Irmãos, Apenas Irmãos...
41 Capítulo 41 - Você está estragando a sua vida!
Notas iniciais
Espero que gostem. Caprichei para caramba nesse.
Faltam 11 reviews para os 200, por isso aviso que se ainda hoje chegar lá nos 200, publico a continuação hoje!!
Por isso já sabem se querem mais comentem!!
Boa leitura...
Já não falava com Bernardo á mais de uma semana. Nos víamos todos os dias porque vivíamos na mesma casa mais já nem sequer falávamos. Estávamos de relações cortadas. Até nossos pais achavam tudo aquilo muito estranho. As brigas do costume eram poucas ou até inexistentes. Bernardo apenas se dirigia a mim para me pedir o controle ou para eu lhe passar o suco. Não íamos para a escola junto. Bernardo ia no carro e eu ia a pé.
O que nos unia era apenas a Marta e o Miguel. O clima estava chato entre a gente e acho que eles os dois já começavam a notar isso e a se sentir mal com a situação.
Essa noite Bernardo não tinha dormido em casa e já não o via desde ontem no fim das classes. Não queria ligar para o seu sumiço mais era impossível. Não havia um único momento em que não estivesse pensando onde ele podia estar. Já estava começando a ficar preocupada. Mas ainda duvidava da minha preocupação. Eu ali preocupada e ele devia estar enfiado na cama com uma vadia que encontrou num barzinho qualquer ontem e que lhe ofereceu luxuria e prazer, mas por outro lado, eu achava muito estranho Bernardo ainda não ter voltado. Ele não é daqueles que gosta de acordar ao lado da garota e lhe desejar os bons dias.
Andava de pijama na casa de um lado para o outro. Era sábado e meu pai estava trabalhando, Carolina tinha ido ás comprar com as amigas e só eu e Kate é que estávamos em casa.
_Kate? – chamei, estava já tomando meu café da manhã.
_Diga, menina, quer alguma coisa?
_O Bernardo já chegou? – quis confirmar pelo sim ou pelo não.
_Não. Não o vejo desde ontem de manhã. Ele nem em casa dormiu. A Senhora Carolina já está farta de lhe ligar mais ele não atende o celular. Ela está já ficando preocupada.
_Tá obrigada pela informação.
_Ora essa menina. – ela já estava saindo quando a voltei a chamar.
_Kate. – ela respondeu um “sim” e se voltou para mim. – Já tomou o café da manhã?
_Sabe que não. Eu só tomo quando vocês acabarem todos de comer.
_Então porque não senta aqui e come comigo?
_Ai, não, menina Leonor. Eu não estou autorizada a fazer isso. Eu não posso.
_Mas se eu autorizar você pode. Vá sente ai e coma. Afinal quantas vezes você fez esses bolos e essas coisas todas boas e as provou?
_Nunca.
_Viu. Senta ai e coma. Não está cá ninguém em casa e eu não quero comer sozinha. Vá sente! – puxei a cadeira para a ela e ela se sentou.
Comecei enchendo o prato de Kate e quando demos pela gente estávamos as duas rindo. Ela me estava contando as aventuras de Bernardo quando era mais novo e ele era um verdadeiro regila. Havia uma pergunta entalada em minha garganta que só Kate podia responder.
_E como era o pai do Bernardo? Você o conheceu? – Kate pousou o garfo no prato e me olhou.
_Eu comecei a trabalhar para a Dona Carolina depois dela vir morar para aqui. Por isso não conheci o sei pai muito bem. Mas por aquilo que o menino Bernardo falava ele era muito bom pai apesar de não ter sido muito bom marido. Bernardo sofreu muito com a mudança de cidade e de pessoas. Ele não compreendia muito bem a ideia de ter deixado o pai porque sim. Dava com ele muitas vezes chorando dentro do armário ou triste no balanço do jardim. Ele falava que tinha o pai melhor do mundo e chegou a deixar de falar com a mãe por a culpar por não voltar a o ver. Bernardo adorava o pai, mas depois que soube da história na real acho que deu razão á mãe e aceitou a mudança, mas ainda hoje pode não parecer mais ele sente a falta de um pai. – fiquei atenta na explicação de Kate.
