Notas iniciais
Oláaa :]

Apareci depois de outra década. Fazer o que.

Er, não tenho o que falar aqui. Sei lá. Desculpem o capítulo ser tão pequeno, não tinha muita coisa para por nele, mas acho que saiu razoavelmente bom.

É isso.

Enjoy :}

High School – 11th grade.

Após o primeiro encontro, muitas coisas mudaram entre Minato e Kushina. O loiro descobriu que precisava de muita paciência com a amada, pois, quando esta começava a falar, não parava mais. Ela não gostava de estudar, de modo que sempre que ia estudar com ele, distraí-se e o atrapalhava por tagarelar sem cessar. O Namikaze estava obviamente feliz pela ruiva ter decidido se envolver mais e passar mais tempo com sua pessoa, contudo existiam momentos no qual sua única vontade era dormir.

-Ei, Minato, me leva no cinema? Quero assistir o filme que estreou, mas Mito não me deu dinheiro... Aquela velha ranzinza. – a garota resmungou, dando uma mordida em seu lanche. Depois do encontro, ela passara a lanchar com o loiro todos os dias, por isso os dois estavam sentados em uma mesa afastada, evitando as gritarias e os olhares desnecessários dos outros adolescentes. O jovem lia um livro de forma compenetrada, de modo que apenas acenou positivamente com a cabeça. – Você ouviu o que eu perguntei? – ela cruzou os braços e, por não obter resposta, puxou o livro, fazendo Minato encará-la um pouco cansado.

-Eu ouvi, Kushina... Sabe que vou te levar no cinema mesmo que você bata na minha porta uma hora antes da sessão me obrigando a ir... Será que pode devolver meu livro? – a voz dele era desanimada e a paciência curta. A ruiva embicou os lábios e empurrou a brochura em sua direção.

-Você anda tão chato... – comentou, terminando de beber o suco e fazendo o irritante barulho de sugar as gotas finais da caixinha.

-Eu estou cansado, Kushina... Você me ligou às duas da manhã para resmungar sobre o final sem sentido da sua série favorita. – ele passou a mão pelos fios e então apoiou a cabeça nela, escorando o cotovelo na mesa e olhando para a garota de forma vazia.

-Ah, desculpa! Eu estava muito irritada e não tinha ninguém para conversar! – A Uzumaki virou o rosto. Minato quisera se aproximar dela, não é? Então devia estar sempre presente. Não queria algo pela metade, apenas nas horas convenientes. Era assim com sua mãe, o que a deixava extremamente nervosa. Ouviu uma risada e voltou o olhar para o loiro, vendo-o sorrir daquele jeito tão simples e adorável.

-Eu sei... Não estou bravo. Adorei ouvir sua voz de noite. Só não me culpe por não estar cem por cento atencioso hoje... – ela sorriu de canto involuntariamente. Odiava a maneira como ficava feliz toda vez em que ouvia um elogio do garoto. Virou o rosto apenas para parar de se concentrar nas curvas do rosto do Namikaze e acabou encontrando Mito e Hashirama parados na porta do refeitório com uma feição nada boa. Eles pareciam procurá-la, fazendo-a arquear uma sobrancelha. Os mais velhos por fim a avistaram e caminharam em direção à mesa.

Os dois chegaram e cumprimentaram Minato silenciosamente. O homem agachou-se ao lado de Kushina e repousou uma mão em seu ombro, olhando-a cheio de compaixão e dor. A ruiva não gostou nada do olhar direcionado a ela, ficando ansiosa e apreensiva.

-O que aconteceu? – indagou rapidamente, olhando de um responsável para o outro. Os idosos se entreolhavam e pareciam não ter coragem para falar o que queriam. Sua paciência desapareceu rapidamente. – O que aconteceu? – sua voz se elevou e Hashirama piscou lentamente.

-Kushina, querida... Sua mãe... Ela teve uma overdose. Desculpe-me...

