Investigation

13 Episódio 13 - Distintivo Suspenso Pt.4


Elenco: Felipe Machado, Carol Magalhães, Joe Tatum, Narayani Martins e Leonardo Velasco.

Participação Especial: Michael Ribeiro

Episódio 10 – Distintivo Suspenso Pt.4

West Sacramento — Califórnia

A noite está tranquila, a rua está deserta com os carros estacionados nas calçadas. Carol usando uma blusa grande de futebol americano, que chegava até um pouco acima dos joelhos, cabelo preso rabo de cavalo e ouvindo som com os fones de ouvido, ela agacha em frente a mesa e põe um pouco de uísque na xícara de café, tampa a garrafa e a põe na mesa, depois abre o pote ao lado e pega um comprimido, ela o toma com o uísque, em seguida revela a arma ao retirar o pano em cima dela, Carol a gira delicadamente com o dedo e caminha dançando para longe.

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CBI – Sacramento – Califórnia

Leonardo está preenchendo alguns papeis em sua mesa, pela janela, ele avista a parede da sala de Carol com faixas bloqueando-a. Narayani entra na sala de Leonardo.

- Os 10 mil pagos a Owen Barquer, vieram de uma empresa de fachada das Ilhas Cayman – Relata Narayani.

- Isso é bom! – Diz Leonardo.

- No dia seguinte do pagamento, houve uma saída de 1 milhão para outra pessoa – Narayani apoia as mãos na mesa de Leonardo e inclina-se a ele.

- Aposto que era para o atirador, você consegue rastrear?

- Eu já tentei, mas...

- Dará em becos sem saída até chegar numa conta fechada ontem! – Diz George, parado na porta.

Narayani vira-se e o encara.

- Okey, estamos trabalhando no caso... Mas só queremos... – Diz Leonardo.

- Esqueça... – George o interrompe – Como a Carol está?

- Está bem! – Responde Leonardo.

George os encara por alguns instantes.

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- Ela está bem! – Afirma Felipe, caminhando com Cameron pelos corredores da CBI.

- O que ela disse a você exatamente? – Pergunta Cameron.

- Não cheguei a falar com ela – Diz Felipe – Ela nem me deixou entrar!

Eles entram na sala de Cameron, de repente ele para de andar, Felipe o encara da porta, Cameron vira-se dando uma risada de leve.

- Está preocupado com ela! – Ele diz, Cameron se aproxima de Felipe – Acha que ela pode fazer algo estúpido?

- Suicídio?... Oh, não! – Felipe tenta manter a tranquilidade em frente a Cameron – Se fizesse, não culparia a agencia!

- Essa não é a minha preocupação... Você devia ter pego a outra arma dela.

Felipe evita seu olhar.

- Tenho certeza de que ela ficará bem – Diz Felipe, forte nas palavras.

Cameron afirma com a cabeça dando um suspiro, Felipe então sai apressado dali, Cameron o segue pelo olhar.

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West Sacramento — Califórnia

A campainha soa pela casa, Carol se aproxima da porta, ao abrir depara-se com Michael, ela da uma pequena espantada.

- Cameron pediu para eu passar aqui – Diz Michael.

Carol revira os olhos e afasta-se da porta, Michael adentra na casa fechando a porta e a seguindo até a sala de estar.

- Podemos conversar? – Ele está sorridente e bem alegre.

Carol para de caminhar e o encara, ela estava com uma garrafa de uísque na mão.

- Cameron?

- Estamos todos preocupados com você – Diz George.

- Porque eu surtei?

George para em frente a ela.

- Porque eu saí que nem uma louca da CBI?... Ou porque eu matei um cara? – Pergunta Carol, ela larga a garrafa de uísque.

- Você matou Tanner?

Carol vira-se pegando a arma em cima da mesa e encara Michael.

- Como vou saber?... Talvez sim – Diz Carol, com a arma na mão.

- Carol... Abaixe sua Glock – Michael sentisse ameaçado.

- Ótimos olhos, doutor – Diz Carol, ela da um passo a frente e ele para trás – A Glock 9-milímetros...

Michael fica sério, apenas olhando para a arma, receando que disparasse.

- Está com trava de segurança... Que estúpido! – Diz Carol – Quero dizer, é como se não tivesse trava nenhuma.

- Que tal você me entrega-la? – Pergunta Michael, aflito.

Carol levanta a arma para o lado de seu rosto e encara Michael franzindo os olhos, então ela aponta a arma a ele.

