Irremediável
26 Trilha (2.0)
Eu estava pronta. Meu cabelo amarrado em um rabo de cavalo. Garrafinha de água gelada. Roupa especializada… Tudo ótimo.
Já que eu ia para La push, e lá era longe da minha casa. Fui com o carro que meu pai havia me dado assim que chegamos em Forks, mas que estava parado, tadinho…
Tranquei tudo e saí de casa. Indo direto para o meu carro.
Eu dirigia de acordo com o GPS que já veio com o carro! MAS QUE BELELZA.
Por sorte, deu tudo certo. Eu parei na beira da praia. Estacionei meu carro e fui para a areia.
Comecei a caminhar, sentindo a brisa fresca que soprava. Olhando o mar. Olhando o infinito.
A praia de La Push era deserta, e isso a fazia ser perfeita para mim. Ainda bem que eu vim para cá.
Fiquei parada no meio da praia feito uma boba, olhando as marolas. As ondas. O cheiro de mar. O som que elas fazem…
_está perdida?_ Disse uma voz no meu lado.
Me virei para ver quem era. Fiquei paralisada. Ele era perfeito. Simplesmente maravilhoso. Eu poderia até acreditar que é um primo da família Cullen.
_o-o-o-oi_ gaguejei! Por que eu estava gaguejando?
_Está perdida? _Ele repetiu a pergunta novamente.
Eu estava intrigada. Eu conhecia aquele menino perfeito. Devia ter uns 22 anos.
AI MEU DEUS. Era o homem perfeito que eu conheci no trabalho da minha mãe.
Fiquei sem palarvas.
Uns 10 segundos sem palavras e então eu disse.
_hm… Não, eu não estou perdida, hm… eu te conheço não?
_Talvez._ disse ele com um olhar sarcástico.
Obvio que ele me conhecia também…
Der repende, me senti estranha. Como se por algum motivo eu estivesse em perigo. Era melhor eu saí Dalí e começar o que eu realmente fui fazer ali.
_Me desculpe pela indelicadeza, mas eu preciso ir.
_Vai fazer trilha?
_Como você…
_ah, sua roupa.. ela é bem convincente.
_ah, claro! A minha roupa.
A sensação de perigo persistia em eu fixava no olhos castanhos desse estranho homem que parecia de certa forma ácido. Aquilo com certeza eram lentes.
_Preciso ir.
Fui andando em direção a floresta, e ele me acompanhou.
_Talvez você queira companhia.
_Não, obrigada. Não é necessário.
_Eu faço questão.
Comecei a correr pela areia em direção a floresta tentando ignorar esse sentimento de perigo. E o homem que eu mau conhecia sempre do meu lado.
Depois que já estávamos bem longe da floresta . Ele parou e segurou o meu braço, indicando de que eu deveria parar também.
De certa forma, eu estava agradecida. Eu estava correndo para tentar me livrar do meu sentimento de perigo, que anda persistia em mim, mas estava tão cansada. Estava na hora certa de para.
Ele olhou para os lados se certificando de que já estávamos longe da praia. E logo depois olhou fixamente em meus olhos.
Eu estava tonta, então acho que não estava enxergando direito, mas vi, eu vi que os olhos deles estavam vermelhos. Meu sentimento de perigo aumentou ainda mais. Eu estava suando frio, minhas mãos estavam geladas. Meu coração disparou, eu já estava ficando sufocada. É, eu acho que estava com medo.
E aqueles olhos vermelhos continuavam olhando fixamente para mim. Se aproximando, se aproximando, até que…
_Tenho que ir_ disse ele disparando floresta a dento. Ele foi tão rápido que eu na hora que eu escutei o “ir” de “tenho que ir” ele já tinha desaparecido.
É, eu realmente já estava cansada.
Mas pelo menos meu sentimento de medo tinha passado.
Andar até a praia de novo não ia dar, então resolvi entrar na floresta ainda mais pra tentar descansar.
Eu estava andando, e comecei a escutar barulhos. Como se um leão estivesse casando. A sensação de medo voltou. MAS QUE DROGA!
Comecei a correr. Correr. E por sorte, por muita sorte, encontrei uma casa no meio do mato.
Bati da porta desesperadamente torcendo pra ter alguém naquela casa que eu havia encontrado.
A porta se abriu…
_Elizabeth?
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