Is About Love
1 Capítulo Único - Is About Love
Notas iniciais
Após mais um ataque dos Lost Boys ao acampamento dos Charmings, Regina foi capturada e levada por Pan. E desde então, David, Mary, Hook, Rumple, que agora estava de volta, e Emma recomeçaram sua jornada por Regina e por Henry. Embora ninguém soubesse ao certo o porquê de Emma estar tão decidida a encontrá-los, os dois, mais ainda agora. Talvez fosse por Henry, se algo acontecesse a Regina, ele sofreria. Talvez fosse por Neal que também estava com eles. Talvez.
Caminhavam por entre as matas de Neverland sem saber o que procuravam, até enfim chegarem a uma grande parede de pedra onde havia um caverna.
–Isso parece uma prisão. -Mary comentou enquanto todos checavam o local.
–Se é uma prisão, por que não tem nenhum garoto vigiando ? -David perguntou logo em seguida.
–Não é uma prisão. -Hook falou chamando a atenção de todos. -É uma caverna.
–Se é só uma caverna, por que estamos tão apreensivos assim ? -foi Emma quem perguntou dessa vez.
Hook e Rumple trocaram um rápido olhar. Eles se odiavam, porém naquele momento eram os únicos que conheciam Neverland como a palma de suas mãos, e eles sabiam o que aquela caverna significava.
–Digamos queridinha que essa não é uma caverna qualquer. -Rumple começou andando lentamente entre eles. -Do outro lado dela está a trilha principal de Neverland e sendo assim encontraremos o caminho até Pan, e encontrando ele, encontraremos meu filho, meu neto e Regina.
–Estamos esperando o quê, então ? Vamos. -Emma tentou correr para dentro da caverna, mas foi impedida por Hook.
–Espera. Eu falei, não é uma caverna qualquer, é a Caverna dos Ecos. Do outro lado dela está praticamente a nossa salvação, e sendo assim ela vem com um preço. -o pirata falou franzindo o cenho enquanto todos o ouviam atentamente.
–E que preço é esse ? -David perguntou com certo receio, enquanto ele e Hook trocavam um olhar, eles entendiam os preços de Neverland.
–Eu perdi muitos homens da minha tripulação aqui porque não conseguiram passar. -Hook começou ainda com uma expressão preocupada no rosto. -Só há uma maneira de chegar ao outro lado dessa caverna depois que entrarmos nela, e essa maneira é ... -ele fez uma pausa e então tornou a olhar para Rumple. -... é contando um segredo.
Todos se olharam por alguns segundos e então voltaram de novo sua atenção para a caverna e quando Emma deu um passo a frente, todos a seguiram caverna a dentro. Talvez contar um segredo não fosse uma tarefa tão difícil assim. Talvez.
Entraram na caverna e se depararam com um enorme abismo a frente deles, um abismo que ligava a parte onde estavam da parte que os levaria até Pan.
–Ótimo, quem quer começar contando um segredo ? -foi Emma quem perguntou olhando para o abismo e depois voltando sua atenção para todos.
–Eu acho que o pirata esqueceu de mencionar algo, meus queridinhos. -Rumple se juntou a eles. -Por quê não conta a eles, Hook ? -falou o nome do pirata como se cuspisse enquanto passava ao lado dele.
Hook os olhou e todos esperavam uma resposta. Então soltou de uma vez:
–Não é um segredo qualquer, tem que ser o seu segredo mais sombrio, mais secreto.
O silêncio se estabeleceu no local, ninguém parecia ter coragem de começar.
–E como sabemos se isso vai dar certo, ou não ? -Emma perguntou tentando esconder seu nervosismo.
–Só há um jeito de saber. -Hook falou e então se voltou para o abismo, respirou fundo e se voltou para eles de novo. Ele estava pronto para o seu segredo. -Eu beijei a Emma.
–Você o quê ? -David perguntou mas logo foi interrompido por Mary.
–David, agora não. -ela empurrou o marido para trás e então todos olharam para Emma.
–Eu já contei para Mary, não é mais um segredo. E foi só um beijo. -a loira falou parecendo escolher as palavras certas para não magoar o pirata.
–Eu sei que foi só um beijo. -Hook continuou. -Quando eu te conheci, eu pensei que finalmente havia encontrado alguém por quem eu pudesse sentir algo de novo, mas eu estava enganado. -ele soltou de uma vez respirando fundo e olhando para Emma. -Eu nunca vou deixar de amar a minha Milah. -terminou olhando de relance para Rumple que tinha uma expressão séria no rosto.
Então o momento foi interrompido por um barulho de rochas que começaram a sair do outro lado do abismo e a formar um caminho que vinha até eles.
–Minha vez. -Rumple anunciou quando tudo se acalmou de novo. -Não é um segredo que eu amo meu filho e que me arrependo te tê-lo feito sofrer, então seria inútil dizer isso. -ele respirou fundo criando coragem para o que diria a seguir e se lembrando de sua última conversa com Pan. -Então o que eu tenho pra dizer é que eu o entendo se ele me rejeitar, porque eu também nunca perdoei o meu pai por ele ter sido um covarde e me abandonado.
