Is beginning or not

11 And time's forever frozen still


Notas iniciais
Normal = falas Itálico = pensamento e ações Muitas desculpas pela demora,mas estou me multiplicando para conseguir fazer tudo a tempo. E também, tem dias que inspiração é difícil. Quero agradecer a todos. Em especial, a July Sparrow que sempre passa uma mensagem interessante nos comentários. Vlw! Vou deixar esse capítulo que inicia uma série de reviravoltas. Não escrevo muitas cenas picantes, então, espero que gostem!

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POV.Atena

Estávamos ali. Desta vez, próximos. Um colado ao corpo do outro na suíte da cobertura já conhecida por ambos, após tantos encontros.

Não havia cobertas nem ordem naquele local. Sapatos, relógio, roupas e lingerie recobriam o chão. E, os gemidos se espalhavam pelo ambiente como um gesto ao nível do momento.

Minhas unhas fincadas em suas costas, desciam até sua bunda gostosa, o que o fazia roçar a barba em meu pescoço com ainda mais voracidade. Uma das mãos firmemente massageava meu clitóris enquanto isso. Já a outra, subia pelo meu abdômen com vontade.

O apoio se encontrava na parede, a qual parecia pressionar e juntar nossas intimidades.

Quando seguro o cabelo meio grisalho e posiciono seu rosto nos meus seios, sinto-os como parte importantíssima da relação ao perceber os chupões que deposita com o que pode ser chamado “saber com maestria o que um homem faz”.

Com aquela química louca só nos resta a penetração que não demora.

— Não canso disso, Atena. — fala na pausa que há ao subir seu olhar para me encarar e beijar meus lábios que estavam cobiçando os dele, com razão. Era livre, selvagem e incrivelmente gostoso. Nossas línguas não dançavam. Queriam o ápice, o topo. Afinal, somos ganhadores.

Ele me pega pela perna, encaixando-me na porta do órgão dele, mas antes de entrar, carrega-me para a cama, colocando seu corpo acima e penetrando minha vagina, que por sinal já estava estimulada o bastante para que os movimentos seguintes fossem harmoniosos.

— Ahhh. — continuo gritando enquanto o homem segura firme na minha perna.

— Isso... grita — ordena sensualmente e continua subindo e descendo com seu pênis em ritmo periódico.

Sinto o suor percorrer pelo seu rosto, quando analisa meu rosto com aqueles olhos negros.

Subo pressionando meus braços pelo seu torso, como uma forma de aliviar aquela força e tensão acumulada.

Ao gemer e gritar mais algumas vezes o orgasmo nos encontra e é como se ele não declarasse o fim, porém o início de um novo ciclo.

Quando ele cai e fica ao meu lado apoiado a um travesseiro, só consegue encarar o teto e depois de segundos de silêncio, rimos.

Gargalhamos.

— Por que a gente faz isso, hein? — Romero pergunta

— Dessa vez você vai dizer... — respondo na esperança de obter uma sentença coerente.

— Acho que é química, loucura, sei lá — tenta ser firme, mas aproxima meu corpo do seu.

— Se você não sabe, não sou eu que irá dizer — ironizo, no entanto, com aquele posicionamento de mão no abdômen e perna em cima da dele, podíamos dizer do que realmente se tratava, mas ninguém queria ser o primeiro.

Não depois de tudo.

Percebo o silêncio acolhedor do instante e tento relaxar. Ao olhá-lo de relance, vejo inalar o cheiro do meu cabelo como se não quisesse esquecer.

Posiciono-me, colocando minha cabeça acima de seu peito e virando para encará-lo — De bandido virou psicopata foi? — sorri fracamente e também volta seus olhos fixos para os meus. — Depois de dois meses é estranho estar aqui. — afirma

— Ficou longe porque quis. Pelo que saiba isso aqui é teu... — massageio carinhosamente seu cabelo e fecha os olhos, recebendo os toques — e meu, é claro — completo e solta o sorriso, dessa vez, singelo, ao abrir seu campo de visão e me ver a poucos centímetros.