A adolescente paralisou por alguns segundos, contudo, quando o outro se movimentou na intenção de abraçá-la, ela se desvencilhou e saiu correndo de forma desesperada. Ouviu seu nome sendo gritado, porém não deu ouvido, concentrou-se apenas em fugir do lugar. Fugir daquela realidade. Seus olhos estavam inundados e as lágrimas rolavam grossas por seu rosto, fazendo-a tropeçar diversas vezes nos próprios pés. Sua mãe não podia ter morrido! Ela não podia ter ido sem se desculpar, sem dizer que havia errado, sem afirmar que amava a filha e fora estúpida! Ela precisava pedir perdão primeiro! Precisava dar um abraço em sua cria e dizer que recompensaria o tempo perdido...

Acabou tropeçando de verdade e foi de encontro ao chão. Bateu os joelhos e as mãos com força contra o piso frio, porém, em vez de levantar, continuou no mesmo lugar, soluçando e deixando-se encolher cada vez mais. Então sentiu um toque em suas costas, o que a fez erguer os olhos. Ao ver Minato, levantou-se rapidamente e tentou correr para longe, todavia o rapaz segurou seu braço e a impediu.

-Não fuja, Kushina! Eu só quero te ajudar! – ele disse enquanto desviava dos tapas que ela tentava acertar.

-Solte-me, Minato! Eu vou atrás dela! Eu vou obrigá-la a me pedir desculpas! Ela não pode morrer! Ela não pode me abandonar de vez! – a ruiva começou a bater no peito do loiro com força, porém este aguentou a dor e deixou-a colocar tudo para fora. – É injusto! É cruel! Eu não mereço isso! Eu fiz tudo para que ela me amasse! Por que ela não pôde me amar? – os gritos ecoavam pelo corredor vazio e aos poucos foram perdendo força, assim como as mãos da Uzumaki contra o peito do Namikaze. Em alguns minutos, ela apenas voltara a chorar, escorregando os braços pela cintura do outro. Abraçou o adolescente com força, enterrando a face em seu peito e encharcando a blusa de seu uniforme.

-Vai passar, Kushina... Eu estou aqui com você... – ele iniciou uma carícia suave nos cabelos vermelhos, envolvendo a jovem de forma acolhedora.

-Não me deixe jamais, Minato... Nunca vou te perdoar se você me abandonar que nem ela. – Kushina murmurou entre soluços. – Eu te proíbo, está me ouvindo? Você não pode sair do meu lado... Nunca... – o choro dela aumentou e o loiro a apertou mais forte.

-Não vou... Eu vou estar sempre com você, Kushina. Você poderá sempre contar comigo ao seu lado... – o silêncio perdurou por minutos, pois Minato deixou a amada chorar pelo tempo que precisasse em seus braços. Quando ela parecia um pouco mais calma, ele se afastou e limpou seu rosto avermelhado. –Vamos, eu te levo para casa... – ela confirmou fracamente com a cabeça. O jovem tentou se afastar para começar a andar, contudo a de cabelos vermelhos agarrou sua cintura de lado, forçando-o a caminhar com ela agarrada a si.

-Minato, eu quero ir para a sua casa... – a Uzumaki sussurrou. Podia estar com um pouco de vergonha por ter se dado conta das coisas que falara na flor da emoção, mas ainda sim não queria sair do lado do loiro.

-Tudo bem... Vamos lá para casa. Eu te compro um cupcake no caminho, tudo bem? – ele depositou um beijo terno em sua testa e sorriu fracamente.

-Obrigada...

[...]

Kushina passara uma semana dormindo na casa de Jiraya e Tsunade. Deitava-se na cama do quarto de visitas, porém sempre se esgueirava para a cama de Minato durante a madrugada. Na primeira noite, o garoto levou um susto e corou da cabeça aos pés, sentindo-se desconfortável em recebê-la a seu lado em baixo das cobertas. Porém, nos dias seguintes, ela simplesmente espremeu-se a seu lado e o abraçou. A ruiva chorava silenciosamente durante a noite e, muitas vezes, o loiro não conseguia dormir por se preocupar em limpar as lágrimas e depositar carícias em seu rosto e cabelos em uma tentativa de acalmar a dona, por isso, no final de semana, ele estava dormindo em pé.