Rumple terminou de dizer com lágrimas em seus olhos e então as rochas se moveram aumentando o caminho mais uma vez. David então ameaçou ser o próximo, mas Mary o interrompeu.
–Não, eu preciso dizer primeiro. -ela se colocou na frente de David e então começou. -Depois da quebra da maldição, quando nós reencontramos Emma, que é linda, incrível, o meu orgulho e que eu amo mais do que tudo nessa vida, eu percebi que eu deveria ter ficado feliz, mas não fiquei. -Mary já tinha os olhos cheios de lágrimas e olhava atentamente para David. -Eu perdi os primeiros passos dela, eu perdi as primeiras palavras, eu perdi tudo sobre a nossa filha e por isso David, quando nós voltarmos para Storybrooke, eu quero outro filho. -ela soltou de uma vez já com lágrimas escorrendo seu rosto e então as rochas se moveram mais uma vez aumentando o caminho.
David a olhou com uma expressão triste no rosto, lhe deu um pequeno sorriso e então falou:
–Eu adoraria isso e tenho certeza de que você seria uma mãe incrível, mas isso não vai acontecer. -ele falou e Mary o olhou confusa. -Quando eu e Hook fomos procurar o sextante, na realidade ele me levou até a cura.
–Cura do quê ? -Mary perguntou sem expressão alguma.
–Sonho sombrio. -David falou e os olhos de sua esposa se encheram de lágrimas de novo. -A flecha que quase te atingiu, eu não fui mais rápido que ela, mas o Hook conseguiu a cura e ela veio com um preço. Eu nunca mais vou sair de Neverland, se eu sair, eu morro. -David terminou de dizer e então as rochas se moveram deixando assim apenas um pequeno espaço faltando para completar o caminho.
Mary não disse mais nada e David também não tentou conversar com ela. Agora todos olhavam para Emma, ela era a única que faltava para completar o caminho, mas a loira parecia com medo de contar seu segredo, e ela entendia o porquê disso. Era um segredo inclusive para ela.
Emma caminhou lentamente até a borda do abismo e respirou fundo. Não havia outra maneira, e ela precisava encontrar seu filho, encontrar Neal e encontrar Regina. Então se voltou para todos e fechou os olhos se preparando para o que ia dizer. Abriu a boca para começar, mas não saiu nada, apenas lágrimas lhe tomaram o rosto.
–Emma, você consegue, eu sei disso. -Mary foi até a filha e lhe encorajou a continuar.
A loira então respirou fundo e por alguns instante apenas se deixou lembrar dos momentos antes de Regina ser levada. Se lembrou de suas mãos se tocando involuntariamente quando conseguiram conversar com Henry pelo espelho, se lembrou do sorriso que a morena tinha no rosto quando se olharam logo depois de terem conversado com o garoto. Se lembrou da conversa que tiveram antes de tudo isso piorar:
Regina se virou e saiu andando.
–Regina, onde você vai ? -Emma perguntou fazendo a morena parar e voltar sua atenção para ela.
–Vou salvar nosso filho. -Regina falou e então voltou a caminhar.
–Nós precisamos ficar juntas. -Emma falou indo até ela.
A morena se virou mais uma vez e abriu a boca para dizer algo, mas nunca o disse. Os garotos de Pan invadiram o local e eles usavam magia. A luta começou, eles resistiram até Pan conseguir mais uma refém, Regina.
Emma não sabia por quê, mas sentiu que quando levaram a morena, haviam levado uma parte dela também. Agora ela não havia perdido só Henry.
Agora Emma entendia o porquê de ter sentido aquele vazio ao ver Regina ser levada pelos Lost Boys. E foi só então que se deu conta de que chorava descontroladamente e todos a olhavam esperando que ela enfim contasse seu segredo.
Ela se voltou para eles e criou coragem para dizer o que tanto tempo insistiu em esconder.
–Eu não sei como dizer isso, e nem sei como explicar também, eu só sei que é a maior verdade de toda a minha vida ... -ela começou ainda com as lágrimas lhe percorrendo o rosto. Todos a olhavam atentamente. -... eu amo a Regina. -ela soltou e logo em seguida abriu um enorme sorriso. -Eu a amo tanto.
Todos no local trocaram olhares boquiabertos, mas não havia tempo para explicações, as rochas se moveram enfim terminando o caminho que tanto desejavam. Emma não esperou mais nenhum segundo sequer, correu pelo caminho em direção ao que ela mais queria naquele momento, encontrar Henry e encontrar Regina.
Agora que havia contado o seu mais secreto segredo, agora que havia revelado que amava Regina, se sentia livre, leve e com medo. Medo de que não desse tempo de dizer a verdade para a mulher que amava. Medo de que fosse rejeitada. Mas não importava, ela não sabia o que Regina sentia por ela, mas de qualquer maneira ela iria salvá-la, ela precisava, pois ela era a Salvadora, de todos, mas agora ela entendia que o significado principal de Salvadora, era porque ela tinha que salvar a Rainha. Sua Rainha.
