Irony Of... Pain
6 Capítulo 6 - Sem tempo.
Notas iniciais
Foi meio difícil de escrever este capítulo (T ^ T)
Mesmo ele não estando tão bom, demorou pra escrever.
Chegando ao final.
Não demorarei desta vez.
Boa Leitura!
Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarzinho.
...
Sakura ficou por alguns minutos pasma pelas palavras da Inner, foi como se uma pequena luz surgisse no meio da escuridão em que ela se encontrava agora. Mas logo essa luz desapareceu, assim como a possibilidade de salvá-los – Afinal, não se pode ressuscitar os mortos. — a rosada encarou a Inner com uma expressão melancólica, deixando toda a dor transparecer somente em seus orbes esmeraldas, implorando para que a mesma para-se de tortura-la.
A Inner entendendo seu pedido suspirou.
- Não estou brincando, Sakura. – pausou – Como lhe disse vou te ajudar. Eu irei lhe contar como, por isso preste bem atenção. – A Inner já estava perdendo a cabeça com aquela melancolia toda, por isso pegou Sakura pelo colarinho de sua roupa, e a empurrou contra uma árvore próxima a elas, fazendo com que as costas da rosada se chocassem com a estrutura dura da madeira deixando um leve gemido de dor escapar por entre seus lábios. – Sakura, você já está me enchendo o saco. Estou pensando seriamente se devo matar-lhe aqui e agora.
- Como se você pudesse fazer tal coisa. – provocou Sakura.
Um sorriso doentio e perverso surgiu no rosto de Inner.
- Duvida?
- Pode apostar... – logo a garota foi interrompida por uma dor que se alastrou por seu abdômen, a rosada olhou lentamente pra baixo e pôde ver um liquido viscoso e escarlate escorrendo pelo local, — Quando? Como? – se perguntou mentalmente ainda perplexa pela situação em que se encontrava.
- Você já conhece o passado de seus companheiros! Mais e o seu, hein Sakura? Achas que conhece? – perguntou de forma assustadora. – Acho que está mais do que na hora de você saber com quem está lidando.
A rosada logo viu a escuridão engolindo o local novamente, aquela escuridão que tanto temia naquele momento, chegava cada vez mais perto até que a tomou. Sakura pôde se ver caindo por uma escuridão sem fim, vez por outra algumas telas surgiam como mágica em meio ao breu, telas que lhe mostravam memórias.
Depois de incontáveis segundos, Sakura sentiu a troca de calor, de seu corpo contra o chão. Lentamente a rosada começou a abrir os olhos para observar o local, ela conseguiu enxergar um lugar lindo, cheio de árvores e grama verdes e curtas por baixo de si, algumas flores separadas por espaços desiguais, o céu estava de um azul limpo sem muitas nuvens.
- Vai ficar admirando a paisagem mais quanto tempo? – Inner perguntou surgindo atrás da rosada.
A garota ficou inexpressiva assim que reconheceu a voz da outra, ela já estava cansada de sua Inner. Então ela simplesmente suspirou.
- Assim você me magoa, Sakura. – Inner disse se fingindo de ofendida. – Além do mais, estou aqui para lhe mostrar algo interessante. – e logo apontou em direção de um caminho de terra. O sol que estava brilhando e deixando tudo claro, desapareceu, dando lugar á um céu escuro e uma lua brilhante acompanhada de estrelas, e do caminho de terra pôde se ver uma figura que estatura baixa com uma capa marrom e velha cobrindo o rosto, mais havia algo bem perceptivo nos braços daquela figura, sem duvidas um bebê.
- Quem é aquele... – Sakura nem pôde terminar de falar, foi interrompida por gritos. A garota olhou para a direção dos gritos, logo escutou um gemido de dor vindo de perto e lançou o olhar em cima da figura de capa, que agora estava de joelhos no chão, com várias kunais cravadas em suas costas. O sangue escorria enquanto ANBUS se aproximavam da figura que agora estava sem vida. Os ANBUS viraram aquele corpo já sem vida, pôde se ver cabelos longos e rosados saindo de dentro da capa, — Uma mulher... – pensou Sakura, mais nem teve tempo de raciocinar demais, pois um choro de bebê tomou conta do local.
Sakura já esperava o pior para o que aconteceria com o bebê agora, mais se surpreendeu quando viu um dos ANBUS pegando o bebê e o levando embora.
- O que exatamente você quer que eu veja Inner? – a rosada perguntou, mais como não houve resposta ela se virou para trás e nesse exato momento o cenário mudou drasticamente, não havia mais árvores por de trás dela, e sim paredes, o local estava escuro e denso. As vozes logo chamaram sua atenção, ela se virou novamente e se viu em uma sala, no meio da mesma ela via uma cama de experimentos.