— Posso te dizer uma coisa? — falo, praticamente encostando meu nariz ao dele. Porém quando vai me beijar, fujo. Vou em direção ao ouvido e sussurro — Você continua um monstro na cama — Quase não termino a frase e percebo que fica excitado novamente.

Puxa-me e mordisca meus lábios, como se precisasse de permissão para ataca-los. Então, um jogo de busca persiste. Afinal, retribuo com uma leve mordida nos seus. Ele não poderia me capturar rapidamente. Para a vida um do outro somos como Tom e Jerry.

Caçamos, porém a procura sempre continua.

Quando a paixão transborda pela cor dos nossos olhos, ele consegue me beijar com entrega total, sem impedimentos. Apesar, de continuarem buscando a perfeição, ali não exigia. O interessante para os anti-heróis sempre é os erros. Porém, um não era necessário e mesmo assim o telefone ousa tocar e atrapalhar.

— Ahh não. Agora não! — suplica quando nos separamos e pego o aparelho no criado-mudo.

Vejo o visor já reconhecendo o número — Alô?... Tá bom... Te encontro ai daqui a 1 hora. — desligo e vou em direção ao banheiro sem falar nada e sem nenhuma roupa.

— Ei! Que foi,Atena? — percebe o incômodo e me encurrala no ambiente — Nada. Só uma chamada que preciso atender. — respondo sem encarar seus olhos.

— Algo importante? Posso ajudar? — tenta se aproximar, mas entro no chuveiro o deixando para fora do box. — Preciso tomar banho. — indago ainda friamente.

Depois de alguns minutos deixo a companhia da água, vou ao closet e escolho uma roupa justa e sensual, como sempre. Pego uma bolsa preta e alguns acessórios e caminho para a sala.

Quando já estou pronta para abrir a porta e sair, imaginando que ele havia ido, escuto um chamado, acreditando que vai arrumar um modo de me impedir e ficar toda a noite naquela cama — Vou relaxar aqui e depois desço, certo? — viro-me para o sofá e o vejo com roupão e um copo de whisky.

— Claro... — digo cabisbaixa, ainda esperando uma interrupção, porém ela não vem e saio do apartamento com o pensamento de que “há coisas que nem o tempo muda”.

Ele simplesmente congela.

Chegar naquele hotel no Leblon é relembrar de tudo nos últimos meses. É ver as mudanças e analisar se realmente valeram a pena.

O corredor da recepção continua o mesmo sempre que chego. O elevador continua com seus movimentos e o espelho que há nele provavelmente se espanta todas as vezes com minha beleza.

No entanto, a caminhada para o quarto nunca é a mesma. E dessa vez, algo me dizia que não seria uma conversa propriamente dita.

Na verdade, nunca é.

Antes de me anunciar, vejo um casal no corredor que parece estar pronto para a rodada final. Ele com uma garrafa de champanhe e ela apoiada em seu pescoço, um pouco alterada. Pareciam se amar. Risadas e tombos se misturavam com o som ambiente. Ao pararem um pouco para abrir a porta, me veem e a mulher entra, já o homem continua mirando-me da cabeça aos pés até que ela o puxa e só escuto uma risada.

Pode ser besteira, mas pensei no Romero. Ele já me olhou daquele jeito, mas será que vai acabar como esse? Entrando no quarto com outra? Ele já entrou, só resta saber como vai ficar.

Chega de pensamentos malucos.

Três batidas na porta é o sinal que cheguei. E ao ser aberta, vejo que uma bela paisagem me espera.

Notas finais
E então,gostou? O que acha que aconteceu nesse tempo? Será que mudou ou os obstáculos continuam? Diga nos comentários. Quero muito saber as ideias que cada um tem. Vlw! ~ Noip (https://twitter.com/JulyAndrade17)