Ela corria com certa pressa pelo caminho, e todos os outros corriam logo atrás, com Mary e David gritando por ela. Quando enfim chegaram ao outro lado da caverna, depois da saída, havia uma vasta floresta pela frente, e eles a seguiriam até encontrarem o acampamento de Pan e salvarem as suas famílias.
~
Já estavam caminhando por um bom tempo, todos em silêncio. Mary e David não ousaram, ou simplesmente não quiseram perguntar nada para Emma sobre o seu segredo. Quando pararam enfim para descansar, David resolveu que era hora de tentar se explicar para Mary.
Ele foi até sua esposa e pegou em seu braço, mas ela logo o puxou de volta.
–Mary, precisamos conversar.
–Agora não David. -ela respondeu com a voz com um misto de raiva e mágoa.
–Mary, por favor, eu não menti, eu só queria que vocês não se preocupassem comigo, eu só queria os proteger. -David falava demonstrando preocupação em cada uma de suas palavras.
–Não David, você mentiu. -Mary gritou.
–Eu não queria te magoar.
–Você me magoaria muito mais se tivesse morrido e me escondido isso. Porque eu o perderia pensando que não confiava em mim, quando você deveria confiar. A situação era complicada, mas nós daríamos um jeito. Nós sempre damos um jeito. -Mary falava por entre as lágrimas que ela já derramava a algum tempo.
Emma estava assistindo a briga de um lado e então resolveu intervir.
–Parem vocês dois. -ela falou alto se aproximando deles. -Vocês não deveriam ter motivos pra brigar. -a loira continuou com os olhos marejados e a respiração ofegante. Ela não estava conseguindo mais esconder o desespero que estava sentindo e precisava desafar. Já havia contado seu maior segredo e agora nada mais importava. -Olhem pra vocês, estão bem, os dois. Nós três aliás. -Emma começou com os olhos se enchendo de lágrimas que começavam a cair aos poucos. -Mary, eu sei que você cresceu sem ver os meus primeiros passos, sem ouvir minhas primeiras palavras, mas olhe só, eu estou aqui, viva e inteira, e eu não vou sair mais do seu lado e nós podemos recomeçar. Você vai ter sua filha, mesmo sem saber como foi a minha infância, mas você ainda a terá por perto. Mas e eu ? Eu não vi os primeiros passos do meu filho, não ouvi suas primeiras palavras e agora ele ta perdido lá fora, e eu nem sei se quando eu encontrá-lo ele ainda vai estar vivo pra nós recomeçarmos. -Emma desabafou de uma vez sem controlar mais o seu choro. Mary e David também já choravam vendo o estado de desespero da filha. E então Emma respirou fundo e continuou: -E quanto a vocês dois, vão mesmo continuar brigando por causa de uma mentira, de algo que já foi esclarecido ? Vocês se amam, vocês tem um ao outro. E agora eu, o que eu faço ? A mulher que eu amo também está perdida lá fora, e agora que eu resolvi dizer, inclusive pra mim mesma que a amo, a perdi e eu não sei se vou encontrá-la viva pra poder dizer isso a ela. -Emma completou e então se virou de uma vez e andou para o outro lado tentando conter as lágrimas. Mary e David andaram até ela e então a envolveram em um abraço apertado. Emma pela primeira vez não fugiu ao toque e se deixou envolver pelos braços de seus pais. Assim que se separaram, já haviam contido as lágrimas. A loira sorriu para eles e então falou: -E quanto ao seu problema David, nós vamos dar um jeito, nós sempre damos, afinal, nós somos uma família, não é mesmo ?
–É claro que nós daremos um jeito. -David falou sorrindo para a filha e lhe abraçando de novo logo em seguida lhe depositando um beijo em sua testa. -E é claro que nós somos uma família. -ele falou olhando para Mary e pegando em sua mão. Mary não recuou, apenas apertou forte a mão do marido e com a mão livre, segurou na de Emma.
–E nós vamos encontrar o Henry e a Regina, não importa o que aconteça, nós daremos um jeito, nós vamos trazer a sua família de volta. -Mary completou sorrindo para a filha, e mostrando assim que naquele momento qualquer coisa que ainda tivesse que ser explicada, já não precisava mais disso. Ela queria que Emma fizesse parte da sua família, e ela sabia que a loira fazia, mas Mary sabia também que Emma já tinha a sua própria família e essa eram Henry e Regina.
Logo Rumple e Hook se juntaram a eles, os dois haviam escutado a conversa de longe.
–Creio que Henry está bem. Pan precisa dele, por isso não o matará. -Rumple falou se aproximando deles. -Mas quanto a Regina ... -ele continuou, mas Emma o interrompeu.
–Ela está viva. Eu posso estar completamente desesperada nesse momento, mas eu sei que ela está viva, eu sinto isso. -ela completou com os olhos brilhando e apertando sua mão fechada contra seu peito.
