Is beginning or not

7 We keep this love in a photograph


Notas iniciais
Itálico = pensamentos e ações Normal = falas Esse capítulo marca o início de algo muito importante para a história. Espero que consiga ver o detalhe. Uma dica: Tem haver com o título.

POV. Atena

Encontrar alguém da facção nem sempre é confortável, principalmente quando é o nariz em pé do Orlando.

— Então você encontrou o contato? — fala com um tom metido — Sim, a mulher estava lá. Bem que vocês podiam ter me dito, neh? Foi sacanagem! — digo o que queria — Não precisamos falar nada. Tem que aceitar o que sabe — Não sou pombo-correio — Está mais pra cachorra atrás do osso mesmo — HAHAHA muito engraçado... — debocho — Mas podia ter dado errado em alguma coisa — Se desse, você pagava o preço — ameaça — Fala logo o que descobriu. Cansei dessa conversa.

— Foi o seguinte...Ela falou que pode mandar por volta de 50 armas militares quinzenalmente para a Colômbia, mas quer uma porcentagem por tudo enviado. — explico querendo sair dali — Marcou alguma coisa? Uma data para saber a resposta? — pergunta, o chato — Quer a resposta até amanhã. — Vou falar com os superiores e te mando as instruções amanhã, pomba. — ironiza enquanto caminha até o carro. — Pelo menos não sou eu que se acha o poderoso, quando nem na cama deve ser bom. — gargalho, viro e ando até a saída do beco lateral de uma rua pouco movimentada.

Depois de tudo que aconteceu nesses últimos dias não sei o que pensar. Sempre fui safa e tal, mas acabei gostando de um cara que afirma seu pavor por mim toda vez que nos vemos, entrei numa facção criminosa que agora pretende se envolver com uma mulher misteriosa e ex do homem que amo. Nunca pensei...As coisas realmente mudaram, porém decidi resolver tudo logo. Sou uma mulher prática. Com o crime tudo está controlado, no entanto em casa, a bagunça reina. Aquela frase bem que é verdade (sorte no jogo, azar no amor).

POV.Romero

Meu passeio com a Tóia começou por um shopping, agora estamos no centro. Pretendo comprar roupas e acessórios para ela. Presentes sempre são bem-vindos.

— E então, gostou desse? — pergunta e a vejo sair do provador — Lindo, Tóia. Mas em você todos são maravilhosos — nos entreolhamos, compramos os escolhidos e saímos da loja.

— Pra onde a gente tá indo? — questiona enquanto a guio para fora do carro com seus olhos vendados pelas minhas mãos — Surpresa! — a deixo olhar e percebe o parque infantil que estamos — Romero? Porque você me trouxe aqui? — Você me disse uma vez que sentia falta da infância já que não sabia de todos esses problemas... O que acha? — sorrindo, caminha pelo local

— É ótimo! Adorei a surpresa. Mas isso aqui não é infância se não houver sujeira — me empurra e caio no chão — Tóia...Você que devia estar no chão. Vem cá — a puxo e nós dois parecemos duas crianças correndo um atrás do outro, tirando fotos para marcar o momento.

Depois de uma tarde com direito a sorvete, areia, gangorra e infantilidades posso dizer que estou exausto. Totalmente acabado. Quando abrimos a porta do apartamento, percebi que ela também tinha essa sensação. Então, nos jogamos no sofá, arfando e rindo sobre os fatos daquele dia.

— Foi divertido, não foi? — pergunta — Uhum... — falo quase sussurrando — Estou muito cansada...Não faz ideia. — Faço sim. Estou do mesmo jeito — dou um sorrisinho e a olho — Você me faz bem, sabia? É a melhor pessoa que já conheci. Acho que estou apaixonado por você. É isso! Eu te amo! — indago rapidamente para que a morena não tenha tempo de se esquivar e a beijo. Um beijo simples e sincero.

