Irmãos de Sangue
14 Capítulo 14 - A Cina dos Salvatore
Notas iniciais
E lá estava eu, numa barraca de acampar. Talvez eu tivesse dormido de mais e acordado achando que todos os meus problemas desapareceriam do mesmo modo como que vieram. Do dia para a noite.
Mas eu ainda estava lá, tudo estava lá e eu quase que não percebo o pequeno objeto presente no cantinho da barraca.
Uma antiga caixinha de bailarina, eu a peguei cuidadosamente, era quase como primitivo e eu tinha medo que quebrassem ou que simplesmente virasse pó.
‘’ Cebola ‘’
Foram essas as primeiras palavras que os meus olhos captaram assim que eu passei os meus olhos pelo papel – que também parecia-me assustadoramente antigo –
Minha amada Monica,
Se um dia estiver lendo isso, Do Contra é um traidor ou algo deu extremamente errado. É uma precaução, amor, se algo der errado eu não quero que você pense nem em mim, nem em ninguém, apenas fuja. Eu espero que você nunca precise ler esta carta.
Espero que você nunca precise ler esta carta.
PS : Só por precaução, caso precise fugir há 20 mil dólares em notas de cem em baixo do fundo falso.
PSS : Se essa carta um dia chegar a você eu quero que você fuja, eu e meu irmão cuidamos do resto.
Mônica sentiu seus olhos ficarem totalmente embaçados pelas lágrimas, mas antes que ela pudesse observar qualquer outra coisa ela olhou no fundo para a bailarina na qual faltavam-se um braço.
Ali, perto daquele braço esquerdo encontrava-se um colar, ela acariciou o colar e viu ali outro curto bilhete
‘’ Era de Sarah, eu dei para ela séculos atrás. Ele é protegido por um forte feitiço, assim como o meu anel e de Do Contra, ele nos protege do sol, caso meu irmão precise te transformar rapidamente, assim você poderá sair ao sol
ps : Séculos atrás eu o dei para Sarah, representando tudo o que eu sintia por ela agora ele é seu, quaso qualquer coisa acontece, fuja. Eu te amo, para sempre! ‘’
Mônica ficou paralisada, ela colocou o colar com as mãos tremulas se levantou com dificuldade. Ela não fugiria, ela se entregaria, para salvar todos.
— Cebola falou que você faria isso
Ela virou-se e deparou-se com uma figura vestida totalmente de preto até os cabelos agora pareciam tão negros quanto a noite e caia para todos os lados.
Mônica teria que ser cega ou uma completa idiota para não admitir que ele era lindo.
Mas não havia tempo para isso.
Mônica tentou correr, mas no seu sub consciente ela já sabia que seria inútil.
- Ei, calma. Relaxa, tudo vai ficar bem... Cebola está vindo para cá. – Uma felicidade súbita invadiu o corpo de Mônica e fez quase ela esquecer o que pretendia fazer,mas ele continuou.
- Eles não fazem idéia aonde estamos, estamos seguros, só precisamos esperar Cebola, ele saberá o que fazer, para onde ir. Voltar lá seria suicídio – Ele disse enquanto apreciava ela se afrouxar em seus braços com uma confiança surpreendente
- Esse era o objetivo, suicídio – Ela disse com brandura
- Seria o meu suicídio também, você quer que eu morra? – Ele perguntou quase como se a desafiasse
Não existiu resposta, mas pode perceber que ela estava completamente frouxa em seus braços e a única coisa que a mantinha em pé era ele.
- Você confia em mim? – Ela disse ainda mais desafiadora e nesse momento os largos braços que a prendiam com um calor acolhedor se soltaram da mesma e ela caiu se joelhos, se levantando rapidamente
Ele a observou um pouco
- Você está parecendo a Wendy
- Que Wendy? – Foi então que Mônica percebeu que estava com uma camisola branca, meio curta na frente de um homem, e ele parecia nem se sentir intimidado, mas ela havia. E nesse exato momento ela se lembrou do sobrenome da menininha do Peter Pan. Mônica sempre foi boa nesse tipo de jogo, mas ele era melhor.
- Ora... Wendy... Darling – Disse Do Contra, sua voz era uma carícia.
(...)
Mônica se sentou no colchão inflável e pegou a bailarina, assim pegando o primeiro bilhete, quase como se procurasse uma falha ali, para que ela pudesse se sacrificar e não ficar remoendo culpa.
Até que ela olha atrás dele. Ali se encontravam uma lista de nomes. Mas os que mais chamaram a sua atenção foram Konnor Salvatore e Mackenzie Salvatore. Cebola devia estar tão eufórico que mal percebera que escrevera atrás de um documento de presença que deveria pelo menos ter 600 anos.
Mônica virou-se para D.C que encontrava-se ao seu lado prestando atenção em cada movimento da mesma.
- Parentes de vocês?! – Ela perguntou relutante
- Os primeiros irmãos Salvatore, soube que eles se odiavam– Ele fechou os olhos, quase como se pensasse em alguma coisa terrível – Esse em o Documento de Presença de alguma coisa. Eu soube também que eles morreram de algo terrível.
Mônica pareceu-se interessada
- Não sei se você é muito boa em história – falou quase como para provocar a mesma, sabia que ela era a primeira da turma, alem da mais popular –Na idade média queimavam pessoas que haviam suspeitas de cometer bruxarismo, uma dia eles queimaram uma igreja, devia ter algo muito importante lá para eles entrarem naquela igreja
Monica ficou interessada ainda mais.
- Por que eles se odiavam? por que eles voltaram para a igreja? – Ela estava extasiada
- Uma mulher. – Ele olhou profundamente nos olhos da mesma, como se procurasse algo perdido – Não é sempre pelo amor de uma mulher?
Mônica sentiu-se mal, mais do que deveria
- Amar mulheres, essa é a sina dos irmãos Salvatores, nós somos patéticos!
Ele olhava para o nada e ela prontou-se
- E sobre você, Sarah e Cebola. O que aconteceu? – Ela parecia ainda mais interessada.
- Essa parte da história Cebola conta para você – Ele percebeu a dúvida nos olhos de Mônica
- Bem vindo ao cantinho da história, irmão... – D.C falou com desgosto.
E bem ali, parado na soleira da porta encontrava-se impecável como sempre, calça jeans preta e blusa verde, seus traços bem definidos a encantavam tanto. Só ali que ela percebeu o quanto ele era parecido com o irmão, o que jamais suspeitaria.
Mônica saltou do colchão e pulou com os braços entrelaçados no pescoço daquele que ela tanto amava enquanto D.C revirava os olhos.
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