Mais nenhuma palavra foi dita, apenas arrumaram suas coisas para continuarem a caminhada. Emma estava sozinha em um canto, quando Rumple foi até ela.
–Como pode ter tanta certeza assim de que Regina está viva ? É magia isso ? -perguntou com um tom entre interesse e ironia.
Emma pensou sobre isso, pensou em Henry, em Regina e no quanto os amava, soltou um sorriso e começou a falar cabisbaixa, enquanto remexia em suas mãos o espelho que haviam usado para se comunicar com Henry:
–Isso não é sobre magia ... -ela começou e então ainda com o sorriso no rosto, olhou para Rumple e completou: — ... é sobre amor.
~
O grupo seguiu a trilha que estava do outro lado da Caverna. Os preços haviam sido pagos ao contarem seus segredos, então foi questão de uma longa caminhada até que encontrassem o esconderijo de Pan.
Pensaram em armar um plano ou uma armadilha, mas sabiam o quanto Pan era inteligente e por isso resolveram atacar com as "armas" que tinham. Mary e David usavam espada e arco e flecha, Hook seu gancho e Rumple os atacou com magia. O mais incrível para todos, foi quando a maior força que os ajudou a vencer, veio de Emma. Era uma magia forte, poderosa e embora todos estivessem surpresos, Emma sabia que magia era aquela, ou pelo menos como ela havia conseguido fazê-la. E ela conseguiu usá-la após um longo tempo de medo, medo de perder as pessoas que amava, medo de errar. Foi quando se lembrou da única aula de magia que teve com Regina.
–Você tem que se concentrar. Limpe sua mente de tudo.-Regina falava caminhando em volta da loira, enquanto esta tentava insistentemente acender uma fogueira com magia.
–Eu não consigo. -Emma falou irritada após inúmeras tentativas.
–Emma, estamos nisso a um bom tempo já. Deve ter algo lhe incomodando pra você não conseguir.
–Tem que ter outro jeito, algo em que eu possa pensar e que me ajude a fazer magia.
Regina pareceu pensar por alguns instantes antes de falar:
–Você tem que se concentrar e pensar nas pessoas que quer proteger, nas pessoas que você ama. -Regina terminou quase sussurrando e então tocou no braço da loira e no mesmo instante a fogueira se acendeu.
As duas se olharam assustadas, e mais nenhuma palavra foi dita.
Agora Emma entendia o que Regina queria dizer com aquilo, e foi o que ela fez. Ela pensou nas pessoas que amava e que queria proteger, pensou em Regina e Henry e então conseguiu fazer magia, uma magia que ia além de qualquer outra, e que só Emma naquele momento entendia o que era. Era amor.
Atacaram os Lost Boys, mas não tiveram nenhum sinal de Pan e não sabiam o porquê dele ter deixado todos os seus garotos perdidos para trás. Desceram os três cestos onde certamente estavam presos Henry, Neal e Regina.
O primeiro cesto, onde estava Henry, foi aberto rapidamente por Emma, enquanto Rumple tentava abrir o que estava Neal.
–Mãe. -Henry gritou assim que saiu do cesto e correu abraçar Emma que o apertou forte em seus braços. -Você conseguiu, você também me salvou, eu sabia que vocês iriam conseguir.
–Henry, tudo bem com você ? -Emma perguntou com os olhos cheios de lágrimas que começavam a cair lentamente enquanto ela olhava o filho por inteiro se certificando de que ele estava bem. -Eu fiquei com tanto medo de te perder.
Enquanto mãe e filho matavam as saudades, Rumple conseguia tirar Neal do outro cesto e mesmo que depois de algumas tentativas, conseguiu abraçar o filho. Emma apenas olhou a cena ao lado e então se voltou ao Henry de novo.
–Cadê a Regina ? -ela perguntou preocupada sentindo o peito doer por não ter visto a morena. Henry então olhou para o terceiro cesto e sem esperar mais, os dois correram até ele.
O abriram com certa rapidez e dentro dele estava Regina, desmaiada devido a tinta de lula usada para paralisar seus poderes. Assim que Emma abriu o cesto e a viu naquele estado, desabou em chorar sem se importar com os olhares a sua volta ou com ter que dar explicações.
–Ela me salvou. -Henry comentou enquanto esperavam a morena acordar. -Pan queria que eu fizesse o propósito dele e quando ele estava quase conseguindo, ela chegou e me salvou. Ela quase morreu por mim e Pan a deixou assim. -o garoto completou com um olhar triste no rosto.
–Ela vai ficar bem, eu prometo ! -Emma falou sorrindo para o filho com o rosto ainda molhado pelas lágrimas.
–Eu sei que vai. Vocês duas me salvaram, eu sempre soube que seria assim. -Henry então tornou a abraçar a mãe enquanto os dois sorriam.
