Irmãos, Apenas Irmãos...
4 Capítulo 4 - Mas que falta de mau gosto, hein!!!
Notas iniciais
Espero que gostem.
Estava chegando na porta de meu quarto quando ouvi alguém tocando violão. Uma musica calma. Cantava em algumas partes, não muitas mas era o violão que decorava a musica. Tinha suavidade na melodia.
O som vinha do quarto em frente. Ou seja do quarto do Bernardo.
Não sabia que o Bernardo tocava. Encostei meu ouvido na porta e as minhas suspeitas se confirmavam era Bernardo que estava cantando e tocando violão. Me deixei estar por algum tempo colada a porta e quando a musica terminou corri para meu quarto.
A cama já estava feita, e a roupa do banheiro também já não estava lá. A Kate de certeza que já tinha passado por meu quarto para dar um jeito. Olhei para o visor do meu celular, marcava 11 : 42 horas, com tanta coisa, tanta coisa eu acabei não dando conta do tempo passar. Já era tarde e não dava tempo para dar uma volta como queria. Preferi deixar a volta para depois e disquei o numero da mamãe. Precisava de falar com ela.
_Oi mãe. – um grande grito veio do outro lado da linha assim que me pronunciei.
_Mãe calma, muita calma. Faça uma pergunta de cada vez. – Minha mãe estava eufórica, gritava e grunhia. Nem dava tempo para eu falar. Tava me bombardeando com muitas questões seguidas.
_Sim mãe eu dormi bem, meu quarto é lindo, comi no jantar, tomei um bom café da manhã, já guardei minha roupa, tratei bem a Carolina,… — com minha mãe eu tinha que contar tudo tintim por tintim e não podia falhar nenhum pormenor. Tava a ter uma boa conversa com minha mãe até ela me questionar sobre o Bernardo. – Ah, o filho da Carolina mãe? – minha mãe disse um sim curioso, assim que eu lhe perguntei de que Bernardo ela tava falando, hesitei em lhe responder mais depois… – Ele é um chato, um provocador, um doido, um machista, um preconceituoso, um resmungão, mais um tremendo gato. Ele é tudo de bom, tirando o seu feitio que me irrita, que me faz perder a cabeça, que me faz o odiar. – Disse tão rápido estas palavras que acho que minha mãe não entendeu nada. Não queria estar alimentando esta conversa muito mais pois sabia onde ela iria ter, por isso desviei o assunto e disse que tinha que ir, que meu pai estava chamando.
Desliguei o celular e fui até minhas malas. Ontem tinha arrumado tudo menos uma caixa de recordações. A Minha Caixa de Recordações.
Me joguei na cama e virei tudo o que aquela caixa contia. Fotografias, bilhetes, pulseiras, papeizinhos rasgados, pedaços de folhas de livro,… Tudo estava jogado na cama. Fui espalhando as fotos pelo quarto quando uma me chamou a atenção.
Era de uma menina de seis anos. Uma menina com um sorriso de orelha a orelha com uma fita no cabelo que brincava com uma boneca. Pensar que essa menina fui eu era estranho. Como eu mudei, como eu encarava a vida e como eu a vejo agora. Como eu sonhava com o futuro e como ele foi. Recordações e imagens dos meus 17 anos de vida pairaram por minha cabeça. Uma gota salgada percorreu meu rosto e caiu na cama, manchando uma pequena área. Quem dei por mim não era uma mais sim muitas gotas salgadas desenhavam em meu rosto linhas curcas perfeitas. Fui passando e vendo mais fotografias quando um barulho vindo do corredor me chamou a atenção.
Pareciam gemidos e gritinhos. Fui até lá e olhei para todos os lados. Os barulhos vinham do quarto do Bernardo. Estava já com a mão perto do puxador da porta quando me arrependo. Ouço alguém gemer o nome do Bernardo eme deu uma vontade enorme de vomitar. Ele só podia estar brincando. Trazer uma garota para casa comigo e com o meu pai em casa era tão, tão, tão,…
Voltei para meu quarto com uma raiva gigante. Deitei de novo na cama mas por muito que eu tivesse remexendo nas fotos, o que se passava no quarto ao lado estava me incomodando.
