei! Tava usando pra lavar o carro! — A voz de Cal ecooa pela casa.

— USANDO MEUS CDS PRA QUE??

A gargalhada de Ethan é ouvida.

— Ele usou pra ouvir enquanto lavava o carro. — Ele explica, batendo a mão contra as costas do irmão.

— VAMOS EM BORA SEUS LERDOS DE JESUS! — Allen grita, buzinando do carro.

— Vocês todos são malucos. — Max nega com a cabeça, em reprovação, enquanto ajuda Couty a fechar a mala de Lana.

Todos desceram, e Cal pegou a Lana desmaiada no colo, a colocando sentada no cinto de segurança, com a cabeça deitada em Louis.

— Ei. — ele cutucou o irmão. — Ela vai ficar bem. — Louis assentiu, segurando a mão dela.

Cal dirigia, Ethan estava ao seu lado, atrás estava Louis, Lana no meio, e Allen, e nos dois bancos de trás, Couty e Alex, espremidos contra as malas, caixas e armas.

No carro de Jaden, o mesmo dirigia, Max a seu lado, Chris atrás junto com Logan. No grande porta malas as coisas estavam entulhadas aos montes.

Assim, eles partiram pro Canadá.

(...)

— Tá chegando? — Allen diz, abrindo o décimo pacote de batata.

— Não. — Cal responde, irritado.

— E agora?

— Não.

— E agora?

— Eu vou parar esse carro, abrir a porta e rasgar sua garganta com minhas garras, eu juro.

— Ei, calem a boca, estou tentando dormir. — Ethan resmunga.

— Se você der um jeito no Allen, eu fico quietinho na hora. – Cal.

— Ah, vão se beijar na casa do caramba, são 5 horas da manhã. — Louis diz, esfregando os olhos, o que faz Allen rir.

— O que? Chegamos? — Couty abre os olhos, prestando atenção neles.

— NÃO! — Cal berra, quase tirando o carro da pista, o que faz Alex bater a cabeça na janela, o acordando.

— Você bebeu antes de vir pra cá? — Alex fala, esfregando o local do impacto. — Te xingaria de algo feio se não tivesse criança no carro.

— Lana não é criança. — Louis diz.

— Tava falando de você, estrupício. — Allen ri, enquanto Louis só revira os olhos.

— Eu tô falando sério seus bananas, se me acordarem de novo vou estapear todos vocês. — Ethan reclama, olhando pra trás.

— Eu tô afim de conversar, vamos conversar. — Allen levanta a cabeça, olhando pra Lana.

— Agora não... — Ethan choraminga, tapando os olhos.

— Já pensaram em como vão contar tudo isso pra Lana? — ele insiste.

— Tenho uma ideia. — Alex começa, fazendo todos menos Cal e Lana olharem pra ele. — Lana, nós somos 75% aliens de um planeta extinto, porque nossa mãe era um ETE, e nosso pai um demônio médico doidão. Nós estamos no meio de uma guerra contra os 100% Yunixianos que querem nos dizimar, e acabar com a terra.

— Aaaaah. — Louis revira os olhos.

— Fora de questão. — Couty arqueia uma sobrancelha pro irmão.

— Têm uma ideia melhor?

— Com certeza. — Cal fala, focado na pista. — Ter um pouco de sensibilidade, talvez?

— Ela vai nos odiar de qualquer jeito. — Ele dá se ombros, afundando no acento.

Todos ficam em silêncio, olhando pra Lana.

Cal suspira, olhando pelo retrovisor.

— Caramba meu, que avião gigante! — Allen diz, grudando na janela.

Eles estavam entrando na base aérea da P.A.A.N afastada da cidade. A P.A.A.N — proteção, aliens, alimentos e naves espaciais — é uma organização feita por Impuros — como são chamados os que não são 100% Yunixianos — e humanos de confiança.

— O que estamos fazendo aqui? — Ethan pergunta, olhando os vários aviões no pátio iluminado.

— Logan entrou em contato com eles mais cedo. Vão nos levar pro Canadá de avião. — Cal explica, despreocupado.

— E os carros? — Louis.

— Vão também. — Cal sorri.

Eles desceram do carro, e Louis ficou com Lana lá dentro, esperando os irmãos irem ao encontro de alguns homens com roupas militares.

— General Britons. — Cal apertou a mão do homem grisalho.

— Cal Stewerson. Suponho que esses sejam os acompanhantes.

— Sim. Alex, Ethan, Allen, Couty, e Louis e Lana no carro, meus irmãos, e Max, Logan, Jaden e Christopher.

— Bom conhece-los. Sou o general humano que auxilia a base, Benson Britons. Certamente os mais velhos já passaram um tempo nos nossos laboratórios no norte do Canadá. — Cal assentiu. — Bem, o avião será preparado para partir. Enquanto colocam os carros, me dará um relatório completo do ataque.

— Eu e Alex faremos isso. — Cal olhou pra ele. — Nossa irmã foi atingida por algo que achamos ser um dardo tranquilizante, mas não temos certeza.

