Irmãs
7 Capítulo 7
Notas iniciais
(ALASCA)
Cece ficou muito tempo em cirurgia. Ei fiquei esperando as primeiras horas sozinha n sala de espera, mais logo Felipe e meu tio chegaram.
–Os médicos ja falaram o que ela quebrou? -perguntou Felipe
–Duas costelas e o braço esquerdo.
Eles ficaram tensos. Até agora só tinham me dito isto. E eu estava preocupada pois a cirurgia estava demorando muito, mais eu acho que é assim mesmo né?
–Alasca... -disse meu tio se aproximando de mim, ele não tinha dito nada desde que chegou, só Felipe conversando sobre o hospital, o único assunto que não seria muito ruim pra conversar nesta situação. -Você precisa me dizer agora o que deu na Cece.
Gelei. O tom dele não estava nada amigável.
–Co-co-como assim? -gaguejei.
–Você deve saber de alguma coisa! Cece tem algum problema bipolar ou algo do gênero?
–Não!! Cece é totalmente saudável!
–Se ela fosse saudável não faria algo assim!
–Se ela fez... isso -como eu conseguia definir, não queria usar aquela outra palavra -deve ter tido algum motivo.
–Preciso que me diga este motivo.
–Eu não sei o motivo!
–Ela esta chateado por morar aqui?
–Não. -respondi
–Ela deixou amigos pra trás?
–Sim, mais conversa com eles todos os dias, não acho que seja o caso.
–Cece estava brigada com sua mãe?
–Não
–Ela ja fez algo assim?
–Claro que não!! Já disse que ela é totalmente normal!
–Cece ja tinha algum namorado? -ele estava me preocupando com as perguntas
–Não! Eu não sei! -elevei minha voz, ele me irritou.
–Ela já... -Tio Théo ia fazer outra pergunta mais Felipe o interrompeu:
–Paaiii!!! -ele gritou -Esta deixando a Alasca assustada!!! Para com essas perguntas sem necessidade! Assim que ver a Cece faça as perguntas diretamente pra ela! Só porque são irmãs não significa que ela saiba toda a vida da Cece.
Tio Théo assentiu e pediu desculpas.
No fundo eu me sentia um pouco culpada. Eu devia ou não saber tudo sobre a minha irmã?? Devia procurar saber se ela tinha problemas pessoais?
No fundo eu me sentia muito culpada.
(CECE)
Eu estava acordada. Pelo visto em um quarto.
Não abri os olhos pois tinha uma conversa rolando no quarto, e eu gostaria de escutá-la.
–Não acho que seja seguro chamar a família sem ver o estado dela ao acordar.
–A família esperou a noite toda! Devemos chama-los -Disse a mulher que parecia ter a voz mais madura, deve ser mais velha.
–E se ela atacar? Viu a ficha? -ela parecia com medo. Nesta ficha deve ter o que fiz em casa. Ninguém pode ter um momento "especial" sem ser interrompida?
Lembrar de mais cedo, me fez lembrar que eu ainda não terminei o que eu tinha de fazer. Mais eu precisava ficar calma para que não percebessem que eu estava acordada.
–Se atacar sedamos novamente — ha-há pensei, quero ver me pegarem desta vez.
Depois de mais uns minutinhos de uma conversa tediante sobre como eu poderia ser perigosa e blá-blá-blá (sério, isso quase me fez pegar no sono mesmo) elas saíram da sala.
Foi quando eu finalmente levantei. Vi que eu estava com o braço engessado e tinha muito algodão e esparadrapo na minha barriga. Tomara que não fique cicatriz... Mais nada disso ia me impedir de fugir daquele hospital.
Demorei mais do que devia pra tirar meu braço do soro, mais logo levantei da cama. Senti dor, muita dor na barriga, acho que tinha quebrado alguma costela, estava doendo muito.
fugi do quarto e andei normalmente pelo corredor, tinha alguns outros pacientes dano uma volta, mais todos estavam acompanhados por enfermeiras ou enfermeiros. Droga, logo logo iriam me notar.
Acelerei o passo quando vi uma placa escrito saída, acho que só tinha que virar mais este corredor e..... AAAI! MERDA.