Meu celular tocou e eu subi para pegar ele em meu quarto. Era Miguel. O que queria ele?
_Alô!
_Oi. Olhe eu estou lhe ligando porque, queria saber se aconteceu alguma coisa.
_Alguma coisa? Meu filho acontecem muitas diariamente.
_Dá para parar com gracinhas e ouvir o que tenho para falar? Não vejo Bernardo desde ontem e já estou farto de ligar para ele e nada. Ele está ai em casa?
_Não. Também já não vejo ele desde ontem.
_Como assim não vê?
_Ele não dormiu cá em casa e Kate diz que já não vem aqui desde ontem de manhã.
_E você sabe onde ele está?
_Não sei, mais imagino.
_Imagina? – ele perguntou irónico.
_Ontem foi sexta hoje é sábado. Tenho á certeza que ele deve estar na casa de uma garota qualquer se entregando ao amor propriamente dito.
_Não. Se desengane. Bernardo não é de dormir com ninguém ele usa e quando pode vem embora e deixa a garota na mesma noite.
_ Então, onde você acha que ele pode estar?
_Não sei. Isso aqui é tudo muito estranho. Bernardo pode ser de tudo, mas de sumiços ele não é.
_E o que pensa fazer?
_Vou dar umas voltas pela cidade e ver se o vejo.
_Tá bom. Eu vou procurar ele também pela vizinhança. Se tiver noticia eu te ligo.
_Tá bom. O mesmo faço com você.
Desliguei o celular e procurei uma roupa para vestir. Cada vez estava mais preocupada. Uns nervos incapazes de controlar. Peguei uma bolsa e pus lá dentro meu celular.
Desci rápido e apanhei Kate levantando a mesa.
_Vai sair? – ela preguntou.
_Sim. Vou dar umas voltas por aí. – não queria preocupar Kate por isso usei uma desculpa qualquer. — Não sei se chego a tempo para almoçar. Por isso não esperem por mim. Tá bom?
Virei costas e me dirigi á porta.
Sai e quando finalmente me livrei dos muros altos de minha casa, olhei em volta pensando no primeiro local á ir. Não sabia por onde havia de começar, mas por algum lado tinha que ser.
Foi até ao centro da cidade e o fiquei procurando em todo o sitio. Não estava no parque, nem no campo de jogos, fui no bar e a única coisa que me disseram foi que ele tinha estado lá na noite anterior. Varri tudo o que era canto e nada. Bernardo não estava em sitio nenhum.
Esse garoto tinha mesmo sumido.
Pus me pensando onde o havia de encontrar mais e lembrei que faltava um lugar. A praia.
Peguei um táxi e corri para lá. Estava andando pelo areal procurando alguém minimamente parecida com Bernardo e foram muitas as pessoas que eu cheguei ao pé e falei. “Desculpe, é que me pareceu ser outra pessoa.”
Já estava desistindo de minha busca quando vi um garoto isolado de todo o mundo sentado na areia. Era parecido com Bernardo. Não. Estou mentindo. Era idêntico a Bernardo. Me aproximei mais e confirmei minhas suspeitas. Era mesmo Bernardo. Sentei de mansinho ao seu lado e olhei o infinito também. Uma aragem quente fazia meus cabelos esvoaçarem pelo ar.
Bernardo notou a minha presença e me olhou admirado.
_O que está fazendo aqui?
_Você estive fumando? – falei quando senti um cheiro forte vindo de sua roupa.
_O que tem a haver com isso?
_Ah, eu não acredito. Pra quê que fez isso? Você está estragando a sua vida!
_Não. Quem estragou minha vida foi você. – ele falou rude.
Bernardo não estava bem e dava para perceber que estive chorando tinhas os olhos pisados e inchados. Me aproximei mais dele. Ele tinha estado a beber, pois tresandava a Vodka e a tabaco.