Lentamente Regina foi abrindo seus olhos e então se deparou com Henry e Emma a olhando. A loira se sentiu desconfortável, era a primeira vez que estava vendo Regina após ter admitido que a amava, e ela não fazia ideia do que a morena sentia por ela.
–Henry ? Emma ? -Regina perguntou baixo enquanto se levantava com a mão na cabeça em sinal de dor. Então olhou para todos a sua volta, viu o acampamento de Pan destruído e então percebeu que tudo havia, enfim, acabado. Ela os olhou surpresa e perguntou: -Derrotaram o Pan ? Conseguimos ?
–Sim, nós derrotamos o Pan. -Emma sorriu timidamente para ela. -Nós conseguimos.
Ela mal completou e Regina abriu um enorme sorriso que logo foi direcionado a Henry, que ela tomou em seus braços e então se deixou chorar. Emma apenas se levantou e caminhou para longe dalí.
~
Voltaram a caminhar, mas agora buscando o caminho de volta para casa. Era só passarem pela Caverna dos Ecos de novo e irem até a entrada da ilha onde o Jolly Roger estava os esperando.
Emma caminhava na frente, vez ou outra olhava para trás buscando Regina e Henry que caminhavam juntos. Mary, David e Hook iam logo atrás da loira, assim como Neal e Rumple que tentava uma aproximação com o filho.
Mary e David então vieram até a filha, após andarem um bom tempo em silêncio. Eles perceberam a inquietação de Emma e se preocuparam. Chegaram perto da filha e Mary sussurrou para que só Emma pudesse escutar:
–Emma ... -a loira voltou sua atenção para eles. -... quando vai contar pra ela que a ama ? -Mary perguntou.
Emma os olhou confusa, então olhou ao fundo para Regina e perguntou:
–Pra Regina ? -eles assentiram. -Eu não acho que isso seja uma boa ideia. Eu não sei qual vai ser a reação dela, eu não sei nem qual vai ser a minha.
–E vai esconder esse sentimento a vida toda ? -Mary perguntou e a loira apenas a olhou por um longo segundo. -Emma, não fuja desse sentimento tão lindo. -Mary tocou no braço da filha que permanecia em silêncio, apenas pensando.
–Olha só, eu escondi algo importante da sua mãe por medo, medo da reação dela, medo do que ela iria pensar, e no final eu descobri que ela só ficou com raiva porque me amava e no fundo aquela raiva era mágoa por eu não ter confiado nela, mesmo sem saber qual seria a sua reação. -David falou sorrindo para a filha. -Algumas coisas, por mais assustadoras que pareçam e por mais distantes que sejam, não devem ser escondidas.
–Eu vou pensar. -Emma falou por fim. -Mas acho que primeiro precisamos chegar sã e salvos em casa. -ela sorriu para os pais que retribuíram da mesma maneira, e então tornou a olhar Henry e Regina que vinham ao fundo.
Enquanto isso, Neal percebeu um comportamento estranho de Emma e não pode deixar de comentar com seu pai.
–O que aconteceu com a Emma ?
–Miss Swan ? -Rumple perguntou voltando sua atenção para o filho. -Ela está apaixonada pela Regina, confessou isso a pouco tempo e acho que não está sabendo lidar com a situação.
Neal apenas continuou olhando a loira a sua frente, mas não comentou nada.
Henry vinha ao fundo conversando com Regina, mas algo estava deixando a morena inquieta. Já havia perdido as contas de quantas vezes pegara Emma a olhando e quando seus olhares se encontravam, a loira o desviava.
–Henry, aconteceu alguma coisa com a Emma ? -por fim perguntou ao filho que a olhou confuso.
–Não, ela estava bem quando nos encontrou. Inclusive ficou muito preocupada com você quando te encontramos daquela maneira. -ele comentou e a morena arqueou uma sobrancelha.
–É ? -foi só o que ela conseguiu perguntar, Henry assentiu com a cabeça e então Regina voltou a olhar a loira que caminhava logo a frente.
Por fim chegaram de volta a Caverna dos Ecos, entraram e então o medo tomou conta deles de novo. O caminho que antes havia se formado, já não existia mais.
–O que aconteceu ? -Emma perguntou olhando para o abismo a sua frente.
–Provavelmente o preço para voltar seja o mesmo para vir. -Hook se juntou a ela com a testa franzida também olhando o abismo.
–Alguém me explica o que está acontecendo aqui ? -foi Regina que perguntou sem entender nada.
–Essa daqui é a Caverna dos Ecos, Regina. -Rumple começou a explicar. -Quando viemos para esse lado o caminho não existia e tivemos que formá-lo contando nossos segredos mais sombrios, mais secretos. -ele falou e a morena engoliu em seco. -Mas eu pensei que isso funcionasse só para irmos e não para voltar também.
–Talvez funcione assim. -Hook falou e todos o olharam confusos. -E isso agora seja um jogo do Pan.
–É claro, ele sumiu, abandonou toda a sua turma para trás. Não nos deixaria escapar assim tão fácil. -Emma falou soltando um riso irônico e levando as mãos a cintura.