- Não me olhe deste jeito – Carol diz com um tom frio e ameaçador.

Michael fecha os olhos, suas mãos estão tremulas.

- Não me olhe deste jeito... Tudo isso é culpa sua – Diz Carol.

- ... Carol... – Michael fica olhando para o chão, sem querer encará-la.

- Destrancou muitas coisas na minha cabeça – Ela segura a arma com as duas mãos – E agora não consigo lembrar... Minha cabeça está confusa e a culpa é sua.

- Carol, abaixe isso – Michael levanta as mãos devagar – Precisa se acalmar.

- Acalmar? – Os olhos de Carol estão fundos de tanto chorar, seu nariz avermelhados, seus olhos um pouco inchados e vermelhos, então começam a se encherem de lágrimas – Você está certo, doutor... Tinha algo que eu queria te falar... Pareço calma do lado de fora, mas internamente... Estou com muita raiva, às vezes acho que vou explodir.

Ela funga contento o choro e continua lhe encarar.

- Toda miséria e dor que vejo todos os dias... Me faz querer gritar... Mas eu guardo tudo – Diz Carol, com sua voz um pouco tranquila, as lágrimas escorrem por seu rosto – Guardo tudo porque eu tenho que ser calma e racional, esse é o meu trabalho – Carol põe o dedo no gatilho da arma – Mas eu quero puxar esse gatilho... Quero matar!

- Está zangada, muito estressada...

Ela da uma risada de canto.

- Eu acho que matei... A-acho que matei Tanner...

- Shhhh – Michael diz com os olhos fechados, ele os abre e a encara – Carol... Se o matou... Está tudo bem... Ele era um homem muito mal, não tem razão para machucar mais ninguém... Ou você mesma!

- Ainda não consigo me lembrar – Diz Carol.

- Você pode e irá... E quando lembrar, quando colocar a verdade para fora, todo esse peso e preocupação sairão dos seus ombros.

Carol encolhe os braços e deixa a arma de lado na altura do ombro.

- Tudo bem... – Ela diz, afirmando com a cabeça.

- Quero que você visualize a cena para mim – Diz Michael, encarando-a levemente – Reviva o momento... Você foi ao beco, atrás deste homem terrível... Consegue vê-lo?

- Não... Bem... Sim, talvez...

- Sim, sim, você o vê – Diz Michael – Vê as lixeiras e todo o lixo, e uma parede velha, e vê Tanner!

Carol confirma.

- Você viu aquele monstro que destruiu tantas vidas – Diz Michael, exaltando-se – É demais... Veja Carol...

Carol imagina a cena, uma pessoa estica a mão e atira em Jeremy Tanner, ela não visualiza o rosto.

- A fumaça... O lixo – Relata Michael – As paredes imundas do beco, o desenho de uma cruz...

Carol lembra-se do emblema de uma cruz na parede acima do corpo de Tanner.

- Deus pode ter piedade de Jeremy Tanner, mas o inferno não terá! Ele merecia morrer.

Carol para de chorar, ela o encara estranhando.

- Mas você ainda é uma boa pessoa, Carol... Pode superar isso!

- A cruz?- Pergunta Carol.

- Como?! – Michael a entende.

- A cruz... Michael – Carol está perfeitamente bem, sua voz está normal como sua expressão – Como sabia da cruz? Estava na parte interna da porta, só o assassino teria visto!

- Bem, Carol, você me contou sobre a cena do crime – Diz Michael.

Ela da um sorriso sem acreditar.

- Não, eu não contei – Ela afirma.

Então, Michael fica sério e a encara com raiva.

- Wow... Muito bem feito, você foi maravilhosa, Carol – Felipe desce a escada devagar – Ótimo trabalho mesmo!

- O que?! – Michael fica surpreso.

- Claro, a cruz – Diz Felipe – Não pode resistir a ela, pode, doutor?... Católico ortodoxo, talvez?

- O que é que está acontecendo aqui? – Pergunta Michael.

Carol abaixa a mão com a arma e tira à maquiagem que deixa seus olhos fundos, Michael arregala os olhos e volta sua atenção para Felipe na escada.

— Se renda, Michael, pegamos você... Brilhante e tanto! – Diz Felipe – Fez Carol voltar semanas após semanas, até tirar as digitais dela na sua caneca e dopá-la com o que? Lorazepam?

Michael fecha as mãos, irritado.

