Invisible
4 I can feel you arround...
Notas iniciais
Pov Sophie.
Uma hora da manhã, sim, uma hora da madrugada e meu celular resolve tocar. Meu toque não era nada alto, era apenas a musica “That’s Just the Way we Roll” dos Jonas, ou seja, nem acordou a vizinhança toda. Antes mesmo de atender já sabia quem era.
– ISSO É HORA DE VOCÊ ESTAR NA RUA, SOPHIE????- minha mãe berrava tanto, que nem precisei colocar o celular no ouvido, parecia que estava no viva-voz.
– Eu to na casa de uma amiga, sossega.
– AMIGA??? APOSTO QUE VOCÊ TÁ ENCHENDO A CARA COM AS VADIAS QUE VOCÊ ANDA! VOCÊ TEM 5 MINUTOS PRA CHEGAR EM CASA, SOPHIE!
– Sem chances, mãe. Já ta tarde, e não tem mais ônibus nem taxi. Assim que amanhecer, eu chego em casa. Tchauzinho... – Desliguei antes que ela respondesse.
Joseph havia acordado, e me encarava. Coitado, estava tão machucado, dava até dó ver ele daquele jeito. Eu não sabia se ele ia deixar eu ficar lá ou não, mas nem perguntei. Ele me devia uma, por ter salvo a vida dele. Logo sentei ao seu lado e liguei a TV. Estava passando na Disney “JONAS L.A.”, e o capitulo que eu mais amava. Joe Lucas estava gravando a cena de um filme, e ele cantava para um fantasma, para a April. Logo, o Joseph que também começou a cantarolar a musica, e eu fiquei apenas a ouvir.
I can feel you all around
In the silence I hear the sound
Of your footsteps on the ground,
My heart slows down.
So now I'm,
I'm waiting for the moonlight
So I can find you in this perfect dream,
Don't think that you can hide there in the shadows,
Girl you're not invisible.
You're all that I can see.
– Sabe, Joseph, acho essa musica linda…
– Sério?
– Sim.. Sabe, Joseph, você é diferente do que eu pensava. Você é diferente daquele menino marrento que eu conheci hoje na aula de Portugues. Você demonstra ser seguro, mas sei que no fundo você é frágil. – Disse, observando o nada.
– Sophie, eu sou diferente de todos os caras que você possa conhecer. Escondo segredos que até Deus duvida. E sou do tipo que luta pelo que quer, e talvez seja esse o motivo de tanta gente me odiar. Você viu só uma amostra hoje, aliás, obrigada por ter me ajudado. Você é.. um anjo. – ele disse e fechou os olhos. As dores deveriam estar fortes ainda, então peguei em sua mão, e voltei a atenção para o seriado. Não demorou muito para que nós dois estivéssemos dormindo novamente.
Já era 10 horas da manhã, e meu celular já havia despertado. Estava com dor no pescoço, havia dormido de mal jeito. Logo que abri os olhos, vi que Joseph não estava lá.Chamei por ele, mas ele não apareceu. Logo fui andando pela casa, enquanto me espreguiçava, até encontrar o quarto dele, e vê-lo em frente ao espelho, observando seus novos hematomas.
– Bom dia... você ta bem? – perguntei, encostada na porta.
– Bom dia... Estou na medida do possível. E você ? – ele me observava.
– Ah, estou bem. Bom, eu já tenho que ir, antes que minha mãe mande o FBI atrás de mim. – Sorri e o observei. Ele era realmente bonito, até mesmo com aquelas marcas. Ele se aproximava, e eu automaticamente ia para trás, até que encostei na parede, e ele apoiou suas mãos ao lado da minha cabeça, ficando rosto a rosto comigo. Dava até para sentir sua respiração. Quente, e o cheiro do hálito fresco, com aquele aroma de loção pós barba. Senti um cala frio.
– Entendi... Mas hoje é feriado, e você já esta encrencada mesmo, poderia ficar um pouco mais né...
– Melhor não, preciso mesmo ir. – Disse e sai dali, mas logo ele me alcançou e me puxou pelo braço, e me beijou. Na hora o mundo sumiu, e éramos só nos dois ali. Mas logo percebi o que estava acontecendo e empurrei ele. Peguei minha bolsa e sai de lá. Não podia ficar com ele, eu o mal conhecia, já tinha feito uma burrada de dormir lá. Então peguei e fui embora para casa, onde fui recebida aos berros por minha mãe.
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