Invisível
16 Planos e conquistas
Notas iniciais
Enquanto a noite estava quente no quarto de Renji, na mansão dos Kuchikis, Byakuya estava vivendo os momentos de romance pelos quais ele tanto tinha esperado...
— Você pretende ficar colado em mim o tempo todo amor? — Perguntou Hisana a Byakuya que estava bem acomodado ao seu lado na cama.
— Tenho que aproveitar todo o tempo em que você está acordada, além do que, fiquei tanto tempo solitário que agora você terá que compensar todos os dias que fiquei sem seus carinhos. — Respondeu ele colocando a mão dela sobre sua cabeça, esperando os cafunés tão bons que somente ela sabia fazer.
— Pobrezinho... Pode deixar que farei tantos cafunés que você vai até pedir para eu parar. — Disse ela sorrindo.
— Nem em sonho eu pediria uma coisa tão insana dessas. — Respondeu ele a abraçando e revirando os olhos de felicidade.
Byakuya vivia momentos muito felizes, mas ainda queria que fossem mais intensos, sentia que algo lhe faltava, algo que o faria sentir a plena alegria. Jamais deixaria que sua amada saísse de perto dele, mas ainda queria mais...
— Sei que ainda é cedo para se falar em casamento, e que você precisa de mais tempo de descanso e tranquilidade, mas tem algo que quero muito lhe falar... Quer ser minha noiva?
— Você sabe que nada me faria mais feliz. — Disse ela com os olhos brilhantes de alegria.
— Então vou preparar tudo... Em quinze dias você acha que podemos fazer uma reunião somente com amigos próximos para anunciar o nosso noivado? — Perguntou ele.
— Sim, até lá estarei recuperada e pronta para dar início ao nosso "felizes para sempre". — Disse ela com uma suave risadinha.
A noite passou com uma calma e felicidade dos dois lados da história, mas ao amanhecer, o casal mais jovem acordava. Rukia abriu os olhos e em seu lado tinha um ser descabelado agarrado a sua cintura, ela então envolveu os braços dele com os seus, os sorrisos escapavam sem que ela pudesse perceber.
Renji sentiu os movimentos da pequena que ele abraçava como que a um travesseiro... "Não é mentira, não é travesseiro, é ela... Minha pequena Rukia". Pensava ele como se não quisesse acordar de um sonho bom, imaginava por quantos anos tinha esperado por aquele momento, o de acordar ao lado da única pessoa que amou, depois de uma noite de amor intenso.
— Não vai levantar moço? — Disse ela ao sentir que ele apertava em meio a sorrisos.
— Só mais cinco minutinhos... — Respondeu ele se afundando no pescoço dela.
— Sempre a frase clássica... Sua chefe pode vir te buscar se você se atrasar. — Disse ela sentindo arrepios pela respiração quente em seu pescoço.
— Verdade e ainda temos que nos apressar para passar na praça de alimentação e apanhar algo para comer. — Lembrou ele.
Rukia então se levantou primeiro, a longa camisa branca pouco podia disfarçar, já que era bem transparente, ela então foi vestindo a lingerie, e procurando suas roupas que tinham ficado esparramadas e misturadas com as dele. Ao vê-la daquela forma não poupou um breve comentário...
— Gosto desse conjuntinho lilás, mas ainda prefiro o preto...
— Como assim "prefere o preto"? Desde quando você me viu de lingerie antes? — Interrompeu ela com uma expressão de fúria.
— Ops... Er... Sabe, sou bom em fingir que estou dormindo. — Disse ele meio sem jeito no começo, mas não resistiu a uma risada no fim da frase.
— Eu nunca poderia imaginar que morei tantos anos com um pervertido! — Disse ela estapeando ele de leve.
— Se eu disser que te fiz muitas "homenagens" durante o banho nesses anos todos, você me mataria? — Provocou a garota ainda mais, enquanto segurava suas mãos defendendo-se de sua ira, em meio a gargalhadas.
— Não posso acreditar que namoro um sem vergonha como você! — Disse ela não resistindo e rindo com ele.
Os dois riram ainda por algum tempo, mas as horas não esperavam por eles, se vestiram rapidamente, escovaram os dentes, pegaram suas coisas e saíram correndo rumo aos seus locais de trabalho.
A sala de Renji era mais perto então Rukia o deixou no trabalho, mas antes que continuasse seu caminho pelos corredores até sua sala, ele deu as pastas que deveriam ser levadas à direção, e nesse momento teve um beijo roubado em frente à porta do departamento financeiro, ela nem podia abraçá-lo, já que estava com as mãos cheias, mas aproveitou o breve momento de amor antes de iniciar o trabalho.
Rukia então o deixou no trabalho e se foi pelos corredores com um sorriso que, por mais que tentasse, não conseguia desfazer. Pensava em quanto estava vivendo um sonho, e pedia a Deus que aquilo pudesse ser prolongado por toda a sua vida...
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