Notas iniciais
Essa é a Kylan ♡ Esse capítulo é da Alice.

— Chegamos? — Alex esfrega os olhos, e Lana assente, tirando o cinto e se levantando. Ela só queria sair daquela maldita caixa com asas.
Eles pousaram numa base da P.A.A.N, a única na Índia além na de Agra, perto da capital, Nova Délhi.
Cal sai da cabine e tromba com ela esperando ansiosamente a porta se abrir com sua bolsa rosa com bolinhas pretas na mão. Cal tenta não apertar suas bochechas, Lana odiava isso.
— Oh, Jesus, você está bem?
— Sim, não foi nada. — Lana não queria as pessoas a lembrando da sua leve surtada anormal dentro de um avião voando.
— Okay. — Ele sorri de leve, e tira a mala de suas mãos. — Eles já vão nos deixar sair. Só estão fazendo contato com a base no Canadá noavemnte. — Ela assente, fitando a porta.
Assim que ela abre, Lana vê um garoto que devia ter a idade dela, sorrindo. Ele tinha a pele morena avermelhada e os cabelos escuros e olhos puxados extremamente escuros, como nos filmes de Bollywood que ela amava. Só então se deu conta que estava realmente na Índia.
— Bem vindos à Mumbai! — ele dá um sorriso que cobre metade de seu rosto, e ela ouve Jaden se segurando para não gargalhar. — Bem vindo a P.A.A.N Indiana, também. Uau. — Ele pisca olhando pra Lana. — Quem é você?
— Eu te respondo se você me deixar sair. — Dessa vez Jaden não se segura, ri muito alto.
— Oh, claro. Vamos!
Lana passa a sua frente, descendo os degraus rapidamente. Estava extremamente quente ali. Era como se tivessem ligado um grande forno nos céus, e deixado-os para queimar.
E o cheiro de pimenta no ar. A Índia toda tinha cheiro de especiarias?
Pessoas de pele avermelhada e com roupas coloridas passavam por todo lado. Pelo visto a base também era um aeroporto normal, porque várias crianças acompanhadas de mulheres de burcas islâmicas circulavam com malas.
Lana sorri. O aeroporto em si era horrível, mas as diferentes pessoas davam cor, vida à construção grande cinza.
— Gosta do que vê? — Uma senhora de cabelos brancos vestida com um vestido alegre e listrado e um lenço na cabeça pergunta.
— Sim. É bonito. — Lana responde, olhando ao redor.
— Então sai da escada, meu amor! — Ela pisca, acordando de seus desvandeios, e pula os últimos degraus aterrissando no chão. — Abhinav, já se apresentou para essa gente americana que acha que seu país é melhor que o resto do mundo?
Lana ergue as sobrancelhas. Que velhinha revoltada.
— Vovó, pelo amor dos Deuses! — Abhinav bate na testa. — Ignorem minha avó, Angada. Ela não gosta de americanos.
— Não gosto mesmo.
— Bem, sou Abhinav, mas podem me chamar de Ab. Vou ajuda-los nessa missão, e os levarei para conhecer meu chefe.
— Espera, a base é no aeroporto? — Cal pergunta.
— Lá em baixo. — ele aponta pro chão, começando a andar, e todos o seguem. — Como em Ottawa, fornecemos ajuda a quem nos procura, e as vezes, ajudamos a fugir e montar uma nova identidade, se for preciso. Então não é qualquer um que embarca nesses aviões. O aeroporto é público, mesmo a P.A.AN sendo uma agência secreta, nossa base é segura e secreta. Quase ninguém que não sabe desse mundo nos procura. Quando porcura, nós despistamos.
— Ethan. — Lana o chama sussurrando, sem parar de andar. — Por que nos chamaram se há uma base aqui? — Os olhos de Ethan escurecem.
— Lana. Hodge não contou?
— O que?
— Os homens de Zod... Atacaram metade dos agentes operacionais daqui. Estão mortos.
Lana arregala os olhos, e Ethan engole em seco.
— Isso não é brincadeira. — Ele diz.
Deus, no que ela havia se metido? Talvez Cal estivesse certo. Talvez ela não tenha condições nenhuma de estar nessa missão. Talvez o livro estivesse errado sobre ela ser uma Kesearker.
Uma Kesearker sem poderes.
Ela não tem coragem como Cal. Não tem a determinação de Louis. O poder de Ethan. A experiência de Jaden. Ela não tinha nada. O que ela estava fazendo ali, então? Estava pra morrer.
(...)
— Vocês devem estar cansados da viagem, mas não se preocupem, meu chefe não fala muito. — Ab sorri, como se tivesse contado uma piada hilária. Ele abre a porta, e um homem extremamente alto que usava, — ao contrário do resto da população -, roupas mórbidas e engomadas. Seus olhos eram escuros como a noite, e a pele escura como chocolate, assim como seus cabelos curtos e encaracolados.
