Iris

7 Se Conhecendo um Pouco


Notas iniciais
Olá Boa leitura!

Regina P.O.V.

Já está beirando a hora do almoço e ainda não houve se quer uma ocorrência. Fiquei a manhã toda fazendo absolutamente nada!

Girei minha cadeira para ficar de frente a loira que estava olhando atentamente a tela do computador. — Detetive Swan? Ao ouvir seu nome parou de olhar para ele e retirou o único fone que usava.

— Só Emma por favor.

— Emma. — Me corrigi e ela sorriu. – Aqui é sempre assim? Desculpa ter te atrapalhado.

— Assim como? Morto? — Assenti. – Grande parte do tempo sim. — Disse desanimada. – Mas se você arranjar algo para se distrair o tempo “livre”. — Fez aspas com as mãos. – Passa rapidinho.

— O que você gosta de fazer para matar o tempo Dete... — Me olhou e balançou a cabeça em sinal de reprovação. – Emma?

— Geralmente eu como e assisto alguma coisa.

— Como agora? — Apontei para o computador.

— Isso mesmo! Só faltou a comida. — Olhou para o relógio pendurado na parede a nossa frente. – Meio que já está na hora do almoço, quer ir almoçar comigo?

Ir almoçar com mulher legal e bonita? Quem sou eu pra negar?

— Claro! Aonde vamos? — Começamos a caminhar em direção a saída.

— Você gosta de hambúrguer?

— Sim!

— Então é minha obrigação te levar onde fazem os melhores hamburguês dessa cidade!

— Acho que nem vai ser tudo isso não. — Provoquei.

— Você vai se arrepender de ter dito isso. — Seu tom foi brincalhão.

Andamos três quadras até chegarmos em frente a um estabelecimento charmoso com uma placa escrita “Granny's Diner”. A lanchonete tinha poucas pessoas, escolhemos uma mesa e rapidamente uma senhora simpática veio nos atender.

— Olá Emma e moça bonita. — Sorriu.

— Oi Granny, e a moça bonita se chama Regina. — Sorriu para mim

— Olá.

— O que vão querer? — Perguntou se preparando para anotar.

— Quero um x-bacon, uma porção grande de batata e coca.

— Vou querer o mesmo que ela mas no lugar da coca quero um suco de laranja, por favor.

— Ok, já trago o pedido de vocês. — Se dirigiu para trás do balcão.

— Até agora o que achou seu primeiro dia aqui? — Perguntou me olhando.

— Completamente diferente.

— Te entendo, quando voltei de Nova Iorque também senti um choque, olha que eu sou daqui.

— Fora essa calmaria absurda e eu ter que lidar com o fato de que a Liv já não é mais criança, quase não tive choque algum. — Ri.

— A Liv não é exatamente criança a muito tempo.

Queria poder berrar e dizer que ela não sabe nada da minha filha, mas acho que aqui a situação é inversa.

— Ela e o Henry sempre foram muito responsáveis, bom pelo menos até ele enfiar meu carro no poste. — Sorriu sem humor.

— Aqui está o pedido de vocês. — A senhora que Emma tinha chamado de Granny voltou com duas bandejas, as deixou na mesa e se dirigiu de volta para trás do balcão.

— Experimenta e me diz o que achou. — Mordi o hambúrguer e nossa... Ela não havia exagerado, ele é maravilhoso!. – Nem precisa dizer nada, sua expressão é igualzinha a da Liv. — Sorriu. – Na verdade ela é quase uma cópia sua, não tinha reparado até agora.

— Emma, acho que você precisa usar óculos, ela parece tanto comigo que parece que eu fiz sozinha. — Rimos.

— Sem querer ser indelicada, mas já sendo, o pai dela tem os mesmo e traços físicos?

— Não, na verdade ele é loiro, do olho claro e com o tom de pele bem semelhante ao seu.

— Acho que se eu fosse homem teria grandes chances com você. — Disse em tom brincalhão.

— Quem disse que precisa ser homem para ter chances comigo? O B da sigla LGBT não é de biscoito não. — Pisquei. – Se você quiser tem grandes chances sim. — A encarei e ela ficou completamente vermelha.

Ou causei o início de uma paquera ou destruí o começo de uma amizade e que pode gerar desconforto no trabalho. De qualquer forma não sei se estou preparada para nenhuma das duas opções.

— Muito bom saber que tenho chances, mas assim... — Antes de ela completar a frase eu interrompi.

— Você é hétero? — Negou com a cabeça.

— Sou BEM lésbica, com muito orgulho. — Disse bem humorada. – É que não sei paquerar. — Sorriu sem graça e voltou a comer.

— Só seja você mesma que está tudo certo. — Sorri.

Comemos em silêncio, mas ele foi confortável. Terminamos de comer, pagamos e voltamos para a delegacia.

— Quer ver alguma coisa comigo? — Perguntou enquanto se sentava.

— Claro, o que vamos ver? — Arrastei minha cadeira até lado da dela.

— O Henry e a Liv estão me atormentando a meses para ver Game of Thrones, quer ver?

— Quero sim.

Ela citou a Liv diversas vezes hoje, como será a relação delas? Ela deu play e passamos a tarde toda vendo a série e quando foi por volta das 18:00 fomos embora caminhando juntas.

— Me fala mais de você, Regina.

— O que quer saber?

— Tudo que você se sentir confortável em falar. — Sorriu.

— Tenho 40 anos, sou formada em direito mas nunca advoguei, gosto de cozinhar e de ler, acho que de primeiro momento é só isso. — Sorri. -Agora me fala de você, Emma.

— Tenho 33 anos, não fui a faculdade, sempre quis ser policial igual ao meu pai, tenho 1,74, gosto de jogar videogame e sou péssima na cozinha. — Fez uma careta.

— Péssima quanto?

— Já queimei miojo. — Comecei a rir.

— Tudo que eu sei fazer é queijo quente na misteira.

— Como seu filho sobreviveu?

— Eu moro com a minha mãe. — Rimos.

— Já pediu para ela te ensinar?

— Já, mas ela não teve muita paciência com a minha lerdeza.

— Quer que eu tente um dia?

— Quero, mas já vai preparando seu psicológico.

— Relaxa, se eu ensinei a Zelena, acho que ensino até uma galinha a cozinhar.

— Agora sim eu sinto que pode dar certo. — Rimos, andamos em silêncio por mais um tempo até que chegamos em frente as nossas casas.

— Chegamos! Até amanhã, Regina.

— Até amanhã, Emma.

— Amanhã quer ir caminhando comigo?

— Vou adorar. — Sorri. — Que horas você saí?

— Por volta das 7:30 mais ou menos.

— Ok, 7:30 vou estar aqui te esperando. — Concordou e foi em direção a sua residência enquanto eu fui para a minha.

Notas finais
O que achou? Comenta aí? Até o próximo capítulo :3