Irmãos Da Morte
1 Capítulo 1 - A Confusão
Durante todo tempo em minha vida pensei que vivia com meus verdadeiros pais e irmã, mas foi difícil descobrir que era adotada e muito mais difícil que descendia dos Deuses, como vivia em uma família Politeísta sempre acreditei em diversas divindades, mas não acreditava na possibilidade de ser filha de um desses Deuses, os Gregos sempre foram meus favoritos em estudos, mas tinha grande afinidade com os Romanos por causa da família que me criaram, eles gostavam do ideal do Império Romano, e minha mãe era descendente romana (a verdadeira pelo que me contou, ela faleceu dando a luz a minha pessoa, não tinha nenhuma descendência dos deuses, só dos romanos mesmo). Quem me contou foi minha irmã, ela estava brava comigo porque eu tinha matado o peixe dela, não tenho culpa se eu coloquei comida demais enquanto escutava meus pais brigando. Ela veio até mim e berro: “TINHA QUE SER FILHA DO DEUS DOS MORTOS.” Depois disso, meus pais me contaram a história toda, meu primeiro ato foi correr pros braços de meu melhor amigo e contar o que tinha acontecido, mas um baque aconteceu:
- Eu também descobri que sou um semideus, mas faz alguns meses e estou indo para o acampamento, você quer ir comigo? – Luan me pergunta. – Por favor Ana, vai ser melhor para você lá, e de quem você é filha?
- Filha de Hades e você gordo? – Olhei bem para ele, não sabia ao certo o que tinha me feito aturar ele e me tornar sua melhor amiga. Ele era um dos meninos mais lindos que eu já tinha encontrado perdido no mundo, seus olhos verdes e seus cabelos loiros espetados, seu porte musculoso e sua pele branca quase transparente. Ele era o menino mais inteligente da escola, demonstrando que beleza (ou loirece) não é sinal de burrice. Ele era muito mais alto que eu, mesmo que 1,75 não sejam consideradas “baixinhas”, mas ele tinha quase 1,90 de altura.
- Afrodite. – Eu o encarei como esperando para ele rir da minha cara, mas estava sério. – É sei que é estranho, mas meu pai descreveu minha “mãe” como sendo “a mais bonita de todas as Deusas, sabia exatamente como fazer um homem se apaixonar por ela.”, então cheguei à conclusão de que era Afrodite minha mãe.
- Hm, eu imaginaria você como filho de Athena, você é muito inteligente, não que filhos de Afrodite sejam burros, mas você é exageradamente inteligente. – Depois de falar isso encarei o céu, percebi que estava mais limpo e azul do que normalmente. – Vou para o acampamento com você.
Fomos arrumar uma mochila com tudo o que precisávamos, levei bem o básico mesmo: All Star, short, camisas mais leves e um casaco. Além de roupas intimas e coisas para higiene pessoal. Encontrei Luan na saída junto com um menino estranho.
- Ana, esse é Lucas nosso sátiro. – Olhei desconfiada para eles, mas entrei no banco do passageiro, quando chegamos ao tal “acampamento” tudo me deixou com sensação estranha, como já conhecesse aquele lugar. Fomos levados a Casa Grande onde encontramos Quíron, um centauro (Ok, estou achando isso muito estranho, preciso ir pro hospício) jogando alguma coisa estranha com um cara gordo, que me foi apresentado como Sr. D (ou Dionísio). Sinceramente imaginava ele bem mais fofo do que estava, além de carrancudo é mal-humorado. Fui designada ao chalé 13, já que tinha uma caveira preta brilhando em cima de minha cabeça. Quando cheguei lá me arrependi de ter ido, encontro pessoas totalmente estranhas pra dividir quarto.
- Uma novata é? – Um menino que parecia ser o mais velho me analisou, ele até que lembrava um pouco em aparência, ambos tínhamos olhos negros e cabelos pretos, mas eu era um pouco mais branca que ele e tínhamos a mesma altura. – Meu nome é Daniel, sou conselheiro do chalé. Esses são Eduardo, Maria Eduarda e Renata.
- Hm. Sou Ana Carolina, prazer. – Todos eram parecidos em alguns detalhes, mas ninguém falaria que tínhamos o mesmo pai. Encarei a menina cujo nome era Maria Eduarda, ela era a que mais parecia comigo, só que era mais baixa por ser mais nova e usava óculos. – Hm, er ... Eu gostaria de dar uma volta para conhecer o local, alguém poderia me apresentar?
