Invocação
1 Capítulo 1 - Um drag-bat-elef-ratão irritado
Notas iniciais
Um passo. Dois passos. Três passos. Aumentar distância entre os passos. Abrir os olhos. Ficar cego com a luz do sol. Oh.
– Sasuke!
Eu senti meus ombros serem balançados de maneira nada sutil. Fechei os olhos novamente, desejando que aquele infeliz saísse dali e me deixasse em paz.
– Acorda, teme!
Abri os olhos novamente, concentrando todas as intenções malignas possíveis sobre aquele ser loiro, desejando que, de alguma forma, ele fosse jogado pela escotilha, onde infelizmente ele não podia passar, e me deixasse dormir em paz.
– Não adianta, esse seu olhar feminino não tem nenhum efeito sobre mim.
Olhar... Feminino?
– O que você quer me acordando tão cedo? – O questionei, tentando fazer com que o meu “olhar feminino” tivesse algum efeito real sobre ele.
– Hoje é o nosso último dia aqui, vamos aproveitar!
– Naruto, não temos nada a aproveitar aqui. Isso não é um cruzeiro, é apenas... Uma viagem econômica.
Estávamos em um navio nos dirigindo a uma nova cidade, Konoha. Basicamente, estávamos realizando o sonho de sair de um ambiente de tortura chamado “Orfanato”, para irmos a uma escola de elite chamada KHS. Era um colégio interessante, havíamos ganhado a bolsa por esforço próprio ao realizar um exame de caridade fornecido ao orfanato em que morávamos. Creio que o dia em que recebemos a notícia que passamos foi o melhor dia de nossa vida, porque nenhum de nós ficou para trás e ambos conseguimos sair dali.
– Você sabe que isso não é uma viagem econômica! Agora vamos, por favor!
O olhar suplicante... Ele me lançou esse olhar que me irrita profundamente, porque, de alguma forma, é o olhar capaz de fazer com que eu faça as vontades desse idiota. Suspirei, cansado, concluindo que aquele era o fim de meu maravilhoso sono, e me levantei, pronto para me arrumar, observando o olhar suplicante se transformar em um rosto de felicidade.
Alguns minutos depois fomos para fora daquele quarto e nos dirigimos para o restaurante daquele navio, a fim de saborear a boa comida que é uma das únicas coisas boas por aqui. Bem, a única coisa boa, pra ser mais exato, mas o Dobe demonstra se agradar com tudo que vemos por aqui.
Olhei para ele comendo de forma nem um pouco educada, como sempre, e comecei uma conversa.
– Ei, Naruto, já te falei como vamos nos comportar lá, certo?
Ele olhou para mim, primeiramente confuso, depois pareceu se tocar do que eu estava falando e ficou sério.
– E eu já disse que não concordo, porque é o pior jeito de nos darmos bem lá.
– Não, não é, não podemos nos arriscar a ter qualquer tipo de relação lá. Somos só você e eu, e eu até pararei de me incomodar com o seu jeito irritante e passarei a te tratar um pouco melhor.
Os olhos dele brilharam, mas ele soltou uma gargalhada.
– Eu pagaria pra ver.
– Com que dinheiro? – Provoquei.
Ele olhou pra mim e apenas sorriu. Realmente, um idiota. Passamos o resto do dia sem fazer nada interessante. Logicamente, o loiro avoado pagou vários micos, como se atrapalhar com um sorvete em mãos e derrubar em uma mulher. Ele ganhou uma grande marca vermelha no lado direito do seu rosto. Outra menina decidiu que ele deveria ganhar a marca vermelha no outro lado do rosto. Provavelmente teve alguma coisa a ver com Naruto perguntar o porquê de ela não pentear os cabelos ao acordar. Apesar de ele ter sido imprudente, eu também fiquei com essa dúvida.
– Como uma piscina faz falta, agora... – Ele disse, quando nos sentamos ao fim da tarde em um banco qualquer.
– Naruto, você sequer sabe nadar.
