Irmãos de Sangue
10 Capítulo 10 - Irmãos de Sangue
Notas iniciais
Nada na minha vida faria mais sentido, tudo o que eu acreditava, todas das minhas crenças, tinham virado pó.
Eu realmente não queria enxergar o que estava na minha frente. Mas isso não era possível.
Eu só sabia de uma coisa. Eu tinha que sair de perto deles o mais rápido possível.
– O que vocês são? – Eu perguntei, mas as palavras mal saiam de minha boca, eu queria correr e sair dali, mas cada célula do meu corpo berrava ao contrario.
– Eu acho que você sabe a resposta. – o garoto que se identificou como Do Contra me falou.
– o que vocês são? – repeti a a pergunta.
– Somos vampiros – Cebola foi direto ao ponto e assim eu desmoronei.
– Isso não é possível! – Eu gritei enquanto tremia.
Então num pulo eu levantei e foi em direção a porta, corri o Maximo que o meu corpo conseguia agüentar, eu não conseguia explicar em palavras o que eu estava sentindo e eu so sabia correr.
Mas quando eu vi eles estavam na minha frente e eu olhei para trás.
– Por favor, não tenha medo de mim... – Cebola fitou-me
– por favor, me deixe ir...
Ele parou.
– Voce pode me odiar pelo resto da sua vida, mas você não pode contar isso para ninguém.
– Por favor, me deixa em paz... – Eu queria chorar, mas eu tinha que manter a minha expressão firme, não podia demonstrar sinal de fraquesa.
Até que do contra toma o lugar de Cebola e semissera seus olhos
– Agora você vai ficar aqui quietinha e ouvir a nossa explicação.
Eu estava sentindo mais medo do que qualquer outro momento de minha vida, mas o meu corpo parou e Cebola olhou com reprovação para o irmão.
– Sabe outro jeito de fazer ela calar a boca?
Eu fiquei quieta por aqueles momentos que eles me explicavam tudo, eu queria sair dali, eu queria correr sem olhar para trás, mas o meu corpo não parecia mais me obedecer, eu apenas escutava e fazia perguntas vez ou outra.
– E sobre o sol?
– Lenda urbana.
– Água benta?
– da até para beber...
– E estaca no coração?
Eles riram de lado
– Sim, mas uma estaca no coração mata qualquer um... – Mas, você sabe, podemos compelir você para fazer certas coisas, somos extremamente fortes, nos curamos rapidamente e é extremamente difícil de nos matar...
– Voces são tipo super homens? – perguntei mas no minuto seguinte eu me arrependi do que eu fiz porque eles riram.
– Voces não envelhecem?
– O que você acha? Eu tenho tipo, 522 anos se minhas contas estiverem certas, você estaria agora conversando com pó.
Nos nascemos, crescemos e morremos, é a lei da vida, isso é uma maldição, ver todos os que você ama morrendo aos poucos sem você, passar a vida toda completamente, sozinha. Bastaria para mim ter uma vida plena e feliz ao lado de alguém que eu amo.
– Mas por que aquele vampiro queria comigo? E porque eu me pareço tanto com a Sarah?
Minha cabeça estava a mil. Eu estava com uma vontade impossível de sair correndo dali, contar tudo, chorar, mas eu sentia que não podia, alem do mais eu poderia ser morta por eles logo depois, quero dizer, eu acho.
– Ela é uma duplicata. – Do Contra falou e Cebola e eu direcionamos os nossos olhos curiosos para cima dele. Parecia que nem eu nem ele sabia do que se tratava.
– Duplicata? – Cebola perguntou surpreso, já eu achava aquilo bem possível, porque eu estava naquele comento conversando com dois vampiros.
1940 –
– Você... Sarah, você é... um demônio! Saia de perto de mim – Cebola gritava exasperado.
– Sh... – ela semisserou os olhos brilhantes – Voce não irá contar para ninguém, nada entre a gente mudou. Continuaremos como antes.
– Sim, continuaremos
Ela sorriu
– Não faz idéia do futuro que planejei para nós! Voce, eu e Do Contra. Sem regras, ficaremos os três juntos, para sempre, e sempre.
Nada mais importava naquele momento e eu senti as suas presas afiadas em mim e o veneno se espalhando pelo meu corpo.Cebola and Sarah x Do Contra e Sarah ( por ultimo )
Fale com o autor