Notas iniciais
Bem meus amores, peço mil perdoes por tanto tempo sem postar, mas o relógio e a internet andam brigando aqui em casa: quando eu tenho tempo to sem net, quando a internet ta boa o tempo não colabora e acabo ficando perdida. Queria agradecer por todos os comentários que a fic vem recebendo desde o inicio, vocês são 10. Como não tenho faculdade na sexta trarei sempre capítulos novinhos nesse dia pra vocês.
Bem sem mais delongas, cap, novinho e em dose dupla pra vocês.
Espero que gostem beijos.

Ao ouvir aquilo Bruno sentiu seu mundo desabar olhou pra Fatinha procurando algum sinal de brincadeira, mas o que encontrou foram lagrimas e sinal de desespero.

-Me conta isso direito que eu quero entender.

Fatinha se sentou e fez sinal pro moreno que fez o mesmo. Olhou pra ele carinhosa e contou tudo que sua mãe havia lhe contado sobre o passado, a medida que ela falava as coisas iam se encaixando na mente do moreno: a surpresa de Vilma ao saber seu sobrenome, o espanto de Olavo quando Fatinha disse o nome da sua mãe, o silencio do pai durante toda tarde e noite, tudo se encaixava, mas o moreno não conseguia aceitar, estava triste, irritado, magoado, tudo ao mesmo tempo, não sabia como encarar aquela situação, não podia acreditar que a única mulher que conquistou o seu coração era sua irmã, não queria imaginar a sua vida longe dela, não podia e nem queria acreditar que aquilo tudo era verdade, mas sabia que Vilma e Olavo nunca mentiriam pros filhos e nunca colocariam a felicidade deles em segundo plano se aquilo tudo não fosse verdade.

Fatinha temia a reação de Bruno aquilo tudo, mas não esperava pelo silencio do moreno, seu coração batia acelerado e ela apertava as mãos freneticamente, foi quando Bruno suspirou e ela teve coragem de encara-lo e viu uma coisa que nunca imaginou na vida: Bruno Menezes estava chorando, isso mesmo, grossas lagrimas caiam dos olhos do moreno e ele não impedia, Fatinha conhecia seus mais íntimos segredos e sabia de tudo sobre ele, ele permitia que ela visse seu lado mais ‘fragil’ de ser, se permitia chorar na frente dela porque nunca se entregaria a outra relação na vida como se entregou a relação deles, amava aquela garota e isso ele sabia que não conseguiria e nem queria mudar. Fatinha o ver seu amado chorar deixou que as lagrimas que tanto segurava caíssem, chorou silenciosamente deixando que as lagrimas levassem toda aquela angustia que estava dentro do seu ser, depois de alguns minutos ambos enxugaram as lagrimas e se olharam, sorriram tristes e resolveram que tinham que conversar.

-Bruno como você se sente com essa historia toda? Eu te peço que não fique com raiva da minha mãe, ela não teve culpa de amar demais o Olavo, quer dizer, o meu pai.

-Eu nunca ficaria com raiva da Vilma, apesar dos pesares quem deveria ter raiva de mim era ela, pois eu sou fruto de uma traição, meu pai e minha mãe foram desonestos com ela e comigo, eu merecia saber essa verdade Fatinha.

-Calma Bruno, não adianta tentar resolver as coisas de cabeça quente, precisamos pensar bastante no que faremos daqui pra frente, afinal não podemos jogar toda essa historia no ventilador.

-Eu concordo com você Fatinha, mas eu tenho que te dizer que mesmo dentro de toda essa confusão uma parte de mim esta feliz.

-Feliz!? Por que?

-Porque você realizou o seu sonho de conhecer seu pai e pode ter certeza que ele é um cara bacana e dedicado que sempre cuidou muito bem de mim e da Ju.

-Eu sempre admirei a forma amiga como ele trata vocês dois, mas depois do que minha mãe me contou eu fico meio na duvida entende?

-Claro que sim, olha você não precisa pensar nisso agora, relaxa, esfria a cabeça, pensa em tudo que aconteceu e depois você toma uma decisão.

-Bruno eu to com medo.

-Calma Fat, olha apesar de parecer seguro, eu também estou com medo, afinal isso caiu encima de mim como uma bomba também. Eu não esperava por isso realmente é inimaginável, eu queria ser otimista, mas não consigo. Não vou dizer que vamos superar isso porque eu te amo e isso nem o fato de você ser do mesmo sangue que eu mudara. Eu não vou dizer que vai ficar tudo bem, que vamos encontrar outras pessoas e transformar esse sentimento em amizade porque só de pensar em outro alguém te tocando eu piro, não consigo imaginar alguém te beijando como eu beijei, alguém te tocando como eu toquei, eu não consigo e prefiro também não pensar nessas coisas, a única coisa que eu posso te dizer nesse momento, a única que eu tenho certeza é que eu estou do seu lado sempre, você pode contar comigo sempre, eu estarei aqui quando você precisar chorar, desabafar, sorrir, sempre que precisar de mim, mesmo estando longe eu vou estar com você, você pode me ligar a qualquer hora do dia ou da noite que eu atravesso o mundo pra estar com você, saber por que?

-Por que? – Fatinha sorriu, ele estava repetindo o que disse no dia em que fizeram um mês de namoro.

-Porque eu vou estar do seu lado ate ficar velhinho, mesmo que seja como irmão, meu amor por você me faz querer a sua felicidade.

Eles sorriram e se abraçaram, apesar da dor da separação e da descoberta dos laços de sangue eles nunca se separariam, pois eram unidos por um sentimento que tudo supera: o amor.

