Is real

26 Equipe para manter viva


Louis usou cada neurônio de seu corpo para não gritar. O momento passou em câmera lenta, e o desespero rasgava seu peito. Ele iria morrer. É isso, acabou. Ele fechou os olhos, pensou em Lana. Em Bella. Nos seus irmãos. Seus braços tremiam, caindo em direção ao chão, e nem se lembrava quando lágrimas começaram a se formar, e o coração a ameaçar parar.

E foi quando Bella se lançou em direção a ele, e a eternidade em que o momento passou virou o segundo em que todo o ar parou ao seu redor, e Bella o abraçou com todo medo do mundo.

— Você está bem, Louis? Fala comigo, por favor.

Ele não consegiu, apenas assentiu, enterrando a cabeça no ombro dela.

— Você está seguro. Tudo bem. Calma. — Ele assentiu novamente, olhando-as nos olhos.

— Obrigado.

— É só a segunda vez que salvo sua vida hoje. — Ela dá de ombros, e ele ri. — Avery. Precisamos de ajuda.

— Eita, que que vocês arrumaram? — sua voz ecoa no rádio, e os dois são empurrados pra beirada do prédio.

Cal envolve Louis num abraço desesperado. O coração dele batia mais rápido que o do garoto.

— Faz isso de novo pra você ver. Eu te mato.

— Desculpe.

Os agentes estavam no chão. Imóveis. Os braços e pernas da mulher elástica estavam distribuidos por todo o telhado, como uma cobra.

— Noah? — Cal se abaixou ao lado dela, encostada no muro com uma careta de dor. Ela o mostrou os braços queimados. — Oh, droga, Noah...

— Eu estou bem.

— Não está. Alex, precisamos de você, agora.

— Não... Precisa. — Ela faz uma careta com a pontada forte de dor.

Meio segundo depois, Alex aparece meio a nuvem de raios de Jacob, que brotou como água no meio deles.

— Quanta gente morta, credo. — Alex diz, se abaixando ao lado dela, analizando seus ferimentos. — Como você não tá desmaiada de dor?

— Sou um demônio supremo, querido... — ele tocou seu braço com as duas mãos ao mesmo tempo, e Cal teve que tampar sua boca para impedi-la de gritar.

Um tempo depois, ela estava curada, e Alex voltou com Jacob lá para baixo.

— Você está bem? — Cal a ajudou a levantar.

— Sim. Usar esses poderes suga energia. Só isso. — Cal encarou seus olhos violetas por um segundo.

— Certo. Cuidamos do terraço. — Cal disse no rádio para todos. — Lana. Sua deixa.

Lana respirou fundo. Quando viu que Louis quase caiu, seu mundo caiu junto. Triplicou seu medo, e a arma em sua mão tremia mais que um pingum no Polo Norte.

Concentre-se, Lana. Foco no que você tem que fazer. Foco na vitória.

Ela respirou fundo, apontando a arma para a direita.

— Três, dois, um.

Ela atirou, e o impacto quase a fez cair do topo das árvores. Ela estava escondida, ficaria tudo bem.

— Eles estão vindo. — Kyle disse, posicionado perto do prédio, invisível.

— Lana, é com você. Chame de tiver problemas.

— Tudo sob controle.

— Você consegue. — Couty sorri.

É. Ela consegue

— Desligue o rádio. — Erhan manda.

Lana obedeceu.

— Kyle. Quantos dutos de ar você viu?

— Eles passam pelo teto, são super reforçados. As salas formam um quadrado no centro, e os corredores são as paredes de fora. Pelo que parece não há dutos dentro das salas.

— Certo. Quando revistarem uma sala, deixem a porta aberta. Sabem para onde ir?

— Sim, senhor.

— Alex, Jacob, encontrem uma posição que consigam ver as janelas.

— Entraram na floresta agora. — Kyle diz, no microfone.

— Ela vai ficar bem. — Noah sussurra a Cal, encarando as arvores apreensivo.

— Não protegi Allen. Não posso deixar acontecer com ela também. — Ela suspirou, olhando rapidamente os outros entrarem no túnel.

— Você tem uma equipe toda para proteger. 6 irmãos para manter vivos. Não é sua culpa, Cal.

Ele dá um pequeno sorriso, e beija sua bochecha, antes de sair andando para preto da entrada dos dutos.

(...)

Lana olha ao redor. Nenhum sinal de vida. Kyle disse que eles estavam vindo. Será que foram para a direção errada? Droga, droga, eles não podiam achar a equipe de base escondida na escuridão.

