Irremediável
4 Dr.Delícia
Confesso que fiquei assustada.
O modo com que Edward pronunciou meu nome, foi como se ele já me conhecesse de algum lugar, e estivesse surpreso com a minha presença ali! Isso me assustou…
Bella pareceu não gostar muito disso também… Ela fechou a cara no instante em que Edward pronunciou meu nome.
Todos na sala estavam com uma expressão diferente.
Eu assustada. Edward confuso. Bella com raiva. Sue intrigada. Charlie desconfiado. Peter fingindo que estava entendendo alguma coisa, e Estela entediada
Aquilo estava começando a ficar engraçado. E eu estava começando a ficar constrangida. Mas por fim, Edward disse:
_Desculpe Elizabeth, é só que… Pensei que conhecia você de algum lugar, mas devo estar confundindo você com outra pessoa. Me desculpe_ disse ele com sua voz angelical.
_ah, outra pessoa… Claro. Desculpas aceitas_ dei um meio sorriso eu fui em direção ao sofá me sentar. Eu queria ficar perto do pai. Eu sempre me sentia protegida perto dele.
Charlie estranhou minha atitude e perguntou.
_Você gosta de assistir esse tipo de jogo Elizabeth?
_Não sou fã… Mas de tanto assistir com meu pai, acabei gostando da coisa_ justifiquei
_oh, então tá.
Na sala, sentou-se no sofá em frente à televisão: Eu e meu pai, mas sobrou mais um lugar, que logo foi ocupado por Bella. Eu não entendi. Será que ela gostava de assistir a esses jogos também? Ou ela só queria ficar de olho no Marido? Eu dei uma pequena gargalhada pensando nas possibilidades pelo qual Bella assistiria o jogo_ Edward riu junto comigo, isso me assustou, porém, dei de ombros.
O jogo já estava chegando ao final, mas eu não tinha prestado nenhum pouco de atenção nele. O clima naquela sala estava mais interessante. Os olhares fuziladores que Bella dava para Edward. Edward tentando prestar atenção no jogo, mas não conseguindo, porque estava achando graça de mais do que estava acontecendo naquela sala para prestar atenção em alguma outra coisa.
O jogo acabou. Edward e Bella se despediram de todos. Eu meu pai e Estela também. Edward entrou no seu carro. No seu carrão na verdade. Era um volvo prata esplêndido, tive que me concentrar bastante para evitar que meu queixo caísse no chão.
O volvo logo sumiu no meio da escuridão. E eu fui para casa direto para o banheiro. Tive que ter muita força de vontade para sair do chuveiro. A água estava tão quentinha. Eu não queria sair de lá.
Mas por fim eu saí, vesti meu pijama e desmaiei na cama.
Era uma manhã nublada. Eu não queria sair de baixo do meu cobertor. Mas eu estava com muita fome para ficar deitada ali. Desci de pijama mesmo, e torci para que meu pai já tivesse ido ao mercado comprar alguma coisa.
Para a minha sorte ele já tinha comprado comida suficiente para o mês inteiro. Meu café já estava na mesa, junto a um bilhete.
Saboreei o máximo possível da minha panqueca.
Depois de devora-la completamente, sem deixar rastros para contar a história, lavei a louça. E fui para o meu quarto trocar de roupa. Eu nunca gostei muito de moda, e coisas desse tipo. Mas, por minha mãe saber se vestir muito bem, eu acabei aprendendo sobre o assunto. E hoje me visto bem sem perceber.
Eu abri meu guarda-roupa, e peguei um sobretudo bege, uma blusa branca, e coloquei uma meia calça. Fechei o sobretudo por completo, e me olhei no espelho… Até que estava bomsinho…
Depois, desci de novo. E peguei as chaves do carro que meu pai havia alugado em cima da mesa, e sai.
Eu definitivamente não ia conseguir ficar em casa. Eu ia fazer o que? Não tinha nenhum filme em casa. Programas de TV? Nunca vi mais chatos.
Eu ia para o trabalho do meu pai, pelo menos lá, eu poderia oberva.
Eu queria fazer faculdade de medicina. Mas, Com meu pai se mudando toda a hora… É impossível. Então, vendo. Eu até que aprendia… Pelo menos não ia me sentir uma inútil.
Na hora em que eu vi qual era o carro, fiquei com raiva do meu pai. Ou ele era maluco, ou ele queria me mimar. Sério. Para mim, até um fusca estava de bom tamanho… Mas não. Ele alugou um KIA MAGENTIS 2012.
