Irmãs

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Espero que gostem

(ALASCA)

Estávamos no carro a caminho para casa. Tia Esther era uma cirurgiã, cirurgiã pediatra para ser exata, então acho que a casa onde moravam devia ser bem grande. E a Cece comentou que o tio era paisagista. Bom, espero que ele não seja daqueles que só ficam dentro de casa.

Chegamos. Bom eu estava certa. A casa tem 2 andares, parece que tem uma piscina nos fundos e é muito muito bonita. O jardim mais lindo que eu já tinha visto na minha vida

Quando entramos no hall com o tio carregando nossas malas, ele disse:

–Vão lá em cima conhecer seus quartos, toma leva as malas também, são dois quartos separados com um banheiro no meio para vocês. Vamos preparar alguma coisa pra comer enquanto isso. Ahn aproveita e chama o Felipe quando descer. O quarto dele fica de frente ao de vocês -ele disse e foi direto pra cozinha.

–Vamos logo pois estou morrendo de fome -disse Cece e começou a subir com a mala quase correndo

–Me diz quando você não esta com fome -e eu subi atras dela

Os quartos parecem que foram preparados pra nós. Eles estavam bem simples, acho que para nós mesmas personalizarmos. Eu fiquei com o lilás clarinho, era bem espaçoso, no quarto tinha uma cama de casal grande bem no centro com lençóis brancos que alem disso estavam cheirando a lavanda, uma mesa pequena no canto de madeira branca simples com uma cadeira de escritório da cor da parede. Amei. Além do armário também branco de madeira do mesmo material da mesa só que ele tinha flores desenhadas na porta. O da Cece era igual o meu, só que o dela era verde clarinho e a cadeira da mesa dela era da mesma cor, e no armário estavam desenhados umas flores diferentes.

O pior de tudo isso era que nossos quartos estavam separados. Lancei um olhar para Cece, eu estava sentada na cama e ela no banheiro mexendo nos armários.

–Vamos tentar -ela me disse. — Eles prepararam tudo com muito carinho e seria muito vacilo nosso não usar.

–Tudo bem -eu disse

–Chama você o aborrecente pois eu vou descer logo

–Ei, você nem conhece o garoto e já chama ele assim?

–Conheço o tipo — ela disse e desceu.

Foi bem fácil e rápido achar o quarto dele. Tinha uma placa bem grande de "NÃO PERTURBE" na porta.

Eu bati na porta e esperei. Nada.

Coloquei o ouvido na porta para escutar alguma coisa e só ouvi um som abafado de música. Ele não ia me escutar, então abri a porta. O quarto estava um breu, não tinha janela ou então Felipe o tinha escondido muito bem.

Consegui apenas ver uma luzinha no canto, fui até lá e vi que era um ipod, estava em cima de um corpo. Ótimo, achei o Felipe.

Tirei o seu fone e o sacudi, ele apenas resmungou e virou para o outro lado.

–Ei, voce precisa descer. -quando ele escutou minha voz acho que notou que era diferente. Ele virou e me encarou, levantou da cama e foi acender a luz.

Eu ja tinha me acostumado com o escuro, então minha visão ficou sensível quando ele acendeu as luzes e coloquei a mão na cara.

Quando tirei, vi ele na minha frente. Ele era lindo demais, com o cabelo parecido da tia um loiro escuro muito lindo mas tinha os olhos do tio Théo, muitos escuros mais profundos como.... como o oceano. Por que eu tinha passado tanto tempo longe desta linda família? Eu poderia ter crescido junto com este garoto! Ele é o meu priminho eu eu nunca o tinha visto, e o pior, nunca me preocupei em ver, nunca quis vir ao Brasil. Poderia ter pegado doces no Halloween com ele, ter passado o dia de ação de graças, Natal, Páscoa, tudo! Eu poderia ter tirado aquelas fotos constrangedoras que primos tiram na infância, brigas, e eu não tive. Perdi muita coisa, mais agora não vou mais. Ótimo, eu estava chorando.

–O que deu em você? -ele perguntou

–Nada, nada não -menti coçando o olho para disfarçar.

–O que faz no meu quarto depois das 6 horas da noite?

–Vim te chamar pra comer lá em baixo -eu disse

–E quem é você?

–Você não sabia que eu vinha?

–Depende, você é a minha prima que ia passar uns tempos aqui?

–Sim, prazer Alasca -eu disse e ofereci a minha mão, ele apertou. -Olha, eu viajei o dia todo e estou morrendo de fome, vamos descer?

Estávamos descendo as escadas, Felipe foi na frente e estava quase chegando na cozinha quando me lembrei de uma coisa.

Acho que eu tinha que comentar que tinha uma irmã gêmea certo?

"Felipe!" Escutei a voz da Cece gritando e os pulinhos animados dela "Você é tão bonitinho!" ela disse além de muitas outras coisas. Tarde demais.

–Cece não! -eu gritei e fui pra cozinha, só piorou as coisas

Felipe estava com a testa todo enrugada andando de costas para trás, ele estava agitado. Quando me viu começou a andar mais rápido.

–Felipe, — eu disse calmamente -relaxa

Ele ficou mais agitado e esbarrou em alguma coisa, olhei para ver o que era e era um labrador. Olha! Temos cachorro! Mais isso não vem ao caso. Ele esbarrou no cachorro e perdeu o equilíbrio caindo no chão. Ele bateu com a cabeça no chão.

Ótimo, Felipe estava inconsciente.

Notas finais
Se alguém esta gostando comente por favor *-*