Notas iniciais
Demorei, mas voltei! A minha demora tem um nome: Feira de Ciências! Desculpas.

O mundo se tornou dourado.

Tudo e todos foram cobertos por um pó dourado e depois sumiram. E o mundo desapareceu. Sobrou somente uma seria impressão de que o mundo, talvez tivesse acabado. Então mudou novamente.

O vazio criou forma. Chão se formou embaixo dos meus pés, mas eu não via nada. Somente sentia o vento em minha nuca, jogando meu cabelo no meu rosto. Um arrepio percorreu minha espinha. Mas o que é que estava acontecendo?A angustia estava corroendo meu coração como o ácido corrói o metal. E não fazia o menor sentindo.

—Eu esperava alguém mais velho.

Disse-me alguém atrás de mim. Virei estupenda. Para dar de cara com um homem. Ele não era como os Garden. Não em questão de beleza, ele era muito bonito a proposito, mas de postura. Depois que conheci os Gardens, eles me passaram uma postura muito protetora. Principalmente Alef. Mas o cara de olhos negros, cabelos loiros tão claros que parecia brancos e de pele mais clara que estava na minha frente não era do mesmo tipo. Ele era soberano, poderoso, e não se lançaria na frente de ninguém que precisar-se. E me dava um grande medo. Ainda mais por causa da capa com capuz preta, e aqueles anéis sombrios. Tipo ele usa uma caveira com olhos de onix no dedo, com vários outros anéis igualmente pesados, como um anel selo, e uma pedra gigantesca de safira.

—Quem é você?

Perguntei cautelosa.

—Drakon Apache.

Disse o cara.

—E o que você quer?Que lugar é esse?E porque eu estou aqui?

Perguntei sem ao menos respirar. Eu não gosto do Drakon, não gosto desse lugar e de nada aqui. Ainda mais porque aqui não tem nada. Nem uma escapatória. Nem uma brecha. Só chão e escuridão.

—Estamos na sua mente. E você se colocou nela. Só estou aproveitando a deixa.

Respondeu ele tocando em minha testa. Seu toque era frio e sem vida como de um cadáver.

—O que você é?E o que quer?

—Sou um sadic. O primeiro dos quatro. E eu quero algo que você tem.–Do que esta falando?

—Tem alguma coisa em seus genes que lhe dar algum poder imenso. Eu o sinto. E o quero.

Explicou Drakon segurando meu pulso, e enfiando as unhas nele sem mais nem menos. Arfei. A dor que senti agora foi o suficiente para me curva. Então ele tirou as unhas e ficou observado meu sangue escorrendo pelo meu pulso, como três pequenos rios vermelhos. Tirei meu pulso brutalmente da mão dele. E o segurei pra evitar que mais sangue escorresse. Como unhas poderiam fazer feridas tão profundas?Não sei. Mas tive a impressão que ele poderia fazer qualquer coisa que quisesse.

—Continuo sem saber do que esta falando.

Rosnei. Meio tonta. Mas o que foi isso?

—Você e suas irmãs têm uma estranha aura de poder. Que atrai os meus servos. Eles têm mudado de lado cada vez mais depois que vocês cresceram. Eu quero saber o porquê disso. E eu vou saber assim que colocar as mãos em vocês.

—Porque se importa?

—Meu reinado não vai acabar por causa de três hibridas humanas, fruto de uma aventura rápida do meu irmão.

—Agora você é meu tio também?

Perguntei. Mas que tipo de parente era esse. Quem precisa de inimigo se seu tio tem a síndrome do titã Cronos. Acabar com toda ameaça ao seu poder, mesmo que essa ameaça seja da sua família. Tipo psicopatia crônica. Da pesada.

—Pra você ver. Não se pode confiar nem mais em sua família. E quem me ensinou isso foi seu pai.

—Porque você não cai fora.

—Não saio até você me expulsar daqui.

—E se eu não te expulsar?

—Você não vai acorda mais.

—Vou morrer?

—Não. Vai estar em coma até se libertar.

—Vou entrar em coma?

—Acabei de dizer isso.

Irritou-se ele. Quem estava presa com um psicopata em sua própria mente aqui sou eu, não ele.–Eu sei não sou surda.

Informei.

—Eu sei que não é.

Rebateu Drakon. Ficamos em silencio por um bom tempo. Drakon só para perturbar começou a comer uma maça, me lembrando a fome voraz em que eu estou. Onde ele tinha arranjado a maça?Eu não sei.

—Você não tem mais o que fazer não?

Rosnei furiosa. Se fosse a Angel ele não estaria mais aqui. Eu já teria acordado e já estaria bem alimentada ou morta. Mas tanto faz. Não tenho a mínima ideia do que esta acontecendo lá fora.

—Já estou fazendo. Deixando-te incapacitada. Fraca e desprotegida. Você e o Alef também.

Respondeu ele friamente. Tive a impressão que ele era calculista ao extremo.

—O Alef?Mas o que o...

—Tem a ver com isso?Bem digamos que aquele passarinho sem asas é um bom peão de meu irmão. Aquela atração e necessidade que ele tem de te proteger tem sido muito útil para ele. Em longo prazo. Se você se envolver com ele, todo plano vai por água abaixo.

—Não vou fazer isso.

—Quer apostar?Dou-te uma semana. Aí eu te capturo. Se Alef tiver sorte e você não se apaixonar por ele vai ter uma morte rápida e indolor. Mas se por acaso ou não você estiver se apaixonado por ele. Bem, vai ser uma execução bem dramática. Do jeito que eu gosto. Com muita dor, vários gritos, sacrifícios e todo aquele drama digno de Romeu e Julieta. E depois suas irmãs e familiares morrem. Como também a esperança de uma nova espécie, mais poderosa que os sadics. E de que vocês vão serão capazes de me derrotar. O que eu duvido muito.

—Vai sair da minha cabeça só para matar alguém?Que tipo de monstro você é?

—Até a próxima Bervely.

Despediu-se Drakon com um sorriso gigantesco estampado no rosto e sumindo em um vulto brilhante. O plano era realmente brilhante. Se eu me apaixonar pelo Alef, e ele tentar matá-lo, vou acabar me sacrificando no lugar dele. E o que quer que esteja em jogo vai acabar. Então não vou me envolver com Alef.

—Então vamos apostar.

Sussurrei azeda. Mesmo que o Drakon seja poderoso e tal ele nunca vai controlar minha vida. Eu não vou deixar. Não vou cair nas garras dele. Nem eu nem minhas irmãs. E o Alef não vai morrer por minha causa.Se depender de mim, Drakon nunca vai conseguir o que quer. Nunca.

Notas finais
E esse daqui é do modelo que mais me lembra o Alef (na minha opinião): http://raquelsendounicamenteraquel.blogspot.com.br/2016/08/inspiracoes-para-personagem-alef.html E comentem, me digam se está bom, o que dá para melhor, vou ver se eu faço o possível. Beijos para vocês.