–A questão é, o que ele quer agora ? -foi Hook quem perguntou olhando a sua volta.
–Eu ? -Henry perguntou assustado e Regina o acolheu em seus braços.
–Não. -ela e Emma responderam juntas.
–Não. -uma voz se fez presente junto deles. -Realmente eu não quero mais o garoto. -Pan se materializou na frente deles que sacaram suas armas e ficaram em posição de "guerra". -Hey, eu estou aqui em paz. -ele ergueu os braços e riu ironicamente. -Eu precisava do Henry se ele acreditasse em mim, mas pelo que eu vi o coração do verdadeiro crédulo acredita em outra coisa. -ele olhou para Henry e sorriu cinicamente. -Não preciso mais dele, então vou me aproveitar um pouco da situação. -ele caminhava de um lado para o outro com tranquilidade.
–O que você quer dizer com isso ? -Emma perguntou ainda segurando uma espada em mãos e apontando para Pan.
–Pelo que eu sei tem alguém aí no meio que não vai poder sair de Neverland. -Pan falou com descaso e David ficou inquieto.
–Nós daremos um jeito, Pan. -Mary gritou furiosa segurando forte na mão de David.
–Eu sei que sim. -ele riu ironicamente e então continuou: -Eu quero fazer uma proposta, deixo o papai da família ir embora em paz, em troca de algo.
–Do quê ? -Emma e Mary se apressaram em perguntar, David tentou as impedir, mas elas não deixaram.
–Ele está blefando. -David falou, mas elas não o deram ouvidos.
–Eu deixo o príncipe ir embora sã e salvo em troca de um ato de heroísmo, de amor. -ele sorriu de canto de maneira cínica.
–O que você quer que eu faça ? -Emma perguntou se aproximando mais de Pan.
–Eu não disse que seria você a fazer isso. -Pan falou e a loira o olhou confusa. -Vocês sabem o preço da Caverna dos Ecos. -ele se levantou e veio até eles. -Eu quero segredos, porém, não repetidos. Quem aí ainda não contou seu segredo ? -ele perguntou de maneira debochada e então sumiu.
Todos se olharam preocupados. A vida de David estava nas mãos de alguém, mais precisamente de Henry, Neal ou Regina que eram as úncias pessoas alí presentes que ainda não haviam contado seus segredos.
–Vamos esquecer isso. Vocês tem que ir embora, eu irei ficar bem. -David falou demonstrando preocupação em suas palavras.
–De jeito nenhum David. -Mary o olhou com medo. -Se você não for, eu também não vou.
–Pan deve estar blefando, e se não estiver ele nunca faria isso atoa. Ele quer nos ver sofrer, ele quer que alguém se sacrifique por mim. -David falou com a voz mais alta. -Eu não vou deixar isso acontecer.
–Até quando vão continuar com essa briga familiar ? -Pan apareceu de repente no meio deles de novo. -Bom, eu vou dar uma ajudinha. Aqueles que faltam, contem seus segredos e eu deixo o caminho se formar, quando eu ver o ato de heroísmo e de amor, eu pego meu preço e os outros vão embora em paz. Caso continuem brigando, caminho nenhum irá se formar e eu terei vocês aqui comigo para sempre. -ele completou sorrindo e tornou a sumir.
Agora não tinha mais volta, eles teriam que se arriscar ou ficariam presos alí para sempre.
–Bom, se não tem mais jeito, eu começo. -Neal falou se colocando a frente deles e respirando fundo, então olhou para Emma. -Eu queria poder dizer pra você Emma, que eu nunca deixaria de lutar por você, porque seria uma verdade, mas eu não sei dos seus sentimentos por mim, então eu quero que as coisas aconteçam como tem que acontecer e se é um ato de heroísmo que o Pan quer, eu sacrifico a minha raiva e a minha mágoa dizendo que o meu segredo é que não importa quanto tempo demore pra isso acontecer, eu estou disposto a perdoá-lo papa. -ele completou olhando para Rumple que tinha os olhos cheios de lágrimas.
Então um barulho os interrompeu, quando as rochas começaram a formar o caminho novamente, dessa vez começando pelo lado contrário.
–Deu certo. -Mary comentou sorridente.
–É, mas nada aconteceu, então não é esse ainda o preço de Pan. -Hook falou os deixando apreensivos.
Emma então levou as duas mãos a cabeça e começou a chorar, respirando fundo e andando de um lado para o outro.
–Isso só pode ser um castigo pra mim. Agora que eu reencontrei a minha família, agora que eu salvei meu filho, que eu tenho uma casa e que pensei que pudesse ser feliz, tudo é tirado de mim de novo. -Emma falava em desespero, sem se importar com todos a olhando. -E eu continuo sendo aquela jovem insegura, que não se sentia amada, mesmo sabendo que eu tenho pessoas que me amam, mas tudo sempre termina em tragédia. -ela completou e então Mary e David correram abraçá-la.