Sentou-se no tapete de seu quarto para ver um filme ao lado da Uzumaki, contudo acabou cochilando nos primeiros minutos de filme e só acordou nos créditos finais. Sobressaltou-se um pouco ao ver que havia dormido tanto e não entendeu por que Kushina não o havia acordado. Encarou-a. Estava encolhida em baixo de seu braço e tinha a cabeça recostada em seu peito.

-Por que não me acordou? – perguntou, pois estava muito curioso a respeito da resposta, afinal a adolescente odiava quando não davam devida atenção a um filme.

-Eu sei que não dormiu direito essa semana... – ela murmurou, afastando-se dele para tirar o disco do DVD. O loiro corou um pouco ao saber que a adolescente tivera consciência de suas carícias. – Desculpa por isso.

-Está tudo bem... – o garoto ajeitou os cabelos com um pouco de timidez. Ter sua amada em um estado tão frágil dormindo ao seu lado por algumas noites parecia ter mudado muitas coisas. Podia sentir pelos olhares trocados e pelo aumento vertiginoso de timidez por ambos os lados. – Como você está? – perguntou com um pouco de receio, pois evitara falar sobre a mãe da ruiva durante a semana.

-Acho que estou melhorando... – ela engatinhou para perto dele, sentando-se e abraçando os joelhos. – Eu só queria que ela tivesse me dirigido alguma palavra final, sabe? – o silêncio se fez presente por alguns minutos. – Mas se quer saber, eu estou realmente começando a acreditar que minha mãe culpava a si mesma e não a mim... – o Namikaze a encarou de forma terna, não conseguindo evitar que seus dedos tocassem em uma mecha de fios vermelhos.

-Tenho certeza que você vai ficar bem... – murmurou, brincando com o cabelo da amada entre os dedos. Kushina deu uma risada curta e descrente. Então se voltou para Minato, focando-se em seus olhos azuis. As bochechas femininas ficaram rubras e ela abriu a boca na intenção de falar, porém não conseguiu proferir as palavras de imediato. Esperou um pouco e desviou o olhar para conseguir coragem.

-Eu acho que só vou ficar bem porque tenho você... – a Uzumaki abraçou ainda mais os joelhos. – Obrigada por não desistir de mim, mesmo eu sempre sendo tão cruel com você... – o loiro foi pego de surpresa e não entendeu muito bem o que acontecia. Soltou uma risada um pouco nervosa e coçou a nuca. Não conseguia decidir se era o momento certo para falar sobre seus sentimentos. Expressar-se poderia afugentar a ruiva ou parecer um tanto aproveitador de sua condição psicologicamente debilitada. Engoliu em seco, remexendo-se desconfortavelmente. Talvez fosse a hora. Talvez fosse melhor encerrar suas expectativas, frustradas ou correspondidas.

-Acho que deve saber por que sempre relevei suas grosserias... – a garota não falou nada, apenas continuou com a cabeça repousada nos joelhos e com o olhar voltado para o lado oposto do dele. Minato respirou fundo e acumulou coragem. – Eu te amo, Kushina... Sempre amei e sempre vou amar. Acho que ficaria ao seu lado mesmo se esfarelasse meu coração... – sua voz não saiu forte e ele não conseguiu olhá-la. Com o rosto quente e as mãos trêmulas, o adolescente apenas esperava que Kushina o rejeitasse.

O quarto ficou imerso em quietude por longos minutos até que o Namikaze sentiu uma mão repousar sobre a sua. Ele se espantou com o toque e virou o rosto, porém, antes de processar o toque, foi atingido por um contato corpóreo ainda melhor. Os lábios da ruiva tocaram nos seus lenta e suavemente e a mão dela repousou sobre seu rosto com muito carinho. O selo delicado e apaixonado perdurou por um longo tempo antes que o beijo fosse aprofundado, até porque o loiro demorou a processar que aquele momento de fato havia chegado.

