Notas iniciais
Erro básico, foi mal. Esse não é o o último capitulo. Eu esqueci que tinha ainda um da Bev.

Deito no carpete azul do meu quarto provisório exausta. Essa semana comemos o pão que o coisa ruim amassou. Perdemos nossa casa, pessoas de bem, nossa paz e nossa liberdade. E sinceramente, viajar meio mundo é super cansativo. A pior parte é que estávamos de férias escolares e ela também vai acabar. Ou seja, mais uma semana e talvez vamos ter que mudar de escola, já que é mais que provável que acabemos morando em Onyx. E nossa vida vai ter que recomeçar do zero. Quer dizer, agora temos nossos namorados, nossos pais juntos e uma mansão maior do que a outra. Mas em Destiny temos amigos e parentes. E foi a cidade onde nascemos.

–Bev, você está bem?

Pergunta Alef, me trazendo de volta a realidade. Ele me olhava com aqueles olhos azuis celeste exalando exaustão, talvez tentando entender porque eu estava deitada no chão. Perto do que o Alef deve ter passado eu estou no lucro. Afinal, ele era meu guardiao e tinha uma ligação muito especial comigo. Como não respondo nada, Alef levanta uma das suas negras sombrancelhas e sorri como quem faz uma piada interna.

– Que foi?

Pergunto tentando entender porque aquele sorriso estampado em sua face. Alex se aproxima de mim e deita ao meu lado. Ele segura a minha mão. Ela formigou um pouco. Mas isso é um efeito Alef de muito tempo.

–Alef!?

–Você é o meu destino.

–O que?

Pergunto incrédula. Ele já tinha me dito que me amava antes. Mas que eu era o destino dele, talvez seja um pouco extremo. Ainda mais agora que eu sei que fui um acidente e imprudência dos meus pais.

–Não, Bev, você nasceu para ser minha. Não é um acidente, ou uma imprudência. Você tinha que nascer e tinha que me conquistar.

–Porque?

–Boreh não faz metade sem par.

–Hã?

–Já imaginou se eu não tivesse você? O que poderia ter acontecido com sua familia? É provável que eu tivesse achado que eles eram meus inimigos e eles morreriam. Mas você por perto significa que estou controlado ou que posso me controlar.

Explica Alef para o meu pesar. Eu não queria que ele fosse tao dependente de mim. Eu também sou, e sei que se o Alef morre meprotegendo ou acontece alguma coisa com ele por minha culpa, nunca irei me perdoar. E isso nós coloca em uma situação difícil.

–Porque esta tão pessimista por causa de nosso relacionamento? Meu Deus! Bev, o cara sombrio aqui sou eu. Você é a dama da luz. Tem que ser otimista e sempre vê a luz no fim do túnel.

– Porque eu não sei nada de seu novo ofício e acho que vai enjoar de mim no primeiro ano.

Desabafei sincera. Nem eu sabia que me sentia assim. Alef rir de desdém. Ele realmente me dá um sorriso sarcástico lindo que forma aquelas covinhas sedutoras em sua bochecha. Meu coração vai a mil. Aquele nem parecia mais meu Alef. Agora era um enigma a ser resolvido. O filho do Lorde Dark apareceu novamente e agora é para me deixar realmente ansiosa.

–Você está com medo de que eu a abandone?

Pergunta ele brincando com um cacho do meu cabelo. Droga! Eu tinha mesmo que provocar essa criatura cheia de fogo? Vou acabar como ontem: sem dormir.

–Lef, por favor,esquecer isso!

–Por quê?

Indaga teimosamente. Alef começa a acariciar minha bochecha com as pontas dos dedos, descendo até a clavícula em um caminho fogoso. Sem perceber acabo suspirando. Nossas peles se comunicavam bem com fogo e arrepios. Mas parecia que era apenas isso. Seria o que eu tenho com o Alef apenas pele? Espero que não.

–Alef, eu tenho a impressão de que o que temos é apenas pele.

–Sua impressão está errada e agora me sinto na obrigação de te provar isso.

–Como?

–Primeiro de tudo, você confia em mim?

–Confio.

–Ótimo! Agora me diga, se por acaso eu tivesse que sair a trabalho para o exterior e levar-se apenas a secretaria mais nova e na sua cabeça mais bonita do que você no dia do nosso aniversário de namoro, por que eu tinha uma reunião que poderia me promover a um cargo mais importante, como você ficaria ou melhor, o que você faria?

–Desde que a secretária não fosse a Gaia, por mim você poderia ir até com dez.

Respondo demostrando um confiança e desapego que nem eu entendo. Mas eu tenho mais confiança no Alef só que em mim. Ele me parece mais centrado no que quer. E eu estou com dúvidas em algo que ele tem certeza. Minha resposta faz Alef rir. Ele estava torcendo uma mecha do meu cabelo enquanto me olhava intensamente. Eu conhecia aquele olhar intenso. Como o mar em tempestade. Lindo, perigoso e mortal. O pesadelo de qualquer marujo. O desafio de qualquer aventureiro. Como o mar. Assim era o Alef. E eu sou a aventureira que ele queria para desbravar seu oceano de amor. Não ouso perguntar por que eu. Eu queria o Alef. Precisava da adrenalina que ele seria capaz de me provocar.

Alef abaixa lentamente tocando delicadamente seus lábios cálidos e macios. Doces e urgentes eles se moviam com os meus, deliciando se com meu toque. Minhas mãos se embolaram nos seus negros e bagunçados cabelos. Seu cheiro me entorpecia. Alef acariciava minhas costas por trás da camisa que era dele. Fazia círculos de fogo enquanto me beijava cada vez mais com urgência. Aquele fogo, aquele calor e a nessecidade vital de ser tida voltará como se nunca tivesse saido. Queríamos tanto um ao outro. Alef começou a beijar meu pescoço. Um gemido indiscreto acabou saindo do meus labios, e fez Alef rosrosnar como um gato. A lampada em cima de nós piscava indecisa. Seria luz ou trevas. Era tudo tao insano. Tão inacreditável. Tão impossível. Não era normal. Nada daquilo. Mas o que é normal nesse mundo? Alef e eu só fomos feitos um para o outro. O par perfeito. Ímãs gigantes que se atraiam. O que poderia impedir nosso amor? As trevas? Não! Apenas nos mesmos poderíamos nos impedir de ficarmos juntos. E se depender de mim isso não vai acontecer. Eu não só mergulharia como me afogaria naquele oceano de amor que estava a minha disposição.

Notas finais
Agora sim, esse é o penúltimo. O último mesmo e o da Angie que vai ficar com o epílogo.