– Agora eu poderei aprender.
Eu quis responder qualquer coisa mal educada, apenas para provocá-lo. Mas, ao ver o sorriso em sua face, decidi que durante o pouco tempo que restava da nossa viagem eu o trataria bem.
– E você também não sabe, Teme.
Talvez o tratar bem ficasse pra outra hora.
Decidi que responderia qualquer coisa para ele, demonstrando o quanto eu logicamente aprenderia isso facilmente.
– Narut-
– Olá.
Virei-me para observar melhor a desconhecida, nem tão desconhecida assim. Ela era a menina dos cabelos despenteados, só que agora pareciam penteados. Naruto tinha razão, no final das contas. Esperava que ela fosse querer manter distância depois do comentário mal educado, mas ela estava aqui, e estudei a sua postura. A cabeça estava levemente inclinada, detalhe quase imperceptível, e os olhos estavam levemente abaixados e não olhavam diretamente para nós, além de que ela colocara suas mãos para trás, provavelmente mexendo-as para controlar um possível nervosismo. Arrependimento?
Naruto a observava como se esperando por uma posição. Bem, isso é um pouco previsível, ela provavelmente está arrependida, vai pedir desculpas e o meu amigão vai aceitar. Previsível.
– Olha, eu não fui delicada hoje mais cedo. Você também não foi, ao comentar bem mal educadamente, só para constar, uma coisa desagradável. Mas eu... Bem... Você sabe...
Viu? Previsível. Ela ficou olhando para Naruto como se esperasse uma resposta, e ele olhou pra mim, um pouco preocupado, como se tentasse entender.
– Ela está pedindo desculpas, Naruto.
Aquilo pareceu ter clareado a mente dele, fazendo com que uma expressão de “Ah, então era isso que você estava tentando dizer” se manifestasse nele. Então ele se virou, para aceitar as desculpas.
– Não.
O que?
– O que? – A menina parecia ler minha mente.
– Vamos dormir, Sasuke?
O olhei, confuso. Dormir? A essa hora?
– Por que?
– Estou cansado.
Suspirei e, junto com ele, fomos até o quarto. A menina ficou vermelha, e o olhar de culpa virou raiva. Não sei o que ela fez depois disso, mas eu tive que perguntar para Naruto sobre a reação dele.
– Por que fez aquilo?
– Ela tinha uma pulseira da KHS. Provavelmente estudará conosco.
Ah, então foi isso. Ele me lançou um olhar triste e se virou pra dormir. Fiquei indiferente. Era triste, mas necessário.
Já estava anoitecendo, e mesmo sendo cedo, não demoraria muito para que chegássemos a terra firme, então seria bom descansarmos logo. Pegaríamos um ônibus lá e iríamos a Konoha, o que levaria algumas horas de viagem e sono, mas a ideia de dormir sentado me é bastante desagradável. Digo, dormir sentado? Ah, qual é! Aliás, nunca pensei que uma viagem fosse demorar tantos dias.
Deixei que o sono me dominasse, entrando na escuridão que o sono propicia para, enfim, retomar aos comuns sonhos esquisitos.
Entendam, os sonhos esquisitos são coisas desconectadas da minha vida que, de alguma forma, mostram um nexo durante o sonho.
Agora, por exemplo, eu via novamente aquela mulher em que Naruto derrubou o sorvete virar um bicho grotesco com corpo de barata, pernas e braços de elefante, calda de rato e cabeça de dragão, tudo em tamanho humano. Os olhos negros desse Drag-bat-elef-ratão, seu provável nome, exalavam um ódio que provavelmente estava relacionado ao seu chapéu marrom em forma de cone que... Bem, era o sorvete que Naruto derrubara em si mais cedo. Esse sonho esquisito é incrivelmente esquisito, considerando o fato de que eu não via sentido no formato desumano do Drag-bat-elef-ratão, e a única coisa que fazia sentido ali era sua raiva e o seu chapéu-sorvete. Tirando também o fato de que Naruto tem medo de baratas, mas isso é outra história.
