Notas iniciais
Bem vindos ao novo capítulo da nossa saga! Obrigado por voltar, e espero que você se divirta!

Japi corria pela floresta virgem, atrás de seu antigo dono e do filho de seu dono, que andavam junto. Poti era uma memória fresca, que o lembrava dos dias de sua infância e juventude, antes de o dar para aquele homem, agora um tirano. Mas Japi não era mais o mesmo. Após anos de maus tratos nas mãos daquele guerreiro branco, tinha envelhecido antes da hora, e levava nas costas as cicatrizes de pauladas, chicotadas e golpes de vara. Depois da morte daquela mulher, Martim mudara, e descontava sua amargura em Japi. Ou as vezes até em Moacir, que havia se tornado o seu único amigo e irmão.

Mas agora era sua chance de fugir, e recomeçar da estaca zero. Alcançara Poti e Moacir. Poti se espantara no começo, mas depois riu. Entendia a dor do cachorro. Admirou o animal por um instante. Havia se tornado um belo animal, assemelhando-se a um pointer inglês, só que preto com manchas brancas, como um dálmata do avesso. No entanto, haviam cicatrizes pelo corpo inteiro, e seus olhos eram muito tristes, diferentes dos que Poti conhecia.

–É hora de descansar, amigo. Volte conosco até a aldeia dos pitiguaras, onde poderá comer quantos preás quiser!

Fazia tanto tempo que Japi não comia um preá que havia até esquecido o gosto. Os seus olhos brilharam.

Os três ouviram o som do mar, e logo depois viram a aldeia dos pitiguaras, longe dali, repousando pacificamente nas areias brancas como a polpa da jabuticaba.

–Amigos, eu voltei -disse Poti, olhando para o horizonte.

Notas finais
Continua no próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.