XXXVIII-Irmandade

Tem coisas na vida que são bem distintas.

Outras, críticas complicadas.

Servem somente como palavras de nada.

Quando falam e falam,

Você não ouve,

Quando você fala e fala,

Ninguém te escuta.

Irmandade hoje é coisa á toa,

Pois ninguém adora de verdade.

Se quer saber a realidade,

Não existe nenhuma sequer.

Todo erro de uma mulher

É em outra confiar.

Todo erro de um homem,

É pela outra se apaixonar.

Irmandade que não tem desculpa,

É trair e criticar.

De modos e módulos eu entendo,

De vidas passadas, compreendo.

Dor de amor? Eu suponho.

Não me venha enfadonho,

Nada lhe dirá mais.

Irmandade que se acaba aqui

Não volta jamais.

E quando você percebe,

Todos os olhos esperando

E sua mente desesperando

Por não ter o que falar,

Você olha de pura vontade

Que não é nada, na verdade,

Só uma presença que há.

Grande pena pra mim é saber,

Porque eis ai o que jamais irei entender;

Quando você ama e adora

Confia e aprimora

Todos os obstáculos.

Quando por alguém

Você chora,

E todo o prazer do mundo

Te devora.

É assim que deve ser?

Posso então eu, resolver?

Irmandade pra mim, não existe.

Algo que não pode ficar.

Se alguém do seu lado pode estar

Talvez seja pior do que abalar,

E a distância revigorar.

Que pena que não mais cessou

Pois por ti, minha irmandade

Não se revigorou.

Nos meus olhos cheios de energia,

E mente toda abalada,

Ela se acabou.

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