Invisível
19 Propostas
Notas iniciais
Quando ainda eram crianças, Renji e Rukia tinham o desejo de um dia poder ter um lar, não ter que sair de uma casa para outra por não poder pagar os aluguéis, eles eram quase que crianças quando alugaram seu primeiro quarto em uma pensão e trabalhavam muito em pequenos bicos aqui e ali para poderem sempre honrar com seus compromissos e todo o trocadinho que sobrasse nunca era esbanjado, mas guardavam em forma de economias para que um dia pudessem comprar um apartamento.
Quando atingiram certa idade, já podiam ter uma conta poupança, e era para lá que era destinado todo e qualquer rendimento extra. Não tinham a intenção de se separarem, apesar de que antes eles também não pensavam em se envolver romanticamente, mas sabiam que a realidade era dura e que separados jamais conseguiriam nada.
— Podemos então procurar um apartamento? — Exclamava Rukia quase que aos pulos.
— Sim, sairemos em busca de um apartamento assim que eu estiver estabelecido no novo cargo. — Dizia Renji ao telefone.
Byakuya não tinha o hábito de ouvir conversas alheias, mas como Renji estava exaltado de felicidade, acabou falando em um tom mais alto e pôde ser ouvido de dentro da sala presidencial. Algo no semblante de Byakuya mudou ao ouvir as palavras de Renji, um plano estava sendo arquitetado em sua mente.
Os dias se passaram e como tudo já tinha sido alterado com sucesso, o casal passou então a buscar um lugar para que pudessem enfim realizar seu sonho, mas nada do que achavam era apropriado, sempre tinha algo que os impedia de fechar negócio, já tinham visto cerca de sete apartamentos diferentes, mas sem sucesso.
Em uma manhã Renji estava em reunião com Byakuya trocando informações de um bom futuro investidor em um dos cursos, quando o corretor de imóveis mandou a secretária de Renji avisá-lo de um imprevisto que o impediria de levá-lo para conhecer o oitavo apartamento, ele então pediu desculpas a Byakuya pela interrupção na reunião, mas foi aí que Byakuya conseguiu a oportunidade de lhe fazer uma proposta...
— Percebo que vocês têm se esforçado para encontrar um apartamento e se não for intromissão demais, eu gostaria que fossem olhar um dos meus que está desocupado ha algum tempo, é bem perto daqui e seria bom se pudessem morar o mais perto possível. — Disse ele sem parar de folhear os documentos de proposta do investidor.
— Mas essa região é o lugar mais bem situado e deve ser muito caro para nós. — Disse Renji humildemente.
— Bem eu andei pensando sobre isso e acho que poderíamos fazer uns ajustes com o tempo de serviço prestado aqui e com acordos e uma boa entrada, o restante eu poderia parcelar para vocês. — Respondeu ele já demonstrando mais interesse na conversa.
— Eu não quero ser um peso para ninguém, mas se não for abuso demais, nós poderíamos calcular de um modo que ficasse bom para ambos. — Respondeu Renji não querendo deixar escapar a chance que estava à sua frente.
— Me passe o valor da entrada e eu já mandarei que o contrato seja feito, as parcelas serão calculadas de forma que não fique pesado para vocês. Vou pedir que entreguem as chaves e o endereço na sua sala até o fim do dia. — Disse Byakuya entregando os documentos assinados nas mãos de Renji.
— Muito obrigado desde já, sei que não tenho condições de agradecer apropriadamente por tudo o que tem feito por nós, mas saiba que sou eternamente grato por tudo. — Disse Renji com o sorriso quase lhe escapando dos lábios.
— Cuide bem da Rukia, se Hisana e eu soubermos que ela está feliz, já é o melhor agradecimento que você poderia nos dar. — Respondeu Byakuya ensaiando um singelo sorriso.
Tendo encerrado os assuntos, Renji foi para sua sala, terminou todo o seu trabalho e foi se encontrar com Rukia para que pudessem almoçar juntos. Durante a refeição contou-lhe tudo sobre a proposta inesperada de Byakuya. Ela saltou em seus braços de felicidade e os dois começaram a imaginar em como seria o tal apartamento.
No final do dia o casal já estava de posse das chaves e do endereço de sua futura morada, chegando ao local mal podiam crer em tudo que estava diante de seus olhos, era perfeito, espaçoso e todo mobiliado, pensavam que iriam paga-lo por toda a vida, já que o local além de bem situado era muito luxuoso. Já que Byakuya insistia que eles ficassem com o apartamento, decidiram aceitar a boa vontade do cunhado, já que não era de graça, eles pagariam cada centavo com muita alegria.
— Chega a dar vontade de casar. — Disse Renji ao andar pela sala.
— Casar é algo muito ultrapassado, não? — Respondeu Rukia rindo de uma forma suspeita. Ela sempre deixou claro que casamento era algo inútil, já que tinha presenciado muitas pessoas casando e sendo muito infelizes. Mas não podia ignorar que estar com Renji vinha fazendo com que ela sentisse mais romantismo e que seu coração mudava a cada dia, para melhor.
— Eu sei que você é contra e que não teremos condições de realizar uma cerimônia diante das prestações que vamos encarar a partir de agora, mas eu tenho a certeza de que você é a mulher com quem eu quero passar cada um dos dias da minha vida. — Disse ele a abraçando e a olhando diretamente nos olhos.
— Eu não sou mais "tão contra" e é uma terrível injustiça falar algo como isso assim, me pegando... E beijando... E com esse olhar... — Dizia ela cedendo aos beijos e carícias de seu amado.
— Casa comigo Rukia, eu nunca vou te abandonar, vou te fazer feliz, posso cozinhar algumas vezes, te levar pra cama no colo, aquecer suas noites, te dar um filho... — Dizia ele correndo os lábios do pescoço até o pé de sua orelha, sussurrando e movimentando as mãos pelo pequeno corpo da moça.
— Caso... E se for com esse tratamento gostoso e sedutor, posso ter vários filhos seus... A gente podia começar agora, se você quiser... — Disse ela encaixando-se no colo do ruivo e correndo a mão pelo seu peito.
— Um filho só já está bom, vamos lá pro quarto pra gente "decidir o nome dele". — Respondeu ele ainda mais abrasado.
Byakuya e Hisana esperaram por eles para saber qual seria a resposta a respeito da compra, mas como o casal não voltara, puderam deduzir que o negócio estava fechado.
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