Irmãos de Sangue

13 Capítulo 13 - Companheiro de Viajem


Notas iniciais
LEITOREES! EU ESTOU DE VOLTA...
demorei? mas voces tambem demoram para mandar reviews... e eu nao tenho nenhuma recomendação.. kkkk daqui a pouco eu começo a subornar vocês!

Pessoal vamos pressupor que a época em que isso se passa não seja mais em 18... vamos imaginar que estamos em 2009 que fica muito mais... normal

- E para onde exatamente você está me levando – D.C não tirava os olhos da estrada, mas tinha certeza que Mônica semicerrou seus olhos, como um gato.

- Nárnia

Mônica pensou em rir, mas esse não era o momento.

- Eu não estou para brincadeira, garoto! – D.C riu

- Garoto?! Eu estou mais para lorde, senhor, talvez – ele sorriu e ela revirou os olhos.

- Enfim, eu quero saber direito para onde estou indo, Cebola está preocupado e quer saber para onde você está me levando, acabou de perguntar... – Mônica comentou nervosa

- Não sei se você sabe... Mas aqui não tem sinal. – Ele disse sínico – talvez você esteja com medo para onde eu estarei levando você.

Mônica buscou desculpas no ar, porém, nada veio.

Quase como se lê-se os pensamentos dela, ele tira seus olhos da direção.

- Eu não posso dizer para onde estamos indo, porque qualquer vampiro pode te compelir... você não usa verbena.

- Então me dê!

D.C revira os olhos.

- Como eu vou te dar verbena se eu não posso nem chegar perto dela... – Ele observa o olhar confuso nos olhos da mesma e bufa – Vampiros perdem os poderes de compelir, como também são proibidos de chegar perto, é como ácido, corroe.

Mônica estremeceu, e a partir daí um longo silêncio prevaleceu.

- Ah, eu não agüento isso... – DC ficou irritado com o silêncio deles – Aqui, leia. – E entregou a mesma um caderno antigo.

- O que é isso?!

- Um dos diários de Cebola. – Ele ri – ele tem milhares disso

- Eu não posso ler isso!

- E por que não?! – Ele ficou confuso.

- Porque ele não leria o meu. – Ela disse como se fosse óbvio.

Ele fica nervoso e pega das mãos frágeis da menina

- 1960, Querido Diário – D.C começa – Hoje amanheci com sangue nas mãos de pessoas que não conheço, ao lado de mulheres do qual não me lembro, todas despidas. – Mônica fica surpresa, porém ainda mais irritada com D.C que continua – Ah, meu Deus, Cebola não é mais virgem! – Ele fez se de ofendido.

Mônica revira os olhos

- E o que você fazia nos anos 60? Lutava pelo direito das mulheres? – Monica bufa

- Hunf! Não sabe a mísera metade de todos os acontecimentos históricos que eu fiz e que estão em nome de outros – D.C sorri triunfante, causando interesse em Mônica – Adivinha quem foi Picasso?

O resto da viajem seguiu-se tranqüila, risos, foi leve e Mônica quase se perguntava se lá no fundo, talvez, D.C também não se encaixava no grupo ‘’ pessoas ‘’

Na pequena cidade, Cebola tratava de cuidar de tudo, era extremamente cansativo, mas tudo valeria a pensa se no final ele ficasse com a pessoa que ele ama, na qual ele esperou século após século, pacientemente. Talvez, apenas talvez, se alguma coisa não atrapalhasse... Se alguém não atrapalhasse... novamente.

- E paramos por que? – Monica sentia-se perdida depois de tantas informações, depois de tantos anos de pura enganação no colégio, sentia que anos de sua vida foram desperdiçados com nada, nada estava certo e o mundo não fazia mais sentido, mas nunca havia feito.

- Nós precisamos parar né? Filha, não é você que paga o combustível – D.C disse enquanto tirava algumas coisas do porta malas do carro com o mesmo cuidado que um humano teria, quase que como para se iludir.

- Mas, você não pode fazer aquele seu negocinho do olho com o frentista e conseguir gasolina grátis? – Ela disse confusa, tantas informações.

- Todos aqui usam verbena, o governo sabe a existência de vampiros, eles só não informam a população para não causar o pânico geral, eles colocam na água da cidade, arght, e odeio isso, eu queria tanto ir embora...

- E por que não vai?

Está era uma ótima pergunta, que no fundo, ele mesmo soubesse a resposta, só não precisava admitir.

- Tédio. – Mentiu.

-x-

Eu estava faminta. E deixaria isso transparecer. Precisava de comida, mas acima de tudo, precisava de Cebola.

‘’ Será que eu teria amado Cebola se soubesse desde o início que ele era um vampiro? Sim!Sim!Sim! Eu teria me apaixonado por ele independente de qualquer outra coisa! Mas isso mudou a tudo... E mudou a mim – Mônica desenhava com o dedo em sua camisola – Veja você, os vampiros demonstram amor trocando sangue. O problema era que... eu estava partilhando sangue com D.c também. Não por opção, ele simplesmente andava me perseguindo, e parece que naquele momento, ele estava na hora certe e no local certo. ‘’

- EU QUERO COMER! – D.C parecia ignorar totalmente os meus berros enquanto terminava de montar a barraca – Mas, que droga, eu simplesmente não almocei, agora também não posso jantar?!

D.C parou, se controlou, e tirou de si o máximo de calma que conseguiu encontrar – e não foi lá essas coisas –

- Ok, fique aqui e tente não morrer enquanto eu vou ali mesmo arranjar alguma coisa para você comer – E para mim. mas essa parte ele não precisava pronunciar -

Mônica olhou no relógio, 6:10, era ainda tão cedo, mas ela estava tão cansada, com uma vontade tão grande de chorar, de se entregar e salvar logo todos os que ela ama, seria tão fácil, mas ela não daria esse gosto a quem quer que quisesse e não faria Cebola sofrer, de novo – nem D.C –

A garota parecia embriagada de tanto choro, e com as mãos tremendo – quase como se duvidasse da capacidade de mover as suas mãos, ela já havia descoberto tantas coisas no mundo que simplesmente não deveria saber, que não se surpreenderia se um E.T rosa caísse em cima da barraca procurando uma melancia – Então, mesmo com as mãos tremendo ficou firme e apenas pronunciou

- Querido Diário,- sussurrou — Isso não é frustrante?...

Notas finais
Espero que tenham gostado...