- Eu vou, sou um dos mais velhos aqui, mas posso te mostrar o acampamento. – Eduardo falou, saímos para o tour e enquanto ele me apresentava os locais e pessoas conhecidas dele, eu só procurava Luan. – Aquelas são as filhas de Afrodite, sempre que chega alguém novo, principalmente homem ~sussurra~ mesmo que seja do chalé delas ~volta com a voz normal~ elas dão em cima. – olhei desconfiada para elas, mas Luan não estava lá. – Vem aqui, quero te apresentar a alguns amigos: Esses são David, o maior pegador no camp; esse é o Rodrigo e JP (João Pedro), os maiores nerds do camp; essas são a Mimi, uma das melhores estrategistas que temos; e essa é a Milena, filha de Hefesto, não tem como descrevê-la, mas ela é a melhor no que faz.
- Prazer, sou Ana. – Olhei para eles e dei um pequeno sorriso, mas nesse exato momento sinto um balão de água me atingindo. Olho para trás e vejo um menino rindo demais e a menina socando-o por fazê-la se molhar, eles chegam perto e ela começa a falar:
- Desculpe novata, sou Fernanda líder de Apolo e esse é Guilherme filho de Hermes, nós geralmente damos as boas vindas aos novatos assim. – algo neles me deixou relaxada, como se nos conhecêssemos há muito tempo e fosse normal isso entre nós.
- Sem problemas, sou Ana, filha de Hades. – Gui sorriu.
- Quer vir treinar conosco? – Fernanda sorriu e algo no olhar dos dois me pareceu que estavam aprontando algo e estavam me convidando a participar. Aceitei de primeira, por algum motivo eu sabia que me daria bem com eles.
Fomos caminhando até um descampado onde tinha o treino de arco e flecha, Nanda como filha de Apolo era ótima na modalidade, mas Gui era um desastre total em acertar o alvo. No local tinha um menino que me foi apresentado como Leo, filho de Athena, e uma menina chamada Ray, que é irmã da Nanda, eles estavam querendo vingança contra os irmãos Stolls, que eram irmãos do Gui, mas esse adorava sacanear com eles. Depois de muito tempo Luan chegou com duas meninas muito bonitas, ele me apresentou como sendo irmãs do Gui (logo são de Hermes).
- Gente, esse é o Luan meu melhor amigo, Luan esses são: Gui, Nanda, Leo e Ray. – Depois de apresenta-los percebi que as meninas tinham desaparecido. Não liguei para aquilo, se o Gui ou o Luan não apresentaram é porque não eram importantes. Depois do plano preparado e de percebermos que estava escuro, voltamos aos chalés para tomar banho e ir para o refeitório comer (aleluia, porque estou com fome já que não como desde manhã). Assim que sai do banho encontrei blusas laranja um pouco chamativas, mas eram a marca do acampamento. Encontrei uma tesoura e fiz as blusas no meu estilo, cortei as mangas, deixei-a mais curta para usar com blusas por baixo (https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQYuqyfGL-rui_S-RldUKL2FkWzBh_xQ6KDpTHrjwM6c9-E5kkt tipo essa aqui, só que a do camp). Coloquei um short jeans escuro e meu all star cheio de bigodes. Daniel me esperou juntamente com a Maria Eduarda, chegamos ao refeitório e fomos para a mesa com pedra negra representando o chalé 13, no meu prato apareceu uma lasanha de frango com molho branco e um copo lotado de suco de laranja natural, fomos até a lareira e agradeci aos Deuses por me dar um lar aconchegante, e a meu pai por ter me reclamado de imediato e me dado irmãos menos preconceituosos.
- Ana, por que fez isso com sua blusa? – Renata me perguntou.
- Para combinar mais com meu estilo, sempre uso blusas coladas pretas, cinzas ou brancas. – Ela riu, eu era um pouco mais complicada que meus irmãos, me classificavam como “emo” na escola por eu estar sempre de preto, meu cabelo ser longo e preto, e a maquiagem ser básica só que bem marcada. A questão é que eu odiava me misturar, ficava no meu canto lendo meus livros e ouvindo música, a única pessoa que me tirava do meu mundo era Luan. Depois do refeitório fomos para a fogueira e depois descansar, aquele dia tinha sido muito agitado para mim, e eu só precisava de uma boa noite de sono.
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