"Olá"
Uma voz ecoa na cabeça de Lana, e ela pula de susto, mas vê que não foi a única. Todos ouviram, e estavam desorientados, sem saber de onde a voz vinha.
" Vocês não estão loucos. Meu humilde poder é sussurrar. Sentem, por favor."
Eles obedecem, receosos, e Ab e a idosa vão pra perto do homem.
— Sim, acabaram de chegar. — Ab responde algo que o homem pergunta em sua cabeça.
"Bem. Sei que estão cansados, e estou ciente da sua missão. Mas ainda não temos uma localização sólida, desse jeito, Hodge me disse que assim que conseguir algo, vai mandar para nós."
Lana o encara assustada. Ele não estava interessado nem em dizer seu nome, mas esse era um poder incrível, e ao mesmo tempo uma maldição. Ele era mudo? Incapaz de falar com pessoas que não sabem da existência desse mundo e de seus poderes?
" Quero que sabiam o quanto estou grato pela ajuda. Como sabem, nossa situação é difícil."
— Não, não precisa agradecer. — Cal diz. — Estamos aqui porque nos comprometemos a ajudar. Senhor...
" Desculpe. Gulab. De qualquer jeito, obrigado. Podem confiar em Ab para tudo. Ele será minha boca nessa missão de vocês."- Gulab sorri, e faz um movimento com a cabeça. — "Dispensados."
Eles seguem Ab para um os dormitórios que eram mais subterrâneos ainda. Diferente de Ottawa, essa base tinha agentes armados em vários corrrdores. Já no Canadá, aquela base fria era morta.
— Que cara estranho. — Louis sussurra, entrelaçando seus braços.
— Sim. — Ele franze o cenho.
— Você parece longe daqui... É por causa do...
— Não quero falar disso. — Ela fecha os olhos, e Louis solta seu braço.
— Tudo bem.
— Olhem, para a infelicidade de vocês, terão que ter um colega de quarto. — Ab para derrepente.
— Oh, maravilha. — Ethan diz.
Decidiram que Jaden ficaria sozinho, Alex com Ethan, Cal com Couty, Lana com Louis e Noah com Kyle.
Lana coloca a mala num canto oposto da cama beliche do pequeno quarto. Só havia uma televisãozinha em cima de um frigobar branco e polido. O lugar era limpo e arrumado, com paredes azuis bem pintadas e um basculante aberto na porta, a unica passagem de ar no quarto.
— Aqui não é tão ruim como pensava que seria. — Louis diz, subindo no segundo andar da cama.
— É. É legal. — Ela se senta nos lençóis brancos e arrumados.
— Gostaram? — Ab pergunta, da porta.
— Sim. — Lana responde.
— Você não disse seu nome.
— É Lana.
— Um nome bonito para uma garota bonita. — Ele beija sua mão rapidamente, e Louis ergue as sobrancelhas. — Bem, se precisar estou à sua disposição. — Ele sai do quarto, e Louis revira os olhos.
— Não gostei dele.
— Por que?
— Porque ele está dando em cima de você na minha frente.
— Está? Todos os garotos me tratam assim, menos vocês.
— Então todo mundo dá em cima de você? — Ele pergunta, com a sobrancelha erguida.
— Não. Vocês que são estranhos. — Ela dá de ombros.
— Tss. — Louis sorri. — Tá bom.
(...)
Ottawa, Canadá.
— Não entendi porquê Hodge não me colocou na missão. — Logan diz, batendo as unhas na mesa.
— Talvez você tenha pegado pesado demais com ela. — Max diz, seco. — Não foi nada legal. Se Louis tivesse ouvido você estava ferrado.
Logan dá de ombros.
— Não ligo. Não quero mais nada relacionado a ela.
— Tá bom, Logan. Você vai ficar sozinho, agora.
— Tenho você e Chris. Não preciso mais deles.
— Já que sou seu amigo, é meu dever dizer que você foi um compelto babaca.
— Ela também foi! — Ele tira os pés da mesa, irritado, e pela primeira vez, Max tira os olhos do computador e o fita.
— Mesmo se você repetir na sua cabeça milhões de vezes que ela tem culpa, não será verdade. — Logan revira os olhos, e sai marchando de perto dele.
— Ai, ai. — Max revira os olhos, voltando sua concentração no mapa de Mumbai. — Mas que droga. Eles sabem mesmo criptografar uma mensagem.
— Não vou deixar nenhuma pirralhinha indiana roubar meu título de maia inteligente do pedaço. — Max olha pro lado e vê Kylan parada de nariz empinado. — Chega pra lá.
— Olha, eu sou bom com informática e minhas ordens foram para achar Grace. E seu título tá mais pra rainha da cocada preta.
