Iridiom
3 3.O poço dos espíritos e Noa, o guerreiro.
Notas iniciais
Seguimos as migalhas e encontramos algo deprimente;O corpo de Hugo jogado ao chão.De repente, um menino de, ao que aparentava, 14 anos, surgiu apontando uma lança para nós(precisamente, para a minha cabeça).Ele levantou a lança:
–Quem são vocês?-Ele gritou
–Eu sou A-Arthur e ela é a Tai.-Respondi,imaginando o que ele faria].
–Mostrem a mão!-Mostramos a palma da mão e ele deu um suspiro aliviado.
–Não são grads-Sentou em um tronco.
–O que fez com o nosso amigo?-A Tai perguntou, com medo.
–Eu não fiz nada...SE ABAIXEM!-Gritou apontando para aves com presas enormes.Eu suei frio, quando vi um corte escuro na mão de Tai.Me toquei.Tinha a marca de presas de cobra.Não tinha tempo pra pensar nisso, mas então uma delas agarou o jovem mais velho.Corremos para ajudá-lo, puxando-o com muita força.Então Tai,pegou a madeira afiada e levantou ela.O bicho foi atrás e ela jogou no mar o pau, com o animal junto, e viu o pássaro se afogar.
–Mas...como assim?-Perguntou o menino de 14 anos.
–Eu vi, que o bicho estava bicando a madeira da flecha e não você.Eles comem madeira!-Respondeu corajosamente Tai-Deve ter atacado Hugo porque ele estava com aqueles chaveiros de madeira na mochila dele.Tem algum jeito de salvarmos ele?
–Tem, indo ao poço dos espíritos.Ah!E antes de mais nada, meu nome é Noa, sou um guerreiro jovem que foi expulso por ajudar criaturas místicas-Falou ele.
–E onde fica isso?-Perguntei.
–Depois da montanha dos Grads-Informou com a voz meio trêmula-É perigoso, mas posso ajudá-los desde que deixem-me entrar para o seu grupo, é chato andar sozinho neste lugar.
–Sem problemas!
Depois de algumas horas andando, chegamos á um santuário.”O santuário de Jagas” segundo Noa.Um esquilo veio dentro da área do santuário, e, quando foi sair, não conseguiu.Como iríamos passar aquilo.Então, observei um monte de varas de bambu ali próximo e tive uma idéia mirabolante:
–E se pássassemos por cima com as varas de bambu?
–Boa idéia!-Falou Noa.
Ele foi primeiro, depois eu, depois a Tai.Andamos um pouco mais, até que anoiteceu.Noa falou que precisávamos de um abrigo, pois a noite todo tipo de monstro aparecia.Achamos um barco de grads abandonado e navegamos durante á noite até umas montanhas em direção ao poço.Achamos algumas coisas em baús como, madeira, mantimentos(não precisávamos nos preocupar se era envenenado, pois os grads são humanos em forma de monstros com pele esverdeada e garras, dentes e armas poderosas e, é claro, violentos),um pouco de ouro e outros minérios, entre outras coisas.Perfeito.Achamos até alguns couros, que serviram de cobertores para a gente.Decidimos que aquela seria nossa casa.Mais tarde, o Noa nos contou que grads eram espertos e os barcos se transformavam em muitas coisas, como caminhões, aviões e outros.Fariamos alguns ajustes e aquilo ficaria muito legal.
Avançamos durante á noite até o último obstáculo:a montanha dos grads.Combinamos que iríamos no outro dia e fomos dormir no interior do navio, iluminado com tochas, e dormimos entre alguns sacos de batatas. Quando dei por mim, já tinha adormecido, esperando aquilo ser um sonho, esperando acordar em casa novamente.
Acordei sozinho, infelismente ainda no barco.Fui para o convés, onde encontrei Noa pescando e fritando em cima de uma tocha peixes.Tai estava examinando um livro.Perguntei á ela:
–O que está fazendo, linda?-Quase me dei uma pancada por ter falado “linda”.
Ela fez uma cara de surpresa de quem acaba de tomar um susto e me falou-Estava vendo esse diário de um grad.Acho que eles são realmente parecidos com nós!-Ela riu-Aqui diz que estava indo para uma ilha de górnia, onde ficariam para fazer uma troca com os grads de lá-Ela explicou.
–Droga!Quer dizer que vai começar outra guerra?-Lamentou Noa
–Como assim?-Questionei.
–Uma “troca” seria trocar ouro por armas, que certamente usariam para fazer outra guerra com os Orcs-Respondeu Noa-Depois eu explico vamos salvar o seu amigo.Pensei que podíamos ir nadando...
–De boa pra mim.-Afirmou Tai.
–Er...não dá pra ir de barco?-Perguntei, aflito.Não sei nadar.
–Eles nos bombardeariam ao ver nosso navio-Disse Noa.
–Ok...é que bem...eu não sei nadar!-Fiquei meio sem jeito.
–Eu te ajudo!Segure em mim o tempo todo e prenda a respiração-Noa me assegurou e eu respondi-Ta bom então.
Mergulhamos.Não foi fácil, mas conseguimos.Chegamos a marrgem ofegantes, mas vitoriosos.Noa me instruiu:
–Vá...arf...até o poço e...arf...pegue a alma...do seu amigo...arf...vai ter um...arf...pedaço de madeira...arf...com o nome dele...arf!-Falou, cansado.
Fiz o que ele pediu.Quando peguei o toco de madeira, minha mão começou a queimar e eu larguei ela no chão.No mesmo momento, dali surgiu o Hugo, molhado, com ferimentos e desmaiado no chão
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