_Você também estive bebendo. Por isso é que não está dizendo coisa com coisa.
_Não se costuma dizer que quem está sobre o efeito do álcool, é quem diz mais verdades? Se minto é porque minto se não minto é porque passo por mentiroso. Chega Leonor, chega. Cansei. Estou farto de aguentar toda essa situação e fazer de conta que nada rolou. Estou farto de passar por você e nem sequer nos falarmos. Estou farto de te ver falando com outros garotos. Estou farto de me passar por forte quando na realidade eu tenho sido fraco, agora eu sou sempre fraco e tudo o que faço é mal feito. Estou farto de tentar provar para você que não fiz nada e que não beijei ninguém e você não acreditar. Estou farto de tentar galantear outra garota, ou de a beijar para te esquecer e não conseguir porque você não sai de mim, seu olhar não sai de mim, sua voz não sai de mim, seu cheiro, seu toque, seu jeito, nada sai de dentro de mim. Cansei de ter você vinte e cinco horas por dia em minha cabeça pairando. Cansei de ver você passar todo o dia na minha frente e eu não puder te beijar, te abraçar, te acarinhar… Estou farto de te am… — não o deixei acabar porque não queria ouvir aquela palavrinha constituída por apenas quatro letrinhas que tinham o maior valor do mundo e que nem sequer tinha a certeza se o significado dirigido a mim era real ou consequência da embriaguez.
_E era preciso beber e fumar, Bernardo?
_Isso ajuda a esquecer. – Bernardo não olhou um único segundo para mim. Estava de olhos fixos no horizonte
_Ajuda a esquecer no momento, seu idiota. Porque eu tenho a certeza que daqui a umas horas você vai cansar. Mas sabe do quê? Vai cansar da dor de cabeça horrível eu vai sentir, graças a essa sua atitude louca. Agora vamo. Você está precisando de um banho gelado.
Tentei levantar Bernardo mais foi em vão. Ele era pesado demais para mim. Peguei no celular e liguei para Miguel. Ele era o único que podia ajudar naquele momento.
_Miguel? Encontrei ele. Estamos na praia e ele não está nada bem. Estive bebendo e… — preferi não falar a parte do fumar – eu não o consigo levar daqui. Será não podia vir cá dar uma ajuda. Ele está completamente fora de si. Tá bom. Não demore.
Miguel disse que vinha ao meu encontro e eu apenas tinha um remédio esperar ele chegar.
_Você tem noção que deixou todo o mundo preocupado? Miguel e eu andamos loucos á sua procura, por todo o lugar. Já para não falar de sua mãe que também já está começando a entrar em estresse.
_Eu também procurei você em todo o lugar para te dar uma justificação acerca de Rita e do beijo! Também entrei em estresse por estar preocupado com você...
_Não compare uma coisa com a outra. São duas situações bem diferentes! – falei autoritária e no mesmo tão dele.
_Tem certeza? – Pela primeira vez ele me encarou olho no olho. Via tristeza em seu olhar, desilusão, desgosto, desconsolo…
_Porque fez isso hein?
_Porque acho que …
Ele não conseguiu acabar a frase porque Miguel apareceu.
_Como você tá? – Bernardo não respondeu e desviou o olhar de novo.
_Ele está mal e precisando de um banho gelado. – tomei a palavra.
_Tanta água á volta, porque não toma um já aqui?
_Deixe de ser bobo. E me ajuda com ele. Ele está precisando de ajuda não de piadinhas foleiras. – estava levantando Bernardo por um braço enquanto Miguel segurava no outro. Acha que dá para a gente fazer isso em sua casa? È que se eu aparecer em minha casa com ele vai dar encrenca.
_Não tem problema nenhum. Pode fazer lá o que quiser. Agora vamo. – o erguemos totalmente. – Caraca , ele é pesado demais…
Notas finais
Espero que tenham gostado e espero também que estejam ansiosos para a continuação que se quiserem e comentarem até aos 200 reviews chega ainda hoje!!
Bjs para todos os meus pequenos leitores que ainda me aturam!!
Duda c(:
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