— Até parece. — Ela revira os olhos. — Olha, Mumbai tem 16 milhões de habitantes, e 8 milhões são favelados. Se você estivesse fugindo, ficaria perto dos shopping dos trilhonários, ou num lugar que dê para se misturar?
Max a fita, reconhecendo a derrota.
— Okay, mais inteligente do pedaço, me ajude. — Ela sorri, e empurra a cadeira para seu lado.

— Comece por Dharavi.
— A favela do "Quem quer ser um milionário?"
— Essa mesmo. Tem muita violência devido as discordâncias de religiões e as pessoas são bem pobres, mas dão um jeito se sobreviver.
— Hum.. — Max digita "Dharavi" na busca, e seus programas instalados ilegalmente em seu laptop preto começam a agir, procurando códigos ou algum rastro de Grace. — Vai demorar um pouquinho. — Max vira a cadeira bruscamente em sua direção, a encarando.
— Perdeu alguma coisa? Você é pedófilo?
— O que? Ah, sou sim. Se fosse, não perderia tempo com você.
— Jesus, menino, você tem problema? — Ele sorri.
— Com quantos anos aprendeu a andar?
— 7 meses.
— E a falar?
— Inglês, russo, mandarim ou Espanhol?
— Am, inglês...
— 2 anos.
— Uau.
— Uau mesmo. Minha mãe teve que contratar um tutor que sabia da existência desse mundo, porque a professora achava que eu era a encarnação feminina de Albert Einstein. — Max riu.
— Bem. Quantas pessoas têm na Bangladesh?
— 154 037 902. A capital é Daca, teve sua independência do Paquistão em 1971, 143 998 km quadrados, a moeda é a Taka, clima subtropical úmido e tropical...
— Tá, tá, tá. Quantas vezes o coração de um bode bate por minuto?
— O que? Por que eu saberia isso?
— Porque você é a rainha da cocada preta.
— Para de me chamar assim! — Ela pula da cadeira, irritada, e Max ergue as sobrancelhas, surpreso.
— Por que?
— Porque... Meu pai me chamava assim. — Derrepente, lágrimas que Max não havia notado antes, começam a escorrer de suas bochechas gordinhas.
— Desculpe.
— Você deve estar se perguntando o que aconteceu com eles. Aliás, há uma e chance de 89% disso... Ah, quem liga?
— Não estava.
— Estava sim. — Ela limpa as lágrimas. — Zod o matou. Eu vi. Matou os dois. Um dia, vários homens invadiram nosda fazenda. Meu pai e minha mãe tentaram lutar com ele, mas ele entrou em suas mentes. Ele os fez gritar.
Uma lagrima se pendura em seus cílios grandes, e fica ali.
— Kyle me abraçava no canto da cozinha, debaixo da pia, nos mantendo invisíveis. Ele sabia que não tinha como conseguirmos salva-los. Zod os torturou. Eu chorava em silêncio, e Kyle não tinha coragem de abrir os olhos nem destapar os ouvidos. Até que minha mãe tentou fugir, e ele atirou nela. Nunca tinha visto meu pai chorar. — Ela abaixa a cabeça. Max a encarava com um semblande sério apoiado em sua mão esquerda. Seu olhar para em Jordan, que ouvia a história da porta. — Zod perguntava "Onde estão seus filhos?" E ele não respondia de jeito nenhum. Então, meu pai perguntou: "Por que você faz isso?" E zod sorriu. " Porque o sangue impuro que corre em suas veias me dá nojo." E ele rasgou a garganta dele com uma faquinha de metal. A minha faquinha. A que tinha o desenho de vários corações.

Ela levanta o olhar pra Max, que não sabia o que fazer, o que dizer. Há poucos minutos conversavam sobre a Bangladesh. Agora, a garotinha estava soluçando como se tivesse um ataque de asma.
Jordan finalmente se mexe, e vai até ela, se agaixando em sua frente.
— Kylan. — Ele diz, e no mesmo instante, ela o abraça. Ele olha pra Max como se dizesse "Vai ficar tudo bem. Ela já fez isso antes. Mas quem cuidava dela era Kyle." Jordan se levanta com ela no colo, e sai, mas Max não conseguia se mexer. O garoto que ele amava não seria capaz de fazer isso. Quem era esse? Ele nunca havia ouvido o relato de uma das ações diabólicas dele. Apenas ouviu falar, e acreditava, mas o relato de uma garotinha chorando era outra coisa.
— Como ajudei nisso? — Ele sussurra, sentindo as próprias lagrimas se formarem.
Até que um bip vêm do computador e o tira de seus desvandeios.
"ENDEREÇO IP LOCALIZADO." Era a fraze em vermelho que estava estampada no monitor.
— Rua Saint Rohidas Marg, lote 6, número 732, Favela Dhavi.