O ambiente do sonho era nosso próprio quarto no navio, e Naruto estava calmamente dormindo, enquanto, ignorando o Draguinho, meu apelido carinhoso pro Drag-bat-elef-ratão, eu fui até a janela pra tentar achar mais coisas divertidas no sonho. Pela escotilha, eu vi um cais onde estava uma cópia do nosso navio e as pessoas estavam descendo de lá. A menina que não penteia o cabelo estava lá também, com outra mulher que talvez fosse a mãe dela, já que esta também não penteava o cabelo. Estava escuro, e imaginei que aquele lugar deverá ser onde o nosso navio estacionará. Achei estranho o fato de, no sonho, nós estarmos nos afastando do cais, ao invés de nos aproximarmos dele. Olhei para trás e vi o Draguinho vindo em minha direção, e, não outra cama, Naruto, já acordado, olhava para Draguinho aterrorizado. Provavelmente por seu medo de barata, e também por sair fogo pela boca e pelas narinas do bicho.
O mais interessante é que eu estava, primeiramente, de costa para a escotilha, olhando alguns detalhes engraçados do Draguinho. Depois disso, eu estava no chão, perto da perto, sentindo o peso de Naruto após ele se jogar em cima de mim. Onde antes havia uma escotilha, agora havia uma abertura com borda de metal derretido fumegando. E, então, a primeira coisa assustadora aconteceu. Eu senti a dor do impacto, senti o vento entrando pela abertura e senti o calor do fogo que saíra pelas narinas bufantes de Draguinho.
– Sasuke! Vamos!
Senti Naruto me puxar, abrindo a porta e me guiando para o Convés, onde eu observava que não estávamos no mesmo navio, e sim em um outro feito de madeira, que estavam em grande parte danificadas, e eu ouvi Draguinho rugir às nossas costas. As sensações começaram a me incomodar. Eu não devia ter capacidade de sentir tantas coisas em um sonho. O vento frio, o suor começando a escorrer pelo meu rosto, o leve cansaço da corrida até a proa.
Vocês podem até pensar que eu sou lento ou algo do tipo por não notar antes, mas foi quando Naruto nos jogou no chão e eu senti o grande calor passar pelas minhas costas, devido ao fogo que o Draguinho cuspiu em nós, que eu me toquei que a dor que eu sentia por ser jogado novamente no chão era real. E havia uma grande possibilidade do Draguinho também ser real, apesar de eu achar que aquilo é uma fêmea.
– Sasuke? O que diabos é isso?
– E você acha que eu vou saber?
O terror me consumiu quando eu notei que não havia mais para onde correr, e que o cais estava ficando cada vez mais distante. Tudo bem, quando eu notei que não era sonho e que o Draguinho tava a ponto de nos queimar vivos, eu já deveria ter ficado aterrorizado. Mas só agora notei que nós estávamos nos afastando da terra firme, indo em direção a uma imensidão de nada (com água) acompanhados apenas de um drag-bat-elef-ratão. Sim, para mim o Draguinho deixou de ser Draguinho a partir do momento que tentou me queimar vivo. Duas vezes. E então eu senti uma dor aguda no braço, provocada por um beliscão forte e desesperado.
– Você é idiota? – Perguntei.
– Eu imaginei que tudo pudesse ser um sonho, e estava querendo acordar. – Ele se justificou. Tsc.
– Você não deveria, então, ter beliscado a si mesmo?
– E sentir a dor do beliscão? Não, obrigado.
É um idiota mesmo. Aquele drag-bat-elef-ratão estava parado, nos olhando como se analisasse cada movimento nosso, como se sentisse até o nosso coração batendo, e sinto que qualquer alteração desse batimento cardíaco faria a fera decidir o ataque. Parecia um leão em frente a sua presa, e, se a presa tentasse fugir, o leão demonstraria sua inegável vantagem de velocidade e força e rasgaria a carne da presa, comendo-a como qualquer bom leão faria. Mas imaginei que essa coisa na minha frente não estava pensando em nos comer. Talvez quisesse apenas se vingar jogando sorvete em nossa cabeça. Então eu lembrei do episódio no quarto e concluí que ela não gostava muito de frio, então provavelmente preferia nos tostar.
