Invisível

11 Encontro marcado


Notas iniciais
Aí está mais um capítulo para vocês, sei que têm sidos capítulos curtos, mas posto todo dia então não atrasa a fic. Espero que curtam...

O barraco estava armado, Rangiku tinha conseguido fazer a maior cena possível. Renji saiu para fora, ainda de toalha e pedia que ela fosse para casa, e até estranhou que ninguém estava saindo para ver o escândalo.

Só então se lembrou que era sexta-feira,noite de jogos e que todos os internos deveriam ter ido para lá, então tranquilizou Rukia com a notícia de que ninguém a veria, mas ao ter se virado para falar com Rukia não percebeu o bote da sua chefe que se enfiou para dentro de seu apartamento, mas ficou paralisada olhando para Rukia, e em pranto começou a se lamentar:

— Lá vem você de novo Hisana! O que faz aqui? Já não basta ter me roubado o diretor Kuchiki, agora vai levar o Renji-kun também? Deixe ele pra mim! — Chorava desesperadamente ao pegar o celular na bolsa.

— Hisana? Quem é essa? Acho que você está me confundindo com outra pessoa... Espera, você disse que o diretor tem uma namorada? — Rukia tentava entender o que Rangiku estava falando, sem sucesso.

— Diretor! A Hisana está aqui no dormitório do Renji, venha buscá-la... Glup! Caramba que corpo Renji! Quero tocar suas tatuagens... — Disse Rangiku ao celular, quando Renji puxou o mesmo de suas mãos dizendo:

— Você ficou maluca é? Se o diretor vier até aqui e ver essa cena, você vai estar em uma grande enrascada. — Mas era completamente ignorado pela loura...

— Hisana deixe o Renji pra mim, faz tempo que estou esperando ele fazer dezoito anos... Glup! Finalmente eu posso tirar uma casquinha dele, você me entende não é? Glup! — Dizia Rangiku em meio a soluços devido ao álcool e acabou desmaiando.

— Era só essa que me faltava! Vou chamar um táxi, arrume as roupas dela, coloque o celular na bolsa e me ajude a levá-la para fora Rukia. — Disse Renji procurando algumas roupas para que, se ela acordasse não tentasse tocá-lo novamente.

— Ela achava que realmente estava falando com a namorada do diretor, será que somos parecidas? Pois mais cedo ele falava algo com relação a isso, fiquei curiosa agora. Minha nossa! Essas roupas não foram feitas para o corpo dela Renji — Disse Rukia ao se referir aos enormes seios que não se ajeitavam no vestido de Rangiku.

Demorou até que eles conseguiram carregar a chefe desacordada para fora dos dormitórios, ela falava coisas sem nexo e indecifráveis, mas eles não se importavam, a maior surpresa foi que, ao sair para fora e tendo conseguido colocar Rangiku no táxi, deram de cara com Byakuya, que observava a cena e foi logo abrindo a porta do carro para Rukia e dizendo:

— Vamos para casa, acho que você deve ter muitas perguntas, mas amanhã eu prometo que explicarei tudo.

Ela consentiu, mas não antes de dar um último abraço em Renji...

— Boa noite... Nos vemos amanhã? — Perguntou ela ao ruivo.

— Na sua sorveteria preferida. Como fazemos em todos os nossos aniversários, tomaremos sorvete. — Respondeu ele e ainda depositou um suave beijo na testa da baixinha.

— Até mais então. — Disse ela com um sorriso largo, já entrando no carro do diretor.

— Boa noite. — Disse Byakuya a Renji e entrou no carro.

O silêncio era angustiante dentro daquele carro, mas Rukia não se arriscaria a lançar nenhuma palavra, tinha medo da reação de seu patrão. Ele comprimia os dedos contra a testa, estava claramente sentindo o peso do álcool que tinha ingerido mais cedo, então Rukia tirou de sua pequena bolsa um par de comprimidos para a dor e lhe ofertou. Ele agradeceu o gesto, pegou uma pequena garrafa de água mineral que estava no console do carro e tomou o remédio.

Ao chegar em casa, se separaram, cada qual para seu aposento que ficavam em direções opostas. Ao chegar em seu quarto, a pequena fechou a porta e, encostada no batente, tocou os lábios sorrindo e pensando em como ela não se sentiu tímida diante de tantas carícias, sentia que com Renji estava segura, o calor de seu corpo a fazia sentir confiante, não sentiu em nenhum momento vergonha por sua aparência ou por demonstrar seus desejos. "Ele me livrou da minha invisibilidade", pensava ela radiante.

Em sua cama, Renji não acreditava no que tinha acabado de acontecer, é claro que amaldiçoava até os fios de cabelo de Rangiku por estragado aquela que poderia ser a noite de seus sonhos, mas ao pensar em como parecia inacreditável que finalmente teve a chance de tocar Rukia como sempre desejou, seus sorrisos escapavam sem que ele percebesse.

Renji nutria esse amor por tantos anos sem nada dizer que já estava certo que nunca teria uma chance, sempre que ouvia os caras de sua classe falando a respeito de "friend zone" ele pensava... "É bem aí que estou", mas depois do que acabara de acontecer, sabia que não poderia deixar que ela escapasse nunca mais. Em seu travesseiro ainda estava o cheiro do perfume dela, o abraçou ignorando o fato que parecia um idiota apaixonado, espera, era quase isso mesmo, sem a parte do "idiota" é claro, e assim adormeceu.

Rukia estava se sentindo leve e feliz, mas ainda curiosa para saber o que a manhã seguinte tinha reservada para ela. Quais seriam as explicações que Kuchiki teria para dar? E por que ele parecia aliviado em poder fazê-lo?

Notas finais
Musica pra vocês... And I remember, all those crazy things you said You left them riding through my head You're always there, you're everywhere But right now I wish you were here All those crazy things we did Didn't think about it, just went with it You're always there, you're everywhere But right now I wish you were here Tradução ~ Me lembro de todas aquelas maluquices que você disse Você as deixou passando pela minha cabeça Você sempre estava lá, você estava em toda parte Mas agora eu queria que você estivesse aqui Todas aquelas coisas malucas que fizemos Não pensamos a respeito, apenas fomos na onda Você sempre estava lá, você estava em toda parte Mas agora eu queria que você estivesse aqui Wish You Were Here Avril Lavigne