Ironies of Life
25 Capítulo 25. Sentimentos.. O quanto você sente?
Notas iniciais
Boa leitura.
Eu sempre tive medo dos meus sentimentos em relação a Brian. Não que eu tenha duvida do que ele sente, mas pensando por outro lado, algum tempo atrás ele sentia a mesma coisa pela Michelle.
Suspirei e toquei seu rosto carinhosamente. Ele fechou os olhos com o meu ato.
Aproximei nossos rostos sentindo sua respiração quente. Senti sua mão percorrer minhas costas até chegar a minha cintura, aonde me puxou de encontro a seu corpo.
Fechei os olhos e rocei meus lábios nos dele.
– Eu confio.. — Sussurrei antes de tomar sua boca para mim.
Sua língua percorria cada extremidade da minha boca, tinha que admitir, ele era muito habilidoso.
Levei minha mão até seu pescoço, arranhando-o de leve. A cada toque seu em minha pele, um arrepio tomava conta de mim.
A sensação de ter sua boca junto a minha era boa, tanto quanto sentir o calor do seu corpo.
Isso tudo realmente mexia comigo. Só não sei se o bastante. Mas é bom sentir isso.. Eu acho que não tenho muita coisa a perder mesmo!
Infelizmente o ar se fez necessário, oque fez nós pararmos o ósculo.
Ele sorriu para mim, um sorriso lindo e verdadeiro, retribui o gesto da mesma maneira. Brian abraçou-me, afundei meu rosto na curva de seu pescoço, desfrutando um pouco do seu perfume inebriante.
– Então, obrigada, por confiar em mim.. — Ele riu e acariciou meus cabelos — Acho que deveríamos comemorar isso de um modo bem.. gelado.
– Como assim? — Afastei-nos para olhar nos seus olhos. Ele sorria travesso — Ow não, não mesmo, de jeito nenhum.. BRIAN ME PÕE AGORA NO CHÃO! — Ele me pegou no colo falando ligeiramente um "Me desculpe por isso" e seguiu para a água, onde me largou quando chegamos um pouco mais ao fundo — Gelada, muuuuuuuuito gelada.
Ele gargalhou ao ver meu estado — Eu estava abraçada ao meu próprio corpo em uma tentativa de me aquecer — logo mergulhou e bem.. É.. Cadê ele?
Oh droga.
– Brian? — E nada, apenas o som calmo da água — BRIAN HANER, PODE PARAR COM ESSA BRINCADEIRA IDIOTA AGORA MESMO, OU EU..BRIIIIIAN? — Bati com os dois braços na água frustrada.
Senti duas mãos em minha cintura, me segurando por trás, seguido de um risinho divertido.
– Procurando por mim, baby? — Sussurrou em meu ouvido. Nenhuma novidade eu me arrepiar na mesma hora. Mas isso não quer dizer que eu não estava brava com ele.
– Idiota. Eu fiquei preocupada! — Virei-me de frente para Brian. Ele sorriu e juntou nossos corpos em um abraço — Ok.. te perdoo.
Rimos. Passei meus dois braços pelo seu pescoço.
Brian aproximou nossos rostos, mordeu meu lábio inferior antes de puxa-lo para si. Coloquei minhas pernas ao redor dos seus quadris. Sua mão direita foi para minha nuca, onde ele segurou fortemente meus cabelos, puxando minha cabeça para trás.
Senti seus lábios roçarem na pele sensível do meu pescoço, oque fez meus pelos se eriçarem de imediato. Ele deu pequenos chupões, seguido de mordidas, nada que pudesse deixar marca.
Sua trilha de mordidas foi subindo cada vez mais, foi quando senti seu hálito forte e viciante, ele pousou a boca sobre meus lábios, em um beijo urgente.
Suas mãos percorriam ligeiramente por cada parte do meu corpo, sem pudor algum, enquanto nossas línguas travavam uma batalha. Era um beijo tomado pelo desejo.
Eu o desejava. E pelo visto, ele me desejava.
