Os dias de Byakuya tinham sido mudados assim como suas atitudes e sentimentos, Hisana trazia a ele uma felicidade inexplicável, mas voltando ao outro cenário da história, Renji e Rukia tinham realmente posto em prática seu plano de fugir, com sucesso.

Rukia estava determinada e quando isso acontecia nada a impedia de agir livremente e Renji, por sua vez, tinha que se manter por perto para assegurar que ela iria ser bem sucedida e não causaria problemas.

Eles conseguiram a piedade de uma bondosa senhora que os encontrou dormindo em um salão abandonado na periferia da cidade, a senhora os matriculou em uma escola com a ajuda de uns amigos, e garantia duas refeições diárias, só não fazia mais porque também vivia em uma humilde condição.

Vendo que era enorme o esforço dela, os dois foram arranjando pequenos trabalhos para que ela não tivesse que sofrer, e assim passaram a infância toda em uma corrida contra suas origens, na tentativa de um dia poder não precisar de ajuda, mas sim ajudar a quem necessitasse.

Os anos se passaram, e os dois já estavam prestes a terminar os estudos, mas tinham o desejo de fazer uma boa faculdade, então se esforçavam ainda mais pois apesar de agora possuírem empregos estáveis, não podiam pagar as mensalidades e sobreviver, uma bolsa de estudos viria bem a calhar, portanto redobravam ainda mais seus esforços.

Renji então conseguiu ser encaminhado a trabalhar em uma faculdade muito admirada, a Universidade Soul Society, de começo ele seria ajudante de escritório de uma mulher que parecia ser bem animada, seria sua grande oportunidade, foi rapidamente contar para a amiga:

— Rukia! Consegui! Vou para a faculdade! Consegui o emprego lá que me dá direito a bolsa de setenta por cento mais dormitório! — Disse ele todo animado.

— Que bom Renji! — Disse ela recebendo o abraço de seu quase irmão, mas o estranho é que fazia tanto tempo que moravam juntos e essa proximidade começou a parecer calorosa demais, Renji estava diferente, aliás ela também tinha mudado, fisicamente falando, na verdade não tanto, pois ela continuava baixa, mas ao se sentir perdida em meio aos braços enormes de Renji, ela rapidamente se afastou.

Renji também tinha sentido algo estranho, mas pensou que ela poderia estar agindo estranho, pois ele estava bem mais encaminhado do que ela. Mas pensou em algo que poderia dar certo:

— Como eu vou cortar os custos de mensalidade e moradia, pensei que poderia te ajudar com as suas mensalidades até que possamos pensar em algo, o que acha?

— Não gosto da ideia de me aproveitar de sua bondade, mas não sei mais como viver sozinha, já que sempre estivemos lutando juntos, acho que se for provisório, pode dar certo. — Disse ela ainda estranhando o contato anterior.

— Não se preocupe, vou tentar encontrar um emprego pra você lá também, espere só eu me afirmar. — Disse ele confiante.

Eles foram então começar os preparativos para a mudança de Renji, e a cada coisa antiga que encontravam, acabavam relembrando das dificuldades e diversões que passaram até ali, foram momentos de muitas gargalhadas, pois até as dificuldades que eles tinham encontrado no caminho, depois de superadas, serviam de motivo de risos para os dois.

Depois que as malas estavam prontas, a despedida sim foi algo bem legal, eles resolveram ir até uma sorveteria, Rukia amava sorvete de morango, e eles imaginavam o quanto era difícil de conseguir um desses há algum tempo atrás, mas Renji lavava carros e Rukia lavava louças para os restaurantes da vizinhança, para que pudessem conseguir o dinheiro para as passagens até a cidade em que agora moravam... Karakura.

Hisana nem podia imaginar que sua pequena irmã tinha passado por tudo aquilo e agora, mesmo sem saber, estava tão perto dela.