— Sim, claro. Levem ela lá pra dentro, a doutora Ellen fará uma análise. — Cal assentou, fazendo sinal pra Louis trazer Lana.

Ele a pegou no colo, e Ethan entrou no carro para coloca-lo no grande avião.

Jaden dirigiu o outro carro, e o colocou no mesmo lugar, no compartimento da garagem no avião.

— Nunca entrei num avião tão enorme. — Max diz, observando o interior que ele imaginou que era a garagem dos carros.

— Lá em cima tem as cabines. São algumas horas de viagem. — Logan explica. — Vou ver como Lana está.

Ele sai do avião, os deixando sozinhos.

— Foi um tranquilizante forte. Ela deve ficar dormindo por mais umas 10 horas. — A mulher ruiva de jaleco explica. Louis descobriu que ela tinha poder de cura, como Alex.

— Entendo. Obrigado. — ela sorri, saindo andando.

Lana estava inconsciente deitada na confortável cama de hospital com lençóis brancos.

— Como ela está? — Logan pergunta, sentando na poltrona.

— Mais umas 10 horas desacordada.

— Sempre soube que ela gostava de dormir. — Logan arruma seus cabelos caídos no rosto.

— É. — ele sorriu.

— Eai? — Allen entra no quarto branco.

— Ela vai dormir por mais umas 10 horas.

— Jesus amado. Quero um desses tranquilizantes. — ele encosta na porta de braços cruzados. — Ah, ah, estamos saindo! — ele pula do lugar.

Louis a pega no colo, e vão pro avião, Allen correndo na frente chegou num instante.

Eles entraram pela parte de trás, e subiram uma escada apertada pra parte de cima.

A cabine de piloto ficava na frente dos acentos brancos dos passageiros, com cintos firmes.

Eles se sentam, e Louis coloca Lana ao lado de Couty, e sentou ao lado de Allen.

— O que a médica disse? — Ele pergunta, e todos pararam pra ouvir.

— Eu já expliquei duas vezes. — Louis esfregou os olhos.

— Usaram um tranquilizante forte. Ela vai ficar assim por umas 10 horas. — Allen explicou rápido.

— Nosso vôo dura 5. — Cal diz, colocando os cintos. — apertem os cintos, vamos decolar.

(...)

Depois de 5 horas voando, eles chegaram na P.A.A.N Canadense. Os primeiros andares eram todos reservados para laboratórios e salas de treinamento. Os quartos já ficavam nos últimos.

A P.A.A.N era subterrânea. Ficavam literalmente dentro de uma montanha. Nas janelas de vidro reforçado com grades, dava pra ver a imensidão de neve que se estendia por diversas montanhas.

Eles pousaram no hangar, e se instalaram nos diversos quartos.

Eles sabiam que Lana acordaria em alguns minutos, então tentar achar um jeito de contar tudo.

Cal estava com ela.

Lana pisca algumas vezes, sentindo uma pontada de dor no braço. Ela o toca, e lembra da festa de ontem.

— Eu estou aqui. — Cal diz, a fazendo virar num salto pra ele.

— Ai. — ela tapou os olhos. — Eu...

— Você não me ouviu. — ele cruza os braços.

— Percebi. — ela se senta na cama, e assim que sai de debaixo do edredom azul, sentiu frio. Ela repara numa pirâmide de barro que enfeitava a cômoda do lado de sua cama. Um brilho branco que indicava neve vinha das cortinas fechadas. — Onde estamos?

— Canadá.

— Que? — ela pisca algumas vezes. — Por quanto tempo eu dormi?

— 12 horas. — ela abre a boca surpresa, enquanto se lembrava das coisas de ontem.

— Eu levei um tiro...

— De dardo tranquilizante.

— Quem eram aqueles caras? E... Eu tive alucinações. — ela sorri, esfregando um olho. — Allen corria rápido... Ah, estava tudo confuso. Mas por que estamos no Canadá?

Cal olha pra baixo. Isso seria difícil.

— Cal?

— Vem comigo. — ele se levanta, e dá um casaco grosso pra ela colocar. Ela o obedece, incerta e confusa.

Na sala, todos seus irmãos e amigos se distraiam com algo. Alex mexia no celular, Couty jogava uma bolinha que batia na parede e voltava, Ethan encarava a janela, Logan bebia um líquido roxo...

Todos param assim que ela chega. Certo, isso era muito estranho. O que estava acontecendo? É o que ela se pergunta.

— Oi? — Cal a faz sentar num sofá de frente pra janela, e ela fita a neve caindo lá fora. Estavam mesmo no Canadá.

Lana larga a janela, e olha por rosto de todos ali. Ninguém a encarava nos olhos.

— Certo, o que está acontecendo? — Nada. — Ninguém vai me falar por que estamos no Canadá?! Quem eram aquelas pessoas? Por que vocês estão estranhos? — Ninguém. — Alguém fala comigo!

Ela explode, se levantando, e é interrompida por Logan.

Num movimento de mão, ele faz uma chama laranja e amarela aparecer. Ela bate a mão na boca com força, completamente surpresa.

— Ai meu Deus. — Lana diz, sem fôlego.