Desci e fui para a sala. Fui ao escritório ver se meu pai estava lá. Não estava. Fui na cozinha e ele também não estava, procurei em todo o condomínio e nada. Meu pai devia ter saído mesmo de casa.
Espetacular, agora eu estava em casa sozinha com o meu meio irmão que estava em seu quarto, mais propriamente na cama, dando prazer a uma garota que eu nem sequer sabia o nome.
Sentei no sofá e liguei a televisão, aumentei o volume de modo a não ouvir os ruidos vindos do andar de cima.
Passado algum tempo ouvi passos. Alguém estava descendo as escadas. Olhei para lá e era Bernardo. Tinha o cabelo desarrumado e vinha com um sorriso no rosto.
Me dirigi a ele:
_Então já acabou a chinfrineira?
_Há já chegou!
_Eu não cheguei a sair. – respondi ironicamente.
_Mas qual chinfrineira?
_Você tem que pedir as suas amigas, aquelas que você insiste em trazer cá pra casa, para baixarem o volume dos gritinhos e dos gemidinhos. Haja paciência.
_Eu não tenho culpa de ser bom na cama! -ele falou se aproximando cada vez mais de mim.
_Ah, eu vou vomitar! Mas a garota vaza ou não??
Quando digo isso, uma menina loira, desce as escadas ainda apertando as calças.
_Então Bernardo vamos?
Ela levantou o olho daquilo que estava a fazer e me encarou.
_Então minha amiga, como vai a sua saúde, tome cuidado em ó barulho que se ouvia daqui de baixo é caso para chamar os bombeiros.
Ela olhou para Bernardo que me fuzilava com os olhos cheios de raiva. Ela começou fazendo perguntas pra ele e eu ainda aumentei mais o volume. Não estava para ficar ouvindo conversinhas de casal. Bernardo vem em volta do sofá e grita bem alto para eu ouvir:
_Pode baixar o som da televisão a Rita já está de saída.
_O som não está alto por vossa causa ok!!
_Então você deve estar com problemas de audição!
_Ah??? — fiz de conta que não ouvi e voltei a olhar para o grande televisor na minha frente.
_Bernardo me acompanha á porta? – A loira, que o Bernardo tinha chamado de Rita, perguntou a ele.
_Mais a gente está praticamente ao pé da porta. – O meu meio irmão respondeu sem intender o que a garota lhe queria dizer.
_Não é isso seu bobo. Eu quero que você se despeça de mim em condições.
Mal disse isso a garota se jogou em cima de Bernardo e o beijou, quase arrancando sua língua fora. E eu estava ali assistindo a tudo. Que nojo. Será que a garota tinha ao menos um pouco de educação. Parecia que não.
Bernardo ficou lá parado depois daquilo com os lábios carnudos inchados vendo a moça loira sair de nossa casa.
Até que se moveu para a frente da televisão.
_Se importa, eu tava vendo o filme.
_Não, só saio daqui quando você baixar o som.
Peguei no controle e baixei o volume. Vi ele ir pegar no telefone e discar um numero qualquer.
_Sim queria quatro pizzas. Com queijo, tomate, cogumelos e bacon. Não sem espinafres. Ok. Obrigada e não demore tá.
Voltou a por o telefone no suporte e veio se sentar ao meu lado. Bem ele tinha uma lata. Sem pedir pegou no controle e mudou de canal.
_Hein, eu tava vendo… — Ele não me deixou terminar e…
Notas finais
O que acharam que o bernardo fez?? qual será a ração da Leonor??
Deixem reviews.
Hoje este é o ultimo amanhã á mais.
Bjs Duda xD
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