Inútil.
1 Inútil,
XXXV-Inútil
Todos os dias que brilhavam
Afora estavam,
Resguardados em almas amantes,
Amistosos olhos de vergonha.
Criado em escura sensitividade
Vejo passar além da verdade
Mente e alma, terríveis,
Que inutilmente não seguiram as regras.
Parece lento.
Que retorne, escrito em perfeita harmonia
Seguindo as regras e leis de sintonia,
Divino ou menos humano,
Resguardas e desarmas,
Num sonho é que desabrochas.
Então, pode me ouvir.
Eis minha voz, ternamente cruel.
Eu queria que estivesse aqui de alguma forma,
Poderia dizer-lhe não vá embora,
Como mãe ou irmã.
Eis que deste ponto não há retorno,
E se houvera, aqui não há de estar.
Seus olhos parecem-me amistosos de novo,
Talvez porque sejam incapazes de olhar.
Mas você me deixou sozinho,
Posso considerar, pois,
Seu coração em pedra rasa há de estar.
O que fiz eu, não entender mais,
Para aqui me deixar,
Perdido e sem nada a amar,
Eu não sei o porquê,
E nem me habilito a saber,
Mas posso considerar.
Nada é brilhante agora,
Sua vida não aflora,
Os dias brilhantes são escuros,
Espalhando em seus braços e mãos
Com todo o sangue de bocas cruéis.
Eu queria que estivesse aqui,
De novo, de alguma forma,
Minha mãe ou irmã
Minha amante que se redimisse,
Parece-me amistosa agora.
Posso ver seus olhos cansados,
Seus lábios puxados,
Sua alma terna
Sua graça eterna,
Que, morta tão graciosamente,
Não parecia ter em mente,
O poder de perder em ida
Tão inutilmente
A sua própria vida.
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