Irmãos Flaman
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Vou tentar ser o menos enrolador possível nesse capítulo, mas o mais detalhista. Tem alguns elementos de ficção.
Meu nome é Suithe Flaman. Não lembro bem do meu passado, mas sei que há vários anos eu fugi de minha cidade, fui levado para uma ilha e criado lá. Não lembro o porquê de sair da cidade. Hoje, estou no avião, entediado, mas também empolgado, esperando cada segundo para voltar para a cidade e reencontrar minha família. O avião chega, eu não tenho malas, só tenho minhas roupas. Tenho a esperança de alguém estar me esperando no aeroporto. Não encontro ninguém. Lógico que não, niguém deve sequer se lembrar de mim, que idiotice. Não sei para onde ir, não sei o que fazer, até que me deparo com um homem alto,de cabelos médios loiros, que aproxima-se de mim, e fala:
- Venha comigo, eu posso te ajudar. Eu conheço você e sei o que aconteceu com sua família. Eu posso te ajudar, Suithe.
Fico assustado, mas empolgado por finalmente poder reencontrar minha família. Não sei quem é ele, pode ser um tio ou um primo, mas isso não me importa agora. Eu entro no carro dele, sem medo, até por que não tenho nada a perder. Enquanto no carro, eu tento quebrar o silêncio.
- Como você me conhece? Eu pergunto.
- Eu era amigo de seus pais. Boas pessoas eles eram. Que pena o que aconteceu com eles.
- Como assim? O que aconteceu?
- Eles foram assassinados por alguns membros de uma organização. Você também teria sido morto se eles não tivessem te salvado e te protegido na ilha.
-...
Fico chocado, sem palavras. Tento segurar meu choro, fico calado por alguns minutos.
- Você sabe quem os matou? Pergunto
- Sim. Estou caçando eles com meu grupo a tempos. Falta apenas um.
- Eu quero ajudar.
- Ótimo, era ai que eu queria chegar. Vamos te pagar uma quantidade considerável de dinheiro para matar o seu alvo. O nome dele é Dario. Sabemos que você tem alguma experiência com armas brancas.
- Sim, eu fui treinado na ilha.
Ele para o carro, e vamos para a casa dele, ou pelo menos eu acho que é a casa dele. A casa tem pouca iluminação, tem um visual rústico, e a madeira faz barulho a cada passo dado.
Ao chegar, ele pega algumas folhas, e as coloca sobre uma mesa. depois, ele pega uma espada e a entrega para mim. Vejo várias fotos de um homem com bigode, e moderadamente musculoso sobre a mesa e pergunto:
- Esse é o Dario?
- Sim, seu alvo. Ele moraa poucos kilometros daqui, eu posso te levar até ele. Até te ajudar a mata-lo.
- Eu quero fazer isso sozinho. Foi ele que matou meus pais?
- Sim.
- ...Bigodudo Desgraçado. Vou fazer ele sofrer. Aliás, algo que eu queria perguntar, qual o seu nome?
- Rallian.
- Rallian, eu posso dormir aqui essa noite? Eu não tenho lugar para ficar.
- Claro, seu quarto fica no final do corredor.
- Obrigado.
-... Lamento por seus pais.
-...
Me viro, e vou pro quarto. Ao me deitar, fico algumas horas tentando dormir, atormentado por esse tal de Dario. Finalmente durmo. Pela manhã, eu acordo, e percebo que Rallian não está mais na casa. Não ligo muito, e preparo meu café da manhã. Depois de um tempo, escuto buzinas vindas da rua e vou checar. É o Rallian. Vou para o carro com minha espada, já sabendo para onde vamos.
- Eu chequei, ele está sozinho, seja rápido. Tome este telefone, e me ligue para eu te buscar com o corpo quando você terminar. Disse Rallian.
-.. Ok
Eu pego o telefone, e fico em silêncio o caminha todo, com meu coração batendo cada vez mais forte a cada kilômetro percorrido.
- Chegamos. Disse Rallian, após algum tempo.
A casa de Dario. Estou tenso e trêmulo, não sei se é a vingança que desejo, mas sei que a morte de um assassino salva várias vidas. Mas isso me tornaria um assassino, não? Com meu coração acelerado, saio do carro, que dá partida assim que eu saio do mesmo. Caminho até a velha porta da casa de Dario, com minha espada nas costas. tem um caminho em pedras para a porta da casa dele que vai para a rua, e em volta um jardim. Eu bato na porta dele, ele abre, sorrindo, e me recebe.
- Bom dia, do que o senhor precisa? Diz ele
-...
Ele parece ser uns 2 anos mais novo que eu, nesse momento dúvido muito da idade dele na época do assassinato. Só o bigode dele mostra que ele tem uma idade avançada.
- Você é o Dario?
- Sim, eu mesmo, por quê?
É agora. Eu retiro minha espada, ele percebe e fecha a porta. Eu corto a porta com a espada, entro na casa dele e começo a procurá-lo, silenciosamente. Ele aparece de cima com uma espécie de marreta gigante e me ataca, mas eu defendo com minha espada, acertando-o com um chute, o fazendo cair. Aponto minha espada para o pescoço dele enquanto ele está no chão.
- Você matou meus pais.
- Eu nunca matei ninguém na minha vida! Quem é você? Veio terminar o serviço que começou a anos atrás!? É você o tal de Rallian!?
-...O que esse Rallian te fez..?
- Ele matou meus pais e meu irmão...
Os olhos de Dario começam a lacrimejar. Eu começo a ter várias lembranças da infância. Vejo que esse Dario se assemelha a alguém que apareceu muito nas lembranças da minha infância. Eu jogo minha espada para o lado, tenho o sentimento de poder confiar neste Dario
-...Qual era o nome do seu irmão?
-...Suithe..
Meus olhos se enchem de lágrimas. Eu levanto ele e o abraço. Não acreditava que reencontrei meu irmão.
- BRO!! Gritamos juntos.
- Me desculpe, esse Rallian armou para mim dizendo que você tinha matado nossospais!! Eu fui tão ingênuo! Eu grito chorando.
- Tudo bem bro, pelo menos você está bem.
Nós nos sentamos, e jantamos, enquanto conversamos sobre nossa vida.
- Então esse Rallian que matou nossos pais, Dario?
-... Sim, ele tinha invadido a casa, eu notei e alertei nossos pais, então eles me mandaram fugir para longe, depois de alguns dias eu vi nos noticiarios que eles estavam mortos e você desaparecido... Achei que você tinha morrido também. Depois vi que ele matou vários outros da nossa família Flaman... Eu não sei o que ele tem contra nosso clã, mas temos que parar ele bro.
- Sim... Ele esperava uma ligação minha, provavelmente para vir me assassinar após eu te matar, provavelmente ele virá daqui a algumas horas quando perceber que o plano dele pode ter dado errado. Precisamos fugir e treinar bro. Treinar duro. Eu não sei da força dele ou do que ele é capaz, mas precisamos ficar mais fortes.
Eu e Dario saimos no Cadillac 67 dele, sem rumo. Ele parecia preocupado, eu também.
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