— Romero... — se afasta, começa a falar, porém a interrompo — Eu sei que você vai dizer que não está preparada pra isso ainda, que acabou de terminar um namoro, que a nossa mãe morreu. Eu sei de tudo isso. Mas eu não consigo mais me controlar. Eu quero ficar com você todos os instantes. Namora comigo? — pergunto, a olhando

— Isso é tão repentino, Romero... Vim morar aqui há alguns dias...Não sei o que dizer — diz se atrapalhando entre as frases — Diz que sim! Só, sim. Eu prometo que vou te fazer a mulher mais feliz do mundo, eu vou dedicar cada segundo da minha vida a te fazer feliz. — passo minha mão pelo rosto moreno e com dúvidas — Não é tão simples, você sabe o que eu passei! Eu me sinto como se tivesse sido levada por um furacão. Ainda não tenho condições de raciocinar direito, de pensar em nada. Não posso. — ela se afasta e respeito — Vou tomar um banho — fecha a porta do banheiro e continuo pensativo. Será que fui rápido demais? Eu gosto dela. A Tóia me faz ser alguém melhor.

— Vou comprar alguma coisa para a gente comer. — aviso alto e saio do apartamento.

POV.Atena

Passei mais cedo pelo retiro de solteiro do Romero, mas não havia ninguém em casa. Deve ter saído com a favelada. Isso aqui está tão chato sem ele, ainda mais com aquele lixão ambulante pela sala. Pois é...o Romerinho não vem para casa, mas manda o dejeto para cá.

— Ei velho, quer beber em outro lugar, não? — falo oferecendo uma grana — Não precisa, Francineide. Hoje ganhei uma bufunfa na pensão da Susu — me surpreendo — Como assim? Dinheiro da onde? — O teu dinheiro, meu amor... Achei teu esconderijo. Como tu acha que to aqui agora? Paguei ao Romerito — me encho de raiva e vou diretamente para o velho — Que história é essa? Tu me roubou? — Ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão — ri e se afasta

— Fica quietinha ai porque tu não tem nada. Os caras me pegaram ontem e estão com o filmezinho do ano. Tinha que ter algo, aí peguei tua grana, meu docinho... — fala enquanto deita-se no sofá — Só pode tá de sacanagem comigo. Quê isso? Pegadinha?! — reclamo ao me recostar em uma poltrona.

— Eu devia era te expulsar daqui, mas o papaizinho aqui gosta de uma vista bonita — ironiza e me observa da cabeça aos pés — Cê não pode me expulsar, véio. Salvei a vida do dono e ainda dei minhas economias para ele continuar com isso aqui — Então parece que estamos na mesma não é Francineide? — Cê é um X9. Matou a Sueli e ainda veio nos chantagear com o vídeo. — Um dia do casal e outro do papai — gargalha e pego minha bolsa pra sair daquele inferno.

Estou tão estressada que fico com o rosto recostado no elevador e nem percebo quando chego na portaria. Até que, escuto o barulho da rua e me prontifico a andar. Quando estou saindo do prédio vejo o Romero chegando com algumas sacolas.

— Hey...Você chegou. Tava com saudade — o encosto nas grades do portão — O que há, pesadelo? Me deixa sonhar um pouquinho — responde — Que jeito rude de tratar quem te esperou o dia todo — Esperou porque quis. Nunca mandei. — Poxa, amor... Quero falar com você desde cedo. Tenho umas coisas importantes

— Dane-se o que tem a dizer. Preciso ir antes que isso aqui esfrie ou você jogue veneno — mostra as sacolas e se desvencilha da proximidade — Comida para a favelada? Já vai como cachorrinho, é? — se volta para mim — Não fale do que não sabe — Sei sim... Tu tá bancando o amiguinho pra cima daquela idiota, só para dar o bote depois — ilustro com minhas mãos. — Para ficar claro... Não é amiguinho, é namorado — impõe-se — Como é que é? — falo, já exaltada.

Notas finais
Encontrou o detalhe relacionado ao título? Esse capítulo possui frases da declaração do Romero para a Tóia na novela. As coisas vão ficar mais intensas daqui em diante. Tem um novo vídeo no meu canal, com Romero, Atena, Dante e Tóia. Se quiserem ver, aqui está o link: https://www.youtube.com/watch?v=puzLUd1CHMM Espero que tenha gostado e comente com ideias ou opiniões. Desde já, obrigada. ~Noip