Sendo sonho ou não, eu precisava fazer alguma coisa para nos tirar daquilo. Se fosse realidade, salvaria nossa vida. Se não fosse, seria divertido ver a criatividade desse sonho esquisito. Tentei quebrar um pedaço de madeira do chão e, depois, dividi-o para mim e para Naruto. Não faria mal, certo? O navio já estava em péssimas situações mesmo.
– Naruto, eu tive uma ideia. Vamos correr pelas laterais e, quando o monstro vier na nossa direção, você joga isso nele, beleza?
– Por que acha que ele vai na sua direção?
– Só vamos!
E então corremos. O monstro pareceu confuso um instante, e depois nos olhou para decidir em qual presa ir primeiro, e a escolha dele foi óbvia: Naruto.
– Teme! Você não disse que ele iria em sua direção?
Eu sorri sacana. Apesar de a situação ser drástica, eu não podia deixar de achar graça da cara de raiva que ele fez. Então arrumei coragem e gritei:
– Ei, casca de barata! Tem sorvete na sua cabeça! Ou isso é seu cérebro derretendo?
Dito e feito, o drag-bat-elef-ratão parou, olhou na minha direção e urrou, correndo para cima de mim em uma velocidade bastante alta. Naruto gritou:
– Ei, isso não é justo! Você tá mais rápida agora!
Quando ele falou “rápida”, lembrei que isso era supostamente uma mulher irritada. Engraçado que, quando provocadas, elas conseguem ser bastante monstruosas. Mas eu prefiro deixar o “engraçado” de lado, porque nesse momento eu estou deitado, com o drag-bat-elef-ratão em cima de mim e, só pra constar, ele poderia escovar os dentes, de vez em quando. Bem, eu espero que isso seja um sonho no final das contas, porque esse seria o momento em que eu morro e não seria nada agradável que isso fosse real. E o pior é que eu ainda tenho que ouvir a voz desagradável do loiro gritando.
– Ei, sai de cima do meu irmão!
Se não fosse uma situação drástica, seria engrandecedor ouvi-lo me chamar de irmão. Mas, bem, uma tentativa dessa foi inválida por parte dele, porque o bicho ainda parecia contente com o futuro churrasquinho do seu jantar. No caso, eu.
– Não conseguiu me escutar, sua tábua velha sem peito e sem bunda?
Ui, pegou pegado e... Pera, acho que o drag-bat-elef-ratão esqueceu o jantar. Ele virou para o Naruto com ódio, como se o desafiando a repetir as palavras. Aproveitei o momento e o empurrei, correndo com Naruto de volta para a proa.
– Sasuke! Você tá bem?
– Estou. Pegou pesado, hein?
– Pois é. – disse ele, dando uma risadinha – Ei, vamos pular. – ele olhou para o mar.
– Tá maluco, Naruto? Não sabemos nadar, morreríamos em segundos! E, ei, isso não é um sonho mesmo não?
– Acho que não. É maluco, mas eu acho que aquelas crianças com medo de bicho papão tem razão em ter medo. – Ele disse, tristemente.
Tsc. Voltei a olhar pro drag-bat-elef-ratão e suspirei. Agora que me toquei, que nome esquisito, hein? Eu tenho medo de estar sendo influenciado pela personalidade irritante de Naruto, mas temo que já peguei o vírus e não há mais cura. O bicho fez um barulho estranho, que eu entendi como uma risada, e expirou fogo pelas narinas. Fiquei triste pela situação. Isso não era um sonho, era bem real, e aterrorizante, e não podíamos fazer nada além do que já fizemos. Aliás, achei que para uma primeira experiência surreal, nós até conseguimos lidar bem com isso, hein? Pena que seria a última. Senti os pingos de chuva começar a cair, e me perguntei se alguém lá em cima estaria chorando por nós.
