Ioiô
6 Capítulo 5
Notas iniciais
- Então, Colin. – Nicola disse olhando para ele. – Quanto estilo. Você deve ser a única pessoa e toda Nova Iorque que dirige um jipe.
Ele sorriu.
- Eu tento.
Passaram por uma lombada e Frank gemeu. Ela virou para trás e coçou sua barriga.
- Já estamos chegando. – Ela olhou para Colin. – Não estamos?
- Quase.
O quase dele demorou meia hora, dirigindo em direção contrária á cidade. Durante esse tempo, conversaram á vontade e riram bastante.
Chegaram a uma casa grande, cheia de plantas e com uma placa no formato de uma pata de um cachorro escrito “Dr. Colin Danes, Veterinário”.
Ele estacionou na entrada da garagem e saiu do carro. Ele abriu a porta para ela e eles ajudaram Frank a sair do carro. Colin tocou a campainha e logo seu assistente apareceu e os levou para dentro do estabelecimento. Colocaram Frank deitado em cima de uma mesa de ferro, e Colin começou a cuidar de sua pata. Deu uma medicação intravenosa, e começou a mexer na pata dele, parando quando ouvia gemidos.
Nicola estava triste pelo o que havia acontecido com Frank, mas Colin a estava deixando fascinada. Ele não parecia real, apareceu na hora que mais precisava, ajudou ela, era lindo e tratava seu cachorro super bem.
Ele colocou uma tala em formato de “u” na pata de Frank e a enfaixou.
- É isso. – Colin disse, virando-se para Nicola, que ainda o encarava. – Prontinho.
- Muito obrigada. – Ela disfarçou o olhar e sorriu. – Quanto de devo?
- Nada, imagina.- Ele recostou na mesa. – Ossos do ofício.
Ele levou Nicola e Frank até o carro e as levou de volta para a cidade.. Conversaram o caminho inteiro, e Frank parecia não estar com tanta dor.
- Mais tarde, você leva-o para o veterinário dele, para ele fazer do jeito dele.
- Ah, o Dr. Dale morreu alguns meses atrás, não achamos outro veterinário. – Nicola falou. – Você não pode cuidar dele?
- Você quer dirigir 45 minutos para trocar o gesso dele?
- Eu não me importo. – Ela respondeu, olhando pela janela.
- Ok. – Ele se inclinou nela, e abriu o porta-luvas, tirando um cartão de visitas dele, entregando para ela.
Chegando na cidade, ele deixou ela na casa que Angie e Veronica dividiam.
- Vamos, eu preciso te agradecer de algum jeito. – Ela pediu, antes de descer do carro.
- Que tal um jantar? – Ele sugeriu, flertando com ela. Se aquilo tivesse acontecido no dia anterior, ela teria dito não, mas ela não era a mesma pessoa, pelo menos ela queria pensar assim.
- Combinado. – Ela disse sorrindo. Pegou o celular dele, gravou o numero dela e tirou a foto de Frank para colocar no perfil e devolveu.
Ela saiu e abriu a porta de trás para Frank, sem dificuldade. Tocou a campainha e Angie abriu, preocupada. Ela deu tchau para Colin e entrou na casa.
Frank deitou no sofá, espalhando as folhas do que provavelmente seria o novo livro de Angie enquanto ela abraçava Nicola.
- Nossa, Ange, o que foi? – Nicola perguntou.
- Eu estava morta de preocupação. Você saiu com aquele estranho e nem atendeu o celular.
- Meu celular está aqui, inteligente! – Nicola foi até a sacola que ela havia pedido para Angie guardar que estava em cima da mesa. Ela abriu a sacola e tirou uma garrafa e um potinho, e pôs água para Frank, que bebeu se lambuzando todo. Depois tirou o celular e viu que tinha doze ligações perdidas, onze de Angie, e uma de Jason.
- Ele vai ficar bem? — Angie disse olhando para Frank.
- Vai, é só uma pata quebrada. – Ela olhou para Frank depois para Angie. – Você não sabe!
- Não! – Angie disse irônica. – Conte.
- Eu combinei de sair com o veterinário bonitinho.
- Como? – Disse Angie. – Você tem um namorado.
- Faz parte do plano que Araminta me ensinou.
- Nic...
- Onde está a Veronica quando se precisa dela? – Nicola interrompeu Angie.
- Se sentindo mal por matar seu cachorro em um bar por aí. – Angie respondeu.
- Bom, avise para ela que ele só quebrou a pata e que vai ficar bem, ok? – Nicola levantou e chamou Frank. – Eu já vou.
Elas se despediram e Nicola foi embora com Frank. Foi embora direto para o apartamento. Lá, tirou a coleira de Frank, e deu um osso para ele roer. Procurou Jason e percebeu que ele estava no banheiro. Ia esperar ele sair, mas teve outra ideia.
Abriu a porta com cuidado e pôs apenas a cabeça para dentro.
- Oi querido. – Ela o assustou sem querer.
- Oi. – Ele soou abafado de dentro do Box de vidro.
- Vai querer almoçar o que? – Ela perguntou
- Nada. Eu vou almoçar com o Garreth no Nobu. – Ele disse. – Garreth está paquerando a sous chef de lá.
Ela fechou a porta do banheiro, brava, como sempre, mas então lembrou de seu plano. Era uma rotina nova que precisaria se acostumar, mas faria o melhor. Fracassar não era uma opção.
Entrou no closet trocou de roupa. Colocou um négligée branco comprido. E depois voltou para o banheiro.
- Não prefere ficar aqui comigo? – Ela disse na porta.
- Nick, eu gostaria, mas já prometi para o Garreth... – Ele disse de dentro do Box.
- Tem certeza? – Ela disse entrando no chuveiro com ele.
Ele virou e olhou para ela.
- Ta louca?
- Pareço louca? – Ela disse, se deixando molhar, fazendo a roupa transparecer.
Ele a beijou com carinho no começo, e com o passar do tempo, mais calorosamente. Pressionou ela contra a parede gelada e passou a beijar seu pescoço, mordiscar sua orelha, fazendo-a arrepiar.
O telefone tocou.
- Merda.
Ele abriu o Box e saiu enrolando uma toalha na cintura. Nicola fechou o chuveiro, tirou a roupa molhada e se enrolou numa toalha, indo até o quarto. Jason estava de pé perto do pé da cama, falando com alguém.
- Não, vou me atrasar. – Ele disse deixando-a chateada. Atrasar? Ela era o que, um pedaço de carne?
- Quem é? – Ela perguntou baixinho.
- Garreth. – Ele respondeu. E surpresa com ela mesma, ela pegou o telefone e desligou.
- Porque fez isso? – Jason perguntou exaltado.
- Temos coisas melhores para fazer. – Ela disse indo até ele, deixando a toalha cair.
Ele olhou para ela, e passou a mão no seu braço. O telefone tocou de novo. Ele atendeu, sem olhar para o aparelho.
- Oi cara. Acho que não vou mais. – Ele a dirigiu até a cama. – Tchau.
Ele desligou e jogou o aparelho longe, e beijou Nicola. Com cuidado, ele a jogou na cama e deitou em cima dela, beijando-a nos lábios, no pescoço, mordendo o lóbulo da orelha.
Passaram o dia na cama, juntos. Ela fez almoço para ele, conversaram sobre o trabalho de ambos, sobre besteiras sem sentido, mais tarde assistiram a um jogo de rugby na televisão comendo pipoca.
Ela não se sentia tão bem com ele fazia muito tempo. Mais tarde, antes de dormir, pensou que tudo o que sua tia lhe ensinou poderia dar certo.
Fale com o autor