–Nós te amamos. -Mary falou olhando a filha nos olhos. -Não duvide disso.
–Nós daremos um jeito, não importa quanto tempo passe ou o que aconteça, daqui pra frente nós iremos ficar juntos pra sempre. -David sorriu para a filha que ainda chorava.
Logo Henry correu até eles e abraçou a mãe também, enquanto todos os olhavam apreensivos. Principalmente Regina que estava um pouco mais afastada, sentindo seu peito doer como nunca e ela sabia porquê. Pan certamente conhecia os segredos de todos antes mesmo deles contarem, e sendo assim deveria conhecer o dela também. E era por causa disso que tudo estava acontecendo. Pan não queria um ato de heroísmo qualquer, ele queria um ato de heroísmo que provasse a Emma que ela era amada, e uma prova disso seria se sacrificar no lugar do pai dela, pai que ela havia procurado tanto e acabara de encontrar. Porque no fundo, Emma precisava acreditar fielmente na magia e no amor.
Regina então respirou fundo se preparando para o que iria fazer, ou melhor, dizer e então deu um passo a frente. Ela não poderia voltar atrás, até mesmo porque a vida de seu filho também estava em jogo, mas não era só com ele que ela se preocupava. A tempos havia admitido algo só para ela mesma, algo que até então ela pensou que jamais teria coragem de contar.
–Acho que é a minha vez. -ela anunciou e todos a olharam. Ela respirava fundo, as mãos estavam trêmulas. -Eu sempre achei que o maior sentimento da minha vida fosse a minha sede de vingança por Snow White, até eu adotar o Henry. -ela sorriu para o garoto que estava abraçado a Emma e ele sorriu para ela de volta. -Mas o amor de mãe não precisa ser explicado e nem medido, por isso eu acho que ele pode ser o maior da minha vida, porém isso não é um segredo. E a algum tempo, principalmente quando chegamos aqui em Neverland, quando tivemos que conviver uns com os outros, passar muito tempo juntos, eu descobri que eu podia sentir um amor muito grande e muito forte por alguém. -seus olhos nesse momentos já estavam cheios de lágrimas que começavam a cair lentamente por seu rosto, enquanto todos a olhavam com certa dor, percebendo as palavras cheias de dor vindas da morena. -Um amor tão grande que me faz querer me sacrificar só para poder vê-la feliz, e eu pensei que eu nunca fosse ser capaz de lhe contar isso, mas eu preciso. Eu não posso correr o risco de partir sem dizer que eu te amo. -ela sorriu e seu olhar se voltou para Emma. -Quando ficamos sozinhas, quando nossos olhares se encontram, quando nossas mãos se tocaram, quando fizemos magia juntas, quando você se mostrou preocupada comigo, todos esses momentos só serviram pra mim ter certeza de que eu te amo Emma. É um amor tão grande que não cabe em mim, mas é o sentimento mais lindo que eu já senti. -ela sorriu mais uma vez para a loira por entre as lágrimas que agora Emma também já derramava. A loira então se separou do filho e foi em direção a Regina, mas um tremor a fez parar.
As rochas se moveram com velocidade, e completaram todo o caminho.
–Conseguimos. -Mary falou sorrindo, mas então voltou seu olhar para Emma e Regina e a loira a olhou confusa.
–Mas qual é o preço então ? -Emma perguntou e então voltou seu olhar para a morena de novo.
Segundos depois uma luz tomou conta do local, uma luz que se parecia com magia. David e Regina foram atingidos por elas e era como se uma troca estivesse sendo feita. Um sacrifício, uma vida pela outra. E todos sabiam disso, principalmente Regina desde o começo.
–David. -Mary gritou correndo até o marido com preocupação.
–Mãe, não. -Henry gritou ao perceber o que estava acontecendo.
–Não. -Emma sussurrou olhando Regina a sua frente ser pega pela magia. -Não, não, não. -ela gritava enquanto corria em direção a morena.
Regina sentiu seu corpo todo ficar dormente, ela sabia o que estava acontecendo e então viu Emma se aproximar chorando desesperada e só teve tempo de sorrir mais uma vez pra ela e dizer: -Eu te amo !
Emma conseguiu chegar a tempo de segurar o corpo da morena que caiu em seus braços, sem vida, enquanto do outro lado David se levantava recuperado. A troca havia sido feita, e o preço foi mais alto do que imaginaram.
Todos ficaram em um silêncio enorme, apenas olhando Emma segurar Regina em seus braços e chorar descontroladamente. O caminho para casa estava livre para eles, Pan teve o que queria, mas ninguém parecia se importar com isso agora, pois do que adiantaria voltar para casa se a família não estaria completa e sim cheia de sofrimento ?