Enquanto isso em outro apartamento…

Marta encarava Olavo com uma expressão curiosa e irritada, sabia que o marido escondia algo dela, mas não imaginava o que seria, Ju estava tensa, viu o estado da amiga e sabia que boa coisa não vinha disso, terminou o jantar e limpou tudo, observou os pais sérios e disse que dormiria na casa da Lia e saiu, não queria presenciar uma discussão que sabia que aconteceria. Mal Ju fechou porta Marta olhou pra Olavo e disse:

-Fala logo Olavo, o que aquela garota maluca queria com o nosso filho? O que vocês estão me escondendo? Eu quero e tenho o direito de saber.

-Marta você se lembra da Vilma?

-Aquela vadia de quinta que você namorou antes da gente casar? Claro como poderia me esquecer daquela desclassificada.

-Marta pelo amor de deus, já se passaram 18 anos que aquilo tudo aconteceu. Por que toda essa raiva dela?

-Olavo ela se fazia de santinha pra todo mundo, mas eu conhecia muito bem aquela garota de boba ela não tinha nada.

-Pois você esta enganada, a Vilma sempre foi uma mulher de fibra e princípios, diferente de você que foi capaz de engravidar pra me amarrar.

-E dai, eu não estou entendo aonde você quer chegar com essa conversa Olavo.

-Eu reencontrei a Vilma.

-Como!? Você só pode esta brincando comigo! Depois de tantos anos, o que aquela mulherzinha quer? Ela te procurou foi isso?

-Não Marta, nós nos encontramos por acaso na casa da Fatinha.

-Eu sabia que aquela garota estava metida com gente que não presta, qual a relação das duas? Elas estão armando contra a nossa família é isso?

-Não, as duas são mãe e filha.

-Para de brincadeira Olavo, fala logo o que as duas tem haver.

-Eu não estou brincando Marta, a Fatinha é filha da Vilma sim e não para por ai.

-Vai me dizer o que agora, que aquela mini vadia… — Marta não pode terminar de dizer pois foi interrompida por Olavo.

-Nunca mais se refira a Fatinha como vadia, ela é uma menina boa, amiga, inteligente e dedicada, não sei o que você tanto implica com ela.

-Porque ela é uma sem noção, se veste de forma vulgar e não é o tipo de nora que eu queria, ainda tenho esperanças que o Bruno abra os olhos e veja o tipinho daquela ali e termine com ela.

-Quanto a isso, você pode ficar tranquila, eu tenho certeza que a Fatinha terminou com o Bruno.

-Como?! Quem aquela garota pensa que é pra terminar com o meu filho? Olavo o que você esta me escondendo?

-Marta se acalma ou não poderemos conversar civilizadamente.

-Eu não quero conversar civilizadamente coisa nenhuma, fala Olavo.

Olavo suspirou e soltou a bomba:

-A Fatinha é minha filha.

Marta olhou para Olavo e começou a rir, achava que o marido estava brincando, mas ao ver a cara de espanto o riso foi se transformando em uma cara de ódio que Olavo nunca tinha visto antes.

-Como você foi capaz de dormir com aquela cretina? Como você pode fazer isso comigo Olavo? Eu sabia que você só se casaria comigo por causa do Bruno, mas me submeter a essa humilhação? Uma filha com aquela mulher Olavo?

-Não foi algo ´planejado Marta, simplesmente aconteceu e quer saber mais? Eu não me arrependo, ate onde eu me lembro eu só te toquei duas vezes e em ambas eu estava bêbado demais pra me lembrar do que aconteceu, eu sempre amei a Vilma então não venha se fazer de vitima pra cima de mim, pois nos dois sabemos que isso você não é.

-Olavo como você ousa falar desse jeito comigo hein? Você já esqueceu que eu sou mãe de seus filhos han? Já esqueceu que eu te dei dois filhos legítimos, algo que eu duvido que a Fatinha seja, a Vilma com certeza achou algum otario pra assumir a paternidade dela, então esquece essa historia de ser pai daquela garota isso não muda nada agora.

-Muda sim Marta, a Fatinha é minha filha e disso eu tenho certeza, eu fui o único homem que a Vilma teve na adolescência, a Fatinha se parece com a minha família, os olhos, o formato do rosto, ela é minha filha e eu sei porque eu já sinto um amor de pai enorme por ela.

-Não me venha com essa Olavo, eu não vou permitir que essa garota continue frequentando a minha casa entendeu? Não vou.

-Ela vai continuar vindo aqui sim Marta, eu fui ausente na vida da minha filha durante 17 anos, eu não quero passar nem mais um dia longe dela e você vai ter que conviver com isso.

-Olavo você escolhe, ou essa sua filha bastarda ou a nossa familia, eu não preciso passar por isso.

-Que pena Marta achei que seria do jeito mais fácil, esfria a cabeça e depois nos conversamos.

Olavo saiu e Marta se sentou no sofá furiosa. Não iria deixar que Vilma atrapalhasse sua vida novamente, se livraria de vez daquela mulherzinha e de sua filha. A única coisa naquela confusão que a deixava feliz era saber que seu filho não iria mais ficar com Fatinha.

Notas finais
Bem gente é isso ai, espero que vocês tenham gostado, espero também ter compensado os dias que fiquei sem escrever nada pra vocês. Não iria fazer a reação da Marta, mas como pediram nos comentários eu resolvi fazer, não sei se agradou, mas ai esta. beijinhos a todos
Mereço reviews?