Mas eu queria muito sair de casa. Então, entrei no carro e fui para onde o endereço que meu pai havia deixado na geladeira indicava.
Cheguei ao hospital em torno de 15 minutos. Deixei o carro no estacionamento e entrei no hospital.
Bem, o hospital daqui de Forks, nem parece um hospital. Quer dizer… Quase não tem pacientes ali.
Pelo visto, meu plano de ver meu pai atendendo pacientes foi uma furada.
Meu pai tinha uma sala só para ele. A porta era de Blindex, as paredes de um azul claro. Lá tinha uma mesa, uma maca, um armário e uma balança… Fora a uns outros instrumentos que eu não reconheci. Ele estava atendendo um paciente, e eu não quis incomodar. Então, fiquei sentada na sala de espera.
E lá estava eu. Fazendo exatamente o que eu não queria. NADA.
Nossa, fazer nada é extremamente entediante.
Eu estava pensando em como a minha vida estava chata, como eu estava me esforçando para que o meu pai acreditasse que eu estava extremamente feliz…
Eu estava afogada em pensamentos, quando uma voz angelical disse meu nome:
_Elizabeth?
Ele era lindo, incrível, maravilhoso. Tinha os mesmo olhos dourados de Edward, a mesma pele clara como neve. Ele era extremamente maravilhoso.
Obriguei a minha mente a voltar a um dia anterior, em quanto eu jantava na casa de Charlie. Ele havia comentado que o amigo de trabalho de meu pai seria um tal de Dr.Carlisle, que era pai de Edward.
Aquele visivelmente era esse Dr.Carlisle.
Imediatamente eu me levantei e disse:
_Dr.Carlisle?
_É…
Pera aí, como ele sabia meu nome?
_hm… me desculpe, mas. Como você sabe meu nome?
_hm…é…_ ele pensou por um instante_ Bem, seu pai não parou de falar de você hoje.
Tá, mas como ele sabia que era eu ali? Aquilo tudo estava muito confuso. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer pergunta, meu pai saiu da sala junto com seu paciente.
_… os remédios regularmente._disse meu pai para o paciente, que logo depois disso, saiu pela porta.
Depois, meu pai se virou e me viu ao lado do Dr.Carlisle, abriu um largo sorriso e disse:
_ Elizabeth._disse já me abraçando_ vejo que já conheceu o Dr.Carlisle.
_É… Já_ disse meio envergonhada.
_Ela é uma linda menina Peter._ elogiou-me Carlisle.
_É_ afirmou meu pai_ ela é mesmo…
_bem…_interrompi_ desculpe ter vindo aqui, é que lá em casa tava muito chato. Eu não tinha nada para fazer._disse envergonhada_ espero não estar te atrapalhando.
_que nada filha_ disse meu pai todo feliz_ sua presença é sempre muito boa.
Meu pai me abraçou novamente, e pelo canto do olho, percebi que Carlisle não parava de me olhar. Como Edward na noite passada.
Não que eu não gostasse que esse “Dr.Delícia” _ ele sim é digno desse “apelido”_ ficasse olhando para mim. É só que as vezes, era assustador.
Mas, Dr.Delícia interrompeu meus pensamentos.
_Desculpe interromper esse momento tão bonito_ disse Carlisle dando uma risadinha_ Mas, Elizabeth acabou de dizer que está “no tédio”, não é isso?
_é, eu acho que sim_ disse de cabeça baixa.
_Bom, creio que você não conheçam muitas pessoa aqui em Forks, e amanhã é aniversária da minha_ ele hesitou ao dizer a próxima palavra_ sobrinha… Então pensei, vocês não gostariam de ir?
Eu não sabia o que pensar, sair de casa seria legal, ainda mais agora que Estela viajou, e não ia me perturbar! Na verdade, para mim tanto faz. A resposta estava nas mãos do meu pai, que logo me perguntou:
_O que você acha Liza_ perguntou curioso.
_Por mim… tudo bem
Um sorriso encantador tomou conta do rosto de carlisle, que informou:
_Que bom que vocês vão… E aliás_ Dr.Delícia me olhou da cabeça aos pés_ acho que você vai se dar muito bem com Alice.
Eu dei um sorriso para não ser mal educada. Eu não fazia a mínima ideia de quem era Alice.
_Bem, lhe dou o endereço, Peter, depois… Ou melhor. Vou busca-lo pessoalmente. Assim vocês não vão ter problema de achar minha casa.
Onde seria que eles moravam? No meio do mato?
_Então, os vejo amanhã._ E com um sorriso encantador, meu Dr.Delícia voltou para a sua sala.
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