(ALASCA)
Uma enfermeira que aparentava ter uns 60 anos apareceu na sala de espera.
–Alasca Boss -disse e correu o olho pelas pessoas na sala.
–Eu — me levantei e Felipe e meu tio se levantaram também.
–Poderiam me acompanhar por favor -ela disse e deixou a sala, seguimos ela até o corredor. -Bom, Alice...
–Cece -eu a interrompi — Chame ela de Cece.
–Como preferir -disse -Bom, Cece saiu da cirurgia a algum tempo, não chamamos vocês por medo de sua reação, decidimos esperar ela acordar, mais parece que ela gosta mesmo de dormir e acabou que estava demorando muito. Então pra vocês não ficarem preocupados resolvemos chama-los logo para verem ela. Me acompanhem, vou levá-los até seu quarto.
Estávamos no corredor chegando ao quarto, quando uma enfermeira mais jovem que esta correndo na nossa direção grita para a que nos esta acompanhando:
–Suzana! Houve um problema com Alice.
Quando escutei isto, acho que meu coração parou de bater, todos seguimos a enfermeira mais jovem ao quarto da Cece esperando ver ela machucada ou até pior, mais só encontramos um quarto vazio.
–O que aconteceu?? -Perguntou irritada Suzana
–Meu monitor estava apitando por que tinha algo de errado com o soro de Alice... — não interrompi. — Então vim conferir exatamente a uns 30 segundos e vi o quarto vazio, estava indo lá fora chamar alguém pra procura-la e vi você vindo.
–Temos que achá-la! Ela só poderia sair da cama daqui a umas 2 semanas! Ela acabou de sair da cirurgia! -Suzana gritou e foi lá pra fora fomos atrás dela.
–Atenção!! -ela gritou muito alto e todos no corredor olharam pra ela, a enfermeira mais nova também tinha chamado uns guardas e eles estavam lá -Preciso de ajuda a achar a Cece, a paciente fugiu do quarto e acabou de fazer uma cirurgia grande, ela tem entre 16, 17 anos e da altura dela -apontou pra mim e me olhou — quer dizer, EXATAMENTE , igual a ela. ACHEM-NA!! -Gritou e também correu para achá-la.
(CECE)
MERDA ESTA DOENDO MUITO!
Estava virando o corredor e um brutamontes deu de cara comigo me fazendo cair no chão de tanta dor, ele bateu bem em cima dos aparentemente pontos que eu tinha da cirurgia da costela.
Ele se abaixou pra me ajudar. Era um enfermeiro e eu exagerei, não e um brutamontes mais é bem fortinho. E que lindos músculos....
–Não olha por onde anda !!!??? -berrei pra ele. Bom, o momento boy magia passou pois estou com muita dor mesmo.
–Digo o mesmo -ele disse e me pegou no colo
–Me ponha no chão... Aii!! -me balancei bastante pra ele me soltar mais acabou doendo... muito.
–Não, vou te levar pro seu quarto, qual é o número? -ele perguntou já andando
–QUAL É O NÚMERO PORRA NENHUMA -peguei meu braço bom e apertei seu ombro com uma técnica que aprendi com o meu amigo lá de NY. Ele se contorceu de dor e me deixou cair, assim que caí no chão eu sabia que não conseguiria mais levantar pra andar então fui me arrastando mesmo.
O problema é que ele se recuperou rápido e conseguiu me pegar.
–Me solta!! -Gritei, chutei, me esperneei mais ele não me soltava de jeito nenhum. Mais não pude fazer muito por causa dos meus ferimentos.
–Fugindo do hospital né? -ele perguntou com um sorriso na cara.
–Avá? O espertão só descobriu agora? -eu estava emburrada. Cruzei meus braços e fitei a parede enquanto ele me carregava. -Se não fosse por você eu já estava longe!
–Sorte sua que te achei então. -ele disse ainda com um sorriso no rosto.
–Nossa, como sou sortuda ! ACHO QUE EU DEVIA JOGAR NA LOTERIA! -eu gritei mais ainda fitando a parede.
–Que comecem os lances... -ele murmurou e eu revirei os olhos. Odeio este cara.
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