Quando o beijo por fim se tornou mais intenso, foi como se algo absurdamente esperado estivesse acontecendo. A Uzumaki envolveu a cintura do amado, enquanto ele segurou seu rosto nas mãos. Os lábios se massageavam e as línguas exploravam a boca desconhecida e desejada. Minato não podia estar mais feliz, pois finalmente alcançara aquela que sempre amara. Poderia beijá-la pela eternidade, tê-la em seus braços para sempre. Não queria que o momento acabasse. Não queria ter que afastar seu corpo do dela. Kushina também não se sentia muito diferente, afinal, nos braços do loiro, possuía segurança e certeza de ser estupidamente amada. Sabia que enquanto estivesse com o jovem não estaria sozinha e não teria motivos para se sentir rejeitada ou inferior. O Namikaze a fazia se sentir importante e única.

-Minato... – murmurou após o contato se encerrar vagarosamente e pouco a pouco. – Eu sei que tentei negar por muito tempo... Mas eu também te amo. – as bochechas da ruiva ficaram um pouco coradas e ela enterrou o rosto no peito do garoto, apertando nas mãos a camiseta que ele usava. Sentiu uma carícia ser iniciada em seus cabelos e pensou como amava ter os dedos de Minato deslizando por seus fios. Era como se ele dissesse sem palavras o quanto achava seu cabelo lindo, o quanto o achava tão lindo quanto ela. Sorriu e levantou a cabeça, deixando-se perder na imensidão azul dos olhos dele. – Que bom que não desistiu de mim.

-Não poderia... Nunca poderia me perdoar se desistisse da mulher da minha vida. – o loiro acariciou a extensão do rosto da garota com o polegar, aninhado-a ainda mais entre suas pernas.

-Você é tão bobo. – ela riu envergonhada, apertando o enlaço em sua cintura.

-Só sou bobo em relação a você. – Minato roubou um selinho demorado dela para então roubar outro beijo caprichado. – Será que já posso te considerar minha namorada?

-Como assim? Cadê o pedido formal? Acha mesmo que pode me ter assim com tão pouco? – Kushina cruzou os braços e fez um bico fingido, tentando parecer ofendida. O amado riu suavemente e colocou uma mecha de cabelo vermelho atrás de sua orelha.

-Kushina, será que poderia me conceder a honra e a felicidade de ser minha namorada após tantos anos gritando comigo, jogando objetos na minha cabeça e me chamando de afeminado? – A ruiva não conseguiu conter a gargalhada e tampou o rosto com as mãos. Em seguida envolveu o pescoço do Namikaze e encostou seu nariz delicadamente no dele.

-Eu aceito... Acho que você já sofreu o suficiente e deixou o lado feminino para trás. – ela então se afastou e levantou o indicador, olhando-o de forma severa. – Mas não ouse olhar, falar ou pensar em outra menina! Agora você é propriedade exclusiva de Kushina Uzumaki. Qualquer vadia que se atrever a te olhar vai perder os olhos, porque eu irei tirá-los com uma colher! – um arrepio percorreu a espinha do namorado, afinal a Uzumaki conseguia ser bem aterrorizante quando queria. Sentia pena de qualquer alma feminina desavisada que tentasse conversar com ele.

-Claro. Vou providenciar uma etiqueta imediatamente. – ela desferiu um tapa leve em seu braço e sorriu tanto quanto o próprio.

-Está treinando para ser comediante, é? Para de fazer piada e me beija. Ainda não tenho certeza se você beija bem.

Minato acatou a ordem e dedicou sua tarde para provar a namorada como conseguia ganhar experiência com muita rapidez. Os dois acabaram anunciando o relacionamento durante o jantar e Jiraya e Tsunade até mesmo abriram uma garrafa de champanhe para comemorar o fim de tão extensa novela mexicana. A noite foi de risadas e piadas, além de muito selinhos, carícias e abraços trocados pelo novo casal.

Kushina não dormiu em seu quarto novamente, porém, desta vez, esgueirou-se para cama do loiro não para chorar, mas sim para continuar nos braços aconchegantes do amado, beijando-o por grande parte da noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado.

O próximo é último. Vai demorar um pouco. To sem inspiração e não sei direito o que escrever nele. Espero que entendam, o cursinho e outras ideias estão me sobrecarregando.

Vou fazer o possível.

Até :}