–Não, não. -Emma quase gritava por entre os soluços do seu choro apertando o corpo de Regina contra o dela. -Não me deixa, por favor. -então passou a mão pelo rosto da morena. Ela demorou tanto para entender o que sentia, não contou para Regina que a amava por medo de ser rejeitada, e agora estava ali, segurando a mulher que ela amava em seus braços, sem vida e com a certeza que o seu amor era correspondido. Ninguém ali presente conseguiria imaginar a dor que a loira estava sentindo. -Não me deixa Regina, por favor meu amor, não faz isso comigo. -Emma pedia desesperada enquanto as lágrimas desciam por seu rosto livremente.
Logo todos se aproximaram e ficaram apenas observando a loira sentada no chão com Regina em seus braços. Henry correu até elas e se sentou ao lado da mãe. Ele também chorava e então tocou o rosto da morena.
–Eu a amava. -Emma falou para o filho que apenas tornou a olhar a mãe e pensar em algo, voltou de novo seu olhar para Emma e falou:
–Tenta. -ele conseguiu dizer controlando as lágrimas, Emma respirou fundo tentando fazer o mesmo e o olhou confusa.
–Tentar o quê ? -ela perguntou.
–Beijá-la. Um beijo de amor verdadeiro é capaz de quebrar qualquer maldição. -Henry conseguiu sorrir para ela. Ele com certeza acreditava naquilo, pois o seu propósito como o coração do verdadeiro crédulo era acreditar no amor verdadeiro, e ele sabia naquele momento que não havia um amor verdadeiro maior naquele mundo do que o que suas mães sentiam uma pela outra.
Emma voltou seu olhar para todos alí presentes. Neal, Rumple, Hook e seus pais, eles a olhavam preocupados, e então ela teve a confirmação que precisava quando Mary e David sorriram para ela.
Ela ajeitou a morena em seus braços, passou a mão pelo seu rosto e com cuidado selou seus lábios nos de Regina. No mesmo instante um vento forte e cheio de luz saiu do meio delas e tomou conta de toda Neverland. Era magia, a magia mais poderosa de todas, o amor verdadeiro. Essa magia tomou conta de tudo e começou a dissipar Neverland aos poucos. Um vento forte tomou conta do local e todos tiveram de se proteger. Fecharam seus olhos, e tudo aconteceu tão rápido que Emma nem quebrou o beijo que havia dado em Regina, quando o fez a morena acordou em um impulso fazendo a loira sorrir.
Junto de Regina, todos os outros abriram os olhos e só então se deram conta de que estavam em Storybrooke. Emma não tirou o sorriso do rosto e assim que Regina voltou a si, abriu um enorme sorriso também.
–O que aconteceu ? Não era pra mim ter ficado em Neverland ? -ela perguntou quando se deu conta de que estava em Storybrooke.
Emma ainda a segurando em seus braços falou:
–Não. Era pra você estar aqui, com a sua família, comigo. -ela sorriu mais uma vez e a morena fez o mesmo. -Sabe qual era o meu segredo ? -ela perguntou e Regina negou com a cabeça. -Que eu te amo. -Emma sussurrou para ela e sem hesitar colaram seus lábios mais uma vez.
Logo todo o pessoal de Storybrooke se juntou a eles e se depararam com a cena. Para muitos aquilo foi estranho, mas vendo o sorriso no rosto de Mary e David, não precisaram de uma explicação. Henry apenas gritou de alegria e todos ali presentes aplaudiram. Emma e Regina pararam o beijo, mas não se importaram com a "festa" que acontecia para elas alí em volta, elas só tinham olhos uma para a outra e não paravam de sorrir.
–Promete nunca mais me assustar dessa maneira ? -Emma perguntou sem desviar o olhar de Regina.
–Só se você prometer nunca mais fugir desse sentimento ? -Regina perguntou logo em seguida e as promessas foram feitas através dos sorrisos que colocaram em seus rostos. -Eu demorei pra entender isso, mas agora não importa, eu te amo tanto ! -a morena falou agora sentada de frente para a loira e acariciando o rosto da mesma.
Emma sorriu ao sentir o toque e então falou: -Nada mais importa, só a nossa família. Eu te amo meu amor, tanto !
E após deixarem essa frase, que tanto demoraram a dizer, escapar quantas vezes mais fosse preciso, se beijaram de novo, alí nas ruas de Storybrooke, em frente a todos. Emma se levantou e ajudou Regina a fazer o mesmo. Todos se abraçavam, inclusive elas, e as mágoas eram deixadas no passado. Emma e Regina se sentiam as únicas no universo, e não se aguentavam de tanta alegria, fixaram seus olhares e ainda sorrindo uma para a outra, se beijaram mais uma vez para comemorarem o amor que se fazia presente entre eles naquele momento.
Henry logo correu e abraçou as duas juntas, olhou para elas e falou:
–Acho que eu fui o único que não contei meu segredo. Sabem qual era ? -as duas negaram com a cabeça e ele abriu um enorme sorriso antes de responder: -Eu sempre quis que vocês ficassem juntas e eu sabia que isso acontecer.
Ele sabia, o coração do verdadeiro crédulo sempre sabe. Embora essa história não precise ser contada por causa disso, afinal, ela não é sobre magia, ela é uma história sobre amor !
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