Is it a dream or a nightmare?
5 Capitulo 5 – Os caprichos de Thea
Notas iniciais
Sábado
Pov Felicity
Ainda não consigo acreditar naquilo que Oliver me disse, sobre seus pais e Thea, já inventei mil e uma teorias do que pode ter acontecido, se eles a raptaram quer dizer que anda por ai uma família á procura da filha há mais de quatro anos, e Oliver sabe, será que ele anda á procura dos pais dela? A polícia não deveria ser avisada? Será por isso que ele é tão misterioso? Será que Thea sabe da verdade?
Não conseguia que estas perguntas todas me saíssem da cabeça toda a noite e ainda agora não paro de pensar, desço para almoçar e minha mãe já tinha saído, esta é outra mas onde é que ela anda todos dias? E eu que pensava que a minha vida era complicada.
Pov Oliver
A minha vida tem sido uma mentira pegada, tudo o que eu já acreditei já não acredito mais, eu tinha uma vida na minha antiga cidade, era o garoto mais popular do colégio, tinha a namorada mais linda da escola, vivia feliz, até eu descobrir que tudo não passava de mentiras atrás de mentiras, tudo começou quando eu ouvi umas conversas estranhas entre os meus pais.
FlashBack on
Ia a descer as escadas para pedir as chaves do carro ao meu pai, para ir a uma festa com Kate, minha namorada, quando ouvi a conversa que abalaria o meu mundo.
–Robert, querido, aqueles homens andam atrás de nós, eles vão começar a desconfiar… — oiço minha mãe dizer, e fico atento, escutando atrás da porta
–não te preocupes, eu trato do assunto, eles não te iram incomodar mais – incomodar pelo quê? Começo a achar esta conversa muito estranha
–o que vais fazer? – pergunta preocupada
–Vou mandar alguns homens meus fazerem o serviço, se não resultar fugimos daqui com Thea – Thea? Mas qual é o problema da minha princesinha?
–Oliver vai ficar chateado por deixar os amigos Robert!
–Oliver é um adolescente, ele não sabe o que quer… — claro que eu sei o que quero, mas eles estão malucos, porque querem ir embora? – Não podemos deixar ninguém descobrir quem Thea é, Moira!
Depois disso, decidi investigar por conta própria do que eles estavam falando e o que isso tinha a ver com Thea…
Flashback off
Sou acordado dos meus pensamentos por Thea, minha bonequinha hoje está eléctrica.
–Ollie, estou cansada de assiti bonecos, queo i ao sopping – diz ela pulando em cima de mim no sofá, olho para ela com o maior orgulho do mundo, é eu acho que tomei a decisão certa!
–shopping, thea? Hoje? Vai estar uma confusão! Vamos brincar a outra coisa – ela fez o maior beicinho do mundo, até dá dó
–Ollie, mas eu queo ollie, eu queo eu queo – e começa a pular mais, eu levanto os braços em rendição e finalmente concordo com o seu pedido – ollie?
–sim?
–podemos leva Felicity? Po favo po favo? – eu não percebo porque é que esta garota ficou tão apegada a Felicity, ela foi muito amável com thea mas dai a ficar esta paixão – Ollie vamos responde que xim…
Eu não consigo dizer que não a esta princesa e acabo me rendendo, não sei como seria o ambiente com Felicity, mas acho que ela não me confrontaria com Thea por perto.
Vou á garagem buscar o assento para criança que se coloca na mota, de modo a que consiga levar as duas na minha mota, vou me arrumar, visto um jeans preto e uma camisa branca, e a Thea visto-lhe umas leggins pretas e uma camisola comprida pois hoje esta um pouco de vento. Depressa montamos na mota rumo á casa de Felicity. E com a brisa os pensamentos voltam-me…
Flashback on
Demorei uma semana, mas finalmente consegui achar algo, percorri todas as coisas dos meus pais no tempo em que eles estavam em reuniões, cheguei a ver uns homens a rodarem a casa, e nunca percebi o porque de tanto mistério ate encontrar uma gaveta com um fundo falso que continha um jornal de há três anos atrás, idade da altura de Thea, que continha a noticia que eu nunca desconfiei.
“Menina desaparecida do Hospital de Santa Madalena, nascida no dia 4 de Fevereiro de 2011, uma recém-nascida foi levada deste hospital, a menina encontrava-se numa incubadora após ter nascido prematura, os pais, não querendo ser divulgados procuram filha desaparecida e deixam-nos o seu contacto caso alguém tenha conhecimento de alguma coisa”
Por baixo tinha os contactos e uma foto de uma bebé que tinha traços de Thea era ela sem dúvida nenhuma, agora chegara a hora de confrontar os meus pais.
Eram oito da noite e eles tinham acabado de chegar, Thea dormia no seu quarto, era a altura perfeita, sem prenunciar alguma palavra chego-me ao pé deles e entrego ao meu pai a folha de jornal que estava em minhas mãos.
–nós podemos explicar Oliver – diz meu pai após uns minutos de silêncio
–isso não tem explicação possível vocês raptaram uma criança – digo alto e já com as lágrimas nos olhos
–não foi bem assim filho – foi a vez de minha mãe intervir – nós apenas fizemos uma troca
–uma troca? Vocês trouxeram thea e deixaram outro bebé? – perguntei achando tudo aquilo uma loucura
–nós tivemos uma filha que não poderia ser nossa então trocamo-la – diz meu pai com a maior tranquilidade
–trocaram-na? Mas eles são bebés! Não são objetos para serem trocados! Vocês metem me nojo, se calhar nem sou vosso filho… -digo completamente revoltado
–claro que és nosso filho Oliver, que disparate – ela diz já nervosa e eu não sei o que fazer mais
–eu também pensava que era disparate a thea ter sido raptada, no entanto…
A partir desse dia as discussões foram constantes, chegou a uma altura que deixei de falar com os meus pais, a única razão pela qual ainda não me fui embora, é Thea. Certo dia minha mãe chegou a casa e disse que o meu pai resolveu fugir e desaparecer, contudo não levou os problemas com ele, todos dias apareciam homens a fazer perguntas, foi então que tomei uma atitude e sai de casa e levei Thea comigo.
Durante quase um ano, percorremos várias cidades, mas acabavam sempre por nos encontrar, até que achei um sítio ideal.
Flashback off
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