Com uma das minhas mãos eu segurava-me contra seu corpo, enquanto a outra percorria por baixo da sua blusa, arranhando-o de leve. Eu não ficaria para trás nos gestos.
Nossas bocas se separaram pela falta do ar. Brian, aproveitando isso, voltou às investidas pelo meu pescoço, dessa vez tudo com mais intensidade. Fazendo-me arfar com o seu contato.
A água gelada pareceu ficar incrivelmente morna pra nós dois. Posso dizer que o calor tomou o lugar do frio que me tomava momentos antes.
Levou os dedos a barra do meu short, fazendo menção de tira-lo. Agarrei seus cabelos e puxei sua cabeça para trás – como ele havia feito antes — podendo assim, encontrar seu olhar. Ele demonstrava desejo e urgência.
– Querendo tirar a minha inocência, Haner? — Sorri tentando parecer sensual.
– Você tem que culpar o Zacky, ele já fez isso há muito tempo. — Sorriu maliciosamente. Selou nossos lábios — Eu tenho esse direito agora, Clara.. — Sussurrou contra minha boca.
Ambos estávamos de olhos fechados. Nossas respirações se confundindo.
De repente deixei minha mente vagar. Essa urgência em ele me ter.. O nome Zacky.. Isso me trouxe lembranças à tona.
Flashback on.
– Ei.. — Zacky me puxou pelo braço, fazendo-me ficar de frente para ele — Eu só não quero que você se machuque — tornou a dizer.
– Zacky, ele só estava me ajudando. Ainda não vi oque tem demais nisso.
– Sh… Eu vi oque estavam prestes a fazer. Mas te deixo claro que Brian não é do tipo que ama, ele só fica com alguém quando tem segundas intenções.
– Eu não sei por que tais tirando conclusões precipitadas. E a vida de Brian não me diz respeito. Como eu havia lhe dito, não aconteceu nada e nem ia acontecer. — Logo depois me dirigi para o jardim ao encontro de todos.
Flashback off.
Suspirei inconformada por me preocupar com isso agora. Fez parecer que eu não confiava no Brian.. Mas não tenho culpa de ser um pouco insegura.
– Brian.. — Murmurei. Ele abriu os olhos e sorriu, continuei — Eu acho que nós deveríamos ir um pouco mais devagar. — Arqueou as sobrancelhas em forma interrogativa, desviei meus olhos para a água ao nosso redor — Eu.. Eu não quero apressar as coisas, v-você pode não..
– Clara.. — Chamou meu nome carinhosamente. Acariciou meu rosto — Olha pra mim. Por favor..
Levantei o rosto, encarando o moreno a minha frente.
– Eu te amo.. — Olhei diretamente dentro de seus olhos. Eu via que ele estava sendo sincero. Sabia que era verdade — Nunca exigiria nada de você. Nunca. — Ele passou a mão pelo meu rosto e sorriu — Eu espero o tempo que você quiser pequena.
Assenti com a cabeça, sorrindo minimamente.
Afundei meu rosto na curva do seu pescoço. Ficamos assim, abraçados, curtindo a presença um do outro.
Depois de mais algum tempo na água voltamos para a areia, onde nos sentamos e conversamos por mais um longo tempo.
(POV ... )
Eu me sinto um idiota.
Um completo imbecil.
Eu poderia ter sido menos cabeça dura, deveria ter resolvido às coisas no inicio.
Eu entendo agora! Não posso ficar preso ao que não me pertence. Preciso ser feliz e isso exige alguns esforços. — Esforços que na verdade me sentirei feliz em fazer.
Suspirei uma, duas, três vezes. É agora..
Peguei o celular do bolso dianteiro dos meus jeans. O numero dela ainda estava na minha agenda telefônica.
Não sei por que, mas isso se fez necessário agora. Portanto agradeço a mim mesmo por esquecer de um dia exclui-lo.
Chamou algumas vezes. Balancei minha perna impaciente, quando estava prestes a cair na caixa postal ela atendeu..
– Alô..? – Sua voz era doce. Linda e doce como eu lembrava.
– Ahh.. É.. July?
Notas finais
Enfim, mereço reviews?
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