Hunf, difícil.
Então algo estranho aconteceu, apesar de toda a situação já ser estranha. Naruto permaneceu de cabeça baixa, e no convés, entre nós e o ex-Draguinho, um grande buraco negro se abriu. E quando digo grande, é realmente GRANDE. Dele, um focinho começou a sair, pertencente ao que deveria ser um lobo ou cachorro gigante. O drag-bat-elef-ratão reagiu, e uma enorme quantidade de fogo veio em nossa direção. Dessa vez, fui eu quem me jogou em Naruto para que o fogo não pegasse em nós, porque esse loiro sem cérebro não parecia fazer nem um sinal de que ia se mexer. O impacto acabou por fazer com que ele perdesse a consciência, e o buraco negro se fechou, levando o cachorro-lobo de volta.
Tudo bem, eu deveria mostrar mais medo, e eu realmente fiquei com medo em determinado ponto, mas algo fez com que isso passasse. E foi algo com um cheiro não muito agradável, só pra constar.
Por cima de mim e Naruto pulou um... Cachorro? Bem, foi realmente um cachorro. Mas o cachorro grandão não fez nada além de pousar no convés e dar oportunidade para o cara que estava montado em cima dele pular diretamente em cima do drag-bat-elef-ratão. Mas ele apenas atingiu a madeira, com bastante força, quebrando-a e indo parar em algum lugar dentro do navio, porque o drag-bat-elef-ratão era bem esperto quando queria, e apenas pulou pro lado.
Aproveitando a deixa, o drag-bat-elef-ratão veio em uma velocidade considerável até mim, desviando do totó a nossa frente. Eu levantei assustando, perguntando cadê o cachorro-lobo do buraco negro ou o cara quebra-madeira nessas horas, e então esperei que mais algum milagre acontecesse e impedisse que o bichinho esquisito me queimasse vivo. Nada aconteceu, ninguém apareceu e eu fiquei esperando o calor.
A coisa boa é que ele não me queimou vivo, não houve nem um sinal de fogo dessa vez. A coisa ruim é que ele levantou as pernas de elefante e me empurrou para uma queda dolorosa no mar, e como antes eu já mencionei, bem, eu definitivamente não sei nadar, fiquei pensando no que o Naruto disse antes sobre a piscina. Ter uma piscina no navio seria uma boa mesmo. Antes de cair, eu ouvi um grande rugido do drag-bat-elef-ratão. Mas não era um rugido de vitória, parecia mais com um urro de dor, como se alguém tivesse acabado com a raça daquela coisa. Acho que, no final das contas, o quebra-madeira voltou e, no profundo do mas minhas células, eu espero que ele seja bonzinho e salve o Naruto, porque comigo já era. E então tudo ficou escuro.
Quando abri os olhos, eu estava em uma sala com paredes brancas. Perguntei-me se era o céu ou algo assim, e, eu não sei se era, mas eu fiquei imensamente aliviado de ser branco ao invés de vermelho. Não que eu me importasse realmente com coisas assim, mas aquela coisa de sofrer eternamente em fogo não parecia agradável depois de conhecer o Draguinho. Bem, agora que o drag-bat-elef-ratão morreu, eu espero, resolvi ser bondoso e chama-lo de Draguinho. Afinal, se as paredes fossem vermelhas e ele entrasse por aquela porta, acho que drag-bat-elef-ratão não ia ser um nome que lhe agradaria.
Suspirei quando olhei uma cortina e os detalhes vermelhos me fizeram perceber que eu talvez estivesse em um hospital. A porta se abriu, e um par de olhos verdes me fitou, e então, mesmo que tudo aquilo tenha sido um sonho e eu esteja no hospital por ter comido algo estragado, aquele par de olhos verdes tornou o mundo estranho de novo.
Tornou tudo estranho porque a dona desses olhos tinha cabelos rosas.
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