Irmãos de Sangue
22 Capítulo 22 - O Lago do Espelho
Notas iniciais
-E para onde exatamente estamos indo? – Monica perguntava inquieta para um Cebola nervoso. E Dc dormia no banco de trás. Chegava a ser engraçado.
- O Lago do Espelho. – Cebola disse animado. Mônica pensou em rir. E o fez, sendo acompanhada por ele.
- Sempre pensei que fosse um conto de fadas. – Questionou Mônica
- Bem vindo ao livro de histórias de Klaus.
Mônica olhou o vampiro que prestava atenção na estrada
- Para que estamos indo lá?
Cebola tirou os olhos da estrada, quase como se não pudesse evitar de olhar para ela.
- Acha que Klaus se daria no trabalho de ir atrás da gente? Esse é o único local onde a magia negra, nem qualquer outra coisa além da telepatia funciona. E provavelmente estamos indo direto para uma de suas armadilhas – Ele a olhou serenamente e sorriu, aquele sorriso que tanto a acalmava. Ele era o seu refugio feliz – Mas eu prefiro arriscar.
Se qualquer outra pessoa a falasse isso, ela estaria pronta para se jogar do carro e rolar todos os quilômetros de volta para o limoeiro. Mas como era ele. Ela confiaria a ele sua alma. Que, entretanto. Já é de seu domínio total.
Eles conversavam melhor assim. Com olhares e toques. Além do mais, Mônica nunca foi muito boa com palavras. Muito menos ele.
Mas ele parecia sempre triste. Como se não achasse uma razão para a própria existência, e que só vivesse por ela. Por ninguém mais. Só por ela.
- Cê... – Ela sussurrou, sua voz quase nula
- Sim...
- Você vive feliz? – Ela quase queria chorar.
- Sabe, Mô...Por séculos eu não vivi. Parece que eu já estava morto. Mas parece que eu acordei quando vi você em minha vida. – Ela sorriu com a resposta
- Não importa o que aconteça... Eu vou te levar comigo Mô... Quando você morrer, eu morro junto – Um desespero invadiu o corpo de Mônica. Mas ela não queria cortar o clima. Teria muito tempo para discutir isso. Não hoje. Não agora.
A viajem seguira tranqüila. Eles se comunicavam em sintonia através de gestos leves.
Mas aí eles chegaram. Aí as coisas ficavam mais tentas.
Primeiro. Teríamos que atravessar um lago de gelo. Até aí moleza.
Ou nem tanto.
- Acorda raio de sol! – Mônica se jogou de barriga de D.C. Era tão estranho como eles criaram uma intimidade tão grande e tão errada em tão pouco tempo.
E ele mostrou-lhe o dedo.
-x-
O Lago de Espelho formava um vasto corpo de água na frente deles, congelado sobre os seus pés, ou assim parecia. Lembrava a eles um espelho de mão. Era aparentemente tão... Frágil.
- Nós podemos andar sobre isso? – Mônica questionou.
- Depende da espessura do gelo no lago – Disse Do Contra , com o seu sorriso de 250 quilowatts – Se for bem grosso, será como andar na terra.
- E se não for?
- Hm, então você terá que boiar.
Do Contra sorriu. E Cebola não pode deixar de abafar um risinho.
Ah, meu deus. Isso foi um erro. Um grande erro.
Mônica empurrou Cebola velozmente e ele caiu de cabeça no chão. Monica pensaria em se preocupar com ele, se não soubesse que ele fosse um vampiro e que daqui a alguns minutos recuperaria a consciência.
O problema foi que ela pulou como um puma na cabeça de D.C, tão rápido que nem um vampiro conseguiu prever seus movimentos. E, convenhamos, ela não era aquele tipo de menina em total forma.
O problema foi que o gelo rachou.
E Mônica fez um buraco no chão onde ela estava. Ah, deu, ela iria cair.
Se braços fortes não a tivessem envolvido antes dela mergulhar na água congelante do lago do espelho
- Obrigada. – Sussurou Monica, percebendo que estava agarrada a ele. Aterrorizada por quase cair daqui para a sua morte certa.
Ele abriu um raro sorriso autentico
- Não mereço um beijo?
- Eu... – Ele a havia salvado da morte certa. Não apenas uma vez. Como poderia, em sã consciência negar um pedido a ele – Só um – Surrou ela.
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