Is beginning or not
15 You won't ever be alone
Notas iniciais
POV. Romero
Depois que soube da volta da Kiki, senti uma enorme vontade de procura-la e perguntar exatamente o que houve. Como ela saiu viva do sequestro? Por que não procurou ninguém? Ou como acabou se envolvendo com os caras que tiraram parte de sua vida.
No entanto, a Atena suplicou para que não o fizesse, pois ela estava envolvida em algo maior, mas não podia me contar. Fiquei tão anestesiado com os outros acontecimentos que mesmo tentando não descobri nada.
Hoje, ela me diz que o homem que transa também trabalha para minha ex-mulher, o que posso pensar?
Sinceramente, estou mais perdido que cachorro em dia de mudança.
— Como assim, Atena?! — questiono
— O Tom trabalha para a Kiki e fico com ele por isso. — fala cabisbaixa, como se me escondesse algo.
— E...Sei que não é só — pretendo saber a verdade, agora.
Levanta da cama e vai para a sala em busca de bebida, comigo atrás — E... que ele tem um corpaço — começa a tomar whisky puro, denunciando o nervosismo — Fazemos sexo que...uh. Cansa.
— Se fosse só isso tu não estaria nervosa assim. Fala a verdade! — ordeno
— Tu não manda em mim, Romerinho... Exceto, as vezes, quando estamos naquela cama — continua brincando com a situação.
Seguro-a pelo braço — Dá pra parar?! Quero que me diga a verdade!
— Adoro assim...másculo! — morde os lábios sensualmente
— Atena... — tento falar, mas coloca os dedos sob minha boca — Não, fica mudinho. Tu fala demais — me olha por alguns segundos e contrai os músculos, excitada.
— Espero que não tenha mudado de ideia, por que vou cuidar de você agora. —fala antes de me puxar para um beijo e empurrar nossos corpos para o quarto, não sem antes, bater em algumas paredes, o que me faz senti-la entregue como eu queria desde o início da manhã ou término da noite anterior.
POV. Atena
Queria ficar assim com meu bandido para sempre, mas não é fácil lembrar do quanto me magoou. Tentei mostrar força a cada vez que aparecia com um presente, foto ou palavra que não me tinha como endereçada.
Quando me colocou contra a parede com o caso “Tom/Kiki”, vi um Romero vívido, feroz, o homem que conheci naquele bar. Não o bobo apaixonado e inseguro com as coisas. Era o que queria. Esse, trouxe a maior felicidade da minha vida quando declarou seu amor depois de uma quase orgia, mas também a maior tristeza ao escolher o “Brinquedinho da Favela” tantas vezes.
Depois de 4 horas de sexo maravilhoso, meu monstro estava de volta. Embora ainda tenha um olhar cheio de perguntas, os nossos corpos entrelaçados e ofegantes naquela cama, recobertos com uma cueca, para ele, e a camisa que coloquei de novo sob mim, não davam tempo de pensar em respostas.
— Sempre um novo recorde, hein Romerito? — aliso sua barba curta e consigo um sorriso.
— E você sempre apelando para a cama? — olha para mim e tento me afastar, mas não deixa.
— Não vi tu reclamando, não. Vai começar agora?
— Me diz, por favor. O que tu tem com o cara? O que envolve a Kiki?
— Romero... É complicado — penso novamente em sair dos seus braços.
— Lembra do que tu fala? Somos amantes, bandidos, mas acima de tudo, parceiros. Quero que não seja uma mão de via única. Quero te ajudar, como você sempre fez. — apela para nossa união e decido falar a verdade, já que, não deve mudar nada.
— Quatro paredes guardam nossos segredos, promete? — concorda com a cabeça
Sento-me para encará-lo melhor e faz o mesmo — Depois que a Kiki apareceu, acabei surpreendida com tudo que ela sabia de mim. Parecia ter acesso a minhas informações como um meio de me controlar. Com tudo que já vi nessa vida, é normal querer saber mais sobre alguém assim. — fica ouvindo atentamente com o negro dos olhos prestando atenção em cada gesto que faço.
— Então...me aproximei do Tom para conseguir informações da patroa, mas o que era um plano curto se transformou em meses. Sai ontem para ir ao hotel onde a gente se encontra e... — vejo ciúmes transbordando pela sua expressão.
— E vocês se beijam, abraçam, transam e se comem por horas. — despeja as palavras como um furacão de raiva.
— Onde eu tento descobrir algo — tento cortar as alucinações de sexo que passam pela cabeça dele, mesmo que sejam verdadeiras.
— Todo esse tempo só sei que a Kiki trabalha com uns traficantes, pois foi negociada pelo Pai, para manter as relações fora do país com esse grupo. No entanto, parece ter uma briga interna acontecendo entre eles. Não sei detalhes, só o que ouvi em umas conversas... — pula da cama como um espasmo.
— Claro! O Gibson quis mantes a filha viva e não matar. Agora tudo faz sentido. — me surpreende com o nome citado.
— Como assim, o Gibson? O que teu ex-sogro tem com isso? — pergunto o deixando sem reação.
— Gibson? Nada. Onde tu ouviu esse nome? — tenta fugir do assunto.
— Você falou agora, Romero. Vai desembucha...Fala! — também levanto-me, pondo pressão.
— O Pai da facção é o Gibson. — indaga, sem saída.
— Sério?! Ele é o todo poderoso? Tu tá podendo, hein? Ex-mulher, traficante. Ex- sogrinho de chefão. E a mulher de bandida, linda, poderosa e ainda por cima, Sherlock. — pulo pra cima dele, com a felicidade estampada no sorriso.
Nós dois gargalhamos e caímos na cama depositando beijos, um no rosto do outro e por fim, boca.
— A gente é o casal problema mais bem resolvido do século. — fala, me obrigando a parar com as carícias para me olhar.
— Problema só se for dos outros, meu filho! Eu sou super bem resolvida. — gargalho e percebo seus olhos fechados com a cabeça posicionada entre meus seios, recobertos pela camisa.
— É bom ser verdadeiro contigo, sabia? — pergunta com a voz carregada de emoção.
— Sei, porque também é assim para mim. — acaricio seu cabelo e o faço descansar em cima do meu corpo.
— Quero te ver assim, Atena. Livre, direta e sem segredos. — abraça meu corpo e levanta o olhar.
— E eu te quero entregue, sem culpa. — respondo, passando a mão pela sua boca, o fazendo mordiscar a ponta dos meus dedos.
— Depois de tudo só esperei a solidão. Quando todos descobriram a verdade, fui largado, pisoteado. — relembra e vejo a tristeza.
— Tu nunca vai ficar sozinho. Sou parceira e fiel até a morte. — sobe seu corpo e me encara de perto.
— Como alguém disse há algum tempo...Amém,Jesus. — continua com os olhos penetrantes sob mim e não aguento, o puxo para um beijo, onde nossas línguas se encontram depois das palavras ditas e nossos corpos, reféns do que ainda virá naquele dia e cama.
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