Um homem de jaleco branco entrou na sala e logo chegou perto da cama e colocou uma criança deitada sobre ela, à rosada não conseguiu ver o rosto da criança, mais logo viu pergaminhos nas mãos do homem, e velas em volta de um círculo que rodeava a criança.
O homem começou a pronunciar palavras que ela não conhecia bem, o homem usava uma única mão para fazer as posições, enquanto rapidamente olhava o pergaminho ao seu lado, as chamas das velas estavam instáveis, vez por outra as chamas diminuíam a intensidade, o homem logo cortou seu dedo com os dentes e deixou o sangue escorrer para dentro da boca da criança que agora chorava intensivamente por estar assustada.
O silêncio logo tomou a sala, a criança entrou em choque, seus batimentos cardíacos foram parando aos poucos, e a respiração dela foi cessando, o homem ficou estático também, um último sorriso medonho se abriu em seu rosto quase rasgando suas bochechas, um sorriso tão assustador que arrepiou até os ossos de Sakura. Depois de alguns segundos o homem desabou no chão.
Sakura foi checar o que havia acontecido com homem, mais quando chegou perto da cama, viu algo que a paralisou, uma sombra densa saiu de dentro da boca do homem já morto no chão, e entrou no corpo da criança em cima da cama, no primeiro momento nada aconteceu mais logo um grito estridente tomou conta do lugar, a criança começou a se debater e gritar devido ao choque da sombra invadindo seu corpo frágil. As chamas logo cresceram iluminando o lugar, fazendo Sakura se apavorar após ver a criança.
- N-Não pode ser – Sakura gaguejou ao falar.
A criança que estava na cama, era pequena e de pele branca, seu corpo era magro e estava cheio de hematomas, os olhos estavam arregalados com algumas lagrimas escorrendo dando um pouco de brilho aos olhos verdes opacos da garotinha, os cabelos mal chegavam a seus ombros, estavam sujos mais ainda assim dava para ver pequenas mechas rosa.
- Parece com... – a garota não conseguiu terminar de falar, logo viu os olhos da garotinha ficarem totalmente pretos, as madeixas rosadas perderam sua cor e ficaram pratas, e sua pele começou a esticar quase como se fossem se rasgar, e o tom branco de sua pele foi substituído por um tom mais escuro. Quase como sua – Inner?
- Está gostando Sakura?
- Quem é essa garotinha? – perguntou Sakura perplexa.
- Nossa, que lenta! – zombou a Inner. – Você não percebeu? Precisa mesmo que eu te explique? – perguntou retoricamente – Mais eu acho que está bom por aqui. Você não precisa ver mais nada. É nós temos que agir rápido. Você já sabe o que fazer Sakura.
- Como assim? – Sakura não teve tempo de fazer mais perguntas, pois o cenário foi se modificando, o chão sumiu por de baixo de seus pés, ela se viu caindo novamente. Ela estava apavorada, e ao mesmo tempo confusa com todo o ocorrido. Estava quase ficando sem voz de tanto gritar. A garota desejava profundamente que aquele dia fosse simplesmente um horripilante pesadelo. Logo apertou os olhos e escutou alguém chamando seu nome.
- Sakura?
A garota nunca havia ficado tão feliz de ouvir aquela voz. Ela logo abriu os olhos e encontrou a dona da voz. Uma garota de cabelos longos e loiros com uma mecha cobrindo um dos olhos azuis da colega.
- Ino? – A voz saiu baixa e trêmula, quase como um sussurro de alivio.
- Você está bem Sakura? – perguntou a loira visivelmente preocupada com o estado da amiga. – Você fechou os olhos do nada quando eu estava falando sobre o Naruto.
Sakura não deixou de estremecer quando ouviu o nome do amigo, memórias das palavras de sua Inner invadiram sua mente. A garota não deixou de perguntar:
- Ino, dês de quando Naruto saiu para a missão?
- Que pergunta tola Sakura. – pausou – Você não estava mesmo prestando atenção no que eu disse sua testuda! — a loira olhou para Sakura – Eu já disse que ele saiu faz um dia para a missão.
Sakura logo saiu correndo do local deixando a loira falando sozinha, — Um dia! – pensou a rosada, — ainda há tempo.
- Tenho que ir logo, não tenho tempo.
Enquanto a rosada corria, pôde se ver meio desfocado a imagem da Inner bem atrás de si. – Ah, Sakura! – suspirou para si. – Eu sei como você quer ser lembrada, sei desse seu desejo profundo de ser uma heroína. Será que você correria pra fazer a mesma coisa se soubesse que seria esquecida? – se perguntou mentalmente. – Uma heroína esquecida. – zombou pra si.
Notas finais
O final está mais proxímo do que você pensa. (O . O)
Escreverei rapído o proxímo.
Me desculpem á demora. (T ^ T)
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