Ironia do Destino
9 Droga de Noite!
Notas iniciais
Eu tenho todo o direito de fazer isso, afinal quem chegou primeiro ali fui eu.
– Ei, se vocês dois querem se comer dane-se o problema não é meu, mas será que da pra ir para um motel em vez de fazer isso na minha frente? — Gritei irritada.
Os dois pararam de se pegar e começaram a me encarar, ouve silencio por alguns segundos até que a "pedra preciosa" quebrou ele.
– Olha não é que a nerd teve una buena idea! — Ela disse com aquele sotaque mexicano dela e beijou o Chase.
– Pera ai, você me chamou de nerd sua lambisgoia do México? — Ai que ódio, odeio que me chamem de nerd, que culpa eu tenho se tiro notas melhores que algumas pessoas da minha sala?
Quando ela ouviu o insulto parou de beijar o Chase e se virou pra mim.
– Do que você me chamou? — Ela disse com raiva.
– Você ouviu, não me diga que além de lambisgoia é surda também? — Disse a encarando.
– Você esta muerta garota! — Ela gritou e veio pra cima de mim como se fosse uma leoa e eu um cervo, mas antes que ela conseguisse me agarrar com aquelas unhas postiças dela o Chase puxou-a pela cintura e a segurou.
– Iaí já se acalmou? — Ele perguntou pra mexicana barraqueira.
– Eu só vou me acalmar quando meter a mão na cara dela! — Ela gritou.
– Ui que medo. — Provoquei-a tremendo as mãos.
– Deveria ter mesmo. — Ela me ameaçou.
– Acho que você perdeu alguma coisa? — Falei normalmente
– O que? — Perguntou ainda com raiva.
– Seu sotaque paraguaio! — Disse e sorri de canto o que deixou ela com mais raiva.
E de novo a leoa da América do Norte tentou me atacar com suas garras cor de sangue, mas o seu domador a segurou com mais força impedindo-a de chegar até mim, a leoa se sacudia e tentava se soltar mas o domador era firme e diga-se de passagem muito mais forte que ela, e eu o cervo indefeso assistia tudo e achava até um pouco engraçado, seria mais cômico se ela tentasse atacar o Chase ao invés de mim, porem como eu era a presa e não estava com um pingo de medo a única coisa que podia fazer era esperar essa palhaçada toda acabar, e como no reino animal quem sempre vence é o macho alfa, o domador conseguiu amansar a fera.
Incrível! Em menos de 06:00 horas a minha vida virou um zoológico, o dia hoje não podia ser melhor...falando nisso tenho que parar de assistir National Geographic, credo. Chase já tinha colocado Rubi sentada ao seu lado, ela me olhava de cara feia.
– Olha querida cara feia pra mim é fome. — A provoquei novamente.
– Então você deve morrer fome. — Ela rebateu.
– A anoréxica aqui não sou eu! — Disse — Acho até que as criancinhas na Nigéria tem mais carne que você, isso é, se você sabe onde fica a Nigéria né, por que na minha opinião o que te sobra de peito falta de inteligência! — Sorri falso.
– Olha aqui sua... — Rubi ia me insultar mas foi cortada pelo Chase.
– Tá legal chega, acabou a briguinha! — Chase disse nervoso, nós paramos e ele se virou pra mexicana — Gata vaza. — Falou um pouco mais calmo.
– Mas... Por que gato? — Ela disse espantada.
– Por que eu não aguento mais essa briguinha de mulher, e o irmão dela me deixou de babá.
– Meu irmão? Babá? Você acha que eu tenho quantos anos, cinco? E eu não te... — Fui cortada por ele também.
– Anabella cala a boca e deixa que eu resolvo isso. — Ele disse me olhando com uma cara de "fica quieta garota ou eu vou até ai te fazer ficar", e eu não queria saber como faria isso. Me calei e fiquei encarando-o, queria ver até onde isso ia. — Olha Rubi, você tem que ir mesmo, o idiota do irmão dela me pagou pra cuidar dessa nerd. — Olho-o de cara feia — E disse que se houvesse confusão tomaria o dinheiro, e eu quero essa grana. — Falou com jeitinho.
– Tudo bem lindo. — Ela disse com expressão de decepcionada, de repente tira um papelzinho rosa de dentro do decote. — Lláma me. — Disse com seu sotaque falso, ainda não acredito que ela tirou aquilo do decote, imagino quantos desse tem ali.
– Talvez. — Chase disse, ela chegou perto dele e falou algo no seu ouvido, ele sorriu safado, ela beijou sua boca e se levantou para ir embora, andou um pouco e parou do meu lado me encarando, eu a encarei também, ela se virou para o Chase, sorriu e fez sinal de "me liga" com a mão balançando-a, e foi embora.
– Irmão? Babá? Serio isso? — Disse encarando-o.
– Você não sabe dizer obrigado? — Ele me encarou.
– Oh! Chase muito obrigada por sentar na minha mesa, fazer ela virar point de piriguete, me meter em confusão e me fazer parecer uma criança de cinco anos. — Hello ironia.
– De nada, mas a confusão você arranjou sozinha! — Sorriu de lado.
– Não teria acontecido se você fosse pra outro lugar, e também aquela latina peituda me provocou. — Ele riu um pouco e parou.
– Já sei. — falou sem entusiasmo.
– Sabe o que? — Perguntei.
– Por que você é assim, te falta duas coisas, 1ª) um namorado.
– Quem disse que eu não tenho um? — Estava mentindo obvio.
– 2ª) sexo, ou vai me dizer que nunca fez? — Ele arqueou a sobrancelha.
– Cla-Claro que j-já. — Gaguejei.
– Então prova! Por que eu não estou acreditando muito em você.
– Co-Como assim provar? — Estava apreensiva com a resposta, ele levantou e foi em minha direção, parou na minha frente e fez sinal para eu chegar pro lado, estava desconfiada mas fiz o que ele pediu, Chase sentou do meu lado e de repente colocou a mão na minha coxa e começou a alisa-la.
– Acha que já entendeu como. — Olhou fixamente para mim e sorriu maliciosamente, arregalei os olhos e corei, tirei sua mão da minha coxa e o empurrei forte, ele caiu de bunda no chão e começou a rir.
– Você por acaso é maluco? — Morrendo de raiva gritei com ele, então o Chase começou a rir e obvio eu fiquei sem entender nada.
– Eu sabia que teria essa reação! — riu mais um pouco e parou — Uau, quer dizer então que é virgem raridade hoje em dia. — disse me zoando e se levantou do chão ficando de pé na minha frente, levantei a cabeça para falar com ele.
– Idaí se eu sou virgem, melhor do que ser uma vadia que dorme com qualquer um por ai. — Falei irritada.
– Só não sei como seu "namorado" — Ele fez aspas com as mãos — Aguenta essa castidade, falando serio agora, ele é gay?
– Quer saber, já deu, eu não tenho namorado, sim eu sou virgem, e você não tem nada a ver com isso!
– O fato de não ter namorado eu não posso resolver, já a sua virgindade eu posso dar um jeito nisso. — Eu não acredito que ele disse isso, eu estava completamente furiosa e só pensei em uma coisa, me levantei, fiquei na sua frente e dei um tapa com toda a força na cara dele que a virou, ele colocou a mão na bochecha e olhou para mim, peguei minha bolsa e o empurrei para sair da minha frente.
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