Bem, até agora tentar ser legal com a Estela estava dando certo. O que me motivava ainda mais era saber que era só por um dia. Depois ela ia embora, e ficar fora por um mê.

UM MÊS SEM ESTELA! VOCÊ FAZ IDEIA DO QUANDO ISSO É IMPORTANTE PARA MIM?

Até mesmo agora que eu estou tentando ser legal! Ficar longe dela é tudo de bom!

O dia todo eu fiz coisas para a agradar, eu acho.

*levei a coca-cola até o sofá para ela.

*Cedi o meu lugar ao lado do meu pai para ela.

*Dei o último toodynho na geladeira para ela.

*me ofereci para fazer o jantar no lugar dela.

* entre muitos outros.

Dormi tranquila, pensando em como o meu dia ia ser chato no dia seguinte, sem nada para fazer.

Estela ia embora, então eu não faria mais nada para alegrar ela! Ficaria o dia todo em casa! Meu pai trabalha o dia todo então…

Como quase sempre, o céu estava nublado, sem que um raio de sol se quer passasse por sobre as nuvens escuras.

Mais um dia frio em Forks. Mais um dia sem fazer nada. Mais um dia entediante. Mais um dia sem coisas divertidas para fazer.

Decidi me levanta, afinal ficar deitada não ia adiantar nada.

Me levantei, e fui direto para o meu chuveiro.

Uma coisa muito difícil em se fazer em Forks, é tomar coragem para entrar no chuveiro, e outra é ter coragem de sair!

Mas por fim, meus “dois trabalhos” foram cumpridos.

Desci as escadas direto para a cozinha. Comi uma tigela de cereal e logo em seguida não sabia o que fazer.

Sentei no sofá e fiquei passando os canais na esperança de que encontrasse alguma coisa boa para assistir.

Eram canais de culinária, canais de filmes (todos chatos, ou que eu já assisti), canais de notícias. Nenhuma novidade! Como sempre, mais uma pessoa morre, mais uma pessoa está desaparecida. Mais pais desesperados a procura de ajuda…

Eu não queria ver desgraças. Então desliguei a televisão.

Fiquei sentada no sofá pensando na vida! Até que meu sonho voltou em minha mente!

“Eu estava andando em um corredor muito longo , e muito estreito. Meu pai andava ao meu lado.

Caminhávamos lado a lado sem dizer nada. Até que uma porta se abriu e dela saiu Estela.

Nossa, nessa altura do campeonato eu nem lembrava mais que ela existia, que ela fazia parte da minha vida. E isso era bom, mas agora. Essa felicidade estava acabada. Ela se aproximava de mim e de meu pai, e logo que conseguiu chegar bem perto de mim e do meu pai, agarrou no braço dele e fez com que ele se afastasse de mim, porém, por mais que eu tentasse me mover, não deixar que ela o levasse para longe de mim, a única coisa que eu conseguia fazer era continuar andando. Caminhei triste até o final do corredor onde uma porta se abriu e dentro tinha uma luz muito forte, que não me permitia ver o que realmente se escondia alí.

Der repente o sonho mudou. Eu estava na floresta, sozinha, parada, sem fazer exatamente nada, até que do nada, aquele homem que eu vi no hospital, que era perfeito e horripilante ao mesmo tempo aparece na minha frente, seus olhos eram como fogo! Ele chegava perto de mim, cada vez mais, até que…”

Bem, já que eu não tinha nada para fazer , tentei decifrar o meu sonho.

DE início ele não fazia sentido algum.

Por que Estela, que eu odeio tanto e já até tinha esquecido que ela existia estava fazendo alí?

O que aquele homem horripilante e perfeito que eu vira no hospital estava fazendo alí? Por que eu estava em um corredor estreito?

Perguntas, perguntas… Mas até que as respostas vieram bem devagar para a minha mente.

Meu sonho significava tudo aquilo de que eu tinha medo.

As portas por… ah, vocês sabem né!

A parte da Estela tirar meu pai de perto de mim, era por que eu tinha medo de perder meu pai. Ainda mais! De perder meu pai para a Estela!

Mas o que ainda não fazia sentido era: Por que eu tinha medo daquele homem perfeito e sinistro? E o que ele ia fazer comigo antes de eu acordar?

Essa dúvida verdadeiramente me matava por dentro, mas já que eu não tinha as respostas… O que me restava era não fazer nada, afinal isso era a única coisa que eu fazia mesmo!