Amarro-Te com cordas virgens e palavras gastas

Tatuo-a com uma tinta com o sumo de mil lagartas

Deslumbro o Universo mágico que poucos vislumbram

No final, o meu poder se revela aos que pactuaram.

O incenso contamina o AR e faz a minha narina arder

O calor do FOGO faz a minha pele tremer

A ÁGUA que o meu suor expele desenhos caóticos

Com os meus pés tate-o a TERRA como os antigos gnósticos.

Livre pelo cútelo, mas presa pelo pacto

Esta é mulher, fêmea, Deusa do antigo rito

Sua condição merecida, consagrada, no ato.

Homem que lhe é dominante, na verdade, perdido.

Na criação milagrosa, tu és, somente, rei de fato

Enquanto no coração da amada não é ferido...