Ela tira uma bomba de fumaça da bolsa verde, e joga o mais longe que consegue. Ela bate numa árvore distante, e explode em fumaça branca sem um barulho exagerado. Ela os vê indo naquela direção, envoltos por uma luz azul cintilante e azul. Logo percebe que um homem tem chamas azuis nos braços.

— Meu Deus. — Ela ouvia suas vozes. Estavam se movimentando atentos. Lana jogou mais uma bomba perto deles, e ouviu raios roxos se formando, junto com uma nuvem cinza se movendo rapidamente.

Um rápido, um com raios, um com fogo azul. Ótimo.

O homem rápido vasculhava a floresta de pressa, logo se entediariam de ficar procurando fantasmas. Mas o grupo se aproximava dela, fazendo curvas e enrolando.

E derrepente uma árvore começa a pegar fogo azul, se estendendo por várias direções. Ela arregala os olhos, e xinga um palavrão. Ele se alastra rápido, para várias direções, e passa a vir em sua direção.

— Ah, não.

(...)

— Bela sacaneou quando jogou esse cara longe. — Ethan diz, cansado de puxar o sniper morto. O joga no chão, e assume sua forma, usando seus poderes de transmorfo.

— Está pronto? — Avery pergunta.

— Mais que isso não tem como. — O "sniper" sorri.

Ethan ajeita o colete a prova de balas, e arruma os fios curtos e negros. Seus olhos eram claros, e seu uniforme dizia Sargento Derek. Uma cicatriz cortava seu pescoço, sumindo pelo uniforme, e ele julgou sua aparência como nada aceitável para os padrões de higiene.

— Eu não pareço um prisioneiro. — Avery diz, desarrumando a blusa preta, e sujando as luvas sem dedos de terra, e em seguida passando-as nas calças, e desajeitando o cabelo. — Me soca.

— O que?

— Vamos, Lana não vai aguentar pra sempre. Eles precisam dar um jeito no ataque de base e... — Ethan o soca forte, abrindo um corte em sua boca, que o derrubou. — Senhor. Assim.. foi exagero... vamos.

Ele faz uma cara amarrada, e segura deus braços e a gola da camisa com força, e saem da mata.

— Achei esse na floresta. — Ethan diz, se aproximando dos homens.

— Avery O'Malley. Zod vai ficar feliz em esfaquea-lo até a morte, traidor. — Ruge uma mulher de cabelo azul e curto, com um sorriso.

Ethan ignora, entra no prédio. As paredes dentro eram de concreto, e guardavam uma pintura azul extremamente desgastada. As portas das salas eram de ferro, como numa prisão.

Passaram por alguns agentes que zombaram de Avery, e foram ignorados. Chegaram na porta indicada por Kyle, e pararam, rezando para Zod estar ali mesmo.

— Avery O'Malley, traidor. Tenho ordens para leva-lo para o general. — "Derek" impõe.

Os homens abrem a porta pedada, revelando um corredor com espuma revestindo a parede. Eles descem a escada em aspiral, e assim que a porta fecha, não ouvem nada.

— Isolamento de som. — Avery sussurra. — Genial.

— Ninguém vai ouvir o que acontecer com a gente aqui dentro. — Ethan murmura, sem parar de andar.

— Sim. Mas se ele ler seus pensamentos, você vai saber. Se isso acontecer, finja que não aconteceu. — ele assistente.

As escadas acabam.

A sala era enorme, iluminada por uma luz branca e forte em cada um dos quatro cantos da sala. Tinham apenas uma mesa de ferro, onde haviam dezenas de arquivos, papéis, e livros empilhados.

Zod estava sentado, lendo, tranquilo, com as roupas pretas iguais aos dos outros agentes, com o símbolo do ciclo em vermelho ao lado esquerdo do nome. Seus cotunos eram lustrados, o nome Zod em letras douradas, e a patente de Coronel brilhando nos ombtos. Seus olhos eram azuis como o mar, e os cabelos negros como o céu.

Ethan sentiu o corpo todo tremer no mesmo instante. Era Zod. Rei de todo o mal que ele conhecia. Ali. Lendo. Sem parecer um rei. Apenas um homem.

E os reféns, forçados a ficarem de pé, amarrados pelas mãos no teto. Harad, e Ahmed, com marcas de soco no rosto. Estavam acabados.

Alice estava deitada em uma cama, intocada, e inconsciente.

— General. — Ethan encontra forças para chamar sua atenção. Cada célula de seu corpo tremia, mas ele faz o máximo possível para manter a pose. Ele queria esquecer o plano, e matar Zod. Mas não podia.