Iridiom
2 2.A floresta.
Notas iniciais
Acordamos em um lugar estranho.No meio de uma floresta, ao que parecia.Mas não ás normais, com folhas verdes e troncos escuros e grama mais verde ainda.Ela era colorida, todos os elementos eram das mais variadas cores.Me levantei, refletindo.Foi quando eu escutei:
–Socorro!
Fui correndo até o grito.Enquanto ia avançando na floresta, nem percebi como aquela floresta era estranha.Quer dizer, mais estranha ainda.No chão, a grama parecia agarrar você e te deixar preso, a floresta era clara na frente, mas escura atrás.E cada vez mais, eu ia me convencendo de que não estávamos seguros.
Cheguei ao grito.Vi a Tai.Primeiro dei graças a deus que ela estava viva, mas aí percebi a expressão de perigo e medo em seu rosto.Me aproximei um pouco mais e vi o que a assustara;Atrás dela, havia uma pantera azul clara encarando-a.Eu...eu me escondi e deixei ela sozinha.Eu sei, sou um covarde.Mas eu...havia algo estranho ali.A Tai fechou a mão de nervosismo e a pantera se afastou.Então eu vi o que não queria ver.Uma cobra gigante preta.Peguei a mão dela e saí correndo.Com o coração acelerado,corria o máximo que desse.Ela viu que a cobra iria nos alcançar e... se jogou na terra, soltando a minha mão.A cobra foi atrás dela.Eu tentei jogar uma pedra na cobra depois de achar um esconderijo entre ás árvores, mas ela nem ligou.Ela gritou pra mim:
–O galho!-Eu não entendi-Pega um galho e joga!Um galho grosso!-Obedeci,mesmo sem saber por que.
Ela pegou o galho e uma pedra e começou a esfregar a pedra no galho.A cobra chegava mais perto.Então, quando a cobra foi dar o bote, ela enfiou o pedaço de pau um pouco afiado na boca do animal.A cobra rodopiou e caiu morta no chão.A Tai pegou alguma coisa ali e foi junto comigo procurar os outros.
No caminho vimos migalhas de biscoitos no chão.Exatamente como os que estavam na mochila de Hugo.
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