- Dose dupla na Terça para causar perda de memória – Relata Felipe, friamente – Perda de memória que você sabia que a Carol iria esconder, o que a fez se reprovada no polígrafo! Muito para um estudante da natureza humana, não é doutor?

- Seu... Seu colapso na CBI, aquilo foi mentira? – Pergunta Michael.

Carol da um sorriso felizarda.

- E como foi bom? Ela se saiu muito bem! – Diz Felipe – Depois disso, tudo que tinha que fazer era mandar o Cameron mandá-lo para cá!

- Me fez esperar a noite toda! – Diz Carol.

- Tem uma coisinha... Apenas uma coisinha, lorazepam, talvez tenha sido demais, quando Carol não se lembrou da noite do assassinato, mesmo sob hipnose, sabia que estava sendo drogada... Tirando isso? Tudo certo!... Muito impressionante, muito mesmo, parabéns!

- Obrigado! – Agradece Michael.

- Não por isso – Diz Felipe, com um sorriso.

Carol aproxima-se de Michael, quando ele vira-se para olha-la, Carol lhe da um soco no rosto que o faz virar para o lado, Felipe da um passo para trás, ela o chuta nas costas que o faz bater na parede, Carol estica a mão para o lado e Felipe a entrega as algemas, ela pega brutalmente os braços de Michael e os leva para as costas.

- Você está preso, desgraçado! – Diz Carol – Tem o direito de permanecer calado, tudo que dizer ou fazer, pode e será usado contra você no tribunal!

Felipe a assistir sorrindo.

- Tem direito a um advogado! – Diz Carol.

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CBI – Sacramento – Califórnia

Leonardo está levando Michael algemado pelo corredor.

- Esse cara que te deu 1 milhão de dólares. Quer conhecê-lo?

- O que quero? Quero um acordo, e um bom. O que tenho, valerá a pena! De 2 a 5 anos, segurança mínima.

- Não terá acordo, sabemos quem ele é – Diz Leonardo – Só queria saber se você sabia!

Joe e Narayani estão levando Carter algemado para outra sala, passando em frente a Leonardo e Michael.

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- Levou um tempo, mas rastreamos a empresa de fachada até você Carter – Diz Narayani, sentada na mesa de interrogatório e alguns arquivos na mesa, ela o encarava com frieza.

Carter está com as mãos algemadas em cima da mesa.

- Pagou o doutor Ribeiro e Owen Barquer para culpa a Carol do assassinato de Tanner – Ela diz, então lhe mostra um papel – Esse estrato bancário comprova isso!

- Desacreditar um policial foi muito mais esperto que matá-lo – Diz Joe – Todos caímos na sua, mas assim o testemunho dela morre com a carreira!

- Que tal nos dar uma declaração? Talvez o ajude! – Diz Narayani.

- Que tal me beijar? – Pergunta Carter, ele inclina-se para frente – Você é linda!

Narayani não move um músculo, ela o encara com perseverança.

- Você não é tão feio comparado com todos os prisioneiros do estado! – Diz Narayani.

Carter fica quieto, completamente sem palavras.

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Carol está em sua sala guardando uns papeis na gaveta.

- Soube que o Cameron está te cobrando pelo vidro – Diz George, parado na porta.

- É o justo – Carol caminha em direção à mesa.

- Para uma policial, fez uma lunática bem convincente! – Elogia George – Felipe deve estar orgulhoso!

- Talvez não tenha sido bom trabalho policial, mas devo confessar que gostei – Diz Carol, ela ajeita as coisas em sua mesa.

George entra na sala.

- Estou feliz que esteja bem – Diz George.

- Desculpe por não tê-lo incluído no plano.

- Não tem problema!

Felipe adentra na sala em seguida.

- Boa noite, agentes! – George sai da sala.

- Trouxe rosquinhas das Marie’s – Felipe lhe entrega o saco – Eu estou feliz que tudo tenha acabado bem!

Carol abre o saco e pega uma rosquinha, ela o encara.

- Não vai nos separar! – Diz Felipe.

- Do que você ta falando?

- Ainda vamos passar por muitas coisas juntos... – Ele afirma – E ouvindo Spice Girls! – Depois uma risada.

- Sai daqui! – Carol lhe joga o saco da rosquinha.

Felipe o segura e sai rindo da sala.

- Bobo! – Carol vira-se com um sorriso no rosto.

THE END.

Notas finais
Espero que tenham gostado da